terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quando a arte ajuda a refletir sobre a vida...

Em visita a Berlim, no início do ano, pude ver uma exposição de pinturas de crianças alemãs produzidas antes e depois da queda do Muro. Vale a pena ver e refletir!!!




Abap divulga carta com posicionamento sobre publicidade infantil

A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) divulgou nesta sexta-feira, 27, carta que detalha os principais posicionamentos da entidade a respeito da publicidade voltada ao público infantil. A “Carta de Fortaleza”, apresentada durante a reunião nacional da Abap, defende, entre outros princípios, que a proteção da criança, no que se refere ao uso da mídia publicitária, está contemplada na Constituição Federal, no Código de Defesa do Consumidor e no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

Leia a carta na íntegra:

"Carta de Fortaleza

A Abap, Associação Brasileira das Agências de Publicidade, diante da disseminação de conceitos, oriundos de setores pontuais, porém movidos por uma determinação afeita às organizações de vocação absolutista, e que buscam relacionar a imagem da atividade publicitária à ameaças à proteção criança, declara:

* que a proteção da criança é um dever de todos, igualmente, e julga presunçosa, inconveniente e desalinhada dos propósitos de liberdade e democracia, toda e qualquer tentativa de fazê-la bandeira de propriedade exclusiva de determinados segmentos, entidades ou indivíduos.

* que a proteção da criança é tarefa de grande responsabilidade e de alta complexidade e, portanto, deplora as opiniões simplistas que pregam a contextualização da publicidade, por definição, como vilã.

* que a proteção da criança, no que se refere ao uso da mídia publicitária, está contemplada na constituição federal, no código de defesa do consumidor e no código brasileiro de autorregulamentação publicitária.

* que a proteção da criança deve ser, necessariamente, objeto de um debate global permanente e inspirador de propostas equilibradas, realistas e embasadas por uma percepção sociocultural alinhada com a contemporaneidade.

* que a proteção da criança deve estar no foco de todos os profissionais de comunicação incumbidos de a ela se dirigirem, recomendando vigorosamente o uso responsável e criterioso dos recursos da publicidade e de seu inegável poder de sedução e influência.

* que a proteção da criança, no que diz respeito à publicidade, deve incluir a resistência às propostas alienantes, que sugerem proibições incondicionais, censura pura e simples e outras iniciativas que tenham, como princípio, a negação da informação".

Fonte: Tela Viva News

Crianças são críticas em relação à publicidade, segundo pesquisa da Turner

A Turner elegeu a comunicação como tema da quinta edição do Kids Experts, pesquisa que desenvolve anualmente para entender melhor o comportamento do público infantojuvenil. O objetivo este ano era saber a opinião das crianças sobre publicidade. O estudo foi realizado entre abril e maio deste ano, com uso de diferentes metodologias. A primeira etapa foi a de grupos de discussão. Foram sete no total, na cidade de São Paulo, reunindo meninos e meninas de três faixas etárias: 6-8 anos, 9-11 anos e 12-15 anos. Todos eles pertencentes a classe A/B e moradores de domicílios com TV paga.

Outras metodologias utilizadas foram o eye tracking, que utiliza um aparelho acoplado à tela ou monitor, capaz de acompanhar o que é visualizado e com qual intensidade, identificando focos de atenção e visualização no vídeo; o trace, um teste eletrônico que mede o interesse da criança conforme gosta mais ou gosta menos do conteúdo; e as oficinas criativas nas quais as crianças tiveram a tarefa de desenvolver uma campanha publicitária sobre o uso racional da água sob a coordenação de profissionais de criação, entre eles o publicitário Washington Olivetto (WMcCann).


Pablo Verdin, vice-presidente de pesquisa da Turner para a América Latina, destaca as preferências das crianças, de acordo com a pesquisa: gostam de ação e efeitos especiais, mas sabem diferenciar o que é realidade e o que é fantasia; interessam-se por peças que tenham humor, presença de personagens, outras crianças e celebridades. Elas também valorizam a combinação de live action com animação. Anúncios com muita informação, mensagens esnobes e propaganda mentirosa, com diferenças entre o produto anunciado e aquilo que é vendido, desagradam as crianças. “As crianças são críticas e sabem que ficam menos ingênuos para qualificar a comunicação com o passar do tempo”, observa Verdin. A pesquisa está sendo desenvolvida também no México e na Argentina.

Fonte: Tela VivaNews/ Texto: Ana Carolina Barbosa

Aulas de Educomunicação na Saúde Pública da USP

O tema da educomunicação voltou a ser trabalhado junto aos alunos da disicplina de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP. As aulas foram ministradas na sede do curso, na Avenida Dr. Arnaldo, em forma de workshop, e tem como objetivo mostrar as diversas formas de contribuição que o uso interativo da mídia pode oferecer para socializar os conhecimentos que ajudam a melhorar a saúde da população.

A metodologia adotada no desenvolvimento destas aulas contou com exercícios no uso das linguagens radiofônica e videográfica, assim como da produção de jornal mural e de blogs. Para tanto, foram usados celulares e um Netbook.

As aulas foram ministradas nos dias 27 e 28 de agosto, dando conintuidade a uma parceria iniciada em 2008 entre a disciplina de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, a partir das professores Ana Maria Cervato Mancuso e Ana Maria Dianezi Gambardella, e o Núcleo de Comunicação e Educação da ECA-USP (NCE), a partir de Carmem Gattás, colaboradora do Núcleo, e Carolina Barros, mestranda em Ciências da Comunicação da ECA-USP

As produções foram disponibilizadas no endereço:

http://www.falandonutricao.blogspot.com/

Fonte: CCA/ECA-USP

Inauguração de Rádio Escolar Mirim em SP

Hoje (31/08/2010) foi inaugurada mais uma rádio escolar mirim na Rede Municipal de Ensino: a "Tem Gato na Tuba", que integra o programa de Educomunicação da Secretaria Municipal de São Paulo, através do projeto "Nas Ondas do Rádio" (Educom.rádio). Formada por 210 crianças com 5 anos de idade que estudam na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Guia Lopes, da zona Norte.

O projeto Educom.rádio forma produtores de mídia, permitindo que sejam desenvolvidas estratégias de comunicação que podem ajudar no processo educativo dos alunos e na integração entre escola e comunidade. As escolas trabalham o projeto de formas variadas - desde histórias em quadrinhos, fotografia, jornais e vídeos até rádios escolares.

Envolvendo os alunos das seis turmas de 3º estágio da unidade, a novidade surgiu a partir do projeto didático Música no Parque, criado em maio deste ano, que visa aproximar os pequenos da música e ajudá-los a ampliar o repertório musical. Todos os dias, na hora da brincadeira livre, são eles que escolhem as canções que querem ouvir. Para que todos soubessem mexer na aparelhagem de som, os próprios alunos produziram um vídeo com orientações, que é exibido sempre que necessário.

Para a diretora Cibele Araujo Racy Maria, as atividades da rádio Tem Gato na Tuba vão acrescentar pontos positivos ao trabalho pedagógico da escola. "Além de ajudar os alunos a ampliar o vocabulário, a rádio escolar vai desenvolver também a criatividade e a segurança para que eles se coloquem em diferentes situações".

Fonte: CCA/ ECA-USP

Eu acredito

EAD e inclusão social

Reportagem on-line da revista Sentidos discute como a EAD pode favorecer o acesso das pessoas, em particular as portadoras de alguma deficiência, à educação.
Confira
aqui.

Obs: Dica do Mídias na Educação/NCE-USP

Seminários de Educomunicação

O Instituto Gens, de São Paulo, está com inscrições abertas para seminários sobre Educomunicação que acontecem a partir de 10/09. Veja abaixo texto do Gens sobre os seminários.

Tendo em vista o fato de que
· a Educomunicação é um campo de pesquisa e de práticas cada vez mais conhecido no país;
· por conta da novidade e das reais possibilidades de alteração social decorrentes de atividades que relacionam educação e comunicação, muita gente tem se interessado e se envolvido com Educomunicação;
· é compreensível que surjam várias e diferentes formas de tratar e trabalhar o campo;
· muitas das propostas e realizações em nome da Educomunicação, não raro, se pautam em
equívocos provocados pelo desconhecimento dos seus fundamentos e dimensões;
· é fundamental e necessário pesquisar e discutir o que foi, o que é e o que pode vir a ser a
Educomunicação como forma de intervenção social;
· desde 1995, ambas as institutições abaixo atuam diretamente com temas relativos ao
campo, portanto, são co-responsáveis pela atualização do conceito e das práticas de
Educomunicação em nosso meio...
...o INSTITUTO GENS e o Projeto Cala-boca já morreu promovem os Seminários de
Educomunicação, visando a contribuir para a compreensão do campo, em especial os participantes e/ou interessados em participar de programas, projetos e ações na perspectiva da Educomunicação.

Interessa, sobretudo, esclarecer e tornar públicos os propósitos, os interesses e
os compromissos dos responsáveis pelos diversos grupos que atualmente atuam sob o signo da
Educomunicação.

Tema gerador
Nos anos de 1970 – período de repressão social e política na América Latina, e também de busca de caminhos para a transformação da realidade – Mário Kaplún, pensador e ativista argentinouruguaio, criou o termo “Educomunicação” para nomear o conjunto de práticas e pesquisas sobre as relações importantes e necessárias entre educação e comunicação. Pouco mais de 30 anos depois, que rumos tem tomado a Educomunicação em nosso país?

Público

Participantes de grupos que atuam junto a comunidades e interessados em geral
Quando
10/setembro; 08/outubro; 12/novembro; 10/dezembro – das 19h30 às 21h30
Onde
Casa Cala-boca já morreu – porque nós também temos o que dizer!
Av. Henrique Shaumman, 125 – Pinheiros – São Paulo – Capital
Como participar
Inscrições gratuitas pelo endereço seminarios@educomunicacao.org.br até 10 dias antes do evento

Fonte: Instituto Gens

Nas mãos de estudantes, qualquer assunto pode se transformar em ferramenta para o aprendizado.

Confira entrevista com o jornalista e educomunicador Alexandre Sayad, publicada em junho de 2010 na Veja online, na coluna de Augusto Nunes. Alexandre é secretário executivo da REDE CEP, Rede de Comunicação Educação e Participação, que você pode conhecer acessando o site www.redecep.org.br

O debate entre candidatos a prefeito, a rotina de feirantes, a Floresta Amazônica, o desenho de um hipopótamo. Não importa. Nas mãos de estudantes, qualquer assunto pode se transformar em ferramenta para o aprendizado. E aproveitar os diferentes meios de comunicação para promover a educação pode ser o caminho. O jornalista Alexandre Sayad, que há 10 anos trabalha em escolas públicas e privadas de São Paulo, utiliza a produção de mídia por jovens (TV, rádio, jornal, blog, fotografia) como “ferramenta para a construção da cidadania e para a resignificação do papel da escola”. Secretário executivo da Rede de Experiências em Comunicação, Educação e Participação (CEP), Sayad explica nesta entrevista por que estimular a produção de conteúdos para veículos midiáticos é uma alternativa aos estudantes desinteressados no modelo tradicional de ensino e como isso pode diminuir a evasão escolar, que chega a 30% no país.

Parte 1


Parte 2


Parte 3

A confiança nos conteúdos online

A dica abaixo vem de Fábio Ribeiro/Educomunicação, de Portugal!!!

Um estudo publicado no último volume do International Journal of Communication procurou compreender as dinâmicas que estão relacionadas com a confiança nos conteúdos acedidos através do universo online. Numa amostra de jovens adultos, que envolveu estudantes universitários, os resultados indicaram que este grupo atribui maior legitimidade aos conteúdos com maior número de visitas, em detrimento, por exemplo, da credibilidade da fonte de informação. A noção de credibilidade da informação, tarefa que pode ser inscrita no âmbito das competências da literacia mediática, dependerá exclusivamente do número de cliques e das visitas a um site? Será este o único critério para avaliar a credibilidade de um determinado texto, documento ou informação online?

O abstract (resumo) do estudo refere o seguinte:
Little of the work on online credibility assessment has considered how the information-seeking process figures into the final evaluation of content people encounter. Using unique data about how a diverse group of young adults looks for and evaluates Web content, our paper makes contributions to existing literature by highlighting factors beyond site features in how users assess credibility. We find that the process by which users arrive at a site is an important component of how they judge the final destination. In particular, search context, branding and routines, and a reliance on those in one’s networks play important roles in online information-seeking and evaluation. We also discuss that users differ considerably in their skills when it comes to judging online content credibility.
Para consultar o texto integral, aqui.

Sociedade exige compromisso pela educação

Representantes das organizações proponentes da Carta Compromisso pela Educação

Na manhã do dia 31/08 o Todos Pela Educação e outras 26 entidades (ver lista abaixo) se reuniram em Brasília para cobrar compromisso dos futuros governantes e parlamentares com a Educação de qualidade para todos os brasileiros.

O evento foi realizado na sede do Conselho Nacional de Educação (CNE), onde as instituições de diversos setores da sociedade assinaram a carta-compromisso “Pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade”. O documento deverá ser entregue aos candidatos a cargos executivos e legislativos nas eleições de 2010. A intenção é que eles afirmem seu comprometimento com políticas públicas para a Educação.

Em declaração, o presidente do CNE, Antônio Carlos Caruso Ronca, enfatizou que a iniciativa surgiu de organizações da sociedade civil e que estas instituições se comprometem a fiscalizar o trabalho dos próximos eleitos.

A carta-compromisso conta com sete medidas gerais, que são as seguintes:

  1. inclusão, até o ano de 2016, de todas as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola;
  2. universalização do atendimento da demanda por creche, nos próximos dez anos;
  3. superação do analfabetismo, especialmente entre a população com mais de 15 anos de idade;
  4. promoção da aprendizagem ao longo da vida para toda criança, adolescente, jovem e adulto;
  5. garantia de que, até o ano de 2014, todas as crianças brasileiras com até os 8 anos de idade estejam alfabetizadas;
  6. estabelecimento de padrões mínimos de qualidade para todas as escolas brasileiras, reduzindo os níveis de desigualdade na Educação;
  7. ampliação das matrículas no ensino profissionalizante e superior.
Lista das entidades proponentes:
  • Academia Brasileira de Ciências (ABC)
  • Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem)
  • Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae)
  • Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped)
  • Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)
  • Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior(Andifes)
  • Campanha Nacional pelo Direito à Educação
  • Central Única dos Trabalhadores (CUT)
  • Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec)
  • Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes)
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores de Estabelecimento de Ensino (Contee)
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)
  • Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
  • Conselho Nacional de Educação (CNE)
  • Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed)
  • Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação
  • Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
  • Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
  • Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM)
  • Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
  • Todos Pela Educação
  • União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes)
  • União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme)
  • União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
  • União Nacional dos Estudantes (UNE)

Para ver a carta na íntegra, clique aqui.

Fonte: Todos pela Educação

Manual da Mídia Legal 6

O Manual da Mídia Legal 6 – Comunicadores(as) pelas Políticas de Juventude, uma realização da Escola de Gente com patrocínio da Petrobras, será lançado no Rio de Janeiro, no dia 1º de setembro, às 9h da manhã, no Hotel Novo Mundo, na Praia do Flamengo.

O Manual, publicado em sete formatos acessíveis, já foi lançado em maio, em Brasília, no VI Seminário do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade do Ministério da Educação; e em junho, na cidade de Belo Horizonte, durante 21ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). Na ocasião, Danielle Basto, representante da Escola de Gente no Conjuve, apresentou a publicação ao lado de Danilo Moreira e João Vidal, respectivamente, presidente e vice-presidente deste conselho, e distribuiu exemplares para todos(as) conselheiros(as) presentes.

O Manual da Mídia Legal 6 será lançado no Rio em clima de festa por conta da recente assinatura, no dia 12 agosto, pela presidência da República, da convocação para a II Conferência Nacional de Juventude, em 2011. Esta convocatória reforça um ciclo evolutivo na trajetória das políticas de juventude no país. No dia 7 de julho passado, o Senado Federal aprovou a chamada PEC da Juventude, que insere o termo juventude no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição.

Os(As) Agentes da Inclusão 2009, alunos(as) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e coautores(as) do Manual da Mídia Legal 6 – Comunicadores(as) pelas Políticas de Juventude receberão seus certificados durante o evento no Rio, em cerimônia que integra o I Encontro Brasileiro de Juventude pela Acessibilidade, realizado pela Escola de Gente com o apoio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos.

De maio a agosto de 2010, a Escola de Gente já distribuiu quase quatro mil Manuais da Mídia Legal 6, de uma edição de 5 mil impressos em tinta. Governos, escolas e universidade públicas, eventos de responsabilidade social, veículos de comunicação, redes de juventude, conselhos de direitos e fóruns de cultura e arte são alguns dos públicos que receberam ou já solicitaram o Manual da Mídia Legal 6, uma publicação totalmente focada no diálogo entre as políticas de juventude e as de inclusão.

Para acessar o Manual da Mídia Legal 6 clique aqui

Informações:

Tel/Fax: (21) 2483-1780
E-mail: escoladegente@escoladegente.org.br
Skype: escoladegente
Twitter: @escoladegente

Fonte: www.infojovem.org.br

domingo, 29 de agosto de 2010

USP lança número 1 / 2010 da revista Comunicação & Educação

Departamento de Comunicações e Artes da ECA-USP lança o número 1 de 2010 da revista Comunicação & Educação, publicação do curso Gestão da Comunicação.
Para adquirir números avulsos, basta ir na Rede Paulinas de Livrarias, solicitar pelo telefone 0800-7010081 ou pelo site www.paulinas.org.br. Para fazer assinatura da revista, é só enviar e-mail para livirtual@paulinas.com.br. Veja abaixo os temas dos artigos que podem ser encontrados na publicação.

SUMÁRIO

Apresentação

Artigos

Nacionais

Internacionais

Gestão da Comunicação

Entrevista

Crítica

Depoimento

Experiência

Poesia

Serviços

Videografia

Bibliografia

Atividades em Sala de Aula

Sai o número 2 da revista TV Escola

O número 2 da revista TV Escola já está disponível on-line. Você pode encontrar entrevista com o professor da UFF, Marcelo Bittencourt, Doutor em história da África; o raio X de uma escola municipal no interior do Paraná que já alcançou a meta para o IDEB 2011; recursos digitais e escola; softwares livres; literatura; cultura indígena; leitura de imagens e criação de jornais como aliados da educação, entre outros assuntos. Para dar uma olhadinha, basta clicar aqui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Revista nova no pedaço: Nordic Journal of Digital Literacy

A dica vem do professor Manuel Pinto, de Portugal:
Saiu do prelo uma nova revista sobre Mídia e Educação.A
Nordic Journal of Digital Literacy tem como foco as mídias digitais (incluindo internet, consoles de jogos e computadores) e os respectivos usos.

O número 1 da revista aborda as práticas digitais das crianças, procurando - teórica e metodologicamente, valorizar as perspectivas das próprias crianças.

Os artigos desse número inaugural são:
  • Understanding children’s and young adolescents’ media practices: reflections on methodology
  • From Chat in Public to Networked Publics
  • Young Boys Playing Digital Games
  • Educating the Digital Generation
  • A Critical Perspective on Online Safety Measures

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Presidenta argentina, Cristina Kirchner, pretende declarar a produção de papel imprensa como de interesse público

Vale a pena ler e refletir sobre a matéria "Kirchner pretende declarar de interés público la producción de papel para diarios" publicada no dia 25/08 no site do jornal espanhol El País. Sugiro que após essa leitura, busquem os jornais Clarín e La Nación para ver como a imprensa argentina está reagindo à nova decisão da presidenta Cristina Kirchner em relação ao papel imprensa naquele país. O texto é de Alejandro Rebossio.

La presidenta de Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ha presentado en la Casa Rosada, sede de la presidencia, un informe que no solo refuerza su ofensiva contra el mayor periódico y grupo de medios de Argentina, Clarín, sino que también ataca al segundo diario con mayores ventas, La Nación. El documento denuncia que los antiguos dueños del único fabricante argentino de papel para periódicos, Papel Prensa, se vieron forzados, bajo las torturas del régimen militar (1976-1983), a vender la empresa a Clarín (que controla actualmente el 49% de la papelera) y La Nación (22%). Fernández anunció que el informe "será remitido a los órganos competentes para la prosecución de trámites administrativos y judiciales".

Fernández anunció que enviará un proyecto de ley al Congreso, donde carece de mayoría, que declarará de interés público la producción de papel de periódicos, su distribución y comercialización. Esta iniciativa llevará a que todos los clientes de Papel Prensa paguen lo mismo por el producto, y además el Estado invierta para aumentar la fabricación local y reemplace lo que en actualidad se importa. El Gobierno, no obstante, descartó la intervención de Papel Prensa.

Ambos periódicos rechazaron ayer las acusaciones en un comunicado conjunto titulado "Una historia inventada para quedarse con Papel Prensa" . La mayoría de la oposición argentina criticó la embestida del Gobierno.

Para ler a matéria completa, basta clicar aqui.

Enquete revela preocupação da sociedade com a valorização do professor

Uma dica do Todos pela Educação é conferir a enquete (e matéria sobre o tema) do site da Veja na semana de 21 de agosto. A pergunta era: “Qual a medida prioritária para melhorar o sistema público de Educação no Brasil?”. A conclusão foi que investir na formação de professores é um dos meios para a melhoria da Educação.

Na matéria publicada sobre a enquete a Diretora Executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, afirma que é preciso uma política pública para atrair e motivar os melhores profissionais e jovens para a carreira docente.

O Todos pela Educação destaca ainda que especialistas da área declararam que é necessário uma pressão da sociedade, sobre o governo federal, para aprimorar a capacitação dos professores.

Acesse o novo site do Todos Pela Educação e conheça mais propostas para a melhoria da educação no Brasil. A matéria na íntegra você pode ler clicando aqui.

Fonte: Todos pela Educação

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Redes sociais fazem jovens escreverem mais

Os jovens nunca escreveram e se expressaram tanto como atualmente. A conclusão é de especialistas em linguística e educadores presentes no debate “A língua praticada nas redes sociais e a construção da identidade”, que aconteceu no sábado (14/8), na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Com as redes sociais, o jovem pode se expressar de maneira a afirmar melhor sua identidade, já que não é obrigado a produzir apenas o que o professor determina em sala de aula. “O fato de escrever mais é importante para percebermos a identidade do jovem, o que está pensando”, disse a jornalista da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Ciça Lessa, que mediou o debate.

“A língua é parte constitutiva da identidade. Um blog tem características de um diário pessoal, mas não é para ficar na gaveta. Tem um caráter de informação de acordo com quem escreve”, afirmou a especialista em estilística e professora, Guaraciaba Micheletti. “No blog de uma adolescente, toda a subjetividade dela está marcada ali e quem comenta nesse blog também tem o mesmo perfil. Quando são obrigados a fazer seminários na escola, eles se expressam de forma diferente”, completou.

Os debatedores ainda afirmaram que são falsos os temores de que a Internet e as novas redes sociais causaram a morte da língua culta. “Ouvimos que o português vai muito mal, que está em decadência, e que o ‘internetês’ é a prova disso. Mas antigamente escrevia-se em um pergaminho de couro. Como era caro, para aproveitar aquele espaço pequeno, eram utilizados vários sinais. Na Internet, o espaço também é pequeno. As abreviações e símbolos voltaram”, analisou o linguista Ataliba Castilho.

De acordo com o professor titular de português da Universidade Federal do Paraná, Carlos Alberto Faraco, a língua se transformar é algo natural. “Os falantes ajustam às necessidades do seu uso. Na Internet, não tem e nem poderia ter as mesmas características de outras linguagens. É preciso abreviar para dizer muito em pouco tempo”, afirma.Professores e pais se assustam com as novas linguagens, mas, para Faraco, não há dificuldades para operar com vários tipos de escritas. “O chat e o blog têm características da fala, mas não destroem a linguagem culta”.

Escola x linguagemOs alunos precisam saber que há a norma culta e atuar com ela, de acordo com a professora Guaraciaba, o que não exclui as linguagens utilizadas na Internet. Para Faraco, os educadores devem atuar em constante ‘tensão’, “porque o jovem precisa perceber que pertencemos a múltiplas tribos. Não podemos cair no monogenismo”.

No entanto, a maioria das escolas brasileiras não tem trabalhado com essa diversidade de escritas. “Progressivamente está surgindo um olhar para as redes sociais. Isso, porque os educadores são de diferentes gerações. Aqueles que estão próximos das práticas novas, certamente fazem esforço para aproveitá-las. Agora, quem não está, não faz o mesmo”, analisou Faraco.

Os especialistas concordaram que a escola está diante de uma encruzilhada, porque tem sofrido uma pressão social grande da difusão do conhecimento, da circulação da informação e da prática da escrita. Ao mesmo tempo, o sistema escolar ainda não tem recursos e meios para se adaptar integralmente, respondendo à situação.

A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece até domingo (22/8), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, localizado na Avenida Olavo Fontoura, 1.209, Santana, São Paulo (SP). A entrada para o público em geral custa R$ 10. Estudantes pagam R$ 5.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Desirèe Luíse 16/08/2010

Grupo de Estudos (online) Educar na Cultura Digital

A Fundação Santillana e Fundação telefônica lançam o Grupo de Estudos (online) Educar na Cultura Digital, com apoio da OEI e execução da Editora Moderna e Educarede.

O Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital foi criado para apoiar educadores interessados em trocar experiências e debater com colegas de todo o Brasil sobre os desafios que as inovações tecnológicas da atualidade trazem para o cotidiano de ensino e aprendizagem na escola.

O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na educação é um tema emergente no mundo todo. Professores, acadêmicos e gestores dos mais variados países cada vez mais se dedicam a estudar formas de aproximar a escola das constantes inovações da sociedade provocadas pela era digital. Se hoje a Internet não é mais uma rede de computadores, mas sim uma rede de pessoas, formar o cidadão do século XXI para as competências e habilidades que emergem de novas práticas sociais mediadas por dispositivos eletrônicos tornou-se o grande desafio para a educação.

▪ Como formar pessoas com capacidade crítica e criativa para o mundo atual?
▪ Como ensinar a capacidade de viver uma vida digna, responsável, produtiva, sustentável e saudável em um mundo globalizado?
▪ Como tornar os alunos conscientes de seus direitos e deveres preparados para aprender durante toda a vida?
▪ Como garantir o respeito à diversidade, compartilhando e produzindo conhecimento e cultura em um mundo impregnado por múltiplos idiomas e tecnologias?

Para debater essas questões é que o grupo foi criado. Ele será um espaço virtual, aberto e gratuito onde se poderá debater idéias, trocar experiências e compartilhar conhecimento!

O Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital tem como suporte um ambiente de formação online interativo (plataforma moodle), especialmente elaborado para valorizar a troca e a colaboração entre os participantes e, ao mesmo tempo, disponibilizar referências bibliográficas, fontes de pesquisa e materiais didáticos de diversas naturezas aos educadores.

Para reproduzir a mesma atmosfera criativa dos tradicionais grupos de estudos presenciais, o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital tem a colaboração de uma equipe de especialistas-moderadores para promover a orientação de estudos dos conteúdos selecionados e incentivar o debate e o intercâmbio de experiências.

Organizado em módulos temáticos não seqüenciais, é possível participar de um ou mais temas de discussão. O participante pode freqüentar o ambiente livremente sempre que desejar para encontrar colegas e /ou realizar atividades programadas, e ainda avaliar sua própria aprendizagem por meio de questionários oferecidos.

Os objetivos do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital são os seguintes:
- Incentivar a discussão e a troca de experiências entre educadores ;
- Proporcionar o aprofundamento teórico em relação aos temas de educação e cultura digital;
- Estimular o desenvolvimento de atividades práticas e desafiadoras .

Conheça os 5 módulos temáticos inter-relacionados:
1) O Mundo Digital: linha do tempo da evolução tecnológica (foco na passagem da Revolução Industrial à Era Digital)
2) A Geração Interativa: quem são, o que anseiam, como se comportam, hábitos, habilidades, competências.
3) Aprendizagem na Cultura Digital: pesquisar (análise crítica), comunicar (colaboração e compartilhamento) e publicar (autoria)
4) Inovação Pedagógica: diferença entre tecnologia e metodologia, a construção de um novo currículo
5) Avaliação em TICs: quais os avanços efetivos para o ensino e a aprendizagem

Informações importantes sobre o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital:
- Mantém uma equipe de especialistas para mediação permanente;
- Disponibiliza conteúdo e materiais de referência em módulos temáticos não seqüenciais e de livre escolha;
- Promove a comunicação por meio de ferramentas síncronas e assíncronas (chat, fórum, e-mail e TV Web);
- Propõe atividades práticas desafiadoras optativas: resolução de problemas, aplicação dos conceitos, pesquisas, produção de materiais;
- Oferece questionários para auto-avaliação da aprendizagem e atestado de participação.

Fonte e mais informações: http://www.educarnaculturadigital.org.br/

A Geração Interativa na Ibero-América

A Geração Interativa na Ibero-América - Crianças e adolescentes diante das telas é uma pesquisa realizada com a colaboração de EducaRed, Telefônica Internacional, S.A.U. e
Universidade da Navarra.


Para acessar a pesquisa, clique aqui!

Jovens na mira da propaganda

Publicamos abaixo texto do iG Educação sobre cartilha do Procon São Paulo voltada a jovens. O tema é consumo e propaganda. Vale a pena ler e refletir. O link para a cartilha você encontra ao final do texto.

Já percebeu que as empresas começam a assediá-lo, a cadastrar seu e-mail quando você faz alguma compra ou se interessa por algum serviço? Depois, mantêm contato oferecendo promoções, cartões da loja e anunciando as novidades? É isso mesmo. Os jovens são cada vez mais importantes para o mercado de consumo.

Embora, ainda, dependentes financeiramente dos pais, mesmo sem talão de cheque e cartão de crédito, esse grupo representa um nicho de consumo de grande interesse para o mercado. A estratégia é garantir desde cedo a fidelidade das novas gerações aos produtos e serviços das empresas. Daí, todo uma propaganda voltada para essa turma que está com hábitos de consumo em formação.

Os bancos são os mais presentes e insistentes na corrida para conquistar os futuros clientes. Nas universidades, o assédio é grande, com muitos estandes a cada semestre, oferecendo conta corrente e cartão de crédito sem comprovação de renda e com isenção de taxas.

Tantas condescendências, somadas à sedução das ofertas, à facilidade das compras pela internet, à falta de uma educação financeira e ao desconhecimento das regras que defendem o consumidor, têm contribuído para o crescimento da inadimplência entre jovens de 15 a 30 anos.

Tudo isso é resultado do estímulo ao consumo. Consumir pode ser bastante agradável, mas tem seu lado perverso, seja com a natureza, com o próprio bolso, com as relações sociais (quando se torna fator de inclusão ou exclusão social), ou com as implicações financeiras consequentes do descontrole do orçamento.

Por isso, a Fundação Procon -SP decidiu lançar o “Manual do jovem consumidor”, abordando assuntos do cotidiano de adolescentes e jovens, como tatuagens, compras on-line, saídas noturnas, etc . As orientações dessa “cartilha” pretendem preparar essa turma para enfrentar de forma mais crítica as armadilhas do consumismo.

Não se trata de uma publicação para ser consumida de uma só vez, mas de um manual para consultar no dia a dia. A linguagem é simples, a apresentação agradável e as informações muito interessantes, garanto! O endereço para download está no final da matéria, mas veja uma pequena amostra do tipo de dicas.

Um aperitivo das dicas
Compras pela Internet: se a compra for feita pela internet, pelo telefone ou por outra forma, que não na loja, você tem o direito de se arrepender, isto porque não teve contato direto com o produto e ao vê-lo pode descobrir que não é o que queria. Nesses casos, cabe o “direito de arrependimento” da compra. Para isto, deve-se entrar em contato com o fornecedor no prazo máximo de 7 (sete) dias, a contar do recebimento do produto, e pedir o cancelamento da compra e devolução do que já foi pago. O produto deve ser devolvido e o pedido de cancelamento formalizado por escrito, acompanhado de um comprovante que atesta que o fornecedor recebeu a solicitação dentro do prazo (por exemplo, uma carta enviada pelo correio com Aviso de Recebimento - A.R., onde o que vale é o dia da postagem, ou um recibo assinado pelo fornecedor, etc). O direito de arrependimento vale, também, para contratação de serviços.


Sem juros? Saiba que, embora seja comum o anúncio de venda de produtos com o preço parcelado em algumas vezes sem juros, isto não existe de verdade. Os juros estão lá. O que acontece é que o vendedor do produto calcula o preço já com juros, e divide em algumas vezes, dizendo que a parcela é sem juros. Por isto, ao comprar à vista, insista para obter um “desconto”. O vendedor não é obrigado a dar o desconto, mas se ele quiser mesmo fazer a venda, pode ceder aos seus apelos, tirar os juros que estavam “escondidos” nas parcelas, e vender por um preço à vista, menor do que o anunciado.

Promoções: fique esperto e não se perca fazendo compras desnecessárias, só porque achou uma ótima oportunidade. As oportunidades realmente acontecem quando você já havia planejado a compra e acaba encontrando uma boa oferta. E tem mais: tome cuidado! Produtos oferecidos em promoções podem apresentar pequenos defeitos ou mesmo estar danificados. Observe bem o produto, teste quando for o caso e, se notar que há, de fato, um pequeno defeito, e, ainda assim, valer a pena comprar, solicite que este defeito seja especificado na nota fiscal pois mesmo comprando em promoção seus direitos permanecem garantidos.

Tem muito mais pra você saber. Além das compras, fala de você como consumidor na escola, nos momentos de diversão, cuidando da saúde e da relação com o planeta. Ao todo são 48 páginas bastante instrutivas.

Para saber mais: Manual do Jovem Consumidor

Fonte: www.igeduca.com.br/artigos/papo-serio/jovens-na-mira-da-propaganda.html

Dicas de eventos

VI Congresso de Engenharia de Entretenimento da UFRJ tem como tema o “Edutainment”

Nos dias 2 e 3 de setembro, acontece no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ o “VI Congresso de Engenharia de Entretenimento”, promovido pelo Laboratório de Engenharia do Entretenimento (LEE-UFRJ) da Coppe-UFRJ, com apoio da Escola Politécnica (Poli-UFRJ). Como tema central, o Congresso explora o conceito de Edutainment: atividades que proporcionam educação e diversão através das mídias e tecnologias atuais.

O evento conta com palestras, debates e oficinas que buscam explorar diversas vertentes do entretenimento, como música, cinema e televisão. Além disso, profissionais e artistas de instituições públicas e privadas apresentam casos de sucesso, analisando as etapas do processo produtivo e o fortalecimento da atividade de entretenimento.

Os interessados em divulgar trabalhos acadêmicos que estejam de acordo com os eixos temáticos do evento devem enviá-los através do e-mail lee@ufrj.br até o dia 20 de agosto. O Fórum de Ciência e Cultura se localiza no 2º andar do Palácio Universitário do campus da Praia Vermelha, na Av. Pasteur, 250, Urca.

Encontro Nacional Mídia e Formação do Leitor
O programa O Dia na Sala de Aula, do jornal O Dia (RJ), promove no dia 16 de setembro o Encontro Nacional Mídia e Formação do Leitor.

O evento acontece no Auditório da Universidade Estácio de Sá (campus Tom Jobim - Barra da Tijuca) e tem o apoio da WAK Editora e da Universidade Estácio de Sá.

As inscrições podem ser feitas a partir do dia 23/08/10 pelo e-mail: iac@odianet.com.br A participação é gratuita e as vagas são limitadas.

Programação
09:00 - Credenciamento
09:30 - Abertura
  • 09:45 - Mesa POLÍTICAS PÚBLICAS E MÍDIA-EDUCAÇÃO
    Marcos Tadeu Tavares (Doutorando em Educação pela PUC-Rio. Jornalista e professor. Professor da PUC-Rio, da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch e da UniverCidade. Colunista do Jornal O DIA. Membro do comitê científico do SBGames 2009/2010. Editor da revista eletrônica revistapontocom, da OSCIP Planetapontocom. Integrante da Rede de Trabalho do Instituto Alana. Editor do site do Centro Internacional de Referência em Mídias para Crianças e Adolescentes – Rio Mídia)
  • Marcos Ozório (Mestre em Educação pela PUC/Rio. Professor de Geografia das redes municipal, estadual e privada do Rio de Janeiro. Ex-Diretor de Mídia e Educação da MULTIRIO. Conselheiro Municipal de Educação (2005-2009). Integrou a equipe que elaborou o Plano Municipal de Educação do Rio de Janeiro)
  • Mediação de Maria Luisa Barros (Editora de Educação do Jornal O Dia)

12:00 - Almoço

14:00 - Palestras simultâneas

PENSAMENTO COMPLEXO, TRABALHO MULTIDISCIPLINAR
Carlos Henrique Carrilho (Formado em Letras e Pedagogia. Conferencista, Assessor na área de Educação, professor de Planejamento Educacional e Currículo: teoria e prática, coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Estácio de Sá – Campus Madureira. Autor dos livros “Conselho de classe como espaço diagnóstico da prática educativa” e “Competências e habilidades: da proposta à prática”. Co-autor com Danilo Gandin de “Planejamento na sala de aula”.)

IMAGENS E PRÁTICAS ESCOLARES
Paulo Sgarbi (Mestre e Doutor em Educação pela UERJ, professor adjunto da Faculdade de Educação da UERJ, pesquisando conhecimento, cotidiano escolar e linguagens, com ênfase nas linguagens desenhadas no estudo de avaliação da aprendizagem, currículo na formação de professores.)

LEITURA DO JORNAL MEIA HORA EM SALA DE AULA
Phellipe Marcel (Graduado em Jornalismo pela UFRJ, mestre em Língua Portuguesa UERJ e doutorando em Estudos de Linguagem pela UFF. Tem experiência em edição de livros literários, assessoria de imprensa e comunicação comunitária. Atualmente pesquisa acerca da produção de sentidos sobre o brasileiro na mídia e em outras discursividades.)

16:00
PRODUÇÃO TEXTUAL E HIPERTEXTO
Geraldo Peçanha de Almeida (Doutor em Educação pela UFSC. Professor da UFPR. Foi professor e coordenador de ensino superior do Grupo Positivo e da Fundação Getúlio Vargas. Atua como consultor para o Grupo Pitágoras e já prestou consultoria para o MEB. Autor de mais de 30 livros na área de educação)

18:00 - Lançamento de livros

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A censura moralista

Análise da professora Marisa Lajolo (*) sobre a distribuição de livros nas escolas brasileiras para o Estadão.edu
Boa leitura!

Há tempos que a leitura está em pauta. E, diz-se, em crise.

Comenta-se esta crise, por exemplo, apontando a precariedade das práticas de leitura, lamentando a falta de familiaridade dos jovens com livros, reclamando da falta de bibliotecas em tantos municípios, do preço dos livros em livrarias, num nunca acabar de problemas e de carências.

Mas, de um tempo para cá, pesquisas acadêmicas vêm dizendo que talvez não seja exatamente assim, que brasileiros leem, sim, só que leem livros que as pesquisas tradicionais não levam em conta. E, também de um tempo para cá, políticas educacionais têm tomado a peito investir em livros e em leitura. Vários são os programas que distribuem livros à escola pública e a seus alunos, realizando com este gesto, o velho sonho do poeta Castro Alves, que em meados do século XIX conclamava "Semeai livros, livros a mancheias, fazei o povo pensar".

A distribuição de livros a alunos, assim, segue na esteira de um grande poeta e, quando se segue um poeta, dificilmente se erra... Ou seja, tais programas são acertadíssimos.

O caso, no entanto, é que muitas vezes os livros distribuídos às escolas desagradam pais e educadores que acreditam que certas temáticas são – para dizer o mínimo – deseducativas. É claro que é ótimo que pais e mestres se preocupem com o que leem seus filhos e seus alunos. Melhor ainda seria que eles se preocupassem também – sempre e muito – que seus alunos e filhos lessem. Mas, de qualquer maneira, discutir livros e leituras é sempre importante quando a questão maior é a educação que se quer. O que não é nada ótimo é quando a discussão sobre o que leem os jovens passa a ser pautada pela censura moralista que vê, na temática de certos livros, riscos para... Para o que mesmo? Para a saúde psíquica? Para a moral? Para o comportamento dos jovens? Para tudo isso?

Certas religiões não admitem livros que falem de bruxas e de magos, algumas pedagogias expulsam dos contos de fadas a figura da madrasta malvada ou das cantigas de recreio a dona Chica-ca-ca que atirou o pau no ga-to-to. Mas campeões de reclamações, às vezes ásperas e estridentes, são os livros que trazem questões de sexualidade para linhas, entrelinhas e ilustrações.

É muito bom que os adultos responsáveis pela educação dos jovens – isto é, família e escola – se preocupem com os valores que, fazendo a cabeça da moçada, formatam a personalidade e inspiram atitudes e comportamentos. Mas é também extremamente ingênuo acreditar que livros, por si, são capazes de degenerar valores, ou induzir comportamentos indesejáveis. Se os livros tivessem toda esta força, estaríamos bem servidos: a Bíblia – livro acima de qualquer suspeita – é o grande best-seller do mundo ocidental.

Mas os livros (infelizmente?) não têm sempre esta força toda.

Livros, hoje em dia, quase nunca são o meio de comunicação que, com mais eficiência, faz a cabeça das pessoas. O otimismo de nosso poeta baiano – o livro caindo n´alma/ é germe que faz a palma/ é chuva que faz o mar – talvez não se aplique a nosso tempo. Hoje, o livro tem sérios concorrentes na tarefa de fazer o povo pensar.

O que a televisão transmite, o que se acessa pela internet e o que nos seduz em outdoors talvez tenham muito mais força do que as páginas do volume que lemos. E, face a todas estas mídia, somos mais passivos do que somos face a um livro, sobretudo um livro em torno do qual escola e família podem propor atividades, instigar discussão e reflexão.

Mas, por que um ou outro título, dentre os distribuídos a alunos de escolas públicas, causa polêmica? Porque lidam com a sexualidade e a sexualidade foi sempre um tabu. Na cultura brasileira, a forma de lidar com este tabu parece ser, preferencialmente, excluir a sexualidade do discurso dirigido a crianças e jovens. Do desacerto desta opção fala, por exemplo, o espantoso número de adolescentes grávidas e o assustador crescimento da prostituição infantil. E ninguém pode culpar os livros por esta situação: afinal, não se reclama que os jovens não leem?

A partir dessa constatação, pode ser interessante virar a questão pelo avesso, pensar se o que se precisa não é, exatamente, discutir à luz do dia – isto é, na sala de aula e nas salas de jantar – cenários de sexualidade. Pois sexualidade não é apenas uma questão de biologia, de aparelho reprodutor e de hormônios. É uma questão de como se orquestram os hormônios e o que a sociedade constrói em torno da reprodução.

A história parece mostrar que quando estas práticas da sexualidade não encontram espaço arejado de discussão – como pode oferecer a arte a literatura na escola e na família – elas migram para uma atmosfera viciada do interdito que nada ajuda a formação do jovem. Um trecho do diário de Gilberto Freyre ilustra o que quero dizer:
(...) quando eu tinha 8 anos, em vez de ler somente o Tico Tico, lia também, indevidamente, O Malho. Um dia encontrei n´O Malho, na legenda de uma caricatura, a palavra “meretriz”. Perguntei àqueles dois: “que é meretriz”? Nenhum deles respondeu. Mas os dois – meu Pai e meu Tio Tomás – riram alto, deixando-me atrapalhadíssimo.

Nós todos, pais e mestres, educadores em geral, precisamos escolher: vamos discutir o que é meretriz? Ou vamos esconder melhor os volumes de O Malho? Ou vamos até pedir que a publicação seja suspensa? Com a palavra, cada um de nós. E, para ajudar na reflexão, um belo texto do professor Antonio Cândido, parte de uma conferência feita na SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) em 1972, com o qual se encerram estas mal traçadas:
A literatura pode formar, mas não segundo a pedagogia oficial que costuma vê-la ideologicamente como um veículo da tríade famosa – o Verdadeiro, o Bom, o Belo – definida conforme os interesses dos grupos dominantes, para reforço de sua concepção de vida. Longe de ser um apêndice da educação moral e cívica (esta apoteose matreira do óbvio, novamente em grande voga), ela age com o impacto indiscriminado da própria vida e educa como ela, com altos e baixos, luzes e sombras. Daí as atitudes ambivalentes que suscita nos moralistas e nos educadores, ao mesmo tempo fascinados pela sua força humanizadora e temerosos de sua indiscriminada riqueza. E daí as duas atitudes tradicionais que eles desenvolveram: expulsá-la como fonte de perversão e subversão ou tentar acomodá-la na bitola ideológica dos catecismos. (...) Dado que a literatura, como a vida, ensina na medida em que atua com toda sua gama, é artificial querer que ela funcione como os manuais de virtude e boa conduta. (...) Ela não corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo porque faz viver.

* Marisa Lajolo, professora-doutora em Letras, curadora do Espaço do Professor na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e organizadora de “Monteiro Lobato: livro a livro” (Prêmio Jabuti de melhor livro de não ficção, 2009)

Para refletir!


A internet está mudando a forma como pensamos?

Compartilhamos abaixo texto do pesquisador português TiagoDF, publicado no Educomunicação. O potno de partida foi um artigo publicado no dia 15/08, no jornal The Observer. Boa leitura!

É um debate que já circula há muito, mas aproveito a publicação de um bom artigo no The Observer de hoje para colocar aqui no blogue algo sobre isso. Em 2008, Nicholas Carr publicou um texto na The Atlantic que, desde então, tem gerado uma fértil controvérsia. Is Google Making Us Stupid?, entretanto desenvolvido para um livro de título The Shallows: How the Internet is Changing the Way We Think, Read and Remember, segue a tese de que a Internet (e não só o Google) está a modificar as componentes neurológicas dos nossos cérebros.

Escrevia Carr em 2008: "ao longo dos anos tenho vindo a ter uma sensação desconfortável de que alguém, ou algo, está a mexer com o meu cérebro, reestruturando os circuitos neurais, reprogramando a memória. A minha mente não se está a ir, mas está a mudar. Não penso como dantes. Noto-o em particular quando estou a ler. Ficar imerso num livro ou num longo artigo costumava ser fácil. A minha mente era agarrada pela narrativa ou pelos argumentos e eu passava horas a virar páginas com largos pedaços de prosa. Isso raramente acontece hoje. A minha concentração começa a divagar depois de duas ou três páginas".

O artigo do The Observer faz uma recolha variada dos argumentos a favor e contra esta ideia. Pelo que me é dado a perceber, a maioria dos cientistas são contra a existência de tal manipulação. Num artigo de opinião recente no Los Angeles Times, dois professores de psicologia mostravam-se veementemente contra esta sugestão. Contudo, deixavam um alerta pendente. "O Google não nos está a tornar estúpidos, o PowerPoint não está a destruir a literatura e a Internet não está a mudar os nossos cérebros. Mas podem bem estar a fazer-nos pensar que somos mais inteligentes do que realmente somos e isso é perigoso".

Outro professor de psicologia, desta vez no New York Times, seguia a mesma ideia. "Os críticos dos novos media usam, por vezes, ciência para apoiar os seus argumentos, mostrando como 'a experiência pode mudar os cérebros'. Mas os neurocientistas cognitivos reviram os olhos perante tais conversas. (...) A experiência não altera as capacidades básicas de processamento de informação do cérebro."

Um outro interessante artigo do The Guardian também retratava o debate actual sobre estes temas, ao falar da emergência do slow reading, na sequência dos movimentos de slow food.
Sendo época de férias, porém, aproveite-se para pôr à prova estas ideias ao ler um livro na praia ou no jardim e depois ver se se chega a alguma conclusão.


Fonte: TiagoDF/Educomunicação

Regionalização e diversidade

Você acha que a televisão brasileira mostra a nossa diversidade cultural? Veja a opinião de diversos especialistas no vídeo abaixo produzido pelo Conselho Federal de Psicologia e reflita!

Mídia e Infância

Disponibilizamos abaixo vídeo produzido pelo Conselho Federal de Psicologia com opinião de diversos especialistas acerca da publicidade dirigida a crianças. O que você acha desse tema?

Mídia e Subjetividade



Fonte: Programete de Comunicação produzido pelo Conselho Federal de Psicologia - CFP

ZoaSom: do radinho de pilha à internet em busca dos jovens

“Há dois processos: tanto a geração Google bebe em tendências do passado quanto o próprio rádio se rejuvenesce com as novas tecnologias de comunicação”, João Paulo Malerba.

Por Marcus Tavares/ RevistaPontoCom
Afinal, de que forma o rádio pode se reinventar no mundo digital e conectado pela web e suas redes sociais e, ainda por cima, atrair a atenção dos jovens? Bem, tem gente tentando emplacar novidades no mercado. É o caso, por exemplo, do programa ZoaSom, que acaba de estrear na Rádio MEC AM, no Rio de Janeiro.

Como define o diretor do programa, João Paulo Malerba, o ZoaSom é um programa de rádio feito por jovens e para jovens. E segundo ele, rádio é coisa de jovem, sim, mas tem que ser um rádio plugado nas multiconexões que as novas tecnologias permitem. “O ZoaSom é um programa de auditório que vai além do auditório e um programa de rádio que usa e abusa da internet. Essa é a aposta do projeto”, avisa.

O programa estreou com a presença da cantora Fernanda Abreu. Logo após a estreia, o diretor concedeu uma entrevista a revistapontocom. Saiba como você, jovem, pode participar do programa.Confira:
revistapontocom – No mundo da geração google, ainda há espaço para programa de rádio para jovem?
João Paulo Malerba - Há dois processos: tanto a geração Google bebe em tendências do passado quanto o próprio rádio se rejuvenesce com as novas tecnologias de comunicação. O ZoaSom é um programa de auditório que vai além do auditório e um programa de rádio que usa e abusa da internet. A proposta é integrar redes sociais e plateia; SMS e telefone do ouvinte; blog e email; podcast, transmissão analógica e online. Estão prevendo a morte do rádio há, pelo menos, uns 60 anos (co a chegada da TV), mas o bom e velho rádio continua aí, um hábito de mais de 80% dos brasileiros (Relatório de Pesquisa Quantitativa – Hábitos de informação e formação de opinião da população brasileira encomendada pela Secom à empresa Meta, foi realizada no período de 31 de janeiro a cinco de fevereiro, nas cinco regiões do país em 639 cidades). Rádio é coisa de jovem, mas tem que ser um rádio plugado nas multiconexões que as novas tecnologias permitem. Essa é a aposta do ZoaSom.

revistapontocom – Qual é a proposta do ZoaSom? No que consiste a programação?
João Paulo Malerba – O ZoaSom é um programa de rádio feito por jovens e para jovens, presença marcada na Rádio MEC AM, das 17 às 18h, sendo realizado ao vivo no histórico auditório da Rádio Nacional. O programa pretende ser um espaço no rádio para jovens discutirem cultura e arte, música e atualidade. Toda semana teremos um tema que será debatido entre os ouvintes do rádio, a plateia, os twitteiros, além de um convidado especial para enriquecer a conversa. Além disso, o ZoaSom quer ser o espaço da música independente. Toda semana teremos a presença de uma banda independente, cantando, tocando e trocando ideias com a gente. Os programas têm quadros especiais para deixar os participantes ligados no que está rolando no mundo jovem: Chá de Bússola (com as principais dicas e oportunidades para quem quer se mexer); dicas culturais da semana; Encontrei no MySpace (sempre com uma dica de banda independente que disponibiliza seu trabalho na rede). E ainda o RadioAtividade: um espaço democrático onde rádios universitárias, comunitárias, livres, centros de produção independentes podem mostrar o seu trabalho.

revistapontocom – A quem se destina? Qual é a expectativa do programa? Quais são as estratégias para atrair a atenção do público?
João Paulo Malerba - O ZoaSom se destina ao público jovem e adolescente e a nossa expectativa é que essa galera ocupe o ZoaSom, participando online, ao vivo, sugerindo temas, enriquecendo o debate… Para isso abrimos vários canais em diversas redes sociais (Twitter, Orkut, FaceBook, YouTube, Flickr). Todo o material do programa fica disponível do blog do ZoaSom www.zoasom.com, onde os ouvintes/internautas podem baixar o programa, ouvir e assistir online no momento da veiculação do programa, opinar sobre o programa etc.

revistapontocom – Quais são os principais desafios?
João Paulo Malerba - O principal desafio é fazer do ZoaSom um verdadeiro ponto de encontro de música, cultura e arte jovem e que a galera tome, invada, conquiste esse espaço como seu.
revistapontocom – Quem quiser participar…
João Paulo Malerba – Para participar tem vários caminhos: ser for uma banda independente, mande uma descrição básica da banda e algum material musical demonstrativo para o zoasom@zoasom.com. Se for uma escola, entre em contato para agendar uma participação coletiva especial, através do zoasom@zoasom.com ou pelo telefone (21) 25085204. Se quiser participar ao vivo no dia é só chegar meia hora antes no auditório da Rádio Nacional, Praça Mauá, 7, 21º andar, todas as quintas-feiras. Ou ouvir online através do zoasom.com ou ainda através do Twitter @ZoaSom ou SMS (21) 87785366. O blog também está aberto a críticas, sugestões e participações.

Midiaeducação, ciência e inovação

Reproduzimos abaixo entrevista exclusiva com Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia. A entrevista foi realizada e publicada na RevistaPontoCom.

Logo após a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em maio passado em Brasília, um dos coordenadores do evento, o físico e professor Ildeu de Castro Moreira, visitou, no Rio, a sede do planetapontocom. Depois de conhecer o trabalho desenvolvido pela instituição, Ildeu concedeu uma entrevista exclusiva à revistapontocom.

O professor falou sobre os bastidores do encontro, ressaltou a importância da diversidade de saberes e da sociedade não acadêmica no processo de construção da ciência. Destacou o trabalho dos cerca de 400 Centros Vocacionais Tecnológicos e a responsabilidade de escolas e universidades investirem na constituição de crianças e jovens curiosos e inovadores. E ainda ratificou o pouco espaço que a ciência ocupa na mídia brasileira.

Confira a entrevista:





II Encontro Brasileiro de Educomunicação



Entre os dias 23 e 24 de agosto de 2010, a Universidade de São Paulo (USP) realizará o II Encontro Brasileiro de Educomunicação. O objetivo é promover um diálogo entre a sociedade e a universidade sobre o perfil do profissional a ser formado pelo próximo curso de Licenciatura em Educomuncação da própria USP. O evento reunirá representantes da Unesco, de órgãos públicos, da mídia, do terceiro setor e do campo educacional.

O debate englobará cinco sub-temas: “Educomunicação no espaço das políticas públicas”; “Mídia e Tecnologia no espaço educativo: a perspectiva da Educomunicação”; “A interface comunicação e educação na universidade: pesquisa e extensão”; “O profissional da Educomunicação” e a “Licenciatura em Educomunicação”.
No painel de abertura, o diretor da área de comunicação da Unesco, Guilherme Canela, falará sobre o esforço da ONU no sentido de promover políticas públicas em favor da convivência entre civilizações a partir de programas de educação para a mídia. Já o educomunicador Alexandre Sayad, do Colégio Bandeirantes e secretário executivo da uma associação de ONGs que trabalha com o conceito, explicará os motivos que levaram 3.900 escolas do ensino médio a optar pela prática educomunicativa no contexto do programa Mais Educação do MEC.

No campo da mediação tecnológica, Sonia Sette, da UFPE, coordenadora do programa Mídias na Educação, da Secretaria de Educação a Distância do MEC demonstrará como vem se implementando em todo o país a formação de professores para o uso das linguagens da comunicação em sala de aula a partir da perspectiva da educomunicação.
O tema da educação a distância será também objeto da palestra de José Augusto de Melo Neto, do Centro de Mídias na Educação do Estado do Amazonas, responsável por um dos mais premiados programas brasileiro de formação a atingir o interior da floresta amazônica levando o ensino médio a comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas através o uso das tecnologias digitais.

O perfil do educomunicador ficará por conta de apresentações e debates sobre a atuação do profissional no espaço da mídia, tendo como referência a ação educomunicativa do Canal Futura, bem como o trabalho desenvolvido no âmbito do terceiro setor, como ocorre na Viração, revista, site e movimento social e na ONG Cidade Escola Aprendiz. O trabalho educomunicativo na universidade contemplará a produção da revista Comunicação & Educação (USP/PAULINAS). O evento finalizará suas atividades com a apresentação da proposta do novo curso, seus fundamentos, estrutura e carga horária.

Informações e inscrições:
http://www.cca.eca.usp.br/.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Editora Contexto lança "Mídia e Educação"

"Para o bem ou para o mal, as mídias estão presentes em nossas vidas de forma cada vez mais precoce e cada vez mais forte. Com os avanços da tecnologia e das técnicas de comunicação, com a sofisticação da publicidade e de um estilo de vida em que o consumo tem um papel preponderante, os meios de comunicação de massa assumem expressiva importância.

É preciso, pois, estarmos preparados para a compreensão e análise desse fenômeno que diz respeito a todos nós. É momento de refletir sobre o papel pedagógico e muitas vezes ideológico das mídias.
Para aqueles que têm familiaridade com as mídias, esta obra estimula o debate; para os novatos, é um convite a fazer uma imersão nesse amplo, diverso e instigante campo de investigação. Assim, a obra é fortemente recomendada para estudantes e professores nas áreas de educação e comunicação". (Texto da editora)


Maria da Graça Setton é socióloga (PUC-SP), mestre em Ciências Sociais (PUC-SP) e doutora em Sociologia (USP). Atualmente, é livre-docente da Universidade de São Paulo e leciona na graduação e na pós-graduação da Faculdade de Educação (FE-USP). Em 2000, esteve na França – na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris – realizando sua pesquisa de pós-doutoramento. Em 2008, fez um estágio de pesquisa no Groupe de Recherche sur la Socialisation, na Université Lumière 2, em Lyon, também na França. Sua trajetória é na área de Sociologia, combinando as ênfases em Sociologia da Educação e Sociologia da Cultura, com atuação nos temas: socialização, escola, mídia, religião e família.