quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Comunicação, Cidadania e Educação" - 10 anos na Universidade do Minho/Portugal

Nosso blog se congratula com a Universidade do Minho que há quase 10 anos, através de seu "Senado Universitário", decidiu criar o Curso de Mestrado em Ciências da Comunicação, tendo como área de especialização Comunicação, Cidadania e Educação. A medida está na ata da reunião do senado de 24 de Julho de 2000 (Resolução nº 20/00) e o curso teve sua sessão inaugural na abertura do segundo semestre de 2002-2003, com a participação do prof. José Manuel Pérez Tornero, diretor de um mestrado análogo na Universidade Autónoma de Barcelona, e do qual eu (Cristiane Parente), que vos escrevo, tive o prazer de ser aluna.

O curso da Universidade do Minho teve várias edições e deu origem a diversos estudos relevantes, segundo o professor Manuel Pinho, nossa fonte nesse texto. É ele quem explica que o curso "só foi interrompido ou descontinuado quando o Departamento se orientou para a adaptação de toda a oferta formativa ao chamado modelo de Bolonha, quando foi decidido que "Comunicação, Cidadania e Educação" deveria continuar, mas não já como área de especialização, e sim como um curso de mestrado concebido de raiz".

Para o professor Manuel Pinto, vale refletir três pontos acerca dessa notícia. Citamos exatamente o texto que ele divulgou em seu blog:

"1. O mestrado nasce com a designação de "Comunicação, Cidadania e Educação" (e não "Educação para os Media") por razões de natureza acadêmica internas; mas, por outro lado, enfatiza uma orientação que sempre foi privilegiada: o foco na educação para a cidadania.
2. O curso surge como especialização de um mestrado de Ciências da Comunicação e é promovido pelo Departamento de Ciências da Comunicação, ainda que com a colaboração de docentes das Ciências da Educação. Não é caso único, no panorama internacional - de resto, o de Barcelona, já referido, também surgiu (e continua a funcionar, há perto de 20 anos) na Faculdade de Ciências da Comunicação da UAB).
3. Enfim, uma curiosidade: um dos frutos desse mestrado é o blog Educomunicação, que surgiu, como se disse, logo no primeiro post, como plataforma de apoio às aulas do curso".

Nosso blog Mídia e Educação parabeniza o professor e seus colegas da Universidade do Minho, Sara Pereira, Luís Pereira, Fábio Ribeiro, Tiago Dias Ferreira e Vítor Sousa, que tanto contribuem para nossa reflexão sobre a relação mídia e educação.

Prepare-se para a Festa Literária Internacional de Paraty

A Festa Literária Internacional de Paraty ou FLIP acontece este ano de 4 a 8 de agosto e a programação está uma tentação para os amantes das letras. Só pra você ficar com gostinho de FLIP, dá uma olhada no que separamos:

Dia 4 - Abertura

19h - Conferência de abertura

Casa-grande e Senzala: um livro perene

Conferencista: Fernando Henrique Cardoso

Debatedor: Luiz Felipe de Alencastro


Dia 5

19h30 - Mesa 5

O livro: capítulo 1

Peter Burke e Robert Darnton

Mediação: Lilia Schwarcz

“O segundo livro publicado na imprensa de Gutenberg era sobre a morte do mercado editorial”, diz uma piada corrente no meio literário. Na primeira das duas mesas dedicadas ao destino do livro este ano em Paraty, dois dos mais respeitados historiadores da atualidade, ambos especialistas em história da leitura e da mídia, mostram como essa discussão remonta aos primórdios da era moderna e está longe de se resumir a Ipads, Kindles e outras novidades tecnológicas.


Dia 6
10h - Mesa 6

O livro: capítulo 2

Robert Darnton e John Makinson
Mediação: Cristiane Costa

Nenhum autor contemporâneo foi tão fundo no estudo sobre o futuro do livro quanto o historiador Robert Darnton. Diretor da biblioteca de Harvard, ele acompanhou de perto as negociações com o Google para a digitalização de todo o acervo da universidade e registrou as implicações da proposta numa série de artigos recém-lançados em livro no Brasil. John Makinson é o CEO da editora Penguin e está na vanguarda do processo de transformação por que passa o mercado editorial em todo o mundo. Os destinos da palavra escrita são o ponto de partida da conversa de que participam em Paraty.

19h30 -Mesa 10

Em nome do filho

Salman Rushdie

Dia 7
17h15 - Mesa 14

A origem do universo

Robert Crumb e Gilbert Shelton

Mediação: Angeli


19h30 - Mesa 15
O som e o sentido
Lou Reed
(FOTO)
Mediação: Arthur Dapieve

Quer saber mais? Visita o site da FLIP
: www.flip.org.br

Fonte: Site da FLIP

Pesquisa mostra pais mais conscientes de sua responsabilidade na educação dos filhos

Uma pesquisa inédita, realizada pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud), desenhou o comportamento dos pais em relação à responsabilidade com a educação dos filhos. De acordo com a pesquisa, os pais creditam a eles 77,22% da influência sobre desempenho escolar dos filhos.

O estudo, feito em parceria com o Instituto Paulo Montenegro do Ibope e a Faculdade Mackenzie, define e analisa os valores dos brasileiros. Voluntários da ONU passaram por 300 cidades e entrevistaram 4.017 pessoas, das quais a maior parte (62,24%) tinha filhos. O objetivo da análise na área de educação era entender a relação entre valores e os problemas da esfera pública de ensino no Brasil.

Os pais entrevistados pela pesquisa apontaram também que o principal papel deles em relação aos filhos é “ensinar valores” (33,2%), seguido de “assegurar uma educação de qualidade” (27,8%) e “cuidar da saúde e alimentação” (14%).

Apesar de reconhecerem sua responsabilidade em relação à educação dos filhos, uma parte significativa dos pais acredita que é responsabilidade da escola ensinar valores. Para um quarto (24,7%) esse papel deveria ser da escola.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Flavio Comim, esses dados revelam que os pais reconhecem a importância do papel deles na educação dos estudantes, mas na hora de dizer quem irá educá-los, tendem a apontar a escola. “Se por um lado mostra o avanço do reconhecimento, por lado os pais dizem ‘o problema não é meu’”, destaca Comim.

Na divisão entre gêneros, a maioria das mulheres (58%) indicou que o papel de ensinar valores é o mais importante. Já a maior parte dos homens (52,5%) acreditam que garantir uma educação de qualidade aos filhos é sua principal tarefa.

Fonte: iG Educação

Switch on!

Olha que dica legal que pegamos com o pessoal do Blog Educomunicação:

A entidade de regulação dos media audiovisuais do Reino Unido, Ofcom, acaba de anunciar a publicação de ‘Switch On!’, um recurso de aprendizagem destinado a apoiar a formação para a literacia mediática, e especialmente destinadas a profissionais ligados ao ensino ou cuidado de pessoas com dificuldades de aprendizagem.

Grande parte do material foi concebido para apoiar a aprendizagem informal numa grande variedade de contextos.

A publicação ocorre durante a Adult Learners’ Week. O documento foi elaborado por Marion Janner e Cary Bazalgette e está disponível para download no site da Ofcom: www.ofcom.org.uk/advice/media_literacy/medlitpub/switch-on/

Media Smart europeu com novo site

O programa Media Smart acaba de lançar o seu novo website europeu, através do qual é possível encontrar informações sobre projetos e recursos.
O programa propõe-se a contribuir para uma abordagem crítica e esclarecida da publicidade, focando particularmente crianças de 6 a 11 anos. Nessa medida considera-se um programa de "literacia mediática".

O Media Smart encontra-se atualmente presente em oito países europeus, entre os quais Portugal, onde conta com o patrocínio da APAN (Associação Portuguesa de Anunciantes) e com o apoio do Ministério da Educação.


Fonte: Educomunicação/ Ofcom - Media Literacy Bulletin

Artigos do próximo número da revista Digital Culture & Education já estão disponíveis

Já estão disponíveis dois artigos do nº 2 da revista Digital Culture & Education, que acaba de sair.

* The language of Webkinz: Early childhood literacy in an online virtual world, de Rebecca W. Black, que você pode ler clicando aqui
E
* Classroom uses of social network sites: Traditional practices or new literacies?, de Maryam Moayeri, que você acessa clicando aqui

Para quem se interessar, o site da revista é www.digitalcultureandeducation.com/
Boas leituras!!!

2° Educação em Pauta – Inscrições Abertas


O Todos Pela Educação, em parceria com o Instituto Unibanco e apoio da ANDI, realizará no dia 16 de junho, o 2° Educação em Pauta , com o tema “A Crise na Audiência no Ensino Médio – Abandono e Evasão”.

O encontro, que acontece no Itaú Cultural, em São Paulo, é destinado a jornalistas que trabalham na área. As inscrições estão abertas até o dia 11 de junho e as vagas são limitadas.
Programação completa:
2º Educação em Pauta - A Crise de Audiência no Ensino Médio: Abandono e Evasão
Data: 16 de junho de 2010

9h00-9h15: Credenciamento dos convidados

9h15-9h45: Abertura com Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do Todos Pela Educação, e Wanda Engel, superintendente-executiva do Instituto Unibanco

9h45-10h45: Apresentação da publicação e principais destaques sobre o problema do abandono e da evasão: Wanda Engel; Elaine Pazello, diretora de Estudos Educacionais do INEP; e Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA

10h45-11h00: Intervalo

11h00-11h45: Exposição especialistas:
Eduardo Rios, pesquisador da UFMG (a confirmar)
Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde, Secretária de Estado da Educação do Paraná e presidente do Consed (a confirmar)
Carlos Artexes, diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica do MEC

11h45-12h30: Debate - mediação de Mozart Neves Ramos e Wanda Engel

Serviço
Formação para jornalistas: 16/6/2010
Prazo para inscrições: 11/6/2010
Local: Itaú Cultural, Avenida Paulista, 149, 1º andar, Sala Vermelha. São Paulo/SP Horário: 9h às 13h
Inscrições podem ser feitas pelo e-mail camilla@todospelaeducacao.org.br ou pelo telefone (11) 3266-5477 ramal 229
Contato: Camilla Salmazi

terça-feira, 18 de maio de 2010

Livro sobre a TV educativa e cultural nos países ibero-mericanos

Sob a coordenação dos catedráticos da Universidad Autónoma de Barcelona Lorenzo Vilches e José Manuel Pérez Tornero, foi apresentado em Sevilha, no dia 13 de maio, o "Libro blanco sobre la Televisión Educativa y Cultural".

«Es la primera publicación de conjunto sobre este tipo de televisiones que operan en Iberoamérica. Este libro es un balance provisional y parcial del camino recorrido en las últimas décadas por las televisiones de Argentina, Brasil, Chile, Colombia, México, España, Perú, Portugal, Uruguay, Venezuela. Describe el origen, contexto y estado actual de las Televisiones educativas y culturales – TEC – en 10 países Iberoamericanos. (...) El estudio correspondiente a cada país presenta inicialmente una descripción del sistema general audiovisual dando cuenta de su organización, principales actores e impacto en públicos y audiencias, así como una visión general de las tendencias de programación y producción.»

O livro é editado pela Gedisa, podendo ser adquirido através do site da editora.

Fonte: Educomunicação

domingo, 16 de maio de 2010

Não Contem com o Fim do Livro

Peguei a dica de livro com a Nélida Capela e seu maravilhoso Lector in Fabula. Agora é hora da gente conferir e opinar. O texto abaixo é da editora Record.

“(...) o “e-book” não matará o livro — como Gutenberg e sua genial invenção não suprimiram de um dia para o outro o uso dos códices, nem este o comércio dos rolos de papiros ou volumina. Os usos e costumes coexistem e nada nos apetece mais do que alargar o leque dos possíveis. O filme matou o quadro? A televisão o cinema? Boas-vindas então às pranchetas e periféricos de leitura que nos dão acesso, através de uma única tela, à biblioteca universal doravante digitalizada.”

Do papiro ao arquivo eletrônico, Umberto Eco e Jean-Claude Carrière atravessam 5 mil anos de história do livro em uma discussão erudita e bem-humorada, sábia e subjetiva, dialética e anedótica, curiosa e de bom gosto.

Na conversa entre os autores, intermediada pelo jornalista Jean-Philippe de Tonnac, a intenção não é apenas entender as transformações anunciadas pela adoção do livro eletrônico, mas dar início a um debate instigante e atual a partir da premissa de que e a história dos livros e o amor a eles os salvarão do desaparecimento.

A experiência de bibliófilos, colecionadores de exemplares antigos e raros, pesquisadores e farejadores de incunábulos, os faz considerar o livro, como a roda, uma invenção perfeita e insuperável. O livro aparece aqui como uma instituição sólida, anatômica e funcionalmente adequada que as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não exterminarão.

Os autores se divertem mostrando como o livro atravessou a história da humanidade, para o melhor e às vezes para o pior — Eco reuniu uma coleção de livros raríssimos sobre o erro humano, na medida em que, para ele, eles condicionam toda tentativa de fundar uma teoria da verdade. Diante do desafio representado pela digitalização universal dos escritos e da adoção das novas ferramentas de leitura eletrônica, essa evocação de venturas e desventuras do livro permite relativizar as mudanças que estão por vir.

Homenagem divertida a Gutenberg, essas conversas irão arrebatar todos os leitores e apaixonados pelo objeto livro. E não é impossível que também alimentem a nostalgia dos detentores de e-books.

Fonte: Lector in Fabula/ Record

Power Point = Inimigo ?

O TiagoDF, colaborador do blog Educomunicação, de Portugal, sugeriu como leitura uma matéria recente do New York Times sobre o impacto do Powerpoint nas campanhas militares dos EUA. O título é: "We Have Met the Enemy and He Is PowerPoint" ,foi escrito porElisabeth Bumiller e publicado em 26 de abril (2010). Tiago destaca alguns trechos:

A imagem do power point mostra a complexidade da estratégia norte-americana no Afeganistão.

"O Powerpoint faz-nos estúpidos", disse este mês numa conferência militar na Carolina do Norte o General James N. Mattis dos Fuzileiros (Falou sem Powerpoint). O Brigadeiro-General H. R. McMaster, que baniu as apresentações de Powerpoint quando comandou os esforços bem sucedidos para controlar a cidade iraquiana da Tal Afar em 2005, foi o seguinte na mesma conferência, comparando o Powerpoint a uma ameaça interna.
(...)

"É perigoso porque pode criar a ilusão da compreensão e do controlo", afirmou o General McMaster numa entrevista por telefone mais tarde. "Alguns dos problemas do mundo não são do tamanho de bullets."
(...)

No ano passado quando um site militar, Company Command, perguntou ao líder de um pelotão do Exército no Iraque, Tenente Sam Nuxoll, como é que passava a maior parte do tempo, ele respondeu: "A fazer slides de Powerpoint". Quando o entrevistador insistiu, ele afirmou que estava a falar a sério."

Jogos eletrônicos como "recurso didático"


A dica (e imagem) é do do blog Mídias na Educação (NCE/USP):

Os jogos eletrônicos podem ser usados como "recurso didático"? Para o game brasileiro SPRACE,
que procura trabalhar certos conteúdos de Física, a resposta é sim.

Para conhecê-lo um pouco mais, leia matéria do UOL Jogos (aqui), que descreve a proposta. E se você quiser conhecer o site do projeto e fazer o download gratuito do jogo, basta clicar aqui.

Em defesa do midiaeducacdor

Compartilhando slides de Isabel Santos para que todos possam conhecer um pouco mais sobre o educador italiano Pier Cesare Rivoltela.

Síntese Referencial da Educomunicação

Apresentação de Marciel Consani no SlideShare sobre Educomunicação. Obrigada por compartilhar!

Educomunicação - conceitos fundamentais

Apresentação de Grácia Lopes Lima, do Instituto Gens, sobre Educomunicação. Obrigada por compartilhar Grácia!

Educomunicação é tudo de bom!

Compartilhando a apresentação da aluna Carmen Lúcia, que estava em SlideShare, sobre Educomunicação. Valeu Carmen!

Dicas de segurança do mundo digital para pais e jovens

Como usar de forma segura a internet, o celular, a televisão e o videogame?

A cartilha “Dicas de Uso Seguro das Telas Digitais”, produzida pelo Portal EducaRede/Fundação Telefônica, a partir da pesquisa “Gerações Interativas”, traz dicas de segurança para pais e jovens. Ela também dá dicas de sites legais com o tema segurança:

Campanha Nacional de Combate à Pedofilia na Internet
www.censura.com.br/denunciar.htm

SaferNet Brasil – Promovendo o uso seguro das Tecnologias da Informação
www.denunciar.org.br

Internet Responsável
www.internetresponsavel.com.br

Navegue Protegido na Internet
www.navegueprotegido.com.br

SaferNet – Dicas de navegação
www.safernet.org.br/site/prevencao/cartilha/safer-dicas

Para acessá-la, basta clicar aqui!

Fonte: Educarede e Todos pela Educação

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vem aí o II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e a Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional promovem na próxima quinta-feira (20/05) o II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil, que terá como tema “Estado e sociedade: a leitura na era do livro digital”.

O evento terá quatro painéis de debates, que abordarão os seguintes temas: "Políticas Públicas para o livro e a leitura"; "Leitura e educação na era do livro digital"; "O mercado editorial da era do livro digital"; e "Direitos autorais na era do livro digital". Será realizado das 9h às 17h, no Auditório Nereu Ramos, Anexo II da Câmara dos Deputados.

“Realizamos o primeiro seminário em 2008 (FOTO), quando discutimos as políticas públicas para o livro e a leitura no Brasil. A partir do primeiro encontro, retomamos as negociações entre poder público e setor privado para a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, cujo projeto de lei deve ser encaminhado pelo Governo ao Congresso Nacional no próximo mês. Espero que uma nova frente de trabalho surja desse segundo seminário, mobilizando todas as forças do setor do livro e da leitura em torno de objetivos iguais”, afirma o deputado federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura e organizador do evento.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.frentedaleitura.com.br. Informações pelos telefones (61) 3215-5728 (Gabinete do Dep. Fed. Angelo Vanhoni) ou (61) 3215-5728 (Gabinete do Dep. Fed. Marcelo Almeida).

PROGRAMAÇÃO

09h – Cerimônia de Abertura

Silvana Meireles, Secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura

Jane Cristina da Silva, Diretora Geral de Materiais Didáticos da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação

Deputado Federal Angelo Vanhoni, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados

Deputado Federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional

Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL)

Milena Duchiade, representantes da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AEL-RJ)

Mauro Calliari, presidente interino da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros)

Joaquim Maria Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores


10h – Painel 1

Políticas públicas para o livro e a leitura. O valor da leitura na formação cultural de um povo.

Painelistas:

Fabiano dos Santos, Diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura

José Castilho Marques Neto, Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura

Ednei Procópio

Moderador: Deputado Federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional


11h15 – Painel 2

Leitura e educação na era do livro digital.

Painelistas:

Jane Cristina da Silva, Diretora Geral de Materiais Didáticos, da Diretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para Educação Básica, da Secretaria de Educação Básica do MEC

Mauro Calliari, Presidente interino da Associação Brasileira de Editores e Livros Escolares

Marisa Lajolo, Pós Doutorado na Brown University e Doutorado pela Universidade de São Paulo em Letras, Teoria Literária e Literatura Comparada

Moderador: Deputado Federal Angelo Vanhoni, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados


12h30 – Intervalo Almoço


14h00 – Painel 3

O mercado editorial na era do livro digital.

Painelistas:

Joaquim Maria Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores

Rosely Boschini, Presidente da Câmara Brasileira do Livro

Milena Duchiade, Representante da ANL e AEL-RJ

Moderador: Deputado Federal Chico Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados


15h45 – Painel 4

As diversas plataformas de leitura e os Direitos autorais na era do livro digital.

Painelistas:

Antônio Simão Neto, Representante Brasileiro da Federação Internacional para o Processamento da Informação (IFIP), organismo consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)

Marcos Alves de Souza, Diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura

Moderador: Deputado Federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional


17h00 – Encerramento

Fonte: NQm Comunicação

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vocabulário em rádio

O pessoal que está fazendo o curso Mídias na Educação, do MEC, em parceria com universidades brasileiras tem acesso ao site do curso e blogs dos vários educadores espalhados no país. Sobre rádio o NCE\USP disponibilizou um texto sobre vocabulário de rádio que está disponível no blog Mídias na Educação. Reproduzimos aqui para compartilhar.

FREQUENCIA
O substantivo feminino
frequencia exprime a noção de regularidade, repetição sistemática de um som ou comportamento. Na física, chama-se frequência a repetição de um ciclo periódico de uma onda sonora por unidade de tempo.

No processo de difusão do sinal sonoro, utilizado pelas rádios, a onda portadora é aquela que carrega o som. No caso da transmissão em AM, a frequencia não sofre variações, sendo a oscilação da amplitude da onda portadora a responsável pelo desenho da onda sonora. Já FM é a forma de transmissão de um sinal sonoro na qual a variação do sinal é desenhada pela oscilação de frequência. É a variação de frequencia que vai determinar a altura do som: agudo, em alta frequência ou mais grave, em baixa frequencia. Por isso, a sigla AM significa Amplitude Modulada, enquanto FM significa Frequencia Modulada. A onda AM geralmente é de alcance maior que a onda FM.

DIAL
Dial, substantivo masculino, tem origem na língua inglesa e pode designar dois dispositivos que constituem um aparelho de rádio. O primeiro é o “mostrador” de sintonia de um receptor de ondas. Nos aparelhos de rádio mais comuns, uma agulha móvel (ou ponteiro) indica, de acordo com sua posição no dial, a freqüência sintonizada e, portanto, a estação escolhida pelo ouvinte. Dial também pode se referir, numa segunda acepção, ao dispositivo que altera a sintonia e sua marcação nesse indicador. Ou seja, pode ser o “mostrador” das estações, ou o botão que zapeia as estações do seu rádio.

Como palavra já dicionarizada em Português,
dial possui uma pronúncia própria em nossa língua e seu plural, por consequência, é “diais”. No entanto, ainda é comum escutarmos este substantivo sendo pronunciado como em inglês (“dai-au”).

ESTÚDIO
O substantivo masculino
estúdio chegou ao português pelo inglêsstudio, com origem no latim studium. Em um contexto geral, corresponde ao local em que um artista desempenha seu trabalho, com equipamento e estrutura adequados para a realização do mesmo.

SINTONIA
O substantivo feminino
sintonia, do grego syntonia, expressa a noção de harmonia, reciprocidade entre seres e/ou coisas. No contexto radiofônico, designa a correspondência de um receptor (o rádio) a um emissor, ou seja, a estação.

RADIODIFUSÃO
A palavra
radiodifusão pode se referir a dois aspectos da transmissão radiofônica. O primeiro é o aspecto literal, relacionado à difusão dos sinais de rádio por ondas radioelétricas. Já o segundo, mais ligado à mensagem veiculada, diz respeito à ação de difundir programas, sejam eles de música, humor, auto-ajuda, cultura, entretenimento, informação etc, utilizando uma rádio como sistema de emissão.

Fonte: Blog Mídias na Educação

domingo, 2 de maio de 2010

Educação para a comunicação social

Reproduzo abaixo texto do professor Manuel Pinto, de Portugal, que muito tem contribuído para nossa reflexão sobre a relação Mídia-Educação.

Desafio: Contar os pontos pretos

Texto de Manuel Pinto/ Educomunicação
Porquê "Educação para a Comunicação Social"? Foi esta a pergunta que deixei em suspenso, no post do passado dia 28. Aqui fica um primeiro ensaio de resposta. Telegráfico, como um post costuma ser.

Educação para os Media já era um conceito corrente lá fora, nomeadamente na Europa e na Austrália. "Media Education", "Éducation aux Médias" são designações de uso frequente desde pelo menos os anos 80. Na altura, em Portugal, não se pode dizer que fosse uma nomenclatura muito conhecida e, para ser franco, à medida que me fui embrenhando nestes assuntos, não era aquela que mais me agradava. Afinal, que sentido faz educar "para os media"? Para todos os media? Para o que quer que seja que os media façam e difundam? Tem cabimento tomar os media como um objectivo da educação, como se diz, por exemplo, educar para a autonomia ou para a cidadania?

Foi por isso que, perante a necessidade de dar nome a uma nova esfera de formação, instituída na Universidade do Minho, a partir do ano lectivo de 1988-1989, eu tenha optado por Educação para a Comunicação Social. Não posso dizer que tenha sido, nessa opção, excessivamente original. Afinal, na América Latina, em especial, e no Brasil, em particular, tinha-se tornado frequente, naquela altura, a proposta e o uso do conceito de Educação para a Comunicação ou, condensando os termos, Educomunicação.

Fica, por conseguinte, explicitado porque não se adoptou, há 22 anos atrás, a designação de Educação para os Media. Mas não se justificou ainda os argumentos a favor de Educação para a Comunicação Social.

A Comunicação Social é correntemente associada aos meios de difusão colectiva (ou mass media), mas o conceito é mais amplo e engloba o conjunto de processos e de práticas de comunicação, na sociedade. Neste sentido, configura-se como um meio, mas, ao mesmo tempo, como um fim da vida social. A comunicação é, assim, uma dimensão constitutiva da sociedade, sendo importante - e mesmo determinante - que todos aprendam a comunicar bem, no sentido de ouvir, informar, partilhar e participar, concorrendo para a construção da vida de uma dada comunidade.

A Educação para a Comunicação Social é, pois, a formação que deve ter como objectivo último a aquisição e prática da comunicação, nos seus diferentes níveis e modalidades, dando particular ênfase às formas de comunicação mediada. De facto, o extraordinário desenvolvimento dos media de massas, sobretudo na segunda metade do século XX, com a televisão e o seu impacto no espaço doméstico, tornou necessária a aprendizagem de atitudes e comportamentos críticos e activos, quer no plano da leitura das mensagens, quer na compreensão dos seus contextos e lógicas de produção, quer dos quadros sociais de uso e apropriação.

A Internet, o telemóvel, os jogos vídeo e as redes sociais só vieram tornar aquele desiderato mais premente, nos últimos 15 anos. Aprender a comunicar (não apenas eficientemente, mas de forma significativa) tornou-se um desafio crucial nos tempos que vivemos. E também paradoxal, visto que temos aparentemente os recursos tecnológicos (ainda que distribuídos de forma assimétrica), mas eles não garantem de per si que comuniquemos bem (ou sequer melhor do que antes) uns com os outros, nas situações do dia a dia, seja entre colegas e amigos, seja na família, no trabalho ou na escola.

Foi por isso que apostámos na Educação para a Comunicação Social. Que chegou a ter um desenvolvimento bastante expressivo e que hoje já não existe como tal. Porquê? Eis o que procurarei apresentar em breve.

Obs: Para ver o primeiro post do professor Manuel Pinto, ao qual o texto acima refere-se, basta clicar aqui.
Fonte: Professor Manuel Pinto/Educomunicação

Grupo de pesquisadores cria centro de investigação em Mídia e Educação e revista na França

Uma equipe de investigadores, em sua maioria franceses, acaba de criar uma revista científica, com lançamento do primeiro número em outubro, e um Centro de Estudos sobre os Jovens e a Mídia.

O primeiro encontro do grupo se realizou em abril, na Sorbonne, em Paris.Os pesquisadores são ligados às ciências da comunicação e da informação e têm como objeto "a educação para mídia e as práticas midiáticas dos jovens".

Os objetivos, além de congregar os investigadores, visa valorizar a investigação universitária e as práticas educativas; proporcionar um espaço de trocas e de partilha; colocar à disposição dos editores e da imprensa, dos jornalistas e também dos docentes, formadores e educadores e de estudantes diferentes tipos de recursos. Quer ainda ser "um espaço de diálogo com os numerosos atores públicos e privados que intervêm no domínio da educação para a mídia.


A revista sairá com a chancela das edições de l'Harmattan e terá por título "Jeunes et Médias, les cahiers francophones de l’éducation aux médias". A associação tem sede em Paris (66 rue Gay-Lussac, 75005, Paris)

Fonte: CLEMI e Educomunicação