quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Educomunicação: o que é e o que faz o profissional dessa nova carreira



Compartilhamos texto de Silvana Chaves publicado no Portal Comunique-se, em 26/08, sobre o profissional da Educomunicação. Boa leitura! Boas reflexões!
A palavra remete a estudo e teoria, mas o papel de um educomunicador na sociedade vai além do que lecionar a respeito das teorias da comunicação. Trocando em miúdos, esse novo profissional será um consultor para a mídia e o terceiro setor, trabalhando diretamente na área de interface da comunicação e educação, além de ser habilitado para dar aulas de Comunicação no Ensino Médio, otimizando o relacionamento dos alunos com as ferramentas de linguagem - internet, livros ou audiovisual.

O curso Educomunicação, recém-criado no Brasil, existe apenas na Universidade de São Paulo (USP). A graduação será oferecida em 2012 na Universidade Federal de Campina Grande (PB), só que no formato de bacharelado. A modalidade de licenciatura em Educomunicação fez parte do vestibular pela primeira vez em 2010 e é oferecida pela Escola de Comunicação e Artes (ECA).

Apesar de estar disponível apenas na USP, o conceito de Educomunicação é antigo no País, afirma o professor Ismar de Oliveira Soares, criador e coordenador do curso de graduação. “Em 1999 foi concluída uma pesquisa nossa com o apoio da Fapesp que identificou e analisou ações conjuntas de comunicação e educação em 12 países da América Latina, além de Portugal e Espanha. Até aí, questões ambientais, de etnia e gênero, principalmente nos países emergentes estavam utilizando mídias alternativas e implementando projetos sem nenhum profissional com formação específica nessa área, até porque não existia. Estava sendo delineada uma carreira nesse processo. Nessa época foi difundido o conceito de sustentabilidade socioambiental, que passou a ser cobrado das empresas, da mídia, da educação. E aí o jornalista e o relações públicas já tinham seus papéis definidos no mercado”, explica.

Trocando informações, unindo conhecimentos
O conceito mais forte que pode ser notado na carreira do educomunicador é o mix entre as diversas áreas do conhecimento – antropologia, atendimento de áreas emergentes, sustentabilidade, história, línguas, ciências exatas - mediadas pela comunicação, uma ferramenta que se bem usada, pode potencializar o que cada campo tem de melhor no processo educativo.

De acordo com Soares, “o curso estará sempre muito vinculado à prática social. Na verdade, a universidade só está sistematizando processos que já existem na sociedade”.

Para quem tem dúvidas se essa carreira oferece campo de trabalho, o professor da USP mostra uma perspectiva animadora. “Há uma demanda muito grande por esse profissional. O governo, por exemplo, tem o programa Mais Educação, criado para ajudar a melhorar as escolas com piores índices de rendimento no País. Atualmente o Brasil tem cerca de 3.400 escolas com muito material de comunicação e nenhum profissional específico que domine as teorias e técnicas de Comunicação e outras formas de expressão lingüística para lecionar aos alunos. Hoje, infelizmente, a mídia em si está distante de realidade escolar. É um desperdício”, completa Soares.

Mais a respeito do curso Licenciatura em Educomunicação acesse a página da ECA. Para fazer parte da segunda turma de Educomunicação, é preciso se inscrever no vestibular Fuvest, entre o dia 26 de agosto e 9 de setembro de 2011. São oferecidas 30 vagas no período noturno. A graduação tem duração de quatro anos ou oito semestres.


Fonte: Comunique-se

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