sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Jornalistas sofrem abuso sexual no Cairo

Até quando as mulheres jornalistas serão vítimas deste tipo de violência enquanto trabalham? Até quando mulheres sofrerão abusos e violências sexuais sem que seus agressores sejam devidamente punidos?  Como a educação pode prevenir casos como esses?



Duas jornalistas, uma de nacionalidade egípcia-americana e outra francesa, afirmaram ter sido vítimas de violência sexual enquanto trabalhavam na cobertura das manifestações contra o governo egípcio no Cairo.
Mona el Tahawy, colunista do jornal americano "Washington Post" e de publicações do Canadá e Israel, alegou ter sido atacada por integrantes da unidade de controle de distúrbios da polícia do Egito.
Ela afirmou ter sido presa e levada para o edifício do Ministério do Interior, onde teria sido agredida e tido o braço esquerdo e a mão direita quebrados.
"Cinco ou seis homens me cercaram, tatearam e agarraram meus seios e minha área genital. Perdi a conta de quantas mãos tentaram entrar em minha calça", escreveu Tahawy em sua página do Twitter, na internet.
Conhecida por escrever sobre violações de direitos humanos, a jornalista foi presa na ontem e libertada horas depois sem receber explicações. Autoridades da inteligência egípcia prometeram investigar o caso.
A segunda vítima foi a jornalista francesa Caroline Sinz. Ela afirmou que fazia uma reportagem na praça Tahrir para uma rede de TV na companhia de um operador de câmera quando foi "agredida por uma multidão de homens".
Os agressores teriam arrancado as roupas da vítima, tocado em suas partes íntimas e depois a espancado.
"Algumas pessoas tentaram me ajudar, mas não conseguiram. Estavam me espancando e isso durou 45 minutos", afirmou ela.
Após as agressões, Sinz foi ajudada por moradores locais a chegar ao seu hotel.
A agressão lembra o caso da jornalista Lara Logan, da rede americana de TV CBS, que, em fevereiro, foi separada de sua equipe na praça Tahrir por um grupo de homens, estuprada e depois espancada. Ela cobria a queda do ex-ditador Hosni Mubarak.
Uma outra mulher, Jehane Noujaim, documentarista de nacionalidade egípcia americana foi presa pela polícia do Egito enquanto registrava os protestos no Cairo ontem.  

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