terça-feira, 6 de abril de 2010

Concepções e níveis de leitura

CONCEPÇÕES DE LEITURA
Por Ezequiel Theodoro da Silva

O que pensamos de um processo dirige o modo como executamos esse processo e, por extensão, o modo como ensinamos esse processo a outras pessoas. No fundo, essa afirmação expressa o fato de que o pensamento conduz e dirige as nossas ações; ou, ainda, que a prática se funda na teoria e é por esta orientada.

Tendo por base esse esclarecimento inicial, cabe-nos entrar no mundo da leitura, lembrando que este mundo não é plano; pelo contrário, o mundo da leitura é complexo, elíptico ou espiralado, discrepante e multifacetado. O mesmo pode ser dito em relação ao "processo de leitura", também complexo e multifacetado.

Uma concepção "plana" do processo de leitura pode levar a ações também planas e superficiais em termos de leitura e de ensino da leitura. Neste caso, por ser aligeirado em sua definição, o ato de ler perde em densidade teórica, levando a práticas pedagógicas inconsequentes, que em nada contribuem para a formação de leitores ávidos e maduros.

Uma concepção "complexa" do processo de leitura é capaz de permitir uma análise para acurada dos fatores que interagem durante as práticas de leitura. Por levar em conta a natureza espiralada do ato de ler, essa concepção poderá fazer com que os mediadores de leitura (professores, bibliotecários, pais, etc.) levem em conta, para efeito de ensino-aprendizagem, os condicionantes que dinamizam o processo de leitura, permitindo o monitoramento crítico de cada um deles.

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