domingo, 18 de julho de 2010

Globalização, Web 2.0 e movimentos sociais: Castells concede entrevista no Chile

No último dia 26 o sociólogo espanhol que leciona na Califórnia, Manuel Castells (à esquerda, na foto), foi entrevistado pelo jornalista chileno @gonzalotapia do ElQuintoPoder.cl. A entrevista foi transmitida online e deixou espaço aberto para perguntas de várias pessoas pelo twitter.

Como bom sociólogo, Castells abordou e se posicionou diante de diversos temas. Desde Globalização até os movimentos sociais que podem ser originados na Internet passando pelas eleições de Obama. O primeiro tema que ele se posiciounou foi sobre a recente crise econômica global. Segundo ele “temos um sistema global, mas não temos um governo global, e não teremos, pois, nem o estado nem as pessoas o querem”. Por isso, os Estados se ligam em redes como a União Européia para poder tratar de macroproblemas (meio ambiente, comunicação, saúde). "Não há governança global, há nações unidas em rede", defende e ainda complementa "Essas iInstituições devem ser co-nacionais, não supranacionais".

Em seguida, o pesquisador adentrou no campo da comunicação e falou da importância da Web 2.0 para a manutenção da Democracia e do fortalecimento dos movimentos sociais. “Passamos da comunicação de massas para a autocomunicação de massas, um sistema que também é de massas, mas há interatividade, eu recebo e envio mensagens, o emissor também é receptor", afirmou. Ele ainda ressaltou que vivemo num mundo híbrido. "O mundo virtual e o real se entrelaçam. A rede permite desenvolver comunidades e redes que podem intervir no mundo offline, esse é o papel do ativismo cibernético. Não podemos viver num mundo dicotômico entre real e virtual, devemos viver num mundo hibrido”, destaca.


As redes sociais são horizontais e não são mediadas pelos meios de comunicação tradicionais ou grandes corporações. "Você faz seu próprio jornal com informações coletadas na internet, nos transformamos em críticos e defensores da própria Democracia(...). A rede pode mudar mentalidades (...), permitem uma opinião pública conectada internacionalmente, as redes sociais são fundamentais nesse processo, servem para que pessoas se relacionem e possam existir fora do espaço controlado pelo poder público como é o caso de Cuba e Venezuela", defende.


Outros aspectos como uma possível destruição da identidade do Estado-Nação e uma possível censura da Internet também foram abordados em meio à entrevista. Confira o vídeo completo em: http://www.ustream.tv/recorded/7912966


Fonte: Blog do Eloy

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