segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Escola, Cultura e Comunicação": call for papers

O professor Manuel Pinto, da Universidade do Minho, dá a dica do 40º Congresso do Instituto Internacional de Sociologia, que acontecerá em Nova Delhi, Índia, entre os dias 16 e 19 de fevereiro de 2012.

As chamadas para papers já estão abertas e, por sugestão dos investigadores portugueses, professores João Teixeira Lopes (Univ do Porto) e Benedita Portugal e Melo (Univ de Lisboa), haverá a sessão "Escola, Cultura e Comunicação".

As manifestações de interesse e resumos poderão ser enviadas aos professores pelos e-mails: jmteixeiralopes@gmail.com e mbmelo@ie.ul.pt até ao dia 25 de agosto de 2011. O resultado de aceite (ou não) será comunicado em até um mês.


Texto da chamada para trabalhos na sessão "Escola, Cultura e Comunicação":"Sistema educativo e meios de comunicação social fazem parte integrante das sociedades do terceiro milénio. Não é só a experiência mediática e mediatizada que nos permite compreender o actual funcionamento das sociedades ocidentais. A omnipresença da escola no quotidiano dos cidadãos também marca decisivamente a forma como se estruturam as relações sociais, se definem estilos e projectos de vida, produzindo identidades sociais e profissionais. Não obstante o processo de consolidação destes dois campos sociais, os objectivos que presidiram ao seu desenvolvimento foram coincidentes, tendo contribuído decisivamente para definir a natureza do espectro simbólico-ideológico das sociedades modernas. Actualmente, a sua interpenetração é bastante bem vista. Os media dão cada vez mais destaque aos assuntos da educação, dedicando-lhes secções e suplementos específicos. À medida que a escola se torna parte integrante do quotidiano dos cidadãos, a acção dos actores escolares vai sendo objecto de um escrutínio público mediatizado. Resta saber que tipo de efeitos este escrutínio provoca nas representações sociais que a população vai construindo sobre a escola.




A inclusão dos media na escola tem vindo a ser cada vez mais defendida. Como é que os professores respondem a este desígnio?


Em que medida é que a utilização dos media no sistema de educação formal (re)concilia os estudantes com a escola e lhes permite atribuírem um sentido (renovado) ao trabalho escolar?


Por outro lado, como é que são geridas as contradições entre princípios de socialização e de legitimação diferenciados, provenientes quer dos media, quer da escola?


Que efeitos provocam nas actividades curriculares e extra-curriculares?


Esta diferenciação de matrizes valorativas tem tradução nos esquemas de percepção e de acção de professores e alunos, gerando uma pluralidade nos seus patrimónios individuais de disposições (Lahire)?


Em que medida é que o capital cultural «clássico» é perpassado por novas lógicas de estruturação, em boa parte devedoras da influência da economia mediático-publicitária?"

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