sábado, 10 de julho de 2010

Diário de Anne Frank vira história em quadrinhos

Reproduzimos abaixo resenha escrita pelo jornalista Carlos Ely sobre a versão em quadrinho do Diário de Anne Frank.

O
Museu Anne Frank, em Amsterdã (Holanda), lançou nesta sexta-feira uma versão em quadrinhos do célebre diário escrito por uma adolescente que se tornou o documento mais conhecido sobre o Holocausto.

Annelies Marie "Anne" Frank (1929-1945) nasceu em Frankfurt (Alemanha) e morava na capital da Holanda quando o país foi invadido pelos nazistas.

Judia, durante meses a família Frank conseguiu viver escondida em uma casa em Amsterdã até ser denunciada e deportada para um campo de concentração. A garota relatou todo o drama — da vida reclusa ao horror da prisão — em uma série de diários.

Anne e sua irmã Margot morreram em março de 1945, vítimas de tifo, aos 15 e 19 anos, respectivamente, no campo de concentração de Bergen-Belsen, poucas semanas antes de sua libertação pelo exército britânico.

Best-seller
Annemarie Bekker, porta-voz do Museu Anne Frank (que funciona na casa onde a família se escondeu), disse que a versão em quadrinhos quer chegar aos jovens que, caso contrário, poderiam não ter acesso aos diários da menina.

Publicado pela primeira vez em 1947, o Diário de Anne Frank, relato simbólico da perseguição dos judeus pelos nazistas, foi traduzido desde então para 70 idiomas. Mais de 35 milhões de exemplares foram vendidos no mundo. Em 1959, Hollywood o adaptou ao cinema, com a atriz Millie Perkins no papel de Anne.

A versão para os quadrinhos do diário foi feita por Sid Jacobson e Ernie Colón, que assinam a adaptação no formato HQ para os relatórios dos atentados de 11 de setembro.

O livro deverá ser lançado ainda este mês nos Estados Unidos e em breve na Inglaterra. Traduções para o alemão, francês e italiano foram planejadas.

O museu colocou em seu canal no YouTube uma animação dos quadrinhos:

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