sábado, 20 de agosto de 2011

Remixofagia - Alegorias de uma revolução


Remixofagia - Alegorias de uma revolução from FLi Multimídia on Vimeo.

A dica do vídeo acima, chamado Remixofagia, foi do professor Nelson Pretto, da UFBA. Vale a pena ver o vídeo mais de uma vez, com sentidos em alerta para permitir uma reflexão sobre o que ele tem a nos dizer e o que isso tem a ver com Educação, com Cidadania, com Leitura.


O vídeo foi produzido pela Casa da Cultura Digital, remixado/dirigido por Rodrigo Savazoni e pela produtora Filmes para Bailar. Sua produção começou durante o Fórum da Cultura Digital 2010.


Os blogs "Autoria em rede", "Novas Medias" e "Mistura Urbana" postaram sua posição sobre o vídeo (abaixo). Mas o que você pensa disso tudo? Veja o vídeo, leia os textos, informe-se, reflita e forme sua própria opinião!


Blog Autoria em Rede
"O vídeo “Remixofagia – Alegorias de uma revolução” mostra em pouco mais de 15 minutos a riqueza e a potencialidade do trabalho que estava sendo feito pelo Ministério da Cultura no governo Lula, primeiro com Gilberto Gil e depois com Juca Ferreira. Gestões antenadas com as novas tecnologias de comunicação, ao mesmo tempo em que resgatavam o espírito antropofágico da cultura brasileira. O resultado: uma multidão de agentes culturais produzindo e trocando pelo vasto território nacional através dos Pontos de Cultura.
O vídeo pode ajudar a entender o que está por trás da disputa em torno da política do atual MinC, com Ana de Hollanda à frente, que privilegia a cultura como negócio produzido pelas indústrias cultural e criativa. Falam agora em levar cultura ao povo, defendem uma cultura de elite, profissional, em contraste com a cultura “amadora” gerada pelo próprio povo. São dois entendimentos opostos sobre o que é cultura e, acima de tudo, sobre o que um governo do Partido dos Trabalhadores, portanto de perfil popular e social, deva fazer nesse campo". 
Blog Mistura Urbana (com a colaboração da leitora Daniela Bataglia)

“Tecnologia é algo que vive dentro dos seres humanos e suas culturas. Existe uma força independente que vive dentro da cultura, e a cultura expressa essa força, e essa força expressa cultura. Elas são como o Yin e o Yang, em sua relação todo o tempo”.
Linda citação desse vídeo, que ilustra bem o papel da tecnologia nos dias de hoje. A manifestação do desejo e necessidade do ser humano tornar-se mais próximo, resultando na unidade, que revela então o verdadeiro “poder”, não centralizado, dividido igualmente para todas as pessoas. E assim, uma nova cultura começa a se expressar novamente…. Ciclos  e movimentos do Yin e do Yang, por assim dizer".
Blog Novas Medias



"A produção (de Remixofagia) começou no Fórum da Cultura Digital 2010, e é por isso que muitos dos depoimentos ali vistos tem aqueles tijolinhos bonitos da Cinemateca (local onde aconteceu o Fórum do ano passado) ao fundo. Entre os depoimentos, Pablo Capilé, do Circuito Fora do Eixo (em momento filósofo Capilé das Bolas), Pedro Markun, da Esfera e também da Casa da Cultura Digital, o provocador da cultura digital Cláudio PradoAlfredo Manevy, ex-secretário executivo do MinC, John Perry Barlow, ativista e co-fundador da Eletronic Frontier Foundation, além dos ex-ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira, entrevistados na Cinemateca mas numa sala sem os tijolinhos ao fundo, e diversos outros.

Comentávamos por aqui, e com os próprios produtores/diretores do curta e diversas outras pessoas, que faltava um tipo de video que tentasse explicar o atual momento pela via da cultura digital brasileira. Nos ciclos copy, right? (primeiro e no 2.0), quase todos os filmes exibidos eram de outros países por conta dessa carência – embora boa parte deles trouxessem casos brasileiros como exemplos. O único nacional passado foi Brega S/A, que, focado no criativo modelo de negócio do tecnobrega paraense, tangenciava a cultura digital sem tentar compreendê-la. Natural, pois não era esse o foco.

"Remixofagia” toca direto na questão da cultura digital pelo viés brasileiríssimo-antropófogo de personagens como Macunaíma – aqui na cara que acostumamos a vê-lo, como Grande Otelo no filme de Joaquim Pedro de Andrade de 1969 – e por causos como o dos índios caetés que, em 1556, comeram o bispo sardinha, no “acontecido que fecundou a terra e deu origem ao espírito do Brasil”, como diz as legendas no filme.

A mesma Caetés de onde saiu os comedores (literalmente) do Bispo Sardinha é terra de outro “filho antropófogo” brasileiro: Lula. A partir de então, é o ex-presidente que guia o vídeo com suas falas, aparições e, principalmente, com o seu proclamado resgate da ideia de que a antropofagia é a profissão de fé do povo brasileiro – o que é ilustrado com a presença de Gil, um tropicalista, no ministério da cultura. (...)"

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