terça-feira, 19 de julho de 2011

O que os rádios têm em comum com as mídias sociais?

Compartilhamos texto publicado no Blog @Mídia8. Boa leitura. Boas reflexões!

Uma mídia que, no Brasil, tem mais de 80 anos e que foi inaugurada oficialmente do alto do Corcovado poderia ter alguma coisa em comum com uma mídia que a priori reúne todos os avanços tecnológicos imagináveis e inimagináveis? Existe uma pequena palavra que é capaz de conjecturar a universalidade de ambos os meios de comunicação aqui citados: a instantaneidade.

Sabe o porquê que o rádio não morreu e nem está enfermo? Exatamente porque nele está presente o que não se encontra nos impressos e nem na TV, ou seja, a capacidade de falar diretamente com o público e manter uma relação mais próxima. O rádio está tão presente quanto às mídias sociais estão nas vidas dos cidadãos brasileiros e, por ser o primeiro veículo de comunicação de massa que proporcionou o imediatismo à notícia, pois ele é capaz de difundir o fato no mesmo momento em que ele acontece (Beltrão, 1968), tem muito que ensinar para os alfarrábios da comunicação online. O rádio permite que o homem torne-se parte do processo, que seja o receptor mais veloz das informações que são transmitidas, pois tem total condição de ser o mais ágil de qualquer outro meio, competindo apenas com a internet.

Notando essa característica, as rádios passam por processos constantes de migração para a internet, conseguindo seu sustento e ganhando seu espaço no mundo virtual. As mídias sociais têm uma receita simples a seguir. Acredito que quem considera as características básicas de uma locução radiofônica e adapta para o cotidiano das atualizações online tem grandes chances de sucesso.

Para receber uma mensagem através de um rádio, basta ouvir, o que já é uma grande vantagem em cima de qualquer outra mídia existente. Ninguém fica sem obter a informação, nem mesmo os analfabetos, que ainda são muito presentes em nosso país, infelizmente. Além de, é claro, estar livre de fios e tomadas. Já com as mídias sociais, o receptor precisa mais do meio para captar a mensagem, porém conta com a mesma vantagem que os outros veículos não possuem. A velocidade da informação ainda será o maior motivo de alguém, em qualquer lugar do mundo, procurar por um meio de comunicação com o intuito de poder contar e ter a certeza que, através dele, ele estará bem aparado.


O fato de ser novo é a certeza de que a curiosidade tomará conta do ser que, logicamente, fará o possível para suprir todas as suas necessidades, tendo em vista o que para ele, no momento, é uma caixa de surpresas. Portanto, não descarte a possibilidade de tudo o que estamos vivendo hoje e que acreditamos ser o futuro da sociedade e dos meios de comunicação precisar um dia se reinventar como a rádio está fazendo agora. Acontece que sem instantaneidade e sem novidade nada acontece. Imagina o quão seria enfadonho ter que conviver sem novas coisas a serem pesquisadas? Bem-vindo ao maravilhoso mundo da comunicação. Aqui tudo acontece e é bem mais complexo do que imaginamos.


Para mim, a tendência – e isso não é novo para ninguém – é que todos os meios de comunicação existentes passam a se concentrar em um único lugar, o ciberespaço, mas sem perder suas características iniciais. Adaptação é importante, adequação é necessário e domínio é a regra do jogo. Se você tivesse nascido em 1934 acreditaria que outro veículo de comunicação pudesse existir? Então porque você está acreditando que a internet é última grande criação da humanidade? Já ouvi dizer por aí que nós usamos somente 12% da capacidade de nosso cérebro e que nossos ancestrais usavam menos ainda. A internet é um pintinho saindo do ovo!
Fonte: Blog @Midia8 - Por Tamyris Torres, jornalista, webwriter, redatora e analista de mídias sociais da Universidade Castelo Branco (UCB). Fotógrafa profissonal e blogueira por amor, dom e diversão. @tamyris_torres Fonte da imagem: 1 e 2.

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