terça-feira, 1 de março de 2011

Livro/Filme Fahrenheit 451

Com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, o livro de Bradbury revela apreensão de uma sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.

Nesta obra de Bradbury, indicada por um dos nossos leitores, descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre.

'Fahrenheit 451' é dividido em três partes: "A lareira e a salamandra", "A peneira e a areia" e "O clarão resplandecente". O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred.

451 graus Farenheit, ou 233 graus Celsius, é a temperatura de combustão do papel comum. Logo, dos livros. E os livros são os instrumentos que "incendeiam" as ideias. A sociedade de Farenheit 451, porém, é uma sociedade que preza a paz acima de tudo.Fahrenheit 451 termina com um leve otimista. É dito que a sociedade que Montag conheceu foi quase totalmente dizimada, e uma nova sociedade estaria nascendo de suas cinzas, com um destino ainda desconhecido. Nesse novo mundo, as pessoas que liam livros de forma outrora oculta começam a revelar-se, explicando a todos os demais de onde vieram de que forma o conhecimento que detem poderá transformar a vida de todos de forma positiva.

"Farenheit 451, de Ray Bradbury (264 pp., tradução Cid Knipel), é de fato considerada uma das maiores obras-primas de ficção científica de todos os tempos."

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