terça-feira, 28 de setembro de 2010

Corrupción en la escuela

Compartilho abaixo artigo da educadora equatoriana Rosa María Torres (foto)publicado no jornal El Comercio, de Quito, em 1992, mas que ainda é atual e espero que possa provocar reflexões em cada um que o leia.

Corrupcion evoca mañas, manejos dolosos, fraude, engaño, estafa, soborno, tráfico de influencias, cohecho, mentira, plagio, eva­sión, robo, malversación, abuso de poder, falta de ética y de moral. Si bien mal generalizado en nuestros días, la corrupción tiene larga trayectoria en el mundo. Si bien tema de adultos, la corrupción no es una práctica que se impro­visa en la vida adulta, sino una aptitud que se cultiva sistemáticamente desde la infan­cia. El aparato escolar, sutil y abiertamente, cotidiana e imper­ceptible­mente, con la complicidad de autorida­des, profesores y padres de familia, promueve entre los niños valores y comporta­mientos que le hacen el juego a la corrupción.
• Se manda a hacer un trabajo en grupo. Sólo uno hace el trabajo, los otros ponen el nombre. Toda la clase sabe quién trabajó y quién no. A menudo, los padres y el profesor también. Pero nadie dice ni hace nada. Semilla para el futuro aprovecha­dor del traba­jo ajeno, para el explotador, el cínico y el opor­tunista.

• El que copia puede sacar igual y hasta mejor nota que el que hace solo y con sus propias ideas. Ambos aprenden que el esfuer­zo, la originalidad, el propio criterio, no valen nada. Se­milla para el futuro plagiador, para el futuro vividor a costa de las ideas de otros.
• El alumno que confiesa que no hizo el deber saca cero y es sancionado. El que no lo hizo, pero lo copió de otro a último mo­mento, no tiene problema. Así aprenden los niños que ser honesto es ser pendejo, que la verdad y la franqueza son motivo de cas­tigo, mientras que la mentira y el engaño dan rédito. Semilla para el futuro engañador, falsificador, defraudador.
• Una mala nota puede mejorarse o un aviso de pérdida de año remediarse milagrosa­mente con una llamada, un regalo, un favor, una lisonja. Los niños portan el regalo, perciben la sonrisa e intuyen el pacto consumado en la libreta de calificacio­nes. Semilla para el futuro sobor­nador, comprador y vendedor de favo­res, traficador de in­fluen­cias, abusador del poder.
• El que delata al compañero que llegó tarde, que lanzó el avión, que dijo una mala palabra, que no trajo el libro, recibe felici­taciones y recompensas, y hasta es puesto como ejemplo frente a los demás. Así se desestimulan los valores de la coope­ración, la lealtad, la solidaridad. Semilla para el futuro delator, para el futuro traidor, para el que trepa a fuerza de servilismo y meca­nismos clientelares.
• Son bien vistos los niños y los padres que no reclaman, no di­cen lo que piensan, callan. Son mal vistos los que opinan, dis­crepan, proponen, participan con iniciativas propias. Así se a­prende que es mejor ser pasivo, conformista, acrítico, indolente. Semilla para el futu­ro hipócrita, para el futuro adulador y moji­gato, para el que hace del quedar bien con los demás el trampolín de su ascenso y bie­nestar personal.
• Alumnos con estrella (dinero, papás en algún buen puesto, blanquitos, con padri­nos) tienen prefe­rencias en el trato, a la vista de todos. Amistades y palancas consiguen cupos que no habían, tra­tos especiales, favores. Semilla para el futuro arri­bista a cualquier costo, para el que, a su vez, cuando llegue arriba, u­sará su cuota de poder para ubicar a amigos, conocidos y familia­res.
Tan corrupto es el funcionario público que vende favores y car­gos, como el profesor que vende notas y pases de año, y el padre o madre de familia que se prestan a ello. Tan corrupto es el in­telectual que plagia una obra ajena, como el niño que copia la tarea del compañero o lleva la tarea hecha por el padre y la presenta como propia. Tan corrupto es el político que encubre los malos manejos de sus coidearios, como la madre de familia que encubre las "pollas" de sus hijos.
Nuestros corruptos adultos empiezan siendo corruptos niños, apro­piándose de la tarea de otros, mintiendo al profesor, copiando en la prueba, delatando por lo bajo al compañero, fabricando "pollas" para el examen, engañando a los padres, cepillando al rector, adulan­do a la maestra: todas ellas cosas que entonces se creen pequeñas e irrele­vantes, pero que tienen poderosas reper­cusiones en la vida.

* Artículo publicado en la página editorial del diario El Comercio de Quito, el 13/02/1992

Especialista analisa o impacto da Educação nas desigualdades sociais

Em entrevista concedida à jornalista Simone Harnik, do Todos Pela Educação, o sociólogo e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), Simon Schwartzman, fala sobre o impacto da Educação nas desigualdades sociais a partir de uma análise dos dados da Pesquisa Nacional por de Domicílios (Pnad) 2009.

Ao longo da entrevista, são abordados temas como o acesso ao Ensino Infantil e seus impactos futuros; jovens de 15 a 17 anos em etapas inadequadas de ensino, entre outros.

Para Schwartzman, “a desigualdade na qualidade da Educação implica perpetuar as desigualdades sociais existentes”.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009 mostram que a renda familiar é determinante para que um jovem estude. Entre os 20% mais pobres da população, 32% dos adolescentes de 15 a 17 estavam no Ensino Médio em 2009. Já entre os 20% mais ricos, 77,9%. A média nacional gira em torno dos 50%.

O problema do abandono escolar afeta a distribuição de renda e o desenvolvimento do País. O sociólogo e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), Simon Schwartzman, analisou os dados da Pnad e é categórico: "A desigualdade na qualidade da Educação implica perpetuar as desigualdades sociais existentes", diz. Veja a entrevista completa.

Todos Pela Educação - Dados da Pnad 2009 mostram que o acesso à pré-escola é menor entre os 20% mais pobres do que entre os 20% mais ricos. A dificuldade no acesso à Educação Infantil tem impacto na aprendizagem ou na vida estudantil futura?
Simon Schwartzman -
Sim, existem muitas pesquisas que mostram que a pré-escola ajuda muito na aprendizagem ao longo da vida. Mas a pré-escola tem que ser de qualidade, e não pode ser simplesmente um lugar para depositar as crianças para que as mães possam trabalhar.

Até os dois anos de idade, não há nada que substitua a relação afetiva e os estímulos naturais que ocorrem na relação da criança com a mãe, e os melhores programas de pré-escola nesta idade são os que apoiam as mães e as ajudam em seu relacionamento com os filhos. Depois, a escola pode ser importante para ajudar na socialização e a desenvolver as competências iniciais que antecedem o aprendizado da leitura e da matemática, se ela for de qualidade.

Todos Pela Educação - Somente metade dos jovens de 15 a 17 anos está na etapa do ensino adequada. E a desigualdade de renda é um dos principais determinantes: entre os 20% mais pobres da população, 32% dos adolescentes de 15 a 17 estavam no Ensino Médio. Já entre os 20% mais ricos, 77,9% acompanhavam os estudos regularmente. Por que a renda interfere tanto no acesso? De que forma?
Schwartzman -
O problema neste nível não é de acesso, mas de abandono. Os adolescentes mais pobres abandonam mais os estudos porque, em geral, tiveram uma Educação de pior qualidade nos anos anteriores, e também frequentam escolas piores. Geralmente, quando a família é mais pobre, os pais são menos educados, o ambiente familiar é intelectualmente menos estimulante, as crianças não passam por uma pré-escola de qualidade, e frequentemente tardam em iniciar seus estudos.

As escolas a que estas crianças vão tendem a ser piores, porque podem estar em regiões mais empobrecidas, ou em áreas de conflito nas periferias das grandes cidades. Muitos destes adolescentes são reprovados, ou promovidos embora continuem funcionalmente analfabetos. Quando chegam aos 14, 15 anos de idade, não conseguem mais acompanhar as aulas, e acabam saindo. Existe também, em muitos casos, a necessidade de trabalhar, mas muitos jovens trabalham e estudam e, de qualquer maneira, o que podem ganhar no mercado de trabalho não é muito.

Todos Pela Educação - Além das desigualdades de acesso por renda, existe uma diferença gritante no acesso à escola nas diferentes regiões do País. O percentual médio de estudantes de 15 e 17 anos no Ensino Médio era de 50,9% em 2009. Mas no Norte e Nordeste apenas 39,1% e 39,2%, respectivamente, estavam nesta etapa do ensino. Já o Sudeste tinha 60,5%. Como tratar essas diferenças? Por que elas ainda ocorrem?
Schwartzman -
Essas diferenças estão relacionadas com a pobreza destes estados, o que afeta tanto o desempenho dos estudantes quanto a qualidade das escolas que eles frequentam. É preciso fazer um esforço adicional para compensar estas diferenças, sobretudo melhorando a qualidade das escolas e de seus professores.

Todos Pela Educação - O Nordeste e o Norte estão em situação pior do que o Sudeste há dez anos. Há como dar um salto no percentual? As duas regiões terão de passar por uma década até terem mais jovens na etapa de ensino adequada?
Schwartzman -
É possível avançar rapidamente organizando melhor as escolas, formando os professores de maneira adequada e fazendo com que eles utilizem métodos e materiais de ensino adequados, principalmente na etapa inicial de alfabetização. O exemplo de Sobral [cidade que obteve bons resultados de melhoria na Educação] mostra que isto pode ser feito. É menos uma questão de dinheiro do que de orientação firme e clareza em relação ao que deve ser feito.

Todos Pela Educação - Como as políticas públicas de Educação devem lidar com as desigualdades sociais?
Schwartzman -
O problema não é de acesso, mas de má qualidade da Educação e do abandono dos adolescentes. Os alunos que vêm de famílias mais pobres precisam de apoio adicional nas escolas, para compensar as limitações da família e do meio em que vivem. Isto requer professores bem qualificados, adoção de métodos de ensino e materiais didáticos apropriados, e inclusive um trabalho junto às famílias para que elas apoiem seus filhos nas escolas.

Todos Pela Educação - A Educação deve ter o caráter de política compensatória das desigualdades sociais?
Schwartzman -
A Educação é fundamental para aumentar a igualdade de oportunidades para as pessoas, e, com isto, reduzir as desigualdades sociais. A desigualdade na qualidade da Educação implica perpetuar as desigualdades sociais existentes.

Todos Pela Educação - Na sua avaliação, qual seria o problema mais grave: o acesso à Educação Infantil ou ao Ensino Médio? Por quê?
Schwartzman -
Os dois são graves, não se pode privilegiar um e deixar o outro de lado.

Todos Pela Educação - Entre a população de 6 a 14 anos, a frequência à escola é quase universal, embora existam diferenças no acesso dos mais ricos e dos mais pobres. Houve um maior investimento no Ensino Fundamental? Por que esta etapa tem indicadores que parecem melhores que os das outras etapas da Educação?
Schwartzman -
Não me parece que seja principalmente uma questão de investimentos. Até os 14 anos, é mais fácil para os pais manterem seus filhos nas escolas, e, havendo escolas, mesmo de má qualidade, eles fazem isto. Na adolescência é mais difícil, o jovem tem mais autonomia, e as consequências negativas da Educação de má qualidade começam a aparecer.

Um problema adicional do Ensino Médio é que, como ele cresceu muito no final dos anos 90, muitos cursos ainda são oferecidos à noite, usando as instalações das escolas do Ensino Fundamental, que funcionam durante o dia. Isto simplesmente não funciona. É necessário oferecer aos jovens ensino diurno, com o mínimo de seis horas diárias, dando inclusive apoio financeiro à família se necessário, e deixar o ensino noturno somente para adultos que precisam trabalhar. Isto requer, sem dúvida, mais investimentos.

Fonte/Textos: Todos pela Educação - Foto: Reprodução/ FGV / Marcelo Dau

O impácto das TICs na Educação

A UNESCO disponibilizou um trabalho sobre as transformações que as TIC têm operado na educação, mais concretamente na região da Ásia-Pacífico. A publicação tem como título: ICT transforming education: A regional guide.

Veja abaixo alguns trechos:
«To be effective in the 21st century, citizens and workers must be able to exhibit a range of functional and critical thinking skills, such as:

- Information Literacy
- Media Literacy
- ICT (Information, Communications and Technology) Literacy

(...) Information literacy, media literacy and ICT literacy form one of the four broad sets of skills identified by P21 that students need to acquire to be effective citizens and workers in the 21st century. Since the focus of this Guide is on ICT in education, this grouping of skills is now expanded further in order to foreshadow what implications there are for teachers and teacher educators.

Digital literacy (or in the plural digital literacies), e-literacy, new literacies, screen literacy, multimedia literacy, information literacy, ICT literacies – these are all terms to describe clusters of skills that students (and their teachers) need in the digital age of the 21st century. Because of ICT, concepts of literacy have extended well beyond the traditional notions of print-based literacy.»

Fonte: UNESCO/Blog Educomunicação

Los jóvenes y el diario en la era de las pantallas

Compartilho abaixo artigo de Roxana Morduchowicz, Diretora do Programa Escola e Meios do Ministério da Educação da Argentina, publicado no jornal Página 12, de Buenos Aires, no dia 24 de setembro. Ela participou como conferencista do Congresso da Associação Mundial de Jornais, realizado en Londres, na semana anterior e comentou o que viu por lá. Boa leitura!

Por Roxana Morduchowicz
Unos 200 diarios de todo el mundo se reunieron la semana pasada en un congreso en Londres para analizar su futuro. Más allá de las realidades y los contextos, todos parecen coincidir en los mismos interrogantes: ¿cuál es el lugar que ocupará el diario impreso en este nuevo universo de pantallas? ¿Cómo hacer más atractivo el periódico digital para un público que está abandonando el papel por su versión “on line”?

Ningún editor cree que el diario tradicional vaya a desaparecer por completo. Siempre habrá un público que, aunque minoritario, le será fiel. Sin embargo, la tendencia, en los próximos diez años, es que la gran mayoría de la gente, en todo el mundo, lea el periódico por Internet.

Según los expertos que se dieron cita en Londres, en los próximos cinco años, más gente accederá a Internet por el celular que por la computadora. Y si esto es así, los usuarios elegirán leer la información en la pantalla del móvil, mientras viajan en colectivo o en subte, cuando caminan por la calle o mientras esperan en la cola, por un trámite.

Tan seguros están los diarios de que su futuro está en la web, que muchos de ellos ya cuentan con departamentos especiales que exploran cómo presentar la información, según la plataforma que quiera consultar el lector. Es que el diario ahora, puede leerse en la computadora, en el celular o en el ipad... La información en cada soporte tendrá pronto su propia identidad y perfil, para hacer más atractiva la lectura según la plataforma elegida.

¿Y qué sucederá con los jóvenes? ¿Qué elegirán leer? Aun cuando todos vivimos en un mundo de pantallas, las nuevas generaciones son quienes más rápidamente se apropian de las tecnologías. Efectivamente, los jóvenes están acostumbrados a tener “todo ya, en simultáneo y gratis”. Descargan juegos, bajan música, ven películas y buscan información en la pantalla de su celular o en la de la computadora, al instante, todo al mismo tiempo y sin pagar...

En ellos piensan también los editores de los diarios más importantes del mundo, cuando analizan el futuro de los diarios.

Los jóvenes de hoy son la generación multimedia: mientras ven televisión, navegan por Internet, hablan por celular, escuchan música y hacen la tarea. Todo al mismo tiempo, en múltiples plataformas y de manera fragmentada. De hecho, el “zapping” dejó de ser para ellos una conducta frente al televisor, para ser una actitud ante la vida. Los chicos “zappean”, abren y cierran ventanas todo el tiempo, sin ningún inconveniente.

Por esta fragmentación en la que todos vivimos, es precisamente que el diario británico The Independent incorporó en su página 2 una sección fija que –aludiendo a Twitter– sintetiza las noticias del día en 140 caracteres cada una.

Una de las más grandes atracciones del congreso fue escuchar al dueño y editor del prestigioso diario norteamericano The New York Times, Arthur Sulzberger, quien confirmó que, a partir del 1º de enero, comenzarán a cobrar la edición on line del diario. Nadie tiene certeza sobre lo que harán los lectores que hoy eligen leer The New York Times en Internet. Pero, ¿qué sucederá con los jóvenes, una generación acostumbrada a hacer todo en la pantalla, pero gratis?

El editor del diario neoyorquino e incluso su colega del Washington Post están convencidos de que si se les ofrece un servicio diferente y atractivo, los jóvenes también querrán pagarlo. De hecho, sostienen, ya pagan por algunos juegos que no pueden bajar gratis y pagan también cuando quieren escuchar música con buena calidad de sonido (en sitios pagos).

Así, si se les ofrece chatear con su deportista o su artista favorito o si reciben actualizaciónpersonalizada sobre un tema tecnológico que les interesa, información privilegiada sobre una película que esperan, o datos sobre el recital musical “del momento”, seguramente –piensan los editores– pagarían el servicio.

Nadie puede asegurarlo. Con cambios tecnológicos tan dinámicos y constantes, nadie se anima a garantizar nada. Los adolescentes de hoy están en la mira de todos los editores. Los diarios necesitan pensar cómo llegar mejor a ellos.

Porque es una generación que nació con Internet. Porque ya no usan un medio a la vez. Porque viven entre pantallas. Y porque las usan casi con exclusividad.Ellos son los lectores de mañana. Y en ellos piensan los editores hoy.

* Directora del Programa Escuela y Medios en el Ministerio de Educación de la Nación. Participó como conferencista invitada del Congreso de la Asociación Mundial de Diarios, realizado en Londres.
Fonte: www.pagina12.com.ar/diario/sociedad/3-153729-2010-09-24.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Jornalismo em cinema

Para refletir sobre jornalismo, mídia e ética, publicamos abaixo algumas dicas de filmes interessantes. Contamos com as dicas do ObjEthos (Observatório da Ética Jornalística) e também do site Jornalismo em Cartaz, ambos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina.

15 Minutos (2001)
A caçada (2007) –
resenha
A embriaguez de sucesso (1957) – resenha
A fogueira das vaidades (1990)
A honra perdida de Katharina Blum (1975) –
resenha
A montanha dos sete abutres (1951) – resenha
A mulher do dia (1942) – resenha
A morte ao vivo (1980)
A primeira página (1974)
A princesa e o plebeu (1953)
A síndrome da China (1979) –
resenha
A um passo do poder (1991)
Acima de qualquer suspeita (2009) –
resenha
Adoro problemas (1994)
Amor eletrônico (1957)
Armação Perigosa (1987) –
resenha
As faces da verdade (2008) – resenha
Assassinato por encomenda (1985)
Assassinato sob duas bandeiras (1990) –
resenha
Ausência de malícia (1981)
Bem-vindo a Sarajevo (1997)
Boa noite e boa sorte (2005) –
resenha
Bob Roberts (1992) – resenha
Chegadas e Partidas (2001) – resenha
Cidadão Kane (1941) – resenha
Cidade do silêncio (2007) – resenha
Como perder um homem em 10 dias (2003) – resenha
Confidencial (2006) – resenha
Crime verdadeiro (1998) – resenha
De amor e de sombras (1996) – resenha
Deadline – U.S.A., a hora da vingança (1952) – resenha
Doces Poderes (1995) – resenha
Em defesa da verdade (1985)
Frost-Nixon (2008) –
resenha
Giro City – a verdade proibida (1982)
Herói por acidente (1992)
Íntimo e Pessoal (1995)
Intrigas de Estado (2009) –
resenha
Leões e cordeiros (2007)
Mera coincidência (1997)
Neve sobre cedros (1998) –
resenha
Noiva em fuga (1999)
Nos bastidores da notícia (1987)
O americano tranquilo (2002) –
resenha
O ano da fúria (1991) – resenha
O ano em que vivemos em perigo (1983) – resenha
O dossiê pelicano (1993)
O homem que matou o facínora (1962) –
resenha
O informante (1999)
O jornal (1994)
O mistério do rosário negro (1987) –
resenha
O poder da notícia (1998)
O povo versus Larry Flint (1996)
O preço de uma verdade (2003)
O quarto poder (1997) –
resenha
O repórter (1986)
O show de Truman, o show da vida (1998) –
resenha
O solista (2009) – resenha
Os donos do poder (1986)
Os gritos do silêncio (1984) –
resenha
Os homens que encaravam cabras (2009) – resenha
Páginas da revolução (1995)
Profissão: repórter (1975) –
resenha
Quase famosos (2000)
Rede de intrigas (1976) –
resenha
Reds (1981) – resenha
Salvador, o martírio de um povo (1981)
Sob fogo cerrado (1983)
Terra de ninguém (2001) –
resenha
Terra em transe (1967)
Tinta Roja (2000) –
resenha
Todos os homens do presidente (1976)
Troca de maridos (1988) –
resenha
Um grito de liberdade (1987)
Um grito no escuro (1989) –
resenha
Um rosto na multidão (1957) – resenha
Veronica Guerin: o custo da coragem (2003)
Vlado: 30 anos depois (2005)
Z (1969) –
resenha

sábado, 25 de setembro de 2010

A escola e os meios

Publicamos abaixo entrevista da jornalista e educadora argentina Marcela Isaías ao site Había una Vez. No Próximo post você poderá ler uma resenha que fizemos do seu livro Por qué y para qué leer el diario en la escuela? De la prensa escrita a la revista escolar. Boa leitura!

Durante mucho tiempo Marcela ha sido la responsable de ‘El diario en el aula’, en una actividad de extrema complejidad organizada desde el diario La Capital de Rosario, que le permitió acceder a muchos rincones escolares. Su posición fue creciendo con el correr de los años, al alternar esa experiencia con las variadas propuestas educativas de la zona y el país, especialmente en las relacionadas con la lectura. Actualmente dirige el Suplemento Educación de La Capital.

- ¿Cómo iniciaste la experiencia de ‘El diario en el aula’? ¿A qué objetivos respondía?
El programa “El diario en el aula” es una iniciativa nacional de la Asociación de Diarios del Interior de la República Argentina (Adira). Lo bueno de esta propuesta es que tenía lineamientos generales a seguir (como entrega de diarios, capacitaciones, visitas a los medios gráficos, entre otras), pero luego cada medio podía darle el formato que quisiera. Eso permitió desarrollar durante más de 15 años (desde 1992 a 2007) una rica experiencia de trabajo con las escuelas desde La Capital.

- ¿Objetivos?
El general fue fomentar la lectura de periódicos en las escuelas, abarcando a chicos y docentes. Y de alguna manera llegar también a las familias. Igual también figuraron en el trabajo que tuve a mi cargo propósitos más específicos, y no por ello menos valiosos, como reconocer a la información como un bien social, como un derecho humano al que todos tienen que acceder. Justamente este principio fundamental es el que sostiene la ley de medios de servicios de comunicación audiovisual aprobada en la Argentina y que significa un salto histórico hacia la profundización de la democracia. En esas metas del programa también estuvo la de entusiasmar que los chicos fabricaran sus propios medios.

- ¿Qué balances puedes efectuar a la fecha?
El balance que hago es hasta mayo de 2007, que es hasta donde el programa estuvo a mi cargo. Para el caso en 2009 publiqué el libro “¿Por qué y para qué leer el diario en la escuela? De la prensa escrita a la revista escolar” (Homo Sapiens) donde recojo parte de esta experiencia que considero muy valiosa tanto para el medio como para las escuelas, y desde ya para mi crecimiento profesional. Así lo expreso en las palabras preliminares del libro, cuando digo que “si bien el programa tenía metas precisas de trabajo con los docentes y los chicos, en cada actividad e iniciativa encaradas siempre se recogió algo nuevo para hacer, dejar de hacer y volver a construir”. Igual, pienso que entre los balances más favorables figuran el de promover debates sobre temas de actualidad, pensar en el diario como un medio no sólo para adultos (a pesar de que está concebido así) y por qué no ser una herramienta más para fomentar la lectura y acceso a distintos bienes culturales.

- Desde ese laboratorio (periodístico) en torno al suplemento educativo ¿cuál es tu mirada crítica sobre la lectura? ¿Leen los chicos? ¿Y los grandes?
Es preciso pensar la pregunta en un sentido amplio, para no quedarnos en el entorno más cercano y conocido. Pienso que los chicos leen en tanto las oportunidades están dadas para eso, se ofrezcan medios para hacerlo y se promueva la idea de que leer es algo bello. Te cito un ejemplo. Hace poquito publicamos una nota en el suplemento de Educación sobre una escuela (la Nº 1.357 Laureano Maradona de Rosario) que pedía libros para "embellecerla más". La verdad es que me conmovió cómo la directora empezaba su carta pidiendo ayuda (lo que luego derivó en la nota periodística) para una biblioteca. En su misiva expresaba algo más o menos así: "Nuestra escuela es hermosa, pero queremos embellecerla más...con libros pero de buena literatura".
Si alguien piensa que la vida y lo que se le ofrece a sus alumnos (o hijos) se puede enriquecer con buenas lecturas, hay un camino enorme recorrido para que los chicos lean y por tanto accedan seguro al conocimiento. Pero mi recorrido en este terreno me hace pensar que aún esta meta es un desafío: los adultos _como dice Mempo Giardinelli_ deben ocupar todavía el lugar del ejemplo a seguir, en vez de criticar tanto si los chicos leen o no. Y algo más: en lo que respecta a la política educativa provincial es muy poco o nada lo que se hace en favor de la lectura. Una lástima cuando se sabe que no hay que inventar mucho, simplemente hacer funcionar lo que ya existe, en este caso lo que nivel nacional ofrece el Plan Lectura, que es excelente pero con poco (o desconocido) anclaje en Santa Fe.

- ¿Qué sugieres hacer para mejorar las propuestas de lectura?
Las políticas de Estado (no de gestión) son decisivas. Tienen que ser visibles y creíbles. Y, en especial, facilitar el acceso a la mayor cantidad de bienes culturales, en particular a buenos libros. Hay cientos de ejemplos a replicar o a apoyar. Una son las acciones de las bibliotecas populares. En este momento tengo muy presente la movida que todos los fines de semana hace la Biblioteca Popular Cachilo, de un barrio populoso de Rosario, donde los vecinos prestan sus veredas y ofician de "bibliotecarios" por un rato, cuidando los libros que la biblioteca les acerca. Los chicos leen los sábados por las tardes y participan de talleres de animación. Pero el papel de la escuela es definitorio, ya que entiendo que en sus mandatos fundantes está la de formar lectores y personas alfabetizados que _como dice Emilia Ferreiro_ “puedan circular por los textos escritos (en distintos soportes) como por su casa".

- Al ser una profesional tan comprometida con tu quehacer periodístico y docente, ¿qué horizontes prevés para chicos no lectores?
Siempre recuerdo un libro que tiene unos años ("Poesía infantil. Estudio y antología") de Elsa Bornemann, donde en su presentación la autora sostiene algo como que "un niño al que nadie le cantó una canción de cuna es como si naciera mutilado". Bueno esa definición es muy fuerte, pero creo que a los chicos a los que nadie les lee o no se le ofrecen oportunidades para hacerlo, tienen un futuro privado de fantasías, y desde ya están en clara desventaja a la hora de aprender, de conocer el mundo.

- ¿Qué reflexiones podrías acercarnos en torno a la lectura y las nuevas tecnologías?
Lo primero es que no hay que verlas como enemigas, porque una y otra se complementan. De hecho mirá qué bueno es este espacio que dirigís donde se permite reflexionar sobre la lectura. Pienso que amplían el conocimiento, demandan lectores más hábiles de los que suponemos para no perderse en una maraña de propuestas inútiles similares a las que provee a diario la televisión. Libros e internet pueden convivir si se aprende a ser buenos usuarios de los mismos. Sería un error suponerle a un texto impreso un valor por sí mismo, hay muchos libros publicados que no aportan nada. Lo mismos pasa con muchos sitios que ofrece internet. Pero hablemos de un buen ejemplo donde se ve este complemento. También presente otra nota realizada en junio pasado a un profesor de lengua y literatura de Rafaela, Sergio Fassanelli, que mantiene desde hace cinco años con sus alumnos de una Escuela Media para Adultos (Eempa) el blog "Leer porque sí" leerporquesi- ( http://1007.blogspot.com.) No voy a contar de qué se trata vale la pena ingresar y disfrutarlo.


- En tu tránsito diario ¿qué reproches o alabanzas escuchas sobre la lectura? ¿A qué lo asocias?
La mayoría de los reproches pasan por el señalamiento que hacen los adultos hacia los niños y en particular a los adolescentes que no leen. Esto sin preguntarse si ellos mismos son lectores, qué han hecho para favorecer el acercamiento a la lectura y muchas veces desconociendo que en realidad leen y piden más lectura. Asocio esto a una postura hipócrita, la misma que veo con quienes dicen que "la educación es importante", pero jamás acompañan un reclamo para mejorarla y protestan rápidamente ante un paro docente. Y hay que decirlo: los medios se prenden muy rápido para repetir estas quejas. Respecto de las alabanzas, no veo que esté mal que se valore a un chico que lee.

- Hay críticas posibles de superar ¿o todo está perdido?
No, no todo está perdido. Siempre digo que soy una eterna optimista, de lo contrario no podría estar tan metida con la educación. No hay manera de ver a la educación si no es con optimismo. Las críticas se pueden superar con acciones claras y más oportunidades.

- ¿Qué función cumple la escuela al respecto? ¿Y los medios? ¿Y los padres?
Cada uno cumple papeles diferentes y a la vez complementarios. Todos pueden ser ejemplos a seguir en pos de la lectura o bien para que se la rechace para siempre. Los padres, las familias son buenos modelos a imitar, pero cuando esta parte no está _sabemos bien que muchos chicos carecen de esta posibilidad_ la escuela es la que pasa a cumplir un papel irreemplazable y obligatorio a cumplir: garantizar el acceso a la lectura para todos y todas por igual. Aquí no valen las excusas ni puede haber postergaciones, el tiempo es valioso y la experiencia que vivan allí los chicos seguro los marcarán. Para eso hacen falta docentes más que entusiasmados con esta idea, y desde ya lectores plenos, de otra manera es imposible. Por eso es preocupante que en los cambios dados en la carrera de formación docente que se implementa hoy en esta provincia haya espacio para muchas pavadas, como los llamados "Itinerarios por el mundo de la cultura" donde los estudiantes pierden el tiempo jugando al buraco, cocinando o participando de un taller de origami, en nombre de un supuesto disfrute personal, y la lectura no figure como un eje central en su preparación. Nada menos de quienes serán maestros.
Fonte: Site Había una vez

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Por que ler e para que ler o jornal na escola?

Confiram nossa resenha do livro Por qué y para qué leer el diário en la escuela? De La prensa escrita a revista escolar, da jornalista e educadora Marcela Isaías, editado pela Homo Sapiens Ediciones, de Rosário/Argentina – 2009. Uma boa dica para quem está estudando a relação mídia-educação e, mais especificamente, jornal e educação. (Cristiane Parente)

“A ponte muitas vezes quebrada entre realidade social e cotidiano por um lado, e vivência escolar por outro, pode ser re-estabelecida a partir do uso do jornal na escola. Por exemplo, mostrando como o que se viu na televisão reaparece nos jornais, e o quão diferente pode ser o tratamento da notícia em ambos os meios.” A partir dessa afirmação que se lê logo nas primeiras páginas de “Por qué y para qué leer el diário em la escuela”, de Marcela Isaías, já é possível ter ideai do que virá a seguir.

Editado pela editora argentina Homo Sapiens Ediciones, em 2009, a publicação discute a leitura entre crianças e jovens, como estimulá-la e de que forma o jornal pode ser um aliado nessa empreitada. Isaías defende que o jornal na escola é um espaço de aprofundamento da análise dos temas da atualidade, além de proporcionar a possibilidade de comparação de diversos meios entre si e constatar que “a notícia não é uma simples informação, mas sempre construção.”

A autora vai além: “acabar com a ingenuidade que supõe os jornais simples testemunhos neutros da realidade é uma das tarefas fundamentais a realizar com o jornal na escola.” Ela defende um trabalho crítico de jornal na escola, em que alunos percebam como se dá o processo de elaboração de uma notícia e de um jornal, assim como as conseqüências de uma escolha ou de uma omissão de uma notícia. Tudo isso culminando com a criação de jornais por parte dos próprios alunos.

Marcela Isaías não esquece de citar educadores como Emília Ferrero e Paulo Freire, além de Celéstin Freinet e a importância que destacava ao lugar da imprensa na escola, do texto livre das crianças e das correspondências entre as escolas e o jornal escolar. O educador polaco Janusz Korczak, também é lembrado, já que “pensava o jornal como um recurso válido para estabelecer vinculações efetivas entre os integrantes dos asilos – crianças e idosos – e entre essas instituições e a sociedade em geral”, dá porque tenha criado em 1921 a Gazeta Escolar, uma imprensa para crianças e jovens feita por eles.

Isaías afirma que o primeiro passo que devem dar os professores que utilizam a imprensa na escola é entendê-la como meio e ensinar como funciona, para logo em seguida ensinar a lê-la no mais amplo sentido. Para ela, se uma pessoa sabe como funciona o sistema de comunicação, qual é o lugar da publicidade, como trabalha um jornalista, pode eleger o jornal e o meio que quer, aprendendo a ser mais crítico.

Isaías defende, portanto, que o uso do jornal na escola não seja meramente didático, mas que o meio seja aNegritoproveitado em sua totalidade e riqueza informativa. E aproveita para destacar que “a escola tem como tarefa adicional favorecer o acesso crítico aos meios de comunicação; uma idéia que se sustenta no direito a estar bem informados, a pensar a informação como um bem social e a receber produções de qualidade”.

SERVIÇO

Por qué y para qué leer el diário en la escuela? De La prensa escrita a revista escolar

Homo Sapiens Ediciones – Rosário/Argentina – 2009

Marcela Isaías

Marcela Isaías é jornalista especializada em educação e professora primária. Coordenou durante 15 anos o programa “El diario en el aula”, do jornal La Capital, de Rosário/Argentina.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Na era da Internet, mural offline vira canal de debate entre alunos de escola paulista

Se grande parte do interesse dos adolescentes está nas redes sociais, blogs e e-mails, os alunos de sétima e oitava série da Escola Estadual Carlos Maximiliano Pereira dos Santos, no bairro da Vila Madalena, na capital paulista, têm seguido por um caminho na contra mão dessa tendência para promover debates: um jornal mural, feito com recortes de revista, papéis coloridos e espaço para os alunos comentarem reportagens.

Com uma caneta na mão, os estudantes deixam no mural o que pensam a respeito da atuação do grêmio escolar, de casos de bullying e sobre perda da virgindade. Os responsáveis por levantar pautas, redigir reportagens e colar imagens do jornal “Junto e Misturado” são os 15 alunos da oficina de comunicação da escola, oferecida no contra turno das aulas, já que a escola estende a jornada educacional das 7h às 16h.

“Alguns alunos sentem falta da facilidade de pesquisar na Internet, mas percebemos que usando revistas e atividades manuais eles produzem de maneira mais criativa”, avalia o educador da oficina, Wagner da Silva. “Um dos participantes tem acesso à Internet no videogame portátil. Mas no dia que ele não levou [o aparelho], produziu de maneira mais livre e rápida”, observa.

O jornal mural é publicado, em média, a cada três semanas. A última edição trouxe para os estudantes a história da camisinha, além de impressões sobre perda da virgindade. A anterior cobrou o grêmio estudantil sobre as propostas prometidas na campanha. Em todas as edições existe um espaço para os leitores escreverem suas opiniões. O próximo “Junto e Misturado” deve abordar opções sexuais dos jovens.

“Uma professora contou que passou uma atividade de comunicação e os alunos da oficina questionaram sobre reunião de pauta. Eram etapas que ela não conhecia e aprendeu com eles, invertendo a ordem de aprendizagem”, conta Silva. “Com a oficina, os alunos passaram a fazer análises mais criticas e a colocar mais o que pensam”.

As oficinas de comunicação acontecem desde abril de 2008 e fazem parte do projeto Escola do Bairro, que tem o objetivo de promover educação integral na escola, unindo conhecimentos curriculares e saberes locais, integrando pais e professores. O projeto une ações desenvolvidas no Teatro da Vila e na Escola Técnica Estadual Guaracy Silveira, que funcionam no mesmo local da escola Maximiliano.

Além das oficinas de comunicação, os estudantes também podem participar de exibições de filmes e aulas de teatro e de canto. Desde junho, a escola conquistou apoio financeiro para manter as ações, por meio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Funcad) da cidade de São Paulo. Com o financiamento, a expectativa é a manutenção de uma equipe para o projeto e a replicação da iniciativa em outras escolas.

Fonte: Aprendiz

Palavras de Saramago

Compartilhamos abaixo matéria da Folha de S. Paulo sobre a coletânea "As palavras de Saramago", de Fernando Gómez Aguilera.

Livro reúne revela intimidade e opiniões de José Saramago

Há quase 20 anos José Saramago intriga Fernando Gómez Aguilera.
O escritor e ensaísta espanhol de 48 anos conheceu o Nobel português em 1993.
A partir daí já dedicou ao autor uma biografia ("José Saramago: A Consistência dos Sonhos", 2007), uma exposição e críticas literárias.
Além disso, é membro do conselho de curador da Fundação José Saramago.

Não bastasse, dedicou os últimos quatro anos a vasculhar centenas de reportagens, declarações e entrevistas concedidas por Saramago para jornais e revistas de vários países.
O resultado está na coletânea recém-lançada
"As Palavras de Saramago", reunião de frases e pensamentos.

O livro está dividido em três partes. A primeira é dedicada à vida íntima. A segunda tem como tema a literatura. A última traz o Saramago "cidadão", o feroz crítico do capitalismo, da globalização econômica e das desigualdades.

Fernando Gómez Aguilera e Saramago, em Lanzarote

"Saramago é uma das escassas referência intelectuais com alcance universal em nossa época", diz Aguilera. Na entrevista abaixo, ele comenta o livro.
Folha - O que a coletânea acrescenta à obra de Saramago?
Fernando Gómez Aguilera - As declarações fornecem chaves complementares para entender o autor e para conhecer suas opiniões. Constituem, no fundo, um tratado de sabedoria.
Saramago reclamava que as entrevistas pareciam "comida requentada". Porém, era presença constante na mídia.


Que papel tinha para ele essa exposição pública?
Saramago era um escritor dominado por seu rigoroso sentido de dever, incapaz de dizer não quando requisitado. Por isso se entregava a fundo na comunicação pública, de modo que foi capaz de construir uma sólida imagem de intelectual disposto a combater a inumanidade e a injustiça.

Saramago dizia que "aonde o escritor vai, vai o cidadão". Dizia não separar o artista do ser social. Nos últimos anos o lado político não teria sobrepujado o artístico?
Nos dez últimos anos, ele escreveu livros extraordinários. Desde 'O Homem Duplicado' a 'Caim'. O grande escritor e o cidadão comprometido conviviam sem causar dano ao outro, pelo contrário, reforçavam-se. Eram partes de um mesmo humanista ilustrado que combatia e irracionalidade e a crueldade.

Saramago gostava de dar entrevista? Certa vez ele disse que "amarga-me a boca a certeza de que tantas coisas sensatas que pude dizer durante a vida não terão, no fim das contas, nenhuma importância".
Saramago foi generosíssimo com os meios de comunicação, mas não deixava de reconhecer o cansaço que lhe produzia cumprir com essa parte de seu dever, tão exaustivo. Confessava, porém, que as entrevistas terminavam por parecer-lhe comida requentada. Mas era um escritor e um ser humano dominado por seu rigoroso sentido de dever, incapaz de dizer não. Pilar del Río o sabe melhor que ninguém. Por isso se entregava a fundo à comunicação pública, de modo que foi capaz de construir uma sólida imagem de intelectual incômodo, sério, para quem nada lhe era estranho, disposto a dizer sua verdade, a combater a injustiça e a assinalar com o dedo o poder que merecia ser censurado.

Saramago era bastante crítico em relação aos meios de comunicação. Acreditava que os jornais nada tinham a ver com a realidade e serviam aos interesses de grupos econômicos e políticos. Apesar disso, também foi jornalista e, principalmente, era presença constante na mídia, deu inúmeras entrevistas. Como o senhor avalia que ele encarava essa contradição?
Ele nunca se considerou um jornalista, apesar de sua relação com os meios de comunicação e de haver sido diretor adjunto do jornal 'Diário de Notícias' por um breve tempo em 1975. Sua vinculação com a imprensa como colaborador se produziu antes de ter fama como escritor. Por outra parte, não vejo contradição entre criticar os meios de comunicação e aparecer neles, se, como é seu caso, se faz isso sem renunciar a sua própria visão da realidade.

O período como jornalista teve alguma influência na obra de Saramago?
As crônicas jornalísticas constituem uma peça fundamental em sua literatura. Ele mesmo dizia que ali estava todo o que era como escritor. Lá está, em seu espírito, a atitude moral. Temos que retornar a suas crônicas, sobretudo as literárias, selecionadas em "A Bagagem do Viajante" e em "Deste Mundo e do Outro". Por outro lado, Saramago reconhecia que o jornalismo lhe envia ensinado a escrever 99 palavras onde só cabiam 99 palavras.

Acredita que o lado polemista, a atitude política de crítica ao sistema vigente, prejudicou a avaliação crítica da obra literária de Saramago?
A literatura de Saramago é melhor compreendida à luz da complexa personalidade do autor. O homem que escreve "Ensaio sobre a Cegueira" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" é o mesmo homem polêmico que ataca a religião e a democracia. Quem escreveu "Ensaio sobre a Lucidez" e "A Caverna", empregando o romance como veículo de reflexão e investigação, é a mesma pessoa que censurava o mercado e o capitalismo autoritário.

É possível perceber, por meio das declarações, uma evolução no pensamento do escritor ou ele sempre teve as mesmas ideias?
Em geral predomina um pensamento muito coerente, se bem que ao longo dos anos, especialmente a partir da década de 90, se manifesta uma maior intervenção pública e também um maior alcance geográfico, já que Saramago se universaliza. Mesmo assim, manteve as mesmas ideias sobre os temas fundamentais, evoluindo, talvez, para uma maior radicalidade em suas concepções e na expressão dessas ideias. Neste sentido, não estranha que Saramago chegara a definir-se, nos últimos anos de vida, como um comunista libertário.

De que forma o Prêmio Nobel contribuiu para essa mudança?
O Nobel deu a ele um meio formidável de expandir suas palavras pelo mundo. Saramago era consciente e não teve dúvida em aproveitar essa circunstância para participar da criação da opinião pública, para reforçar suas denúncias e fazer mais influentes seus pontos de vista e solidariedade.
Fonte: Folha de S. Paulo/ Foto: Divulgação

Congresso sobre competências digitais e alfabetização midiática

Nos dias 25 e 26 de novembro, em Bruxelas, na Bélgica, acontece o Media & Learning 2010. O congresso é voltado aos interessados nos últimos desenvolvimentos, serviços e usos da mídia na educação e na formação. O objetivo é "identificar as políticas e iniciativas que promovem as competências digitais e mediáticas em todos os níveis de educação e formação".

Veja os temas que estarão em debate:
• a urgência em desenvolver as competências digitais e de alfabetização midiática nos trabalhadores europeus;

• importância da incorporação das competências digitais e midiáticas entre profissionais e alunos em todos em todo níveis de educação e formação.

Mais informações no site http://www.media-and-learning.eu/
Fonte: Educomunicação

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mais uma do Rato de Sebo


Projeto divulgará metodologia que faz de jovem protagonista da escola

Até o final de 2010, os resultados do projeto Jovem de Futuro — que incentiva alunos a pensar em soluções para problemas da escola — deverão ser sistematizados como uma metodologia. Após três anos de aplicação em 98 escolas públicas de ensino médio, o objetivo é organizar dados e avaliações que verifiquem o impacto do projeto na aprendizagem dos jovens.

Os resultados deverão ser apresentados às secretarias estaduais de educação nos estados onde o projeto é aplicado (SP, RJ, MG e RS). A ideia não é tentar emplacar um modelo nas mais de 26 mil escolas de ensino médio do país, mas disseminar a proposta como uma alternativa para aumentar o rendimento dos alunos.“Primeiro concebemos e testamos o projeto. No segundo passo, vimos como o projeto funciona em escala maior. Depois, entramos na parte de disseminar para a rede”, explica o Coordenador Nacional do Jovem de Futuro, Vanderson Berbat.

Com duração de três anos, o Jovem de Futuro reúne ações, métodos e tecnologias que proporcionam às escolas um modelo de gestão participativa. Uma das ações é a formação dos chamados Agentes Jovens, que tem como intuito mobilizar garotos e garotas das instituições de ensino, além de ampliar a atuação deles na comunidade.“Queremos que o jovem seja protagonista, ator dentro da escola. Além de beneficiar a si próprio, beneficia também o seu entorno. Ele percebe que tem uma serie de responsabilidades para melhorar a escola. Trabalhamos com mobilização para ele pensar qual é o modelo de escola que ele quer”, diz o coordenador.

Reconhecido por Berbat ainda como um grande desafio, diminuir a evasão escolar também é um dos objetivos do projeto. “O que percebemos é que quando as escolas são convidadas a pensar nos seus problemas junto com a comunidade, elas conseguem reagir melhor”, acredita.

De acordo com o coordenador, é falsa a ideia de que a situação das escolas públicas não pode ser melhorada. “Pode sim. Com um investimento de 10% do que o sistema público gasta por aluno por ano [R$170], aliado a assessoria e estratégia, é possível que os alunos tenham um rendimento duas vezes melhor do que em uma escola sem o Jovem de Futuro”.

O Instituto Unibanco, idealizador do projeto, vai organizar um fórum nacional em 25 de novembro. Jovens das 98 escolas do projeto vão participar do encontro. A previsão é de que aproximadamente 480 deles estejam presentes.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Desirèe Luíse 16/09/2010

Em dez anos, programa forma 3 mil jovens para atuar na comunidade

O Programa Aprendiz Comgás (PAC), que prevê estimular adolescentes de São Paulo a desenvolverem projetos comunitários, formou 2974 jovens entre os anos 2000 – quando foi criado – e 2009. Com os participantes de 2010, o número de formados ultrapassa três mil. Nesse período, os jovens implantaram cerca de 700 projetos.

Ao adotar a participação e a mobilização social como mecanismos de exercício da cidadania, o programa propõe que cada grupo de adolescentes planeje projetos de ação social responsável. Direcionado para quem tem entre 14 e 18 anos, o PAC pretende estimular o adolescente a atuar em sua comunidade como protagonista. O programa trabalha com a chamada tecnologia social Aprendiz Comgás. O método propõe que os jovens sejam idealizadores, coordenadores e executores dos projetos. A ideia é demonstrar que as mudanças devem começar pela atuação local. Com foco nos temas saúde, meio-ambiente, cidadania e comunicação, eles participam de atividades que englobam educação e trabalho.

A turma de 2010 terá seus projetos finalizados em dezembro. Os trabalhos desenvolvidos são variados: a revitalização do espaço de uma escola, incluindo a manutenção de uma horta, a criação de um blog para divulgar o que está acontecendo no bairro, e até ensinar capoeira, construindo os instrumentos musicais do jogo com materiais recicláveis. Os jovens escolhem qual será a temática de seus projetos.

“Temos ferramentas tanto para que ele pense sobre um problema da comunidade, quanto para que possa elaborar um projeto de solução. Há processos de fortalecimento do grupo, para que o jovem possa falar, colocar sua ideia e trocar informações”, explica a gestora do PAC, Ivy Moreira. “Trabalhamos com a articulação do que chamamos de ativo da comunidade, o jovem aprende a olhar possíveis parceiros, e como chegar nele para desenvolver ações”.

Além de articulação de parcerias, os participantes do PAC trabalham conceitos de mobilização social, captação de recursos e passam por oficinas específicas. A formação conta com a supervisão de uma equipe de educadores na condução das atividades.De acordo com Ivy, o elemento central do programa é o estímulo da autonomia. “De forma crescente, estamos sempre estimulando o jovem a acreditar que ele é capaz. Ele não está acostumado a ter autonomia e lidar com isso”, diz. “No início, sente-se meio travado, mas apostamos fichas nele e não há problemas em esperar que corresponda”.

O PAC também atua na formação de professores. O foco do trabalho é apresentar aos educadores maneiras de estimular os adolescentes a agirem em prol da comunidade. Até o final de 2010, 60 professores serão formados.

Atuando no programa desde 2006, Ivy ressalta que o momento atual do PAC é de transição. Para ela, já está claro que o método utilizado funciona. A partir dos resultados obtidos, os próximos passos serão de reestruturação.O PAC, uma parceria entre a Comgás e a ONG Cidade Escola Aprendiz, vai selecionar jovens para a 17ª turma em outubro. Os aprovados para as 40 vagas participarão do programa em 2011. Podem se inscrever jovens de 14 a 18 anos, estudantes do ensino médio ou técnico, que queiram elaborar projetos sociais em benefício de sua escola, rua ou bairro.

Para mais informações sobre o PAC, escreva para pac@aprendiz.org.br
Fonte: Portal Aprendiz/ Texto: Desirèe Luíse

Tools for school - Digital document annotation on an iPad, iPod Touch, or laptop

Tools for school - Digital document annotation on an iPad, iPod Touch, or laptop

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Retrato da educação na mídia impressa

Compartilhamos pesquisa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI sobre como a educação é retratada na mídia impressa. A pesquisa é de 2005, mas vale a pena ler a publicação para compreender os aspectos metodológicos e a análise da mesma. Quem sabe você não resolve fazer uma pesquisa parecida?!

A EDUCAÇÃO NA IMPRENSA BRASILEIRA
Citação: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DOS DIREITOS DA INFÂNCIA e MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – A educação na imprensa brasileira: responsabilidade e qualidade da informação. Brasília, 2005.

Para acessar a publicação basta clicar aqui!

Resumo:
Este documento apresenta resultados da pesquisa A Educação na Imprensa Brasileira, em sua versão preliminar que teve a finalidade de subsidiar as discussões do seminário nacional A Educação na Imprensa Brasileira: Responsabilidade e Qualidade da Informação, realizado no dia 18 de maio de 2005, em São Paulo.Compõem o primeiro bloco da publicação um Resumo Executivo – com um breve apanhado dos principais dados da pesquisa –, seguido de um Panorama Geral que apresenta uma avaliação aprofundada, dividida em 10 seções, dos diversos resultados quanti-qualitativos do estudo. Ao final, é descrita a metodologia utilizada na pesquisa e apresentado o rol dos consultores que participaram da elaboração das reflexões contidas no documento.A segunda parte da publicação agrega, em seus 13 capítulos, considerações sobre importantes aspectos da cobertura jornalística acerca de temáticas específicas relacionadas à Educação. Ao final, o ultimo capítulo oferece dados adicionais sobre a construção da notícia.

Pesquisa:A pesquisa avaliou ao todo 5.362 textos relacionados à Educação, publicados por 57 jornais durante o ano de 2004. A metodologia de análise das notícias foi aplicada de maneira diferenciada aos 3.976 textos jornalísticos que tratavam a Educação como foco principal, e aos 1.386 textos em que a menção à Educação era lateral. A amostra foi obtida por meio de 36 palavras-chave relacionadas ao tema.

Artigos:
* Richard Hartill – Mestre em Administração Pública, especialista em políticas de emprego e setor informal e diretor de Programa para a América do Sul da Save the Children Reino Unido
* Marcelo Coelho – Folha de S. Paulo
* Rosana Heringer – Coordenadora-geral de programas da Action Aid Brasil
* Jarbas Novelino Barato – Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em tecnologia educacional pela San Diego State University

Entrevistas:
* Antônio Góis – Folha de S. Paulo
* Fernando Rossetti – Diretor executivo do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE)
Realização: Ministério da Educação/ ANDI
Apoio:Unesco

Pensamento audiovisual - um jornal de vídeos acadêmicos


Segundo o próprio site www.audiovisualthinking.org/, Audiovisual Thinking é o primeiro jornal acadêmico de vídeos sobre audiovisual, comunicação, mídia e design.

O jornal é um fórum pioneiro no qual acadêmicos e educadores podem articular-se conceitualizar e disseminar suas pesquisas sobre "audiovisualidade" e cultura audiovisual a partir do vídeo.
Leia abaixo o Manisfesto do site (original em inglês):
The Academic Video Manifesto
For hundreds of years, scholars have been limited to the written word and the occasional 2D illustration, but today, the revolution in affordable audiovisual technology is challenging the dominance of text as the primary means of communication and expression. We believe that scholars should also have the right to express themselves and their research and ideas in any (and as many) formats and media that they see fit.

In this respect we see Audiovisual Thinking as a laboratory for experimentation in new forms of academic analysis, discussion and presentation. To encourage us to think in an original way, as well as to rethink what an academic text can be, we would ask that contributions to this journal adhere to the following rules. Submissions should:
* be (audio)visual
* disseminate new observations, knowledge, insights or theories, thereby adding to the existing body of knowledge
* acknowledge previous knowledge, insights or theories, and build upon this existing body of knowledge
* credit all sources and references, be they visual, written or oral
* be self-critical and self-reflective
* form a coherent piece of media, that is possible to store as one computer file which can be easily shared.
Tá curioso(a)? Entra no site e dá uma vasculhada. Boa navegação!

Infância e Consumo

Se você já parou para pensar a relação infância e consumo vale a pena conhecer o livro Infância e Consumo: estudos no campo da comunicação. A obra nos ajuda a refletir sobre o tema a partir de um painel composto pela opinião de diversos especialistas e estudantes. Veja abaixo o resumo do livro e se quiser ter acesso a ele online, basta clicar aqui.

O impacto da mídia sobre o desenvolvimento infantil tem sido objeto de numerosos estudos e pesquisas em todo o mundo. O crescimento vertiginoso do volume e da velocidade de informações em circulação coloca crianças e adolescentes em um contexto em que são constantemente instigados a olhar e perceber o mundo a partir da perspectiva proposta pelos meios de comunicação.

É nesse contexto que a ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e o Instituto Alana lançam o livro “Infância e Consumo: estudos no campo da comunicação”, que reúne 11 artigos redigidos por especialistas e por alunos de graduação de diferentes universidades brasileiras. Por um lado, são apresentados debates sobre os impactos negativos da exposição de meninos e meninas a determinados conteúdos. Por outro, avaliam-se as potencialidades dos meios de comunicação como elemento de socialização e educação.

Artigos de especialistas oferecem uma visão ampla sobre três eixos centrais:
• Inês Silvia Vitorino Sampaio: Marketing, Publicidade e a Construção do Público Consumidor Infantil.
• Guilherme Canela: Programação Infantil de TV e seu Impacto sobre as Crianças.
• Regina de Assis: A Mídia no Contexto Educacional.

Artigos de estudantes de graduação – desenvolvidos em conjunto ou com o apoio de seus orientadores – relatam os resultados de pesquisas aplicadas na área, resumindo as principais contribuições de Trabalhos de Conclusão de Curso produzidos em 2007 com o apoio de bolsas concedidas pelo Programa InFormação, da ANDI, em parceria com o Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana.

Realização: ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância e Projeto Criança e Consumo do Instiuto Alana

O que a Internet está fazendo com os nossos cérebros?

Veja abaixo entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo com Nicholas Carr, sobre seu livro The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains, em breve traduzido para o português. Se quiser conhecer mais sobre o autor, basta acessar o site http://www.nicholasgcarr.com/ Boa leitura!!!


Nicholas Carr cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro "The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains" (que poderia ser traduzido como "No Raso - O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros" e será lançado no Brasil pela Agir).

Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros. O livro já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos. Está sendo traduzido em 15 línguas.

Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com as "tecnologias de tela" é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção. Leia abaixo trechos da entrevista telefônica dada por Carr da casa de parentes em Evergreen, Colorado, onde se refugiou depois de evacuado por força de incêndios florestais perto de sua casa nas montanhas Rochosas.

Folha - O livro deplora a internet como ameaça à mente formada pela invenção de Gutenberg, que nos deu o Renascimento e o Iluminismo. Mas Gutenberg também não destruiu a mente e a filosofia medievais? Ou seria mais preciso dizer que as invenções amplificam e continuam a cultura do passado?

Nicholas Carr - Toda tecnologia de comunicação e escrita traz mudanças. Isso é verdadeiro mesmo para o período anterior a Gutenberg, com a invenção do alfabeto, pela maneira como alterou a memória humana e nos deu maior capacidade de intercambiar informação. A internet, assim como tecnologias anteriores, amplifica certos modos de pensar e certos aspectos da mente intelectual, mas também, ao longo do caminho, sacrifica outras coisas importantes.

Se a leitura e a reflexão profundas estão em risco, como explicar o sucesso de coisas como o Kindle e seu livro?

As coisas não mudam de imediato. O número ao menos dos que leem livros sérios vem caindo há um bom tempo, mas haverá pessoas lendo livros por muito tempo no futuro. Meu argumento é que essa prática está se mudando do centro da cultura para a periferia, e as pessoas começam a usar a tela como sua ferramenta principal de leitura, não a página impressa. Acho também que, à medida que mudamos para dispositivos como Kindle ou iPad para ler livros, mudamos nossa maneira de ler, perdemos algumas das qualidades de imersão da leitura.

O que pode ser feito em termos práticos e individuais para resistir a tal tendência?

Não escrevi o livro para ser do tipo de autoajuda. A mudança que estamos vendo faz parte de uma tendência de longo prazo, na qual a sociedade põe ênfase no pensamento para a solução rápida de problemas, tipos utilitários de pensamento que envolvem encontrar informação precisa rapidamente, distanciando-se de formas mais solitárias, contemplativas e concentradas.

Por outro lado, como indivíduos, nós temos escolha. Mesmo que a desconexão se torne mais e mais difícil, pois a expectativa de que permaneçamos conectados está embutida na nossa vida profissional e cada vez mais na visa social, a maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa.

As escolas deveriam restringir o uso da internet pelos alunos, em lugar de se lançar de cabeça na tecnologia?

Sim. Nos EUA tem havido uma corrida para considerar que computadores na escola são sempre uma coisa boa, até mesmo uma confusão da qualidade do ensino com o tempo que os alunos passam conectados. É um erro.

Certamente os computadores e a internet têm um papel importante a desempenhar na educação, e as crianças precisam aprender competências computacionais, a usar a internet de maneira eficaz. Mas as escolas precisam perceber que essa é uma maneira de pensar diferente de ler um livro. É preciso dar tempo e ênfase, no ensino, para desenvolver a capacidade de prestar atenção em uma única coisa, em vez de mover sua atenção entre diversas coisas. Isso é essencial para certos tipos de pensamento crítico e conceitual.

O sr. consideraria a internet responsável pela epidemia de casos de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)?

Não tenho certeza de que a ciência sobre isso seja definitiva, ainda. Há indicações de que as tecnologias que as crianças usam, de videogames a Facebook, possam contribuir para TDAH. É algo que precisa ser mais estudado. Para os pais preocupados com a capacidade de seus filhos de manter a atenção, poderia ser apropriado restringir as tecnologias.

A TV e o rock também já foram acusados no passado de ameaçar os intelectos jovens, mas não há carência de novos escritores e artistas.

Sempre que uma tecnologia nova e popular aparece, há pessoas que adotam uma visão exageradamente otimista, de uma utopia social, e pessoas que adotam uma visão exageradamente negativa, de que ela vai destruir a civilização. No livro tento não adotar uma visão unilateral da tecnologia, porque acho que ela tem muitas coisas boas, do acesso mais fácil à informação até novas ferramentas para autoexpressão.

Meu temor é que, na medida em que empurramos celulares, smartphones e computadores para as crianças em idades cada vez mais precoces, elas não venham a desenvolver as habilidades mentais mais contemplativas e atentas. Isso seria uma grande perda para a cultura, pois a expressão artística requer reflexão mais calma, tranquila, introspectiva.

É concebível que a internet possa mover-se numa direção que combine os poderes da informação visual com os do texto para promover pensamentos em profundidade?

Tudo é possível, mas cada tecnologia que usamos para fins intelectuais tem certos efeitos e reflete um conjunto particular de premissas sobre como devemos pensar. A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. A tecnologia pode mudar rapidamente, mas não vejo razão para pensar que vá [noutra direção].

Fonte: Folha de S. Paulo 20/09/2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Henry Jenkins entrevista um dos gênios dos quadrinhos, Neil Gaiman

Vale a pena ouvir a entrevista que Gaiman deu a Henry Jenkins, um dos autores mais prestigiados do mundo em relação a convergência cultural/midiática. A entrevista faz parte de um DVD que você pode acessar aqui.

Resumo do vídeo: Bestselling author, screenwriter and comics luminary Neil Gaiman, interviewed by Henry Jenkins as part of the Julius Schwartz Memorial Lecture. The lecture was hosted by the Comparative Media Studies program at MIT, and was founded to honor the memory of longtime DC Comics editor Julius "Julie" Schwartz, whose contributions to our culture include co-founding the first science fiction fanzine in 1932, the first science fiction literary agency in 1934, and the first World Science Fiction Convention in 1939. Schwartz went on to launch a career in comics that would last for well over 42 years, during which time he helped launch the Silver Age of Comics, introduced the idea of parallel universes, and had a hand in the reinvention of such characters as Batman, Superman, the Flash, Green Lantern, Hawkman and the Atom.

Alguns minutos com Henry Jenkins

Henry Jenkins, MIT Professor and author of "Convergence Culture" talks about the new media landscape. Highest Common Denominator Media Group - www.hcdmediagroup.com

The New Media Literacies

Members of the research team at Project New Media Literacies discuss the social skills and cultural competencies needed to fully engage with today's participatory culture. Featuring Henry Jenkins, and produced by Anna Van Someren at Project New Media Literacies. See more NML videos at http://techtv.mit.edu/collections/new...

Como a tecnologia e o ensino a distância podem revolucionar a educação

Com o tema “Como a tecnologia e o ensino a distância podem revolucionar a educação”, Luciana Allan, Diretora Técnica do Instituto Crescer (www.institutocrescer.org.br), participou de um debate no progama Urban View, na allTV (www.alltv.com.br), que transitou sobre as possíveis inovações e contribuições que as tecnologias podem proporcionar ao setor da educação.

Para Luciana, especialista em tecnologia aplicada a educação, as novas tecnologias, como iPad, redes sociais e plataformas para educação a distância, têm um considerável potencial para contribuir com a ampliação do acesso e o aumento da qualidade de ensino e aprendizagem no Brasil.

No debate, ela salientou a complexidade de se discutir sobre a contribuição de tecnologias para educação em um país onde ainda há falta de infraestrutura básica nas escolas, com grande número de unidades ainda não informatizadas, deficiência na formação de professores e uma grande parcela de instituições que dificultam o uso de seus computadores pelos alunos.

“É muito complicado falar em novas tecnologias na educação em um país onde não se consegue ainda suprir sequer necessidades básicas. Sem uma política pública efetiva de inclusão tecnológica e social é praticamente impossível avançar nesta área”, explica Luciana Allan.
Veja o vídeo da entrevista:

Luciana Maria Allan - 18/08/2010 - Urban View from Urban Systems on Vimeo.

Sobre o Instituto Crescer
O Instituto Crescer é uma ONG fundada em 2000 com foco em desenvolvimento humano, ampliação da cidadania e responsabilidade social. Desenvolve diferentes projetos nas áreas socioambientais, sociodigitais, de qualificação profissional e participação social. Seus principais parceiros são Microsoft, VALE, Odebrecht Óleo & Gás, Instituto Alana, Instituto Votorantim, Votorantim Metais, Conselho Britânico e EDP Energias do Brasil.

Perfil Luciana Allan
Luciana Allan atua na área de Informática Educacional há mais de 10 anos, principalmente em atividades relacionadas à formação e capacitação de professores. Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e doutoranda pela Faculdade de Educação da USP, ocupa o cargo de Diretora Técnica do Instituto Crescer, participando na gestão de projetos sociais em parceria com grandes empresas.

Fonte/Texto: Assessoria de Imprensa Instituto Crescer

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Grupo Stomp - Newspapers

No nosso momento cultural do blog apresentamos vídeo do grupo Stomp, tendo como tema Jornal. A trupe foi criada no Reino Unido e este ano completou 15 anos de existência. Um dos artistas mais antigos do grupo é o percussionista baiano Marivaldo dos Santos, de 37 anos, que mora em Nova York desde 1991.
O Stomp já teve indicações ao Oscar e ao Festival de Cannes, além de premiações no Emmy e Olivier Award.