terça-feira, 31 de agosto de 2010

Crianças são críticas em relação à publicidade, segundo pesquisa da Turner

A Turner elegeu a comunicação como tema da quinta edição do Kids Experts, pesquisa que desenvolve anualmente para entender melhor o comportamento do público infantojuvenil. O objetivo este ano era saber a opinião das crianças sobre publicidade. O estudo foi realizado entre abril e maio deste ano, com uso de diferentes metodologias. A primeira etapa foi a de grupos de discussão. Foram sete no total, na cidade de São Paulo, reunindo meninos e meninas de três faixas etárias: 6-8 anos, 9-11 anos e 12-15 anos. Todos eles pertencentes a classe A/B e moradores de domicílios com TV paga.

Outras metodologias utilizadas foram o eye tracking, que utiliza um aparelho acoplado à tela ou monitor, capaz de acompanhar o que é visualizado e com qual intensidade, identificando focos de atenção e visualização no vídeo; o trace, um teste eletrônico que mede o interesse da criança conforme gosta mais ou gosta menos do conteúdo; e as oficinas criativas nas quais as crianças tiveram a tarefa de desenvolver uma campanha publicitária sobre o uso racional da água sob a coordenação de profissionais de criação, entre eles o publicitário Washington Olivetto (WMcCann).


Pablo Verdin, vice-presidente de pesquisa da Turner para a América Latina, destaca as preferências das crianças, de acordo com a pesquisa: gostam de ação e efeitos especiais, mas sabem diferenciar o que é realidade e o que é fantasia; interessam-se por peças que tenham humor, presença de personagens, outras crianças e celebridades. Elas também valorizam a combinação de live action com animação. Anúncios com muita informação, mensagens esnobes e propaganda mentirosa, com diferenças entre o produto anunciado e aquilo que é vendido, desagradam as crianças. “As crianças são críticas e sabem que ficam menos ingênuos para qualificar a comunicação com o passar do tempo”, observa Verdin. A pesquisa está sendo desenvolvida também no México e na Argentina.

Fonte: Tela VivaNews/ Texto: Ana Carolina Barbosa

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