terça-feira, 29 de dezembro de 2009

"100 leituras online que farão de você um professor melhor"

O título acima é bem ousado. Mais ousado ainda será o educador que encarar o desafio proposto pelo site Best Universities, que sugere a leitura de 100 livros para que um educador se torne um profissional melhor.
Há publicações diversas que vão de tecnologias a necessidades especiais. Todas em inglês.

Topa o desafio? Basta clicar aqui

Tirinhas na sala de aula

Cinema, vídeo, televisão, jornal são bons parceiros na sala de aula. As tirinhas/HQs também são muito usadas por educadores para estimular a criatividade e a autoria dos alunos, a leitura crítica e também gramática, vocabulário... e uma língua estrangeira, como é o caso que vamos citar.


O Departamento de Espanhol da Universidade de Nottingham, por exemplo, tem usado muito os quadrinhos em suas aulas. O livro que estamos mostrando é o Avance, de Concha Moreno, Victoria Moreno y Piedad Zurita. As páginas têm uma historieta de Quino (acima) usada para que os alunos pratiquem seu vocabulário e fluência ao criarem o final para a história, e várias quadros desordenados (abaixo) para que os alunos coloquem em ordem e descrevam as situações.


Abaixo, o desenho do artista cubano Ajubel ajuda os alunos a uma primeira aproximação com as formas do imperativo e subjuntivo espanhóis.



Mas há também quadrinhos maravilhosos para ensinar história. Abaixo, alguns exemplos de publicações estrangeiras. Mas voltaremos depois com dicas nacionais em outro post.

História Antiga:
300 (1999), Frank Miller.
Age of Bronze (2001), Eric Shanower

Princípios do século XX:
Dictators of the Twentieth Century (2004), Ted Nomura
Pear Harbor Comic Book TPB (2001), Antarctic Press
Los "War Comics", New England Comics.

Holocausto:
Maus (1972, 1977...), Art Spiegelman - Já traduzido para o português, com o mesmo título
Auschwitz (2004), Pascal Croci

Segunda Guerra Mundial - Bomba Atômica:
Ore Wa Mita (1972) - Traduzido para o inglês como I Saw It! (1982), Keiji Nakazawa
Fallout (2001), Jim Ottaviani
Gen Pés Descalços (em português), Keiji Nakazawa - Dica do especialista em quadrinhos Carlos Ely

Política nos anos 60:
King (1993), Ho Che Anderson
My True Story (1994), Manuel "Spain" Rodriguez

Política e guerra dos anos 90:
Safe Area Gorazde (2000), Palestine (2001), The Fixer: A story from Sarajevo (2003), etc de Joe Sacco - Todos já traduzidos para o português: Área de Segurança Gorazde; Palestina; O Observador: Uma história de Sarajevo
Echoes of the Lost Boys of Sudan (2004), James Disco ed.

Oriente Próximo:
Persépolis (2000 a 2003), Marjane Satrapi - Já traduzido para o português - Particularmente recomendo. Tanto o livro como o filme!!!
Saddam Hussein (2004), Ted Nomura

11 de Setembro:
In the Shadow of No Towers (2004), Art Spiegelman - Já traduzido para o português: Na sombra das Torres Gêmeas
The 9/11 Report (2006), de Sid Jacobson e Ernie Colon

A guerra civil espanhola vista pelas crianças

Todas as guerras são cruéis. Quando há morte, violência, dor ninguém é vitorioso.
Isso se aplica ainda mais quando crianças perdem seus pais, sua inocência e são vítimas constantes da violência física e simbólica dos conflitos armados e guerras em todo o mundo.


Um pouco do horror da guerra civil espanhola foi retratato por crianças em desenhos que foram reunidos em uma exposição no Museu Reina Sofía, em Madri, Espanha. Cerca de 1172 desenhos feitos na época do conflito e que foram adquiridos pela biblioteca nacional espanhola puderam ser vistos pelo público. Um verdadeiro tesouro que mostra a guerra sob outra perspectiva e olhar. O nome da exposição foi "A PESAR DE TODO DIBUJAN: LA GUERRA CIVIL VISTA POR LOS NIÑOS".


Biblioteca Nacional da Espanha: http://www.bne.es/esp/actividades/apesardetododibujan.htm
Fonte: http://filocomic.blogspot.com/search/label/Guerra%20Civil%20Espa%C3%B1ola

Mafalda no metrô de Buenos Aires

Mafalda acompañará a los viajeros que vayan de la Estación Perú (línea A) a la Estación Catedral (línea D) en el subte de Buenos Aires. No vendrán mal unas cuantas dosis de Mafalda para sobrellevar la rutina diaria. Quino inauguró el mural, realizado en cerámica, que mide más de 15 metros de largo y metro y medio de ancho.
Fonte:http://filocomic.blogspot.com/search/label/Argentina

Homenagem

Quem for a Buenos Aires pode ver a escultura da personagem de quadrinhos Mafalda instalada na porta do prédio onde morou Quino (seu criador), e que serviu de cenário para muitas das cenas protagonizadas pela menina e sua turma.

Com um vestido verde, ela está sentada em um banco de praça junto a um uma vereda recém pintada, na esquina das ruas Chile e Defensa, no bairro La Boca. Na residência do autor, será fixada uma placa comemorativa: "En esta casa «vivió» Mafalda".
Fonte: http://www.quino.com.ar/

Fosso entre a cultura dos media e a cultura escolar

Kirsi Pohjola, da Universidade finlandesa de Kuopio, pede, no diário Helsingin Sanomat, uma melhor integração do quotidiano mediático das crianças na vida escolar:

"Un fossé s'est creusé entre la culture médiatique des jeunes et la pratique du texte linéaire de l'école. Il ne s'agit pas seulement d'un éloignement entre deux mondes textuels, mais aussi d'un fossé entre deux modes de vie. Dans le pire des cas, les élèves n'acquièrent pas des connaissances de façon naturelle, pour eux-mêmes et pour leur temps. Au contraire, en dehors de l'école, ils sont obligés de laisser de côté une grande partie de ce qu'ils y ont appris. Dans la vie professionnelle, on exige en revanche des fonctions appartenant typiquement à leur culture médiatique, comme de faire plusieurs choses simultanément, la capacité de passer rapidement d'un sujet à un autre, l'implication de soi et un comportement faisant appel aux affects. … Il n'est pas étonnant que les enfants soient attirés par les univers médiatiques : ils y sont acteurs, voire producteurs d'informations. L'univers de l'école est au contraire un monde où ils ont peu leur mot à dire."

Fonte: Educomunicação/ Eurotopics

Boletim O Educomunicador - 54

Para acessar o boletim "O Educomunicador" na íntegra, basta ir até o site do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, no site www.usp.br/nce

Gil... e o jornal

O jornal
Gilberto Gil


Um jornal é tão bonito
Um jornal é tão bonito
Tudo escrito, tudo dito
Tudo num fotolito
É tão bonito um jornal

Vigilantes do momento
Senhores do bom jargão
Façam já soprar o vento
Seja em qualquer direção
Que o jornal é a matéria
E o espírito do mundo
Coisa fútil, coisa séria
Todo escrever vagabundo

Um jornal é tão diverso
Um jornal é tão diverso
Tudo impresso, tudo expresso
Tudo pelo sucesso
É tão diverso um jornal

Não importa a má notícia
Mas vale a boa versão
Na nota um toque de astúcia
E faça-se a opinião
De outra feita, quando seja
Desejo editorial
Faça-se sujo o que é limpo
Troque-se o bem pelo mal

Um jornal é tanta gente
Um jornal é tanta gente
Tudo frio, tudo quente
Tudo preso à corrente
É tanta gente um jornal

Um que dita, um que escreve
Um que confessa, um que mente
Um que manda, um que obedece
Um que calcula, um que sente
Um que recebe propina
Um que continua honesto
Um puxa-saco dos fortes
Um que mantém seu protesto
Um que trafica influência
Um que tem opinião
Um jornalista de fato
Um rato de redação

Um jornal é igual ao mundo
Um jornal é igual ao mundo
Tudo certo, tudo incerto
Tudo tão longe e perto
É igual ao mundo um jornal

Jornal e Educação na África do Sul - Parte 2

Jornal e Educação na África do Sul - Parte 1

Oficina de jornal e educação com educadores da África do Sul.

Jornal e Educação na Colômbia

Estudantes e educadores da Colômbia falam sobre o jornal na sala de aula!

Newspaper in Education

O vídeo abaixo, em inglês, mostra depoimentos de educadores que usam jornal com seus alunos para leitura, autoria, relação entre o conteúdo da aula e o contexto em que vivem...
Enjoy it!!!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Projetos de Educomunicação

Veja texto do site Ciranda.Org sobre projetos de Educomunicação no Brasil e conheça mais sobre a teoria e a prática desse conceito!

A Educomunicação é realizada em todo o mundo como meio de transformação social.
Aqui você encontra experiências no Brasil da utilização da comunicação como ferramenta de educação.

AMAZÔNIA
* Agência Uga-Uga de Comunicação

O Projeto Escola Cidadã foi criado com o objetivo de capacitar, em metodologias de educomunicação, professores e alunos da rede pública de ensino de Manaus para a melhoria do ensino-aprendizagem.O primeiro tablóide escolar produzido por adolescentes e jovens, o Jornal Uga-Uga originou-se do Projeto Jornal na Escola, uma ação desenvolvida, em 1997, tem como objetivo desenvolver uma ferramenta de comunicação gerenciada por jovens e adolescentes da rede pública de ensino de Manaus e voltada para esse mesmo público.http://www.agenciaugauga.org.br/

CEARÁ
* Com Cultura - Comunicação e Cultura

O Comunicação e Cultura tem como missão atuar em escolas - principalmente públicas - para promover a formação cidadã das crianças e adolescentes e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino, através da publicação de jornais escolares e estudantis. O Programa Escola de Cidadãos é formado por dois projetos: O Primeiras Letras apóia a publicação de jornais que resultam do trabalho em sala de aula no ensino fundamental e EJA. O jornal é editado por professores(as), com textos e desenhos dos alunos(as). O projeto beneficia, atualmente, 893 escolas de 112 municípios no Ceará. O Clube do Jornal apóia a publicação de jornais estudantis editados com autonomia por adolescentes do ensino médio. Assim, promove a escola democrática através da liberdade de imprensa e do protagonismo juvenil. O projeto beneficia, atualmente, 94 escolas públicas de 33 municípios no Ceará. http://www.comcultura.org.br/

* Catavento Comunicação e Educação http://www.catavento.org.br/index.asp

BAHIA
* Movimento de Educação Comunitária - MOC

Partindo de algumas experiências iniciais que visavam promover a participação de crianças e adolescentes do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) em programas de rádio veiculados em emissoras comunitárias e no jornal Giramundo, atualmente está desenvolvendo uma proposta de introduzir a educação pela e para a comunicação no ensino público das escolas do campo, onde já há uma forte atuação do Programa de Educação do Campo.Construção de mídias educativas como programas de rádio e boletins, estimulando a participação ativa de crianças e adolescentes e a reflexão crítica dos conteúdos veiculados na grande mídia fazem parte das ações do Educomunicação no Campo.http://www.moc.org.br/

* Cipó Comunicação Interativa
Pelo Projeto Escola Interativa alunos e professores se envolvem na produção de peças de comunicação (ensaios fotográficos, vídeos, cartazes, HQ, site) e geram novos processos de educação e/ ou de mobilização social.http://www.cipo.org.br/

SÃO PAULO
* Aprendiz - Cidade Escola

A Cidade Escola Aprendiz nasceu do site Aprendiz. Inicialmente era um programa educativo de comunicação, no qual jovens produziam reportagens com o foco em Direitos Humanos.Jovens participantes de atividades da organização Cidade Escola Aprendiz produzem vídeos sobre responsabilidade social para o site Aprendiz, com o objetivo de disseminar diversas soluções criativas de educação. http://aprendiz.uol.com.br/content/phiphopoke.mmp

* NCE USP - Núcleo de Comunicação e Educação
Por meio de projetos como o Educom-TV, Educom.rádio, professores e alunos da rede municipal de ensino de São Paulo são capacitados a utilizarem linguagens audiovisuais em sala de aula na perspectiva da educomunicação. O objetivo das práticas é combater a violência e favorecer a construção de uma cultura de paz.http://www.usp.br/nce/

* Movimento Um Milhão de Histórias de Vida de Jovens
Jovens de todo o Brasil iniciaram o movimento Um Milhão de Histórias de Vida de Jovens, que tem como objetivo mobilizar muitos outros jovens para contar e divulgar suas histórias, e assim alterar a forma como a sociedade vê e age em relação à juventude histórias são publicadas pelos próprios jovens em um ambiente virtual e divulgadas através de boletins, peças de teatro, vídeos e programas de rádio.http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/home/resources/homesPublicadas/MVHM_23.html

RIO DE JANEIRO
* Bem TV - Educação e Comunicação

O projeto Olho Vivo viabiliza processos educativos para adolescentes das comunidades da Grota, Morro do Preventório e Jurujuba, em Niterói. A prática da educomunicação é utilizada para levantarem (a partir de imagens) a memória do local onde moram e o diagnóstico da situação de vida na região. Os jovens são sensibilizados a intervir positivamente da realidade social por meio da prática da comunicação.Pelo projeto Educomunicar professores de escolas públicas de Niterói são capacitados a trazer a comunicação para sala de aula.www.bemtv.org.br

* CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular
Com o projeto Botando a Mão na Mídia, crianças e jovens trabalham a leitura crítica da mídia, especialmente da televisão e o vídeo.Pelo projeto Jornal Internacional de Bairros - JIB, em oficinas prático-teóricas de vídeo, jovens de escolas da rede pública de ensino e de grupos culturais organizados são capacitados a produzir sua própria informação.http://www.cecip.org.br/

* Observatório de Favelas
O objetivo maior do projeto Escola Popular de Comunicação Critica é contribuir para a ampliação do exercício da cidadania dos adolescentes e jovens de comunidades populares do Rio de Janeiro por meio de acesso à diferentes linguagens no campo de comunicação e da cultura, cursos de caráter profissionalizante no campo da mídia impressa; da mídia em internet; da produção em Vídeo, em fotografia e em rádio comunitária e o registro das práticas cotidianas presentes nas comunidades populares. http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatorio/projetos/

RIO GRANDE DO NORTE
* Instituto Terramar Educomunicação

Práticas de rádio-escola entre alunos de duas escolas municipais de Natal-RN para a capacitação dos alunos para todo o processo de produção e apresentação de um programa de rádio e produção de fotografias pelos jovens em privação de liberdade para demonstrar suas visões de mundo e colocar em cada imagem um pouco deles, de suas história de vida.http://www.ciaterramar.org.br/2007/

PERNAMBUCO

* Auçuba - Comunicação e Educação
O Projeto Escola de Vídeo visa desenvolver o senso crítico e a criatividade de jovens, utilizando a comunicação numa perspectiva educativa. O objetivo é intervir na comunidade, implementando núcleos de comunicação em escolas públicas municipais e estaduais por meio de vídeo realizado pelos alunos.

MINAS GERAIS
* Oficina de Imagens

O projeto Latanet - da latinha à internet é uma proposta pedagógica que une o currículo escolar, mídia, cidadania e o cotidiano do estudante. Promove a inclusão das linguagens e tecnologias da comunicação (fotografia, rádio, jornal, TV, Internet) no ambiente escolar, atraindo e provocando a participação na comunidade e a criação de rede de intercâmbio de informações entre jovens e educadores de diferentes escolas. Desde 2002, o projeto Latanet trabalha com professores e alunos de 32 escolas na rede pública municipal de educação de Belo Horizonte.http://www.oficinadeimagens.org.br/

MARANHÃO
* Matraca - Agência de Notícias da Infância
http://www.matraca.org.br/index.htm

PARANÁ
* Olho Vivo

Minha Vila Filmo Eu é um projeto voltado para jovens da comunidade Vila das Torres, em Curitiba- PR. Estes jovens entram em contato com as técnicas e a narrativa do audiovisual. Através deste curso de vídeo gratuito as crianças selecionadas aprendem a contar histórias com uma câmera digital, com foco sobre seu cotidiano e a realidade do local onde moram.http://www.projetoolhovivo.com.br/index.htm

* Projeto Ler e Pensar Ler e Pensar é um projeto de incentivo à leitura desenvolvido desde 1999 em escolas públicas e particulares do Paraná. A proposta é incentivar o hábito da leitura na escola utilizando o jornal como um recurso pedagógico complementar.http://portal.rpc.com.br/instituto/projetos/index.phtml?menu_id=64&pai=true&id=64

* Ciranda - Central de Notícias dos Direitos da Infância e da Adolescência

Jovens em privação de liberdade e de bairros com altos índices de violência de Curitiba e região metropolitana participam das oficinas do projeto Luz, Câmera...Paz! Por meio de jornais e vídeos, os jovens tomam frente nas ações e debates e se afirmam como protagonistas na construção da paz. Pelo projeto Navegando nos Direitos, desenvolvido em Paranaguá-PR estudantes da rede municipal e estadual de ensino produzem jornal e reportagens sobre o enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil.O programa Catavento, de erradicação e prevenção ao trabalho infantil, traz a educomunicação para crianças e jovens em atividades sócio-educativas.www.ciranda.org.br

PARÁ
* Projeto Saúde e AlegriaA Rede Mocoronga de Comunicação Popular tem foco no protagonismo juvenil e na cidadania por meio da Educomunicação - produção de jornais, vídeos e programas de rádio, difundindo informações e a cultura das comunidades dos municípios de Santarém e Belterra, ambas no Pará.
www.saudeealegria.org.br

Fonte: Site Ciranda

sábado, 19 de dezembro de 2009

R$ 70 mil para produções audiovisuais infantis


"Estão abertas as inscrições para o edital Curta Criança 2010, do Ministério da Cultura. A seleção vai apoiar com R$ 70 mil a produção de 13 obras inéditas de curta metragem com temática voltada à infância, dos quatro aos oito anos. Com duração de 12 minutos, a obra pode ser de ficção, documentário ou animação. Os interessados têm até o dia 25 de janeiro para confirmar participação.

De acordo com o edital, o argumento utilizado deve desenvolver histórias para crianças, sem obrigatoriedade de protagonismo infantil em cena. No caso de projetos do gênero documentário, as seguintes categorias deverão ser contempladas: como as coisas são feitas; natureza e animais; o mundo que nos cerca; e histórias de vida de crianças.

Os projetos deverão ser inscritos por pessoas físicas que detenham os seus direitos autorais nas condições de roteirista, produtor, diretor, ou que cumulativamente apresentem-se em tais condições na obra proposta. Todos os projetos selecionados serão submetidos à Oficina de Capacitação e Desenvolvimento do Projeto, podendo, durante a dinâmica, sofrer adaptações de formato, ajuste, abordagem de conteúdo – visando a uma maior aproximação com o público infantil".

Fonte: RevistaPontoCom

Mídia na sala de aula

Graça Caldas, no artigo Mídia, Escola e Leitura Crítica do Mundo, afirma que:
"Certamente, não se trata, apenas, de ensinar os professores a lerem os jornais, mas sobretudo de possibilitar a eles, num primeiro momento, uma leitura do mundo para melhor compreenderem, eles próprios, o poder da mídia e o papel ocupado pelos diferentes veículos no espaço público. Só então poderão fazer a leitura crítica da mídia e, conseqüentemente, ensinar os alunos a pensarem, refletirem sobre os conteúdos noticiosos e, então, desenvolverem formas autônomas de pensar o mundo". (CALDAS, 2006, p.4)

Educação para a mídia

“A educação para os meios ou alfabetização midiática compreende a capacidade de analisar criticamente os meios e de expressar-se e produzir mensagens com eles. Quer dizer, há que incidir na educação sobre os meios e, nos meios, estabelecendo uma interação que implique: por um lado sua análise e conseqüente reflexão; por outro, um uso criativo, que os transforme em instrumentos expressivos”. (José Luis González Yuste)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pesquisador Guillermo Orozco fala sobre mídia de qualidade para crianças e adolescentes

A 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, que aconteceu em abril de 2004, no Rio de Janeiro, e foi promovida pela MultiRio * (entre outros parceiros), trouxe ao país educadores, pesquisadores e profissionais da indústria global de mídia para debater mídia de qualidade para crianças e adolescentes.

Entre outros, estiveram presentes Néstor Garcia Canclini e Ana Maria Machado, bem como um dos grandes pesquisadores de comunicação e educação da América Latina, o mexicano Guillermo Orozco que me concedeu uma entrevista. Ele definiu o que seria um bom programa de TV voltado para o público infanto-juvenil e disse que a globalização, mais do que nunca, impõe a necessidade de promover e garantir o respeito às diferenças. Confira abaixo:

Cristiane Parente de Sá Barreto– O que faz um programa de TV - para crianças e adolescentes - ser de qualidade?
Guillermo Orozco Gómez - O tema qualidade é bastante relativo. Para mim, um programa de qualidade seria aquele que levasse em conta o momento, o contexto, o ritmo e os hábitos de comunicação das crianças. Sou contra uma programação que bombardeie as crianças com sons e imagens e que atrapalhe a atenção delas. Defendo uma programação que vá envolvendo os telespectadores de uma forma lúdica, divertindo e entretendo, respeitando as emoções e os ritmos cognitivos.


Cristiane Parente - A participação de crianças e adolescentes na programação de TV seria uma forma de se conseguir uma TV com mais qualidade?
Guillermo Orozco - Não creio necessariamente que o fato de as crianças estarem presentes vai melhorar a qualidade. Depende do roteiro elaborado, do contexto e dos objetivos do programa. Pode ser que isso permita que as crianças se vejam no programa, mas isso não necessariamente significa maior qualidade.

Cristiane Parente - Algumas pessoas defendem que o papel da televisão é simplesmente entreter e informar, não educar. O que o senhor pensa a respeito dessa idéia? Qual é afinal o papel da TV?
Guillermo Orozco - Creio que os meios de comunicação não aceitam o fato de terem a responsabilidade de educar. Acreditam que suas funções são apenas divertir, entreter e informar. Alguns meios começam agora a dar conta de que fazendo isso também educam, embora não tenham este propósito. Portanto, o que temos que discutir é o conceito de educação, pois ele tem sido muito relacionado somente ao ensino como um método didático nas instituições educativas. A educação é muito mais do que ensino. E me parece que temos, como sociedade, que aprender que educamos de distintas maneiras. E que, então, os meios de comunicação educam de uma forma diferente das escolas ou das famílias. É preciso exigir essa responsabilidade dos meios.

Cristiane Parente - Falando em educação, sei que o senhor leu a obra de Paulo Freire. Que importância ela teve em sua formação e como o senhor avalia esta obra na educação nos dias de hoje. Os conceitos de Paulo Freire continuam atuais?
Guillermo Orozco - Creio que Paulo Freire continua sendo mais do que nunca vigente, já que as mais modernas teorias construtivistas de aprendizagem, de desenvolvimento das múltiplas inteligências e do desenvolvimento da zona proximal - segundo alguns educadores – acontecem por meio de um “diálogo problematizador”, como dizia Paulo Freire. É necessário estabelecer um desafio a partir do conhecimento do sujeito que se educa para que se possa avançar até um novo estado de desenvolvimento do conhecimento. Esse desafio não pode ser somente linear e simples. Ele deve questionar e problematizar o conhecimento anterior para que se chegue à uma nova compreensão do mesmo objeto de conhecimento.

Cristiane Parente - Nesse sentido, qual seria o papel da escola na educação para os meios?
Guillermo Orozco - Teoricamente, seria justamente propiciar um ambiente de aprendizagem, no qual se possa problematizar os conhecimentos por meio de um diálogo para alcançar níveis de conhecimentos superiores. É preciso também que se abra espaço para que se possa problematizar também os princípios sobre os quais descansa essa interação com os meios. Mas me parece muito difícil que a escola tradicional possa levar a cabo este tipo de educação. Há avanços, por exemplo, na Europa. Mas as escolas latino-americanas, em geral, passam por momentos muito difíceis.

Cristiane Parente - O senhor tem estudado a questão da recepção, mas de um ponto de vista da família, não apenas do indivíduo. O que revelam suas pesquisas?
Guillermo Orozco – É necessário realizar um trabalho com os telespectadores para que eles se dêem conta do processo de construção e representação dos meios de comunicação, de que forma a mídia pode manipular as informações. São temas importantes para uma estratégia de educação para a televisão.

Cristiane Parente - O pesquisador Nestor García Canclini destaca que a globalização não é tão ruim como se fala. Para o senhor, como a globalização está afetando a formação de crianças e adolescentes que não têm oportunidade de receber produtos da mídia local, mas apenas produtos de fora, muitas vezes estereotipados, com padrões muito homogêneos.
Guillermo Orozco - Mais do que nunca devemos defender nos meios de comunicação certos tipos de valores. A globalização nos desafia a promover e garantir o respeito à diferença, o respeito ao que somos e temos, à tolerância, e o auto-reconhecimento. De um lado, temos que respeitar a cultura do outro. De outro, também temos que exigir respeito à nossa própria identidade, cultura e ao que é nosso.

Cristiane Parente - Como andam as discussões em torno do tema Educomunicação na América Latina? Ainda temos muito que avançar? As escolas e os comunicadores já reconhecem o papel da educomunicação?
Guillermo Orozco - Este debate não existe no México. Nem entre os comunicadores e, lamentavelmente, entre os educadores. Apenas alguns como eu e outros dois ou três colegas seguimos com este propósito, pensando que isto é possível. Infelizmente, não há um interesse da sociedade nem do sistema educativo para avançar no debate sobre comunicação e educação. Vejo que no Brasil há um grande interesse, como o trabalho que vem sendo realizado pelo professor Ismar Soares (do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo), pela MULTIRIO (Empresa Municipal de Multimeios da Prefeitura do Rio de Janeiro) e por outras associações e fundações.


* A MultiRio, em 2004, era presidida por Regina de Assis.

Jovens e produção textual

Em materia do suplemento Megazine do jornal O Globo (19/05/2009), a produção textual escrita da juventude deste final de primeira década do século XXI, foi colocada em xeque. Textos condensados, ultra sintéticos, abreviados, “econômicos” são questionados e seus suportes são, de certa forma, responsabilizados pelo fracasso da produção textual de jovens em exames como os vestibulares, ENEM e similares. Sem pretender satanizar ou santificar o MSN ou até mesmo o mais jovem e vertiginoso parente das novas ferramentas de comunicação – o Twitter – volto com uma reflexão que pode contribuir, ao menos, para que não nos desesperemos com a ideia de que a palavra escrita está morrendo: por que os sites de relacionamento não podem prescindir da palavra escrita?

Mesmo podendo estabelecer conversas com imagem e som (bastando uma webcam, microfones e caixas de som) ainda assim, o diálogo escrito é líder de audiência em sites de relacionamento. Creio que isso se deva a uma virtude ímpar da aliança entre a palavra escrita e a internet (e o MSN explora muito bem tal virtude): a capacidade de estabelecer conversas quase simultâneas. Isso é impossível por meio da voz. Falar com vários interlocutores ao mesmo tempo gera muita confusão (e incompreensão) Já no Messenger você conversa, ao mesmo tempo, com vários interlocutores.Você se torna um verdadeiro administrador de conversas. Isso é extraordinário: estabelecer diferentes diálogos, simultâneos, sem misturá-los, sem confusão.

Digo tudo isso para reafirmar que as novas tecnologias não eliminam códigos anteriores, mas antes, os reposicionam. A palavra reposicionada na internet é abreviada, sintética, quase consonantal, mas continua sendo a palavra escrita, baseada num código alfabético, linear, seqüencial, analógico. A geração web 2.0 parece desconhecer a idade desta senhora, mãe e avó da geração analógica e a trata como uma “bff” (best friend forever), explorando suas inúmeras possibilidades, criando novas abreviaturas, alguns neologismos, pouca rigidez gramatical e sintática além das heresias ortográficas que cometem.

Sem ter consciência de que a palavra regula e organiza o pensamento, esta nova geração usa e abusa da palavra escrita para enviar mensagens instantâneas, intensificando práticas dialógicas, restaurando o saudável hábito da troca de correspondências e contrariando uma previsão feita no início deste século de que a internet e os computadores suprimiriam a escrita ou estariam “atropelando-a”.

Enquanto não inventarem nada melhor para colocar no lugar, a palavra escrita, soberanamente, continuará comandando a comunicação interpessoal à distância. Resta-nos investigar com profundidade o que realmente muda e o que realmente permanece nesta relação entre a internet e a palavra escrita. Trata-se de um campo de pesquisa grande, pouco explorado e promissor.

Artigo de Marcos Ozório/Blog Humano

Crianças de rua em música



Música de Pedro Guerra, cantor espanhol com uma extrema sensibilidade e belas letras. A que compartilho com vocês é sobre crianças nas ruas. No vídeo ele canta com a cantora mexicana, nascida nos EUA, Julieta Venegas. Para quem gostar e quiser conhecer mais sobre Pedro Guerra seu site é o www.pedroguerra.com

Niños
Pedro Guerra

A 30 pisos de altura frente a la playa de copacabana
La calle huele a humedad a fruta sexo bronceador cachaza
A 30 pisos de altura veo la vida que me mira y pasa
Bebiendo agua de coco frente a la playa de copacabana

Cuando den las diez no volveran a casa
Se quedaran ahi no volveran a casa
Cuando den las diez los niños de la playa
Se quedaran ahi no volveran a casa

Coro:
Como los coches luz de farola
Como los gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzonesComo basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

Desde la asfixia y la altura veo el temor de la ciudad dormida
Nada se intuye en el aire de la violencia en la que todo gira
Colombia avanza y el mundo no sabe nada y si lo sabe olvidaY todo sigue girando morir al dia es parte de la vida

Niño del dolor que cuelga de los coches
Y aspira oscuridad crecida de la noche
Niño del dolor sin nada a que agarrarse
Perdido en la ciudad ya es parte del paisaje

Coro:
Como los coches luz de farola,
Como gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

A muchas horas de casa miro la luz de la ciudad torcida
La inmensidad del df. la multitud que en el smog respira
A muchas horas de casa otra mirada nos observa y mira
Y la serpiente emplumada quedó atrapada y ahora es luz cautiva

Niño del dolor haciendo piruetas
A cambio de tener migajas o monedas
Niño del dolor que juega a hacerse grande
Ausente del amor ya es parte de la calle

País não tem indicador de alfabetização

Garantir o direito da alfabetização na idade correta a todas as crianças é um grande passo para o sucesso escolar. Para verificar e acompanhar esse direito, são necessários dois indicadores: o primeiro para verificar se a conclusão da 2ª série/3º ano está ocorrendo na idade correta; e o segundo para medir a qualidade dessa alfabetização. O primeiro pode ser obtido a partir das PNADs – mas, para o segundo, ainda não há um indicador nacional para mensurar a qualidade da alfabetização. Para falar sobre esse importante tema, o movimento Todos Pela Educação entrevista Ruben Klein, especialista em avaliação e consultor da Cesgranrio. Para ele, o Brasil perdeu este ano uma grande chance de incorporar ao Saeb/Prova Brasil uma avaliação da alfabetização dos alunos da 2ª série/3º ano do Ensino Fundamental.

Durante a entrevista, Klein explica como seria a construção de um indicador para o acompanhamento da Meta 2 e por que a Provinha Brasil não pode ser considerada uma avaliação externa. O Ensino Fundamental de 9 anos e o atraso escolar nas séries iniciais estão entre os assuntos analisados pelo especialista, que também é sócio-fundador e membro da Comissão Técnica do movimento Todos Pela Educação.

Todos Pela Educação - Qual é a importância da Meta 2 do movimento Todos Pela Educação?
Ruben Klein - O cumprimento da Meta 2 é fundamental para o cumprimento da Meta 4 – todo jovem de 19 anos com Ensino Médio concluído –, isso porque atrasos nessa
fase inicial do aprendizado são difíceis de recuperar. Da mesma maneira, se a parte de qualidade da Meta 2 não tiver sido cumprida, dificilmente a Meta 3 – todo aluno com aprendizado adequado à sua série – será alcançada. A Meta 2 requer um fluxo escolar correto: toda criança entrando na escola na idade correta (6 anos no 1º ano do Ensino Fundamental) ou adiantada e um ensino de qualidade que permita que os alunos passem de ano e garanta que toda criança saiba ler, escrever e entender textos simples. Em nossa opinião, toda criança deve ter também domínio de algumas habilidades matemáticas. Observamos que essa meta requer que não haja retenções de alunos nas séries iniciais.

Todos Pela Educação - A Provinha Brasil não pode ser considerada uma avaliação externa e um instrumento de controle social do processo de alfabetização no país, como são o Saeb e a Prova Brasil?
Ruben Klein - Na Provinha Brasil, o INEP/MEC disponibiliza, no início e no fi nal do ano, um teste de múltipla escolha em leitura para que cada escola ou secretaria estadual/municipal aplique, voluntariamente, aos alunos da 1ª série/2º ano do Ensino Fundamental. Embora avalie a capacidade de ler e escrever, o teste não mede a escrita, pois não tem questões dissertativas ou espaço dedicado à redação. A Provinha Brasil pode ser útil para as redes e os professores avaliarem seus alunos como um instrumento pedagógico, mas não é uma avaliação externa, pois não é aplicada e corrigida externamente com a garantia de critérios de padronização de aplicação e de correção.
Para ser viável, uma meta precisa ser definida através de indicadores que possam ser acompanhados ao longo dos anos e comparados com o objetivo final. O uso da PNAD
para o indicador de conclusão na idade correta satisfaz esse critério. Para avaliar a qualidade, é necessário ampliar o Saeb/Prova Brasil com testes de Língua Portuguesa e Matemática aplicados universalmente ou em amostras na 2ª série/3º ano e cujos resultados sejam apresentados na escala do Saeb. Isso é muito desejável para poder comparar os resultados com os das outras séries. Os resultados da Provinha Brasil não estão na escala do Saeb: sua aplicação não é universal, nem amostral. Por isso, não é possível, a partir da Provinha Brasil, definir indicadores para acompanhar a
evolução da Meta 2 no País.

Todos Pela Educação – Então, em sua análise, como deveria ser uma avaliação nacional que permitisse à sociedade acompanhar se o processo de alfabetização das crianças está sendo realizado na idade correta?
Ruben Klein - Para medir a parte da qualidade da Meta 2, é preciso expandir as escalas de Língua Portuguesa (Leitura) e de Matemática do Saeb/Prova Brasil para a 2ª série/3º ano do Ensino Fundamental. Isso pode ser feito sem problemas, e já ocorre em algumas avaliações estaduais e municipais. É uma pena que o INEP/MEC tenha perdido a chance de introduzir essa série/ano na realização do Saeb/Prova Brasil no ano de 2009. Isso poderia ter sido feito, inicialmente, somente em uma amostra, como no Saeb. De qualquer maneira, fica a demanda para que esses acréscimos sejam incluídos no Saeb/Prova Brasil de 2011. Quanto à parte do fluxo escolar, idade correta, pode-se medir o percentual de conclusão da 2ª série/3º ano na idade correta de 9 anos.

Todos Pela Educação - Como seria essa avaliação?
Ruben Klein - É importante ressaltar que na aplicação desse teste para a 2ª série/3º ano, os mesmos critérios de aplicação da 4ª série/5º ano, sem nenhuma leitura por parte do aplicador, devem ser mantidos. Feita a ampliação da interpretação das escalas do Saeb, únicas por disciplina, poderiam ser defi nidas metas de qualidade, como ocorre na Meta 3 para Língua Portuguesa/Leitura e para Matemática.

Na alfabetização, é importante medir também a parte de escrita. Para isso, é necessário incluir uma parte de questões com respostas construídas, que talvez possa ser incorporada à escala de Língua Portuguesa ou que exija a criação de uma escala separada de escrita, além de uma redação. Isso também poderia ter sido introduzido no Saeb/Prova Brasil desse ano.

Todos Pela Educação - Como o senhor avalia a ampliação do Ensino Fundamental para 9 anos?
Ruben Klein - No ano passado lembramos que existia o perigo de a introdução do Ensino Fundamental de 9 anos acarretar aumento do atraso escolar, pois a nova série poderia reter alunos e também atrair alunos novos de 7 anos para o 1º ano. Isso aconteceu com a introdução da Classe de Alfabetização (CA) em algumas redes estaduais a partir de 1985, como, por exemplo, nas redes de ensino do Rio de Janeiro. Agora temos evidência de que isso está, de fato, ocorrendo.
Uma análise de fl uxo, a partir dos dados divulgados pelo INEP/MEC*, mostra uma queda considerável no número de alunos novos na 1ª série/2º ano. Esse número deveria ser da ordem de 3,4 milhões, número aproximado de crianças de 7 anos. No entanto, em 2008, esse número caiu para cerca de 2,85 milhões. Pela experiência anterior sobre as CAs, sabe-se que esse número retorna ao normal lentamente, mas que inclui muitos alunos com atraso escolar. Esse fato pode acarretar uma queda maior ainda nas taxas de conclusão da 2ª série/3º ano na idade correta.

Todos Pela Educação - Qual é o atraso escolar nessa faixa etária?
Ruben Klein - O atraso escolar na 1ª série/2º ano já é grande. Segundo as PNADs de 2007 e 2008, o percentual de crianças de 7 anos matriculadas na escola, mas que não atingiram a 1ª série/2º ano, esta em torno de 25%. Há ainda cerca de 2% de crianças de 7 anos fora da escola. É preciso ressaltar que a Meta 4 admite um ano de atraso para conclusão do Ensino Fundamental e/ou do Ensino Médio. A Meta 2, não.
Segundo o INEP/MEC*, na maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste e nos estados de São Paulo e do Espírito Santo, ainda falta muito para acabar a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos. Logo, é razoável supor que, sem nenhuma ação externa, o atraso escolar vai aumentar, e as taxas de conclusão cairão mais ainda.

Todos Pela Educação - O que pode ser feito para solucionar esse problema?
Ruben Klein – É necessário haver ações imediatas por parte dos governos e da sociedade para reverter essa situação. É preciso garantir que toda criança de 6 anos esteja matriculada no 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, que deve estar plenamente implementado em 2010. Retenções ou repetências nessas séries iniciais só devem ocorrer em casos extremos.


Fonte: Todos pela Educação (09/12)

Eu, você, todos pela Educação - 3

Eu, você, todos pela Educação - 2

Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes

A próxima Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes acontecerá em 2010 na Suécia. Tive o prazer e a alegria de acompanhar a Cúpula de 2004, no Rio. Foi uma experiência maravilhosa! Veja abaixo o relato da professora Regina de Assis, uma das promotoras da Cúpula no Brasil, sobre o que é esse movimento.

"O movimento das Cúpulas Mundiais de Mídia para Crianças e Adolescentes começou em 1992 pela iniciativa de duas experientes produtoras de programas de TV para crianças - Anna Home, então na BBC inglesa, em Londres, e a Dra. Patrícia Edgar, então presidente da Australian Children´s Television Foundation/ACTF, em Melbourne, na Austrália.

Esta decisão foi tomada durante um Encontro do Prix Jeunesse na Alemanha, após o qual foi criada a World Summit on Media for Children Foundation/ WSMCF. Na ocasião, decidiu-se realizar Cúpulas Mundiais a cada três anos. A primeira aconteceu em 1995, em Melbourne na Austrália; seguindo-se a de Londres, em 1998; depois a de Tessalônica, na Grécia, em 2001, onde conseguimos apresentar nossa candidatura e trazer para o Rio, Brasil e América Latina a que realizamos em 2004.

A Cúpula Mundial, realizada em abril de 2004, no Rio, obteve ótimos resultados. O evento conseguiu reunir cerca de 3000 profissionais de mídia, educação e cultura, além de 150 adolescentes, representantes dos cinco continentes.

Durante uma semana, participamos de uma programação na Escola Naval, situada na Ilha de Villegagnon, em que discutimos, analisamos e propusemos caminhos para o acesso a mídia de qualidade em nosso país, continente e em todo o mundo. O tema central da Cúpula Mundial no Rio foi " Mídia de Todos, Mídia para Todos ", e no encerramento foram apresentadas as "Cartas do Rio de Janeiro", documento elaborado por profissionais e adolescentes presentes e posteriormente encaminhadas a autoridades nacionais e internacionais.

Durante o evento, dois professores universitários suecos- que trabalhavam com mídia para adolescentes - Pär Lundgren e Bertil Johansson nos procuraram e foram por nós encaminhados aos demais membros do Conselho Diretor da WSMCF, pois desejavam realizar uma próxima Cúpula Mundial na Suécia, após a da África, acontecida em 2007. Assim, no próximo ano de 2010, será a vez da Suécia, que contará com o apoio da Rainha Sylvia, de origem brasileira, a Patronesse de Honra do grande evento". (Regina de Assis/Blog Humano)

O link para contato com os organizadores da Cúpula Mundial de Karlstad 2010 na Suécia é: www.wskarlstad2010.se/contactus.php


Eu, você, todos pela Educação - 1

O ator Alexandre Borges é o protagonista do novo filme da mobilização Eu, Você, Todos Pela Educação que começou a ser veiculada na TV Globo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Futuro do leitor ????

Um vídeo muito engraçado se aproveita do termo help desk para mostrar nosso futuro ou passado, quem sabe? : )


Obs: Para quem não conhece, Help Desk é o profissional que presta serviço de apoio a usuários para resolução de problemas em informática. Ou ainda um conjunto de orientações para a utilização de um programa ou realização de um curso... Exemplo: você está fazendo um curso online e tem algum problema, então, você procura o help desk para ajudá-lo a resolver tudo. Fonte: Site Leitura Crítica

Formação de professores chilenos em educação para a mídia

Formación de docentes chilenos en educación en medios

Este artículo aborda la segunda parte de un estudio realizado por el equipo de Comunicación y Educación de la Facultad deComunicaciones de la Pontificia Universidad Católica de Chile.Se investigaron los conocimientos, actitudes, formación y práctica respecto a la Educación en Medios de los docentes chilenos de Lengua Castellana y Comunicación. Los resultados de este análisis alertan sobre la necesidad de una formación docente en este tema y hace una propuesta concreta de criterios que orienten la formación continua de profesores.

Palabras claves: Educación en medios, formación continua de docentes, competencias mediáticas.

Desde la conferencia de 1982 en Grünwald, Alemania,la UNESCO ha hecho ver la necesidad de una Educación en Medios, idea que cobró aún más fuerza en la conferencia de 1999, organizada en Viena (Educating for the Media and the Digital Age), donde se consideró lo siguiente: «la Educación en Medios forma parte del derecho fundamental de todo ciudadano, en cualquier país del mundo, a la libertad de expresión y el derecho a la información, y contribuye a establecer y mantener la democracia».Sin embargo, son pocas las respuestas sistémicas que se han dado al respecto. Una razón clave para explicar esta situación es que los docentes, en su inmensa mayoría, no han recibido una formación inicial en Educación en Medios y no han sido preparados para ello.

Es por esto que en 2002, en el seminario Youth Media Education, organizado nuevamente por la Unesco en Sevilla, se recomendaron cinco áreas clave de actuación, entre las cuales figura como prioritaria la formación del profesorado.Teniendo en cuenta este contexto surge el proyecto de investigación Fondecyt Nº1060418, «Evaluación de la Educación en Medios de Comunicación en Chile. Una propuesta de criterios para la formación continua de profesores de Lengua Castellana y Comunicación1», realizado entre 2006 y 2007, con el objetivo de identificar las falencias que tiene la formación en medios de los profesores chilenos de Lenguaje y Comunicación en este campo según parámetros internacionales, así como proponer los criterios de un plan para la formación continua.Las hipótesis que guiaron la investigación fueron:
a) En Chile no existen programas sistemáticos de formación para docentes de educación en medios que respondan a las actuales necesidades de la sociedad de la información y el conocimiento.
b) Los profesores de Lengua Castellana y Comunicación de educación media no están impartiendo adecuadamente los contenidos contemplados en los planes y programas del área. c) Los profesores de Lengua Castellana y Comunicación de enseñanza media necesitan un programa de formación continua que les permitan adquirir y actualizar las competencias necesarias para impartir los contenidos exigidos por la reforma educativa en el área de los medios de comunicación.

Para la segunda etapa el proyecto, que es la que se aborda en este artículo, se establecieron los siguientes objetivos específicos:
a) Investigar los conocimientos, actitudes, formación y práctica de los docentes chilenos del área de Lengua Castellana y Comunicación respecto a la Educación en Medios.
b) Establecer criterios que orienten la formación de profesores de enseñanza media en educación en la materia2.

Antecedentes internacionales
Aún con todo el esfuerzo y compromiso de la UNESCO, incluso países pioneros y líderes en este tema como son Canadá, Inglaterra y España no tienen del todo resuelta la formación docente en el área. En Inglaterra, en la década de los noventa, más del 40% de los centros de educación secundaria británicos ofrecían cursos relacionados a los medios de comunicación.Todo alumno mayor de 16 años podía escoger estas materias como opcionales.

Sin embargo, la Educación en Medios no se integró de forma sistemática en los programas escolares, por la escasa formación de los docentes y la ausencia de un modelo teórico que guiara y fundamentara su práctica (Bazalgette, 2007). Asimismo, en 1989 el programa La Competencia Mediática del Ministerio de Educación de Ontario (Canadá) fijó competencias relacionadas a la Educación en Medios para los niños y jóvenes.

A esto se suma en 1994 el informe Preparando nuestros jóvenes para el siglo XXI, el que determinó los perfiles de aprendizaje de la escuela primaria y secundaria, urgiendo al sistema educativo canadiense a tomar en cuenta las tendencias principales de la sociedad, como la internacionalización, la globalización, la explosión de la información, el rápido desarrollo tecnológico y la creciente complejidad de la vida social.

Sin embargo, el trabajo con los profesores tampoco ha sido sencillo a nivel nacional (Piette, 1996).Por su parte, en España la Ley de Ordenacion General del Sistema Educativo (Logse) de 1990 reconoció la importancia social de los medios y la necesidad de la actualización de la escuela. Las comunidades autónomas de Andalucía y Cataluña han trabajado en la formación de docentes en Educación en Medios.

En Andalucía el grupo COMUNICAR ha desarrollado desde hace 15años programas de formación continua para profesores en Educación en Medios y, en 2007, el gobierno autónomo de Cataluña emprendió una renovación curricular basada en competencias. Esta era una apuesta por la competencia comunicativa (comprensiva y expresiva) de los estudiantes (Ambrós, 2006).

Aurora Maquinay, responsable del Programa de Educación y Comunicación Audiovisual del departamento de Educación de la Generalitat de Catalunya y una de las impulsoras del proyecto señaló: «Habrá mucho trabajo de formación, y estoy hablando de formación continua, es decir, de los profesores actuales.Los cursos de Didáctica de la Lengua, de Artes Plásticas o de educación para la ciudadanía tendrán que incorporar una parte de comunicación audiovisual.

Hay que evitar que, por ejemplo, un maestro les pida a sus alumnos, sin más, que produzcan un spot de publicidad. No puede decirles alegremente que se pongan ante la cámara y filmen sin tener en cuenta el contexto, la audiencia, el lenguaje publicitario, etc. Tenemos mucho material elaborado, muchos recursos didácticos para ayudarles a hacerlo, pero es necesario que lo sepan aplicar adecuadamente. Hay que formar a todos los docentes»3.

Quer ler o artigo completo? É só acessar:
http://fcom.altavoz.net/prontus_fcom/site/artic/20090115/asocfile/20090115163621/5_galvez.pdf

Fonte:
C U A D E R N O S D E I N F O R M A C I Ó N / N 0 2 3 / 2 0 0 8

Domínio Público - Machado de Assis

Quer ler Machado? Aproveite os links abaixo!

A Cartomante -Machado de Assis: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1965

Dom Casmurro -Machado de Assis: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1888

A Carteira -Machado de Assis: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1877

A Igreja do Diabo -Machado de Assis: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1903

Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2038

A Mão e a Luva -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2039

A Causa Secreta -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1973

A Ela -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1899

Adão e Eva -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1975

A Chinela Turca -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1941

O Alienista -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1939

A Mulher de Preto -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1881

A Pianista -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17357

A Herança -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17350

A chave -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17900

A Desejada das Gentes -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1972

Quincas Borba -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2118

A Segunda Vida -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1915

A Vida Eterna -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17358

Astúcias de Marido -Machado de Assis
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17375

Aurora sem Dia -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1897

Pai Contra Mãe -Machado de Assis
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1951

Esaú e Jacó -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2042

Antes que Cases -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17371

A melhor das noivas -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17354

Helena -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2091

A Sereníssima República -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1947

Anedota Pecuniária -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1913

A Semana -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1963

A viúva Sobral -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17887

Papéis Avulsos -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1938

Anedota do Cabriolet -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1961

Almas Agradecidas -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17359

Contos Fluminenses -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1878

A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=17352

A Senhora do Galvão -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1919

Balas de Estalo -Machado de Assis:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=16926

Domínio Público - William Shakespeare

Não vale mais dizer que está sem dinheiro para comprar livros. Abaixo você tem links para livros (online) de Shakespeare.

Macbeth -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2341

A Tempestade -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2342

O Mercador de Veneza -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2354

Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2356

Conto de Inverno -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2348

Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2344

Antônio e Cleópatra -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2349

Rei Lear -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2346

Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2339

Júlio César -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2345

As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2352

Ricardo III -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2357

Medida Por Medida -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2340

Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2355

Coriolano -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2358

Tito Andrônico -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2359

A Comédia dos Erros -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2353

Romeu e Julieta -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2347

A Megera Domada -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2343

A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2338

Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2350

Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2351