quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Desafio literário para 2010

O blog Lector in Fabula lançou o desafio e a gente topou!
Faremos parte da Confraria dos 50 e tentaremos ler 50 livros em 2010.

Convidamos nossos leitores a toparem o desafio também. Mas lembrando que o mais importante não está na quantidade, mas na vontade, no caminho percorrido, nas descobertas que fazemos em cada página virada. O número 50 é apenas um horizonte a ser alcançado por alguns. Mas se você conseguir aumentar seu índice de leitura no ano, já terá sido válido topar o desafio.

O selo para a campanha Desafio 50 Livros 2010 foi feito pelo pessoal do blog Esvaziando a Prateleira. E a imagem do selo é uma leitura da pintura de Jonathan Burton.

Educação Mediática: do Analógico ao Digital


A Noesis, revista da Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, do Ministério da Educação de Portugal, dedica o dossiê central do seu número mais recente (nº 79) à "Educação Mediática: do Analógico ao Digital".

Além do editorial, dedicado ao tema, há um texto ensaístico de David Buckigham; uma reportagem mostrando diversas experiências de educação mediática e entrevista com a brasileira Regina de Assis, descrita como a "impulsionadora da Educação Mediática no Estado do Rio de Janeiro". Regina de Assis presidiu a MultiRio e foi uma das responsáveis por trazer a 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes para o Brasil, em 2004.

O leitor também poderá encontrar um trabalho em torno de um DVD sobre a produção de jornais escolares na região de Castelo Branco, e sugestão de sites úteis. Para ter acesso á revista, basta clicar aqui.

Jovens 'multitarefa' passam quase 11 horas por dia consumindo mídia

A quantidade de tempo que os jovens gastam com entretenimento eletrônico aumentou drasticamente, especialmente entre os menores de idade, revela uma pesquisa produzida nos EUA pela Kaiser Family Foundation. O relatório "Generation M2: Media in the Lives of 8- to 18-year-Olds" foi divulgado nesta quarta-feira (20/1).

Os jovens de 8 a 18 anos gastam em média 7 horas e 38 minutos diários por dia consumindo mídia - na semana, o total supera 53 horas. Considerando a habilidade que muitos têm de ser "multitarefa", consumindo várias mídias ao mesmo tempo, esse tempo pode ser estendido para 10 horas e 45 minutos.

O relatório aponta que, em média, os jovens passam cerca de 2 horas por dia consumindo mídias em dispositivos móveis - passam mais tempo jogando ou assistindo a vídeos nos celulares do que falando neles.E apenas três em cada dez jovens dizem ter regras sobre o tempo que devem gastar assistindo à TV (28%), jogando videogames (30%) ou usando o computador (36%).

Quando os pais impõem limites, os jovens gastam menos tempo com as mídias: aqueles que obedecem a qualquer regra paterna consomem quase 3 horas a menos que os sem regras.

Sempre ligada
Em relação aos hábitos, 64% disseram ver TV durante as refeições, e quase a metade (45%) admitiram que a TV é deixada ligada "na maior parte do tempo" em suas casas. Mais de 7 em cada 10 jovens têm televisão no quarto, e cerca de um terço tem computador com acesso à internet.

O estudo não encontrou uma relação forte de causa e efeito entre os consumos de mídia e as notas escolares, mas há diferenças entre aqueles que consomem muita mídia e os que consomem pouca. Quase metade (47%) dos que consomem muita mídia dizem que eles geralmente obtêm uma nota média ou menor.

Além disso, atividades novas como a atuação em redes sociais também contribuem para aumentar o consumo de mídia. As principais atividades online são networking (22 minutos por dia), games (17 minutos/dia) e a visita a sites de vídeo como o YouTube (15 minutos/dia). E 74% de todos os estudantes entre a 7.ª e a 12.ª séries dos EUA disseram ter um perfil em um ou mais redes sociais.

Fonte: PC World Online – 21/01/2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Parlamento britânico lança game para jovens ''viverem experiência de deputado''

O Parlamento britânico lançou na terça-feira (12 de janeiro) um game on-line para colocar os participantes no papel de deputados por uma semana, numa tentativa de atrair adolescentes interessados em política.

No jogo "MP for a Week" ("Deputado por uma Semana"), os jogadores têm a experiência do dia a dia de um membro do Parlamento e recebem pontos de acordo com os julgamentos que fazem sobre questões levantadas.

O game, que tem como público alvo adolescentes entre 11 e 14 anos, usa imagens de gravações feitas durante as sessões do Parlamento e de entrevistas com políticos.Para o presidente do Parlamento, John Bercow, o "MP for a Week" ajudará a Casa a "se conectar com o público".

O jogo é lançado após um grande escândalo sobre gastos de parlamentares, no qual a imagem dos políticos sofreu um grande desgaste entre a opinião pública britânica. Os jogadores podem escolher os discursos que querem usar durante debates no Parlamento, usar o mouse do computador para pedir a palavra ao presidente da Casa e enfrentar um grupo de jornalistas atrás de informações.

Os jogadores recebem uma pontuação de acordo com os julgamentos que fazem e o efeito que eles têm sobre o seu partido, sobre sua reputação ou sobre sua base eleitoral."É vital que os jovens entendam o papel do Parlamento e o trabalho dos deputados", explicou Bercow."O Parlamento tem um dever, que deveria também ser um prazer, de se conectar com o público. O 'MP for a Week' é uma maneira inovadora para os estudantes explorarem nossa democracia", disse ele.

Para Tom O'Leary, diretor do departamento de educação do Parlamento, o jogo "dá aos estudantes um entendimento sobre como o Parlamento funciona de uma maneira que não havia sido tentada antes --deixando os jogadores experimentarem o dia a dia dos deputados". "Esperamos que os estudantes, aprendendo por meio do jogo, achem nosso processo político interessante e mais significativo para eles", disse.

Fonte: Folha Online

Carta alerta para saída de recursos externos de programas sociais brasileiros

Lançada no mês de dezembro, a Carta do Recife busca incentivar uma articulação intersetorial – agências, institutos, fundações e outras organizações de apoio, públicas e privadas – para promover, entre outros objetivos, o fortalecimento e a independência dos programas sociais brasileiros, mesmo com retirada de recursos externos. Doze organizações sociais assinam o documento.

As deliberações foram debatidas durante o seminário Sustentabilidade e Mobilização de Recursos para Organizações da Sociedade Civil, que aconteceu entre setembro e outubro de 2009 em Recife (PE). O evento, promovido pela Aliança Interage, discutiu a atuação das instituições sociais e os caminhos para a mobilização de recursos.

A Carta diagnostica que as instituições de financiamento estrangeiras estão retirando recursos do Brasil devido ao crescimento econômico do país. Assim as organizações sociais brasileiras podem ficar sem dinheiro para continuar realizando seus projetos.“O Brasil tem registrado avanços econômicos. Por isso as agências internacionais têm enviado dinheiro para outros países, mais pobres”, afirma o responsável pela organização da Carta, Ruben Pecchio. “No Brasil se gasta por ano R$ 9 milhões com comida de cachorro e a classe média usa carros utilitários para lazer. Não é um país pobre, mas desigual e precisa de projetos para não retroceder no campo social nem na democracia”.

A alternativa para garantir recursos para projetos sociais é influenciar os setores empresarial e governamental do país, fortalecendo e qualificando o compromisso do investimento social. “Não há como recuperar esses recursos internacionais, por isso é preciso buscar outras fontes para continuar os projetos”, destaca Pecchio. Segundo o documento, as relações de parceria entre governo e organizações sociais, estabelecidas via convênios e editais, tendem a gerar uma nova forma de dependência, com risco de perda de autonomia política e enfraquecimento das organizações. “Atuais procedimentos governamentais em relação ao acesso a recursos para organizações da sociedade civil (OSCs) são de ordem burocrática e instrumental e não contribuem para a sustentabilidade das OSCs”, diz a Carta.

Para resolver esses problemas, a carta diz que é necessário um novo marco legal para o setor social, além de uma política nacional definida para o fortalecimento das organizações da sociedade civil. “Investir em educação cidadã significa reconhecer que uma sociedade civil forte, atuante e diversificada representa um Estado mais forte, não o contrário”, coloca o documento.As instituições que participaram da Carta do Recife devem lançar um livro sobre mobilização de recursos e apresentar a publicação em um congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), que acontecerá entre 7 e 9 de abril, no Rio de Janeiro (RJ).

Assinam a Carta do Recife as organizações: Serviço Internacional – I.S. Brasil; Fundação AVINA; Instituto C&A; Instituto Arcor Brasil; Serviço Alemão de Cooperação – DED; Terre des Hommes TDH – Holanda; Fundação Cesvi (Cesvi Fondazione Onlus); Kindernothilfe e. V – KNH Brasil Nordeste; Fundação AVSI; Terre des Hommes TDH – Suíça; Save the Children Suécia; LRA – Saúde em Ação.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Sarah Fernandes

Crítico da sociedade de consumo, Benjamin Barber confirma presença no 3º Fórum Internacional Criança e Consumo

“O hiperconsumismo está condenado a um impasse”, afirmou o cientista político norte-americano Benjamin Barber em entrevista sobre a crise financeira que abalou o mundo em 2008. O autor de “Consumido - Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos" (Record) confirmou presença no 3º Fórum Internacional Criança e Consumo, que será realizado pelo Instituto Alana de 16 a 18 de março deste ano.

No segundo dia do encontro, ele dividirá a mesa de debate Refletir o Consumo, mediada pela professora da FGV Isleide Fontenelle, com o escritor Frei Betto e o diretor executivo do Greenpeace Brasil Marcelo Furtado.

Professor emérito da Universidade de Rutgers, onde lecionou por 32 anos, seu livro “Jihad vs. McWorld" figurou a lista de best sellers do jornal The New York Times. Também é membro da organização não-governamental DEMOS, que desenvolve pesquisas e ações de advocacy pela inclusão social e por uma economia mais igualitária nos EUA.

O 3º Fórum ainda terá mais duas mesas de debate – Honrar a infância e Brincar. O evento terá a participação da psicóloga americana Susan Linn, autora do livro "Crianças do consumo, a infância roubada" e diretora associada do Judge Baker Children's Center, da Harvard Medical School.

Os palestrantes nacionais estão todos confirmados. No primeiro dia, falam a jurista Flávia Piovesan, a historiadora Mary Del Priori e Guilherme Canela, coordenador de Comunicação e Informação da Representação da Unesco no Brasil. No último dia, compõem a mesa a educadora Maria Amélia Pereira e Maria de Salete Silva, oficial de Projetos de Educação da Unicef, ao lado de Susan Linn.

O 3º Fórum Internacional Criança e Consumo será realizado de 16 a 18 de março, no Itaú Cultural, em São Paulo. As inscrições são gratuitas e devem ser abertas em fevereiro.

Veja como foi o 2º Fórum Internacional Criança e Consumohttp://www.forumcec.org.br/

Fonte: Instituto Alana

Uma palavrinha com o pesquisador Guillermo Orozco Gómez

Entrevista realizada para o CD/Livro Comunicacão Digital: Competências Profeissionais e Desafios Acadêmicos da Rede ICOD.

Guillermo orozco Gómez é Doutor em Educacão pela Universidade de Harvard. Catedrático de Ciências da Comunicação na Universidade de Guadalajara. Coordenador do grupo de trabalho sobre estudos de recepção de ALAIC y Catedrático UNESCO.

Vídeo de Março de 2009.
Bom proveito!!!

Planeta Hipnosia

Compartilho abaixo um vídeo produzido por Aire Comunicación destinado a estudantes de Ensino Médio, com objetivo de estimular a reflexão sobre os meios de comunicação.

A Associação Aire comunicación trabalha há vários anos no âmbito da Educação para a Comunicação, ou Educomunicação.

Para trabalhar com o vídeo, use o dossiê Planeta Hipnosia, clicando
aqui.

"Qué és la educomunicación"

Aire Comunicación nos dá sua definição, abaixo. Lei e reflita!!!
El término educomunicación ni es nuevo ni es una voz en desuso. Aparece en la literatura sobre la materia hace varias décadas, y hoy está presente en cualquier búsqueda que se realice en Internet.
La palabra educomunicación se ha utilizado y se sigue utilizando como simplificación de varios
conceptos, cada uno con sus propios matices: educación en materia de comunicación, educación para la comunicación, educación por la comunicación, educación en comunicación, etc.
En 1979, la UNESCO concluye que la educomunicación (educación en materia de comunicación) incluye "todas las formas de estudiar, aprender y enseñar, a todos los niveles y en toda circunstancia, la historia, la creación, la utilización y la evaluación de los medios de comunicación como artes prácticas y técnicas, así como el lugar que ocupan los medios de comunicación en la sociedad, su repercusión social, las consecuencias de la comunicación mediatizada, la participación, la modificación que producen en el modo de percibir, el papel del trabajo creador y el acceso a los medios de comunicación".
Por encima de definiciones más o menos limitadoras, desde Aire Comunicación entendemos la EDUCOMUNICACIÓN como un espacio teórico-práctico formado por las interrelaciones entre dos campos muchas veces separados: la educación y la comunicación (con especial hincapié en su vertiente mediática; un espacio de trabajo con un fin muy claro: extraer todo el potencial de la unión de estas disciplinas al servicio del desarrollo social e individual del ser humano, con la vista puesta en la consecución de un mundo más habitable para todos.
Con este fin, desarrollamos la EDUCOMUNICACIÓN en varias direcciones: educación sobre el papel de los medios de comunicación en la sociedad, desarrollo de las capacidades comunicativas de las personas para la creación de sus propios mensajes alternativos, creación de productos mediáticos para la educación, desarrollo de la capacidad educativa del uso de los medios en procesos de aprendizaje, educación a través de los medios de comunicación, etc.
Partiendo de que todo acto humano es una forma de comunicación, de que los medios de comunicación ocupan un lugar central en nuestra sociedad y de que la verdadera educación debe seguir siendo el proceso transformador de hombres y mujeres, desde estas líneas de trabajo aspiramos a colocar a la EDUCOMUNICACIÓN en el lugar que creemos debería tener, como una herramienta imprescindible para que estas realidades proyecten todo su potencial en beneficio del ser humano.
Fonte: AireComunicación

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Professores valorizam media digitais na escola

Acaba de ser divulgado um relatório anual do Serviço Público norte-americano que revela uma maior abertura por parte dos professores daquele país para o uso das novas tecnologias e dos media digitais nas salas de aula. Conduzido pela Grunwald Associates LLC, o estudo questionou docentes desde o ensino pré-primário até ao secundário e revela apontamentos interessantes, tais como:
- a maioria dos professores já utiliza os media digitais com aplicações práticas nas salas de aula, desde o planeamento das sessões até à comunicação com os próprios alunos, fora do contexto escolar;
- a maioria destes docentes valoriza os media digitais e acredita que são ferramentas essenciais para a realização de um trabalho mais eficiente;
- um número crescente de professores está a aderir às redes profissionais online, referindo que são circuitos importantes quer para a vida profissional, quer pessoal.

O estudo destaca que o impacto das novas tecnologias poderá permitir a criação de ambientes escolares mais activos, de aprendizagem mútua, através de um novo conjunto de recursos pedagógicos que potenciam a criatividade dos alunos.

A entidade norte-americana de serviço público conduz este relatório anual desde 2002. Com a divulgação deste estudo, pretende sensibilizar educadores, pais, indústria dos media e comunidade política para as potencialidades que os recursos digitais e os media podem oferecer à escola.
Para consultar em detalhe o relatório, ver
aqui.
Fonte: Educomunicação

Proposta prevê filmes nacionais em escolas

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer obrigar as Escolas de Educação Básica a exibir filmes e audiovisuais de produção nacional. A proposta foi apresentada na forma do projeto de lei (PLS 185/08), que aguarda ser incluído na pauta de votação da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

A matéria obteve parecer da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) concluindo pela rejeição, mas 20 dias depois, ela mudou de ideia e emitiu novo parecer, dessa vez favorável, com uma emenda que não altera o mérito da proposta.

O projeto estabelece que a exibição de filmes brasileiros seria “componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da Escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, duas horas mensais”.

Cristovam argumentou na justificação do projeto que a ausência da arte no processo educacional subtrai um dos objetivos da Educação “que é o deslumbramento com as coisas belas”.

Fonte: Zero Hora - 19/01/2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A comunicação invade a escola!!!

"A Comunicação invade a Escola" é o nome da cartilha elaborada pela ong Bem TV, de Niterói (RJ), dentro do projeto Educomunicar. A ideia é que a comunicação é capaz de diminuir a distância entre professores e alunos. Pode tornar aulas mais produtivas e estreitar laços
entre escola e comunidade. Por isso a ong capacita educadores em oficinas de comunicação e educação em que, ao final, os educadores devem elaborar projetos de comunicação para suas escolas, tirando proveito das potencialidades que identificavam em suas instituições de origem.


A cartilha conta um pouco desse projeto, além de mostrar conceitos e a história da relação comunicação e educação. Também dá exemplos de experiências bem sucedidas e sugestões de atividades, além de colaborar com os educadores no sentido de caminharem para uma gestão da comunicação nas escolas. Vale a pena ler!

Para ter acesso à cartilha, basta clicar aqui.
Fonte: BemTV

Para fazer um fanzine

O projeto Educomunicar, da ong niteroiense Bem TV, foi criado em 1996 tendo como ponto de partida a capacitação de 30 professores de escolas públicas de Niterói em torno da interface entre Comunicação e Educação.

Após as oficinas os educadores capacitados multiplicaram as informações, debates e projetos com suas escolas, colegas e alunos, passando a desenvolverem juntos projetos de Comunicação usando rádio, jornal, vídeo, internet e/ou fotografia.

Compartilhamos com você, o
Manual do Fanzine, criado pela Agência Uga-Uga de Comunicação, de Manaus, junto com Unicef, Petrobrás e Instituto C&A. A Uga-Uga é parceira da Bem TV e do projeto Educomunicar.

Seminários
Além das capacitações, a Bem TV promove, a cada ano, seminários e rodas de discussões sobre Comunicação e Educação, levando para a cidade de Niterói pesquisadores e profissionais que são referência nacional para o tema. O projeto tem como objetivo desenvolver uma metodologia que possa ser apropriada pelas políticas públicas de educação.

Fonte: Site da Bem TV

III Simpósio internacional de Cultura e Comunicação na América Latina

Em 29 , 30 e 31 de Março de 2010 o CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação) promoverá o III Simpósio internacional de Cultura e Comunicação na América Latina: Integrar para além do mercado.

O evento, que acontecerá no memorial da América Latina, em São Paulo, pretende reunir pesquisadores, docentes, estudantes e acadêmicos em geral, para um encontro de três dias com o objetivo de dar continuidade às discussões sobre as perspectivas de integração da América Latina no âmbito da cultura e comunicação. O CELACC já realizou dois simpósios na Universidade de São Paulo, ambos com financiamento do CNPq e FAPESP que debateram a comunicação e os movimentos sociais e a integração latino-americana do ponto de vista da cultura.

Com o avanço das discussões no contexto da geopolítica regional da integração do continente, o CELACC entende que é necessário um aprofundamento dessas temáticas tendo em vista mudanças no cenário das indústrias culturais continentais, das políticas culturais na região e mesmo a maior visibilidade da temática da diversidade cultural, hoje reconhecida como um direito humano pela UNESCO. Assim, “integrar para além do mercado” significa integrar a espacialidade das idéias, das reflexões, dos conceitos e este é o principal objetivo deste III Simpósio que terá como atividade de lançamento o Seminário “Utopia e identidade cultural: a América Latina na obra de Darcy Ribeiro”.

Para conferir a programação e ver como submeter trabalhos basta clicar aqui.

Para a realização desse encontro o CELACC conta com a participação da Fundação Memorial da América Latina, da TAL - Television América Latina, do PROLAM/USP, dos núcleos de estudos CEDOM e Memphis da UNESP Ourinhos.

Fonte: Site da ECA/USP

Rato de Sebo - 1

Abaixo uma das tirinhas do personagem Rato de Sebo, que descobri navegando por aí. Uma boa descoberta que compatilho com vocês!
Para ver mais, é só acessar o www.custodio.net



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O google e as bibliotecas - Reflexões de Roger Chartier

O texto abaixo é de Roger Chartier. Sua íntegra foi publicada no jornal francês Le Monde. A foto é de Carol Reis, retirada do site da Revista Cult.
Boa leitura!!!



Digite "google" no serviço de pesquisas Google, em www.google.com: a tela indicará a presença da palavra, e da coisa, em "mais de 400 milhões" de documentos. Se o sacrilégio não o incomoda, repita a operação e digite "dieu" [deus, em francês]: "cerca de 33 milhões" documentos serão propostos como retorno. A comparação basta para compreender por que, nos últimos meses, todos os debates sobre a criação de coleções digitais de livros vêm sendo fortemente influenciados pelas iniciativas incessantes da empresa californiana.

A mais recente é o lançamento [previsto para 2010] da livraria digital paga Google Editions, que explorará comercialmente parte dos recursos acumulados pelo Google Books. A obsessão pelo Google, por mais legítima que seja, pode resultar no esquecimento de certas questões fundamentais acarretadas pela digitalização de textos existentes em outra mídia, impressa ou manuscrita.


Essa operação serve como fundamento à criação de coleções digitalizadas que permitirão acesso remoto aos acervos preservados pelas bibliotecas. Aqueles que considerarem inútil ou perigosa essa extraordinária possibilidade que está sendo oferecida à humanidade serão decerto insensatos. Mas nem por isso devemos perder a sensatez.


A transferência do patrimônio escrito de um meio para outro já teve precedentes. No século 15, a nova técnica de reprodução de textos foi colocada a serviço dos gêneros que então dominavam a cultura dos manuscritos: manuais de escolástica, compilações enciclopédicas, calendários e profecias.

Nos primeiros séculos da nossa era, a invenção do livro que continua a ser o nosso, em formato códice, com suas folhas, suas páginas e seus índices, acolheu em um novo objeto as escrituras cristãs e as obras dos autores gregos e latinos.
A história não ensina lição nenhuma, apesar do lugar-comum em contrário, mas, nesses dois casos, ela aponta para um fato essencial à compreensão do presente, a saber: que um "mesmo" texto deixa de ser o mesmo quando muda o suporte sobre o qual está inscrito e, com isso, suas formas de leitura e o sentido que lhe venha a ser atribuído por novos leitores.

As bibliotecas sabem disso.
Cabe lembrar que proteger, catalogar e permitir o acesso aos textos continua a ser tarefa essencial das bibliotecas, e isso inclui oferecer acesso a todas as formas sucessivas ou concomitantes nas quais os leitores do passado os tenham lido. Essa é a primeira justificação da existência das bibliotecas, como instituição e como local de leitura.

Memória das formas
Mesmo supondo que os problemas técnicos e financeiros da digitalização venham a ser resolvidos e que todo o patrimônio escrito possa vir a ser preservado em forma digital, a conservação e comunicação das formas anteriores de suporte não se tornará menos necessária.
Pois o que é essencial, aqui, é a profunda transformação que veremos na relação entre fragmento e totalidade.

Pelo menos até os nossos dias, no mundo eletrônico, é a mesma superfície iluminada da tela dos computadores que propicia a leitura dos textos, todos os textos, quaisquer que sejam seus gêneros e funções.
Rompe-se, assim, a relação que, em todas as culturas escritas anteriores, ligava estreitamente os objetos, os gêneros e os usos. Foi essa relação que organizou as diferenças imediatamente percebidas entre os diversos tipos de publicações impressas e as expectativas de seus leitores -guiadas pela própria materialidade dos objetos que transmitem essas diferenças.

Já no mundo da textualidade digitalizada, o discurso não se inscreve mais nos objetos, algo que permitia que eles fossem classificados, hierarquizados e reconhecidos em sua identidade própria.
Temos um mundo de fragmentos descontextualizados, justapostos, indefinidamente reconstituíveis, sem que seja necessária ou desejável a compreensão da relação que os inscrevia na obra da qual tenham sido extraídos.

Seria possível objetar que a situação sempre foi essa na cultura escrita, construída em larga medida e por largo período com base em coletâneas de extratos, de antologias de lugares-comuns, de trechos seletos. Certo. Mas, na cultura da mídia impressa, o desmembramento dos escritos é acompanhado pelo seu oposto: sua circulação em formas que respeitam sua integridade e, ocasionalmente, os reúnem em forma de "obras" -completas ou não.
Além disso, no livro em si, os fragmentos são necessária e materialmente integrados a uma totalidade textual, reconhecível como tal.

Diversas consequências decorrem dessas diferenças fundamentais. A própria ideia de revista se torna incerta, porque a consulta aos artigos já não está ligada a uma lógica editorial que se torna visível pela composição de cada número, mas, sim, que se organiza a partir de uma ordem temática de rubricas. E é certo que as novas maneiras de ler, descontínuas e segmentadas, se enquadram mal às categorias que regiam o relacionamento entre leitores e textos.


São exatamente essas propriedades fundamentais da textualidade digital e da leitura diante de uma tela que o projeto comercial do Google pretende explorar. O mercado da empresa é o da informação. Os livros, como todos os demais recursos digitalizáveis, constituem uma imensa jazida da qual é possível realizar extrações.


Lucro

Daí decorre a percepção imediata e ingênua de todo livro, de todo discurso, como um banco de dados que fornece "informações" àqueles que as procuram. Satisfazer essa demanda e extrair um lucro é o primeiro objetivo da empresa californiana, e não construir uma biblioteca universal à disposição da humanidade. E o Google não parece estar bem equipado para a tarefa, a julgar pelos múltiplos erros de datação, classificação e identificação cometidos durante a extração automática de dados.

Essa descoberta genial de um novo mercado, em permanente expansão, e as proezas técnicas que deram ao Google um quase monopólio sobre a digitalização em massa garantiram o grande sucesso e os copiosos benefícios dessa lógica comercial. Ela supõe a conversão eletrônica de milhões de livros, entendidos como uma mina inesgotável de informações.
E exige, em consequência, acordos, já realizados ou ainda por vir, com as grandes bibliotecas do mundo.

Mas também um processo de digitalização em larga escala, pouco preocupado com o respeito aos direitos autorais, e a formação de um gigantesco banco de dados, capaz de absorver outros bancos de dados e de arquivar informações pessoais sobre os internautas que utilizam os múltiplos serviços oferecidos pelo Google.

Os representantes da companhia americana percorrem o mundo e as conferências para proclamar suas boas intenções: democratizar a informação, tornar acessíveis livros indisponíveis, remunerar corretamente as editoras e autores.
E assegurar a conservação, "para sempre", de obras ameaçadas pelos desastres que podem afetar as bibliotecas.

Essa retórica de serviço público e de democratização universal não basta para rebater as preocupações causadas pelos empreendimentos do Google.
Em artigo para o "New York Review of Books" (12/2/09) e em livro publicado recentemente, "The Case for Books -Past, Present and Future" [Defesa dos Livros - Passado, Presente e Futuro, ed. Pub- licAffairs, 240 págs., US$°23,95, R$°41], o historiador Robert Darnton apela aos ideais do iluminismo para alertar contra a lógica do lucro que orienta as empreitadas do Google.

É fato que, até o momento, continua a haver uma clara distinção entre as obras caídas em domínio público, disponíveis gratuitamente via Google Books, e os livros protegidos por direitos autorais, órfãos ou não, cujo acesso e aquisição, via Google Editions, são pagos. Mas nada garante que no futuro a empresa, dada sua situação monopolista, não venha a impor preços consideráveis pelo acesso, a despeito de sua ideologia do bem público e do acesso público hoje oferecido.

Compromissos
Não se pode esquecer que já existe um vínculo entre os anúncios publicitários, que garantem os consideráveis lucros do Google, e a hierarquização de "informações" que resulta de cada busca nesse site.
Além disso, em numerosos casos, a utilização pelas bibliotecas de suas próprias coleções, digitalizadas pelo Google (mesmo quando se trata de obras de domínio público), está sujeita a condições completamente inaceitáveis, tais como a proibição de explorar os arquivos digitalizados por algumas décadas ou de uni-los aos arquivos de outras instituições.

E há outro segredo completamente inaceitável: o que envolve as cláusulas dos contratos assinados entre a empresa e cada biblioteca. A justa reticência diante de uma parceria assim arriscada tem diversas consequências.


Para começar, é preciso exigir que o financiamento público a programas de digitalização esteja à altura das necessidades, dos compromissos e das expectativas de que os Estados não transfiram a empresas privadas a responsabilidade pelos investimentos culturais de longo prazo que lhes cabem. Também é necessário decidir prioridades, sem necessariamente imaginar que todo "documento" deva ser digitalizado.

A obsessão, talvez excessiva e indiscriminada, pela digitalização não deve mascarar um outro aspecto da "grande conversão digital", para retomar a expressão do filósofo Milad Doueihi. Essa escrita palimpséstica e polifônica, aberta e maleável, infinita e móvel confunde as categorias que, desde o século 18, servem como fundamento à propriedade literária.

Essas novas produções escritas, muitas das quais digitais já de origem, propõem a difícil questão de como se deve conservá-las e arquivá-las.
É preciso estar atento, mesmo que a urgência atual seja a de decidir como e por quem será realizada a digitalização do patrimônio escrito, à necessidade de que a "República digitalizada do saber" não seja confundida com o grande mercado de informação onde o Google e outros oferecem seus produtos.

ROGER CHARTIER é professor no Collège de France e autor de "Inscrever e Apagar - Cultura, Escrita e Literatura" (ed. Unesp). A íntegra deste texto foi publicada no jornal "Le Monde". Tradução de Paulo Migliacci.

Fonte: Mídias na Educação

O Esplendor do Caos 2

“(…) temos o sentimento de vivermos num mundo, não com um défice, uma carência de informação, mas saturado de informação e incapaz de gerir ou de integrar de modo construtivo a massa colossal de dados de informação que já circula nas já famosas auto-estradas da comunicação” (p. 31)

“Simbolicamente, em matéria de informação, vivemos sob o regime de absoluto bombardeamento informativo, numa espécie de vigília contínua, sem termos a possibilidade, por assim dizer, de fecharmos os olhos. Assim o que parece urgente é escapar a esse fluxo, descobrir um refúgio, em suma, defender «o direito a não ser informado». Ou, com maior dose de provocação, o direito ao silêncio.
Dir-se-á que é um «desiderato» fácil de atingir. Basta calar a rádio ou apagar o televisor. Possível como gesto individual ou utopia às avessas, esse cenário tem menor verosimilhança que o de imaginar deter as cataratas do Niagara ou de Iguassu” (p. 32)

“(…) caudal de mensagens que, independentemente do seu conteúdo – como profetizou MacLuhan – se tornaram uma noosfera, ou antes uma imagosfera”. (p. 33)

in Eduardo Lourenço, 1998
O Esplendor do Caos. Gradiva: Lisboa

O Esplendor do Caos

“A pedagogia do consumidor de imagens em mais nada consistiria do que em aceitar o desafio e descobrir no que nos fascina uma autêntica mensagem libertadora, uma palavra que preserve a parte de silêncio necessária à respiração da existência humana e contra a qual o rolo compressor das imagens planetárias seria impotente, ou é, no fundo, impotente. Em última análise essa pedagogia consistiria em recuperar o silêncio do tempo antes da televisão, apagar simplesmente a famosa caixa mágica. Simbolicamente ou praticamente. Sem remorso” (p. 40)

in Eduardo Lourenço, 1998
O Esplendor do Caos. Gradiva: Lisboa

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Projeto incentiva criação de rádios escolares

O projeto Rádio pela Educação, realizado pela Diocese de Santarém (PA) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, incentiva a implantação de rádios internas nas escolas da rede. A ação começou ano passado e já está em 9 unidades de ensino, ajudando a estimular o protagonismo juvenil e a mobilização da comunidade escolar.

Os equipamentos para montagem do sistema de som são enviados pelo projeto, que conta com o apoio do Projeto Criança Esperança da TV Globo. Por falta de recursos, em outras escolas, o aparelho é obtido por meio de parcerias entre Conselho Escolar e outros agentes locais. Essa doação estimula os alunos a elaborarem conteúdos a partir da realidade local. O projeto oferece ainda orientação para professores e estudantes.

A criação de rádio na escola é um resultado não previsto pelos idealizados da iniciativa. “O Rádio pela Educação começou como uma metodologia de educação a distância. O rádio era um recurso pedagógico, hoje é também ferramenta de mobilização ”, explica o coordenador de produção do Guia Pedagógico, Francisco César Souza Rego.

Há dez anos o projeto produz o programa Para ouvir e aprender. Com duração de 30 minutos, é veiculado três vezes por semana pela Rádio Rural. A programação, com temas voltados à área da linguagem das séries iniciais, é transmitida nas salas de aula de escolas públicas. Também é trabalhada pelos professores que recebem um guia pedagógico com orientações. O projeto atinge 6 mil crianças diretamente e 124 mil pessoas da comunidade indiretamente.

Em 2005, foi criada a Rede de Repórteres Educativos para que as crianças também participassem da programação. Hoje há um núcleo com 13 repórteres mirins. Outros 12 alunos fazem gravações de programas, lendo cartas ou contando histórias. Muitos desses estudantes são os coordenadores das rádios em suas escolas, replicando o aprendizado adquirido no Ouvir e Aprender aos colegas.

Dia-a-dia da Rádio Escolar

A Rádio Interativa BQ, da Escola Boaventura Queiroz, localizada na zona rural Planalto de Santarém, é coordenada pela estudante da 8° série, Kleiany Veras Tavares, 14 anos. A experiência como repórter educativa no programa Ouvir e Aprender ajudou a adolescente a implementar o veículo na escola.

Kleiany organiza o trabalho de uma equipe de 10 alunos. Eles dividem as tarefas para colocar no ar uma programação de 15 minutos, veiculada diariamente na hora do intervalo. Há espaço para informativos, entretenimento e cobertura de eventos na comunidade. Uma das últimas coberturas foi a 1° Mostra de Educação Ambiental.

Todas as etapas da rádio escolar são realizadas pelos estudantes, desde a produção até a operação da mesa de som. Para Andrei Correa, 13 anos, estudante da 7° série da Escola Municipal Ubaldo Correa, essa é a grande diferença entre participar do Ouvir e Aprender e da rádio escolar. “No programa, já vem tudo escrito. Na escola, somos responsáveis pelo roteiro, pela entrevista”.

No Rádio pela Educação, Andrei atua como locutor. Na escola, se reveza com os outros 14 alunos nas tarefas da rádio. Cada dia uma dupla faz a apresentação do programa. “Eu aprendi a interagir com alunos e professores. Passei a me comunicar mais com as pessoas”, afirma.

Já Kleiany observa também mudanças no comportamento dos outros alunos. “Através do rádio, eles perceberam que têm voz para reivindicar as coisas que não estavam certo na escola”. Como exemplo, comentou a conquista dos ventiladores nas salas após os alunos escreverem para a rádio.

De acordo com o coordenador pedagógico do Rádio pela Educação, a iniciativa tem contribuído não só para comunicação na escola, como também para a formação dos adolescentes. “Despertamos o protagonismo juvenil”, afirma.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Talita Mochiute

Os adolescentes, o blog e o chat - Dicas para a família

Internet em Família 2 - Os adolescentes, o blog e o chat é uma cartilha que orienta pais sobre blogs e chats. Por que são tão populares entre os jovens? Que cuidados devem ser tomados com as postagens? Que uso os jovens fazem deles? Como manter a privacidade? São apenas alguns dos temas tratados.

A publicação é do programa Escuela y Medios, do Ministério da Educação da Argentina e parceiros como a Telefonica, a Fundación Noble e o jornal Clarín.

Para ter acesso, basta clicar aqui.

Coletivos juvenis produzem programas para TV pública de MG

Todo sábado, às 17h, a emissora pública educativa Rede Minas transmite o Rede Jovem Cidadania. Com cerca de 30 minutos de duração, o programa é produzido por coletivos juvenis de Belo Horizonte (MG). Documentários, reportagens e animações são resultados de prática formativa oferecida pela Associação Imagem Comunitária (AIC).

Para que jovens - entre 16 e 24 anos de idade - realizem suas produções, além de disponibilizar equipamentos, a AIC promove oficinas e cursos sobre técnicas e linguagem audiovisual. O processo formativo é ancorado na prática e na análise crítica da mídia.

“Ao mesmo tempo em que oferecemos acesso ao mundo do fazer, também estimulamos discussões sobre cidadania e reflexões políticas sobre os meios de comunicação”, explica a sócia fundadora da AIC, Ana Tereza Melo Brandão.

Outra preocupação do projeto Rede Jovem Cidadania é buscar ocupar espaços públicos midiáticos. “Queremos dar visibilidade às ideias dos jovens”, afirma o propositor de audiovisual da AIC e integrante do Coletivo Dinamite, Clebin Quirino dos Santos, 27 anos. Dessa maneira, a ONG procura também lutar pela democratização do acesso aos meios de comunicação.

Quando a AIC recebe os jovens interessados no universo audiovisual, dá assessoria técnica e, principalmente, questiona suas propostas de produções. Na Rede, os jovens são convidados a pensar novas formas de abordar os problemas relacionados à juventude e à comunidade.

“Incentivamos os jovens a se apropriarem de forma direta do material de produção. Não há um adulto que vai organizar e formatar as falas deles. O programa de TV traz o olhar da juventude organizada”, conta Santos.

Giovânia Monique, 22 anos, é uma das jovens que já produziu para Rede Jovem. No dia 28 de novembro, a Rede Minas exibiu seu documentário sobre a cultura do congado na cidade de Luz (MG). “Minha família veio dessa cidade. Durante a minha infância, sempre acompanhava a festa.
Foi legal colocar essa tradição na mídia”, fala de sua inspiração.

A jovem começou a integrar a Rede Jovem em 2004, após participar de uma formação promovida pela AIC dentro da sua escola. Hoje, além de produzir documentário, também atua como educadora na instituição. “Comecei a trabalhar nesta área. Nunca imaginei isso. Pensava em fazer matemática”.

Giovânia lembra ainda que todo esse processo participativo e coletivo se reflete nas produções. “Os programas transmitidos pela Rede Minas trazem questões do cotidiano dos jovens por meio de uma linguagem gostosa. Você acaba se identificando com o programa, independente do tema da semana”.

Para Santos, ao levantar as discussões da juventude, o programa instiga as pessoas a repensarem o papel dos jovens. Já os jovens passam a se enxergar como protagonistas.

Trajetória
O projeto Rede Jovem pela Cidadania surgiu em 2002. Além da produção audiovisual, incentiva os jovens se apropriarem de outras mídias comunitárias, como jornal-mural, webzine e rádio. Durante esse período, cerca de 400 coletivos participaram de 500 produções.


A iniciativa já teve programas de rádio veiculados nas emissoras Favela FM e UFMG Educativa. Foi em 2004 que conquistou espaço na Rede Minas. As produções também ganham visibilidade em circuitos alternativos, como exibições de rua, rádios em escolas e mostras.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Talita Mochiute

Meios de comunicação não refletem diversidade racial do país

Os meios de comunicação expressam o racismo que existe na sociedade brasileira. A mídia reproduz os estereótipos relacionados à população negra. Não há espaço para temas de interesse da comunidade negra na grande imprensa. Essas foram algumas das constatações feitas pelos debatedores presentes na mesa-redonda As relações étnico-raciais na Comunicação, promovida pela ONG Brasil – Feira e Congresso Internacional para ONGs, que aconteceu em dezembro de 20009 na capital paulista.

“A análise da cobertura da questão das cotas raciais revela a parcialidade da grande imprensa. Os veículos não dão voz aos diversos atores sociais”, exemplificou o presidente da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Corija), do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Flávio Carranza.

Além do diagnóstico, os debatedores pensaram soluções para tornar a mídia mais democrática. “Temos de pressionar para que haja mecanismos de participação que tornem os meios de comunicação mais democráticos”. Segundo o jornalista Nuno Coelho, da organização Agentes Pastoral dos Negros (APNs), é preciso dizer ao governo que queremos um espaço de participação e de monitoramento dessa política de comunicação.

Já o jornalista Jader Nicolau Júnior, idealizador do Portal Afro, enfatizou que não basta conseguir alteração nas leis. “É preciso também garantir recursos para que a política pública se efetive. Por exemplo, quando a TV Comunitária foi aprovada, deixaram de lado a questão do financiamento”.

Ocupando os espaços
Enquanto não ocorrem as mudanças legais, Coelho defende a ocupação dos instrumentos atuais de monitoramento de mídia, como Centros de Referências de Combate ao Racismo, ouvidorias e também do espaço para cartas dos leitores.

Para Nicolau Jr, a Internet é outra ferramenta de combate ao racismo. Também considera que esse espaço merece ser mais ocupado por conteúdos de interesse da comunidade negra. “Nós já estamos há 10 anos na rede. E há várias iniciativas. É necessário ainda aproveitar a possibilidade de produzir nos formatos de rádio e TV para distribuição online”.

Viviane Ferreira, educadora da Associação Mulheres de Odum, ressaltou que a sala de aula também é um “ambiente perfeito” para combater o racismo e trabalhar com a diversidade. Esse grupo de jovens negras feministas realiza oficinas e cursos a distância dentro da temática cultural, racial e de gênero. “Trabalhamos pela democratização dos meios culturais. Boa parte dos valores de nossa população é disseminada pelos meios culturais – cinema, teatro, televisão – e de comunicação”, comentou Viviane.

Para cumprir seu objetivo, o grupo também produz documentários e videoclipes. “Temos de lançar mão da criatividade para nos fazer presentes neste ambiente da comunicação como um todo. Também é necessária uma aliança entre os três setores se quisermos intervir na estrutura de poder na nossa sociedade”, concluiu Viviane.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Talita Mochiute - Editado pelo blog Mídia e Educação

Quebrar o silêncio é primeira arma contra o bullying

“Eu tirei a maior nota da classe e alguns alunos se revoltaram com isso. Foi então que eles resolveram jogar sopa em mim. Eu senti um desprezo enorme por eles e muita vergonha”. O relato é de Jonathas Leme,19, estudante da Escola Estadual Professor Adelino José da Silva D’ Azevedo, situada na zona leste de São Paulo. Na época em que o fato aconteceu, Jhonatas tinha apenas 11 anos.

Esse caso é um exemplo de um dos problemas enfrentados por instituições de ensino do mundo inteiro: o bullying entre os alunos. Segundo o portal Observatório da Infância, o bullying se caracteriza pelo uso do poder ou da força para intimidar ou perseguir os colegas na escola (school place bullying) ou no trabalho (work place bullying). No Brasil, também é conhecido como assédio moral.

O bullying não é simplesmente brincadeira ou “zoação” entre os alunos. É uma forma de violência que se caracteriza pela persistência das ocorrências, pela falta de motivo para a agressão e pela disputa pelo poder.

De acordo com a psicóloga Marília Graf, a maior incidência desse tipo de violência se dá entre os 8 e 14 anos por ser uma fase de autoafirmação para meninos e meninas. A psicóloga lembra também que o silêncio por parte dos agredidos contribui ainda mais para a manutenção do bullying.

Embora o termo seja usado há poucos anos, o bullying não é um fenômeno recente. Sempre ocorreu no ambiente escolar. “Atualmente a sociedade tende a categorizar os fenômenos das escolas. Assim, os especialistas olham para os fenômenos como especialidades e com isso é mais fácil se aprofundar na questão”, analisa o diretor do Ensino Fundamental II do Colégio Santa Cruz, Ricardo Mesquita.

Mesquita descreve o agressor como uma pessoa insegura e com desejo de poder. Segundo o diretor, a prática é uma forma que o agressor encontra para tirar o foco dele, chamando atenção para o outro.

O bullying já foi retratado inclusive no jogo Bully da produtora e distribuidora Take-Two Interactive Software, Inc. O jogo está causando polêmica entre estudiosos de diversos países. Os especialistas afirmam que o jogo é um incentivo às práticas violentas. No Brasil, a justiça proibiu a venda. Quem for flagrado vendendo cópias do game terá de pagar uma multa de R$1 mil.

Além dos portões dos colégios
Além da agressão no ambiente escolar, outra prática comum é o cyberbullying. Com a Internet, os alunos utilizam da liberdade proporcionada pela ferramenta para agredir colegas, muitas vezes de forma anônima.

Para o diretor do Colégio Santa Cruz ainda é uma dificuldade muito grande lidar com esse tipo de agressão, realizada, principalmente, via redes socais como Orkut, Facebook e Twitter. “A escola tem que fazer com que os alunos levem a ética que ensinamos aqui para o ambiente virtual, o que é muito complicado. Nós não tínhamos esse contexto anteriormente”, ressalta Ricardo Mesquita.

O Colégio Santa Cruz teve recentemente um caso de cyberbullying. Uma aluna, moderadora de uma comunidade do Orkut, agredia uma colega de classe. Muitos aderiram à comunidade colocando suas opiniões de forma anônima. A escola conseguiu solucionar o problema, mas a aluna alvo das ofensas resolveu mudar de escola. “Isso deixa uma sensação de fracasso muito grande”, lembra o diretor.

Os especialistas recomendam que a vítima de cyberbullying recolha as evidências da agressão, imprimindo as telas em que aparecem as ofensas. Com esse material em mãos, a vítima e os pais devem procurar uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência. A polícia encaminha esse documento para uma delegacia de crimes virtuais responsável por rastrear o IP (Internet Protocol) para chegar ao agressor.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Mariana Almeida e Rafael Carneiro da Cunha

Espanha proíbe anúncios que exaltem o culto ao corpo

O que você acha?

O Parlamento da Espanha aprovou, nesta quinta-feira (7/1), uma lei que proíbe das 6h às 22h a exibição na TV de anúncios que "exaltem o culto ao corpo", como publicidade de produtos de emagrecimento, cirurgias estéticas.

Na visão dos parlamentares, esses anúncios associam a imagem de sucesso com fatores como peso ou estética e incitam assim a discriminação social pela condição física.

Outro argumento é que essas campanhas comerciais exercem influência negativa em crianças e jovens, prejudicando seu desenvolvimento físico, mental ou moral. Para o governo, a nova medida também vai ajudar a evitar a propagação de transtornos alimentares como a anorexia e a bulimia.

Para ouvir essa matéria:
CBN - A rádio que toca notícia - Gilberto Dimenstein

Alunos transformam disciplinas em vídeos

Nova forma de apresentação de trabalhos acadêmicos pode ampliar a divulgação de temas científicos!
Alunos de duas turmas de doutorado do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da UnB transformaram o conteúdo de suas aulas em vídeos, trazendo o debate acadêmico para o campo do audiovisual.

Um grupo cursou a disciplina Ficção Científica, Manipulação Genética e Sociedade de Risco no primeiro semestre de 2009. A cada aula, um vídeo de ficção científica era estudado por uma dupla de alunos que apresentava suas considerações à turma, promovendo o debate. A afinidade com os temas foi tão grande que eles propuseram ao professor Elimar Nascimento, diretor do CDS, a produção de um vídeo como forma de avaliação da disciplina.

O doutorando Marco Aurélio Bilibio, psicoterapeuta, e o aluno especial do doutorado Elízio Costa, publicitário, lideraram a produção de um vídeo de 15 minutos chamado Correndo Risco, que trata dos dilemas que envolvem a manipulação genética. O vídeo conta com depoimentos de especialistas, entre eles o senador Cristovam Buarque, e explora a necessidade de uma construção coletiva do futuro, a chamada sociedade do amor, em que as pessoas são solidárias e as relações são baseadas em ética.

“Fizemos um projeto de qualidade para garantir maior alcance do conteúdo”, diz Costa, defendendo a importância de se divulgar a produção acadêmica além da sala de aula. “Nossa ideia de fazer o vídeo não vai no sentido de substituir o trabalho acadêmico e sim criar uma ferramenta que pode trazer os conteúdos discutidos para o público em geral”, complementa Bilibio. Os alunos ressaltaram a importância da colaboração do professor Elimar Nascimento em defesa do novo método avaliativo.

Bilibio propôs a mesma metodologia na disciplina Fundamentos Teóricos e Epistemológicos do Desenvolvimento Sustentável e a ideia foi bem aceita pelos colegas e pela professora Laura Duarte. Surgiu então o vídeo Vozes da Sustentabilidade. O vídeo conta com a participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e de Paulo Nogueira Neto, ex-secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal.

Os dois vídeos foram produzidos ao longo do segundo semestre de 2009 e ficaram prontos em dezembro. O lançamento será simultâneo e está previsto para março, em exibições na UnB. Os dois vídeos também serão inscritos no Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica), na cidade de Goiás Velho.

Fonte: Agência de Comunicação da UNB/ Texto: Thais Antonio - 07/01/2010

Telenovela pode ajudar no processo educativo

As telenovelas podem ajudar os professores a aguçar o interesse dos jovens em aprender e a reforçar o papel educador da ficção, quando trazida para a realidade. Em sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Educação, Aline Martins Coelho descobriu que os adolescentes querem discutir temas de novelas em sala de aula, com debates sobre direito de cidadania e cultura midiática.

“Minha preocupação era identificar formas de criar um vínculo entre professor e aluno. Um instrumento que permitisse a discussão de temas pertinentes, que chamasse a atenção dos alunos", explica Aline, autora da dissertação Telenovela como instrumento de discussão sobre direito de cidadania: potencial e limites. "A telenovela pode exercer esse papel, por ser objeto de interesse dos jovens. A novela Caminho das Índias é um dos exemplos que tratam de cidadania”.

Aline escolheu um colégio público localizado no centro de Palmas, no Tocantins, para realizar a pesquisa. A primeira fase consistiu em questionário aplicado para 68 alunos do 1º ano do ensino médio, de 14 e 15 anos, para traçar o perfil socioeconômico e as preferências culturais em relação à mídia. Depois, dez alunos, cinco meninas e cinco meninos, assitiram a um vídeo de 15 minutos com cenas selecionadas da novela Caminho das Índias.

Os alunos então foram instigados a refletir sobre a influência da televisão e sobre a possibilidade de debater na sala de aula e em casa os assuntos tratados pela trama. Principalmente sobre personagens à margem da convivência social, em luta para amenizar as desigualdades.

DIÁLOGO - Mesmo a televisão fazendo parte do cotidiano das famílias, Aline descobriu que o diálogo sobre os programas de TV tanto em casa, como na escola, não acontece com a frequência e da forma como os alunos gostariam. “A influência da televisão, ou da telenovela, não é determinante. O aluno associa a informação da TV de uma forma geral. Dependendo da vivência em casa, aí sim, pode gerar uma reflexão sobre determinados comportamentos”, explica Aline.

Na pesquisa, os jovens reivindicam espaço dentro da escola para essa discussão, inclusive com a presença de especialistas. Os próprios alunos apontam a importância de se aprofundar o assunto, que geralmente é comentado apenas entre eles. “Isso mostra que eles querem ir além do bate-papo. Estão cobrando uma produção mais elaborada por parte da escola. Querem mais embasamento, elementos que tragam mais conhecimento”, ressalta Vânia Carneiro, orientadora da pesquisa. “A televisão é a maior fonte de diversão para a maioria dos brasileiros, às vezes, a única”, diz.

Ela lembra ainda que existem dados que mostram o desinteressem dos jovens pelos conteúdos curriculares tradicionais e ressalta a necessidade de os professores se aproximarem das práticas de consumo midiático de seus alunos. Os alunos que participaram da pesquisa têm acesso a computadores, internet e outros aplicativos tecnológicos. Em algumas casas, o número de televisores chegou a quatro.

MALHAÇÃO - A novela Caminho das Índias da Rede Globo, exibida em 2008, virou objeto de estudo depois que a pesquisadora descartou a novela Malhação, uma das mais populares entre os jovens. Segundo Aline, o drama adolescente não trata de temas de cidadania. A trama já apresentou temas polêmicos como a AIDS, gravidez na adolescência e preconceito, mas agora se tornou comercial demais. Ao questionar quais eram as telenovelas mais assistidas pelos alunos, Malhação e Caminho das Índias foram as mais citadas. “Descobri que Malhação não fala sobre direito de cidadania, então identifiquei em Caminho das Índias recortes dentro da história que tinham relevância social e estavam associados à minha pesquisa”, conta Aline.

Para a orientadora Vânia Carneiro é fundamental que o educador conheça o que os jovens estão consumindo e, a partir daí, selecionar cenas e situações que podem despertar o interesse e sensibilizar seus alunos. “É importante fazer uma seleção e discutir o conteúdo e a própria produção do programa de televisão, contribuindo para que o jovem tenha uma visão mais crítica da mídia”, diz.

Contato com Aline: aline.martins.adv@gmail.com
Fonte: Agência de Comunicação da UNB/ Texto: Thais Antonio

Curso de Tecnologias na Aprendizagem

O SENAC-SP está oferecendo um curso de pós-graduação lato sensu, online, em Tecnologias na Aprendizagem. Segundo o site do Senac, o objetivo é preparar profissionais que atuam ou desejam atuar na gestão e mediação de projetos educacionais em espaços formais, informais, não-formais, integrando o uso das tecnologias da informação e da comunicação aos processos de ensino e aprendizagem. A carga horária é de 360 horas.

Os candidatos interessados no curso devem ser graduados e ter uma disponibilidade de no mínimo duas horas diárias para estudo, além de três aulas presenciais obrigatórias aos sábados pela manhã, em São Paulo.

O curso é oferecido no formato a distância. Acontecerá por meio do ambiente virtual de aprendizagem Blackboard, onde são disponibilizadas as disciplinas e seus respectivos recursos didáticos. As disciplinas dispõem de textos base que subsidiam conceitualmente os alunos. As propostas de atividades ancoram-se na interação e colaboração entre os participantes da turma e envolvem pesquisa, elaboração de propostas, exercícios, sínteses, aprofundamento teórico e prático, discussões, registros de percurso, produções coletivas para diferentes mídias e publicações.

Também está disponível no curso o recurso de vídeo-colaboração, que permite a comunicação síncrona entre alunos e professores, com recursos de voz, texto e apresentação.

Programa
• Espaços Educativos no Século XXI
O significado da proposta das cidades educadoras frente à consecução de uma sociedade do conhecimento;
A conceitualização de espaços educativos formais e não-formais;
As abordagens do ensino e concepções de aprendizagem.
• Aprender por Projetos
A concepção sociointeracionista da aprendizagem;
A prática dialógica;A aprendizagem significativa;
A metodologia de projetos
.• Avaliação e Mediação Pedagógica
O marco conceitual da avaliação;
Os modelos de avaliação;
A avaliação da aprendizagem;
Os instrumentos de avaliação.
• Reconhecendo o espaço
A disciplina pensa de que maneira os espaços do ser humano foram sendo modificados pelas tecnologias, alterando os modos de viver, de conhecer o mundo e interagir. Leva os alunos a refletirem também sobre as conseqüentes mudanças de espaços na Educação - nos quais as mediações tecnológicas se fazem cada vez mais presentes – e na Educação a Distância como uma forma organizada de utilizar esse tipo de mediação.
• Consumo e Produção – espaços de aprender e publicar: texto
A disciplina aborda o ciberespaço como lugar de aprendizagem e publicação. Leva o aluno a examinar alguns lugares onde se faz educação a distância, demonstrando como os mesmos podem ser ‘consumidores’ desses espaços. Capacita o aluno a utilizar a Internet para produzir conteúdos, publicando texto.
• Consumo e Produção – espaços de aprender e publicar: áudio e vídeo
A disciplina aborda o ciberespaço como lugar de aprendizagem e publicação. Capacita o aluno a utilizar a Internet para produzir conteúdos, publicando áudio e vídeo.
• Gestão em educação a distância
Processos de gestão de cursos a distância: planejamento, elaboração, execução e avaliação.
• Educomunicação: espaço de intervenção
Histórico da Educomunicação. Educação formal, Educação não-formal. Programas de Educomunicação. Tipos de mídia.
• Áreas da Educomunicação: leitura crítica
Leitura crítica de produtos comunicacionais em diversas mídias (impressa, áudio,audiovisual).
• Áreas da Educomunicação: produção coletiva de mídia impressa e de áudio
Leitura crítica de produtos comunicacionais em diversas mídias (impressa, áudio,audiovisual). Produção coletiva de comunicação nas mídias impressa e rádio.
• Áreas da Educomunicação: produção coletiva de vídeoLeitura crítica de produtos comunicacionais em diversas mídias (impressa, áudio,audiovisual). Produção coletiva de comunicação na mídia vídeo.
• Gestão da Educomunicação
Poder e responsabilidade. Tipos de gestão. Metodologia de Educomunicação.
• Metodologia de Pesquisa
Apresenta os fundamentos teóricos para as diferentes formas de pesquisa e produção acadêmica, proporcionando condições ferramentais para que o aluno elabore o Trabalho de Conclusão de Curso. Fornece instrumentos de análise para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso, oportunizando a escolha do tema.

Período: Março de 2010 a Junho de 2011.
Valor e Formas de pagamento: 21 parcelas de R$ 450,00**
Pagamento à vista com 10% de desconto*
*Solicite informações sobre outras formas de desconto institucional (posead@sp.senac.br)
** Sujeitas a reajuste a partir da 13ª parcela

Mais informações: posead@sp.senac.br ou clicando aqui.

Seleção:
Inscrição on-line, carta de intenções, análise curricular, análise de documentos e entrevista on-line.
Taxa de inscrição: R$ 50,00
Observação: o comprovante de depósito deve ser enviado juntamente com o currículo para posead@sp.senac.br.
Número de vagas: 40

"Literacia digital e emprego"

Veja abaixo artigo de Manuel Pinto, professor e pesquisador da Universidade do Minho, Portugal, sobre alfabetização digital e emprego. O texto foi publicado na Página 1 de Opinião, do diário digital Renascença.

“No século XXI, o conceito de literacia e a prática de ensinar a ler às nossas crianças deve ser alargado à literacia digital”. A afirmação é de Julius Genachowski, presidente da entidade reguladora dos media dos Estados Unidos da América, numa intervenção que fez neste final de semana, na Consumer Electronics Show, em Las Vegas.

Esta ideia programática, que hoje começa a ser percebida como estratégica para o desenvolvimento das sociedades contemporâneas e para a cidadania, não se pode dizer que seja em si mesma muito inovadora, ainda que vá uma grande distância entre defendê-la epô-la em prática.

Quando falamos em literacia digital, a nossa mente e o nosso olhar voltam-se de imediato para a escola e para os professores. Achamos que este tipo de coisas é matéria de currículo, demétodos de ensino e de aprendizagem, de educação, em suma. Mas: e se fosse também matéria de emprego, de produtividade, de economia, de bem-estar e qualidade de vida?

Na intervenção referida, Genachowski acrescentou algumas notas que apontam precisamentenesse sentido e que talvez possam (ou devessem) fazer os empresários e os responsáveis pelas políticas sociais pensar um pouco. Aludindo ao plano de universalização do acesso à banda larga, o presidente da Federal Communications Commission observou que “quanto maior for o acesso à Internet, mais oportunidade haverá de encontrar emprego, visto que a maior parte da oferta requer competências digitais básicas”. Daí que, segundo ele, sendo compreensível que os pais exprimam preocupações várias acerca da segurança dos filhos online, “o risco maior é o das crianças que não têm computadores, não tendo assim possibilidade de complementar a sua formação com a pesquisa na Internet”. E com a análise crítica das fontes que encontram,com a capacidade de gerir a informação encontrada e de produzir informação e sínteses novas – acrescento eu.

Entendo que esta alfabetização relativa às novas linguagens e às redes digitais não pode nem deve contrapor-se nem sequer sobrepor-se às restantes literacias, em particular a uma adequada aprendizagem da leitura, da escrita e do cálculo.

O que talvez falte compreender é que as aprendizagens que a cidadania e o emprego cada vezmais supõem não se somam umas às outras. Combinam-se e jogam umas com as outras.

Manuel Pinto
Professor da Universidade do Minho

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Guia de ajuda às famílias sobre o uso de internet, tv e celular

Compartilho com você o "Guía de ayuda para familias sobre el uso y las prestaciones de los teléfonos móviles, Internet y televisión".

Editado por Orange com apoio do Ministério da Indústria e Tecnología da Espanha proporciona informacão para ajudar aos mais jovens a utilizar com segurança os celulares e a internet, além de fazer questionamentos a partir dos quais pais e filhos podem dialogar.

Cada capítulo também proporciona informacão para saber com quem contactar se se deseja saber mais sobre quaisquer dos temas analisados. Obviamente as fontes são da Espanha.

A pesar dos muitos avanços e vantagens que celular e internet trouxeram, determinados tipos de uso podem ser antisociais e até indesejados. Esses usos vão desde uma conversa em voz alta dentro de um transporte público ao envio de mensagens spam,trotes e bulling. Não se pode deixar de lembrar também que, enquanto espaço aberto à publicação de conteúdos de todo tipo e de fácil acesso, a internet tem feito com que meninas e meninos tenham a seu alcance diversos tipos de material inapropiados.


Fonte:http://www.educacionenvalores.org

E agora?

As escolas matam a criatividade?

Veja a versão legendada em espanhol do vídeo "Do schools kill creativity?".
Nele, Ken Robinson está dando sua palestra durante as "TED (Technology, Entertainment, Design) Conferences" e fala de como a educação dada nas escola mata a criatividade das crianças.
As legendas são de Pedro Villarrubia e as informações do blog
Recursos TIC en la Educación.
Parte I

Parte II

Conteúdos educativos para compartilhar

No Portal Agrega, da Espanha, os educadores podem encontrar vídeos, cursos e conteúdos digitais para suas aulas. Desde uma aula sobre aparelho circulatório a uma aula de francês. Os materiais estão em espanhol.

O portal também é interessante para famílias (com conteúdos e conselhos para melhorar a aprendizagem das crianças) e produtores de conteúdo. E possui blogs e mini sites específicos sobre os conteúdos e ações que você deseja realizar.

Você acessa o Portal Agrega a partir do link http://www.proyectoagrega.es/default/Inicio


Conheça Agrega no vídeo abaixo:

Ano Novo


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mais bicicletas, menos carros!!!!

O movimento já existe em muitos países e no Brasil também. Mais bicicletas, menos carros, menos poluição, mais exercícios, mais contato com a natureza, menos caos no trânsito, menos stress... motivos não faltam pra gente adotar a bicicleta como companheira e meio de transporte (na medida do possível de cada família).

Em Brasília a turma da bicicleta é organizada e tem o apoio dos brasilienses. Em maio de 2009 os ciclistas conseguiram a inauguração da Praça das Bicicletas, entre o Museu Nacional e a Catedral. Veja trecho do blog Bicicletada DF no dia da inauguração:

"Satisfação, é o sentimento mínimo de todas as pessoas que se envolveram para que a inauguração da nossa Praça das Bicicletas fosse realizada. E sexta-feira, 29/05/2009, deu-se a mais emocionante Bicicletada que Brasília já viu. O dia foi corrido, o pessoal todo envolvido com os últimos preparativos, corre aqui, corre ali, compra vela, busca pano, faz a placa, imprime lista de homenagem, separa as tintas, pincéis... e assim o dia passou rapidamente (...)".

O recado que o pessoal de Brasília dá é o seguinte: "Há alguns meses em Brasília, há alguns anos em outros lugares do mundo, pessoas se reúnem na última sexta-feira de cada mês para colocar bicicletas nas ruas e reivindicar uma cidade que seja mais humana, menos opressora. Para celebrar o transporte acessível e ecológico. Nas gringas chamaram de Critical Mass, por aqui a gente apelidou de Bicicletada. A propulsão humana contra a tirania do Apocalipse Motorizado. Circulem: os cartazes, as idéias e as bicicletas".

Que tal dar uma espiada nos blogs, sites e cartazes de bicicletadas por aí. Quem sabe você não cria o hábito de andar de bike também?

Será que o Google está nos deixando estúpidos?

O título acima é de um artigo de Nicholas Carr, que foi diretor executivo da "Harvard Bussines Review". O texto original “Is Google Making Us Stupid?”pode ser encontrado em
http://www.theatlantic.com/doc/200807/google. Disponibilizo para vocês um trecho do artigo em espanhol, que foi publicado na Revista Arcadia, e pode ser acessado na íntegra aqui. Boa leitura!!!

Imagínese no tener acceso a internet nunca más. Un perverso virus ataca la red y desaparece. ¿Una tragedia? No esté tan seguro. ¿Sabe qué le esá haciendo internet a nuestro cerebro?
Por Nicholas Carr - Nueva York


¡Dave, no, por favor no, no hagas eso! ¡Para, Dave, por favor, no hagas eso!”, son las últimas palabras suplicantes que el supercomputador hal le dirige al implacable astronauta Dave Bowman en aquella famosa, extraña y conmovedora escena hacia el final de la película 2001: Odisea del espacio, de Stanley Kubrick. Bowman (que acaba de escapar por un pelo de una muerte casi segura en el espacio profundo por culpa del computador defectuoso) con toda la tranquilidad y frialdad del mundo desconecta los circuitos de la memoria que controlan el cerebro artificial del aparato. “Dave, se me va la mente…, se me va”, dice hal. “Siento que la mente se me va...”. Yo también. Durante los últimos años he tenido la incómoda sensación de que alguien (o algo) ha estado cacharreando con mi cerebro, rehaciendo la cartografía de mis circuitos neuronales, reprogramando mi memoria. No es que ya no pueda pensar (por lo menos hasta donde me doy cuenta), pero algo está cambiando. Ya no pienso como antes. Lo siento de manera muy acentuada cuando leo. Sumirme en un libro o un artículo largo solía ser una cosa fácil.

La mera narrativa o los giros de los acontecimientos cautivaban mi mente y pasaba horas paseando por largos pasajes de prosa. Sin embargo, eso ya no me ocurre. Resulta que ahora, por el contrario, mi concentración se pierde tras leer apenas dos o tres páginas. Me pongo inquieto, pierdo el hilo, comienzo a buscar otra cosa que hacer. Es como si tuviera que forzar mi mente divagadora a volver sobre el texto. En dos palabras, la lectura profunda, que solía ser fácil, se ha vuelto una lucha. Y creo saber qué es lo que está ocurriendo.

A estas alturas, llevo ya más de una década pasando mucho tiempo en línea, haciendo búsquedas y navegando, incluso, algunas veces, agregando material a las enormes bases de datos de internet. Como escritor, la red me ha caído del cielo. El trabajo de investigación, que antes me tomaba días inmerso en las secciones de publicaciones periódicas de las bibliotecas, ahora se puede hacer en cuestión de minutos. Un par de búsquedas en Google, un par de clics sobre los enlaces, y ya dispongo del hecho revelador o de la cita exacta que necesitaba. Incluso cuando no estoy trabajando, lo más probable es que esté explorando entre los matorrales de información de la red, leyendo y contestando correos electrónicos, esacaneando titulares y blogs, mirando videos y oyendo podcasts, o simplemente saltando de enlace en enlace. (A diferencia de las notas de pie de página, a las que a veces se les compara, los hiperenlaces no se limitan a sugerir obras pertinentes; nos catapultan sobre ellas.) Para mí, como para muchos otros, la red se está convirtiendo en un medio universal, en el canal a través del cual me llega la mayor parte de la información visual y auditiva que se asienta en mi mente. (...)

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