quinta-feira, 31 de março de 2011

Livros de comunicação para download legal!

Recebi a dica e estou passando adiante.
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Grandes filmes com jornalistas

A lista dos 125 filmes mais relevantes envolvendo jornalismo é, ao contrário de definitiva, uma amostragem da forma que o cinema trata, de forma geral, esse tema e seu principal personagem, o repórter. Como ela não é expressão absoluta da verdade cinematográfica internacional, sugestões de longa-metragens serão bem-vindas por meio do e-mail redacao@revistaimprensa.com.br - confirmando a dica e sua relevância, incluímos o filme na lista. Por ora, baseados em nossa prévia, indicamos antecipadamente algumas peculiaridades:

- 2002 foi o ano com mais filmes relevantes sobre o tema: oito no total
- 1940 e 1995 vêm a seguir, com cinco longas cada
- 1948, 1956, 1999, 2001, 2003, 2006 e 2007 dividem a terceira posição, com quatro filmes
- 1950, 1986, 1987, 1988, 1998 e 2004 estão no quarto lugar, com três cada
- Não identificamos nenhuma produção relevante no primeiro quarto do século XX
- No segundo quarto de século, entre 1926 e 1950, foram lançados 26 filmes; no terceiro, 20; e no quarto, 40
- Somente nos primeiros nove anos do século 21 - ou seja, entre 2001 e 2009 -, já foram lançados 28 filmes relevantes sobre o tema
- Nos seguintes anos ou períodos não foram identificados lançamentos importantes sobre o tema: 1930; 1935; 1937 a 1939; 1943; 1946; 1954 a 1955; 1961 a 1965; 1968 a 1972; 1977; 1985; 1991
- O diretor com mais filmes do gênero foi Frank Capra, que realizou cinco obras
- Em segundo, Sam Raimi e sua franquia do "Homem-Aranha", com três filmes
- Em terceiro lugar, com dois filmes, estão Howard Hawks, Oliver Stone, Alan J. Pakula, Billy Wilder, Ron Howard e Richard Lester
- Alguns dos atores que mais participaram de filmes sobre o tema foram Dustin Hoffman, Jack Nicholson, Christopher Reeve, Margot Kidder, Julia Roberts, Tobey Maguire e Jackie Cooper, todos com quatro atuações
- Robert Redford, James Stewart, Cary Grant, Meryl Streep, Gene Hackman, Michael Keaton e J.K. Simmons foram alguns dos profissionais que atuaram em três produções que dizem respeito ao universo jornalístico

LISTA DE FILMES

Numa indústria que movimenta cifras bilionárias no mundo todo e que, somente na Índia, lança em média mil filmes anualmente, esta listagem não é prova da verdade e nem poderia ter a pretensão de ser completa. A seleção foi realizada a partir de indicações em livros, listas de cursos universitários e pesquisas na internet, e editada conforme sugestões de críticos, especialistas e acadêmicos. Em vez de se enumerar todos os filmes que fazem referência ao tema - fosse pela presença figurativa do paredão de repórteres em coletivas de imprensa, fosse por meio de protagonistas do roteiro - a lista procura identificar longa-metragens não-documentais em que personagens ou fatos têm relevância para compreender a figura do jornalista ou de seu universo.

Mesmo com essa filtragem, não recuperamos todos os filmes importantes - como explicado anteriormente, contamos com sua colaboração por meio do e-mail redacao@revistaimprensa.com.br. A citada Índia, por exemplo, apesar de ser a maior indústria cinematográfica do mundo, é um mercado distante cujas produções raramente são vistas aqui e, por isso, torna-se difícil indicar filmes sobre jornalismo lá realizados. O que dizer então do primeiro quarto do século XX, que produziu filmes que se tornaram clássicos e, entre eles, diversas raridades? A todos os internautas que constatarem ausências do gênero, fiquem à vontade para fazer indicações que incrementem a lista - que em abril de 2009 contabilizava 125 filmes. Inserções posteriores constarão em vermelho. Segue abaixo a listagem, em ordem alfabética segundo o título original da obra, com a tradução em português entre parêntesis, quando oportuna:

A

· Absence of Malice (Ausência de Malícia), EUA, 1981, de Sydney Pollack. Com Paul Newman, Sally Field e Bob Balaban.
· Ace in the Hole (A Montanha dos Sete Abutres), EUA, 1951, de Billy Wilder. Com Kirk Douglas, Jan Sterling, Robert Arthur e Porter Hall.

· Adaptation (Adaptação), EUA, 2002, de Spike Jonze. Com Nicolas Cage, Meryl Streep e Chris Cooper.

· All About Eve (A Malvada), EUA, 1950, de Joseph L. Mankiewicz. Com Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Hugh Marlowe e Marilyn Monroe.

· All the King's Men (A Grande Ilusão), EUA, 1949, de Robert Rossen. Com Broderick Crawford, Jonh Ireland, Joanne Dru, Mercedes McCambridge e John Derek.

· All the President's Men (Todos os Homens do Presidente), EUA, 1976, de Alan J. Pakula. Com Robert Redford, Dustin Hoffman, Jason Robards e Jane Alexander.

· Almost Famous (Quase Famosos), EUA, 2000, de Cameron Crowe. Com Billy Crudup, Frances McDormand, Kate Hudson e Patrick Fugit.

· Anchorman: The Legend of Ron Burgundy (O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy), EUA, 2004, de Adam McKay. Com Will Ferrell, Christina Applegate, Steve Carell e Paul Rudd.

· Arise, My Love! (Levanta-te, Meu Amor!), EUA, 1940, de Mitchell Leisen. Com Claudette Colbert, Ray Milland e Walter Abel.


B

· Batman, EUA, 1989, de Tim Burton. Com Michael Keaton, Jack Nicholson, Kim Basinger e Robert Wuhl.

· Bellini e o Demônio, Brasil, 2010, de Marcelo Silva Galvão. Com Fábio Assunção, Nill Marcondes, Mariana Clara e Rosanne Mullholand.

· Beyond a Reasonable Doubt (A Verdade e o Medo), EUA, 1956, de Fritz Lang. Com Dana Andrews, Joan Fontaine, Sidney Blakmer e Barbara Nichols.

· Blood on the Sun (Zona Internacional), EUA, 1945, de Frank Lloyd. Com James Cagney, Sylvia Sydney e Porter Hall.

· Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América), EUA, 2006, de Larry Charles. Com Sacha Baron Cohen, Ken Davitian, Pamela Anderson, Bob Barr e Bobby Rowe.

· Bridget Jones's Diary (O Diário de Bridget Jones), Inglaterra/França, 2001, de Sharon Maguire. Com Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant

· Bridget Jones: The Edge of Reason (Bridget Jones no Limite da Razão), Inglaterra/França, 2004, de Beeba Kidron. Com Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.

· The Big Clock (O Relógio Verde), EUA, 1948, de John Farrow. Com Ray Milland e Charles Laughton.

· Blessed Event, EUA, 1932, de Roy del Ruth. Com Lee Tracy e Mary Brian.

· Broadcast News (Nos Bastidores da Notícia), EUA, 1987, de James L. Brooks. Com Holly Hunter, Albert Brooks, William Hurt, Jack Nicholson, Joan Cusack, Lois Chiles, Peter Hackes e Robert Prosky.
· The Bonfire of the Vanities (A Fogueira das Vaidades), EUA, 1990, de Brian de Palma. Com Tom Hanks, Bruce Willis, Morgan Freeman e Melanie Griffith.


C

· Capote, EUA, 2005, de Bennet Miller. Com Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Chris Cooper.

· Call Northside 777 (A Verdade Vence Sempre), EUA, 1948, de Henry Hathaway. Com James Stewart, Richard Conte e Lee J. Cobb.

· Cidade de Deus, Brasil, 2002, de Fernando Meirellese Kátia Lund. Com Matheus Natchergale, Seu Jorge, Leandro Firmino da Hora, Douglas Silva e Alice Braga.

· Citizen Kane (Cidadão Kane), EUA, 1941, de Orson Welles. Com Orson Welles, Dorothy Comingore, George Colouris e William Alland.

· The China Syndrome (Síndrome da China), EUA, 1979, de James Bridges. Com Jack Lemmon, Jane Fonda e Michael Douglas.

· Chicago, EUA, 2002, de Rob Marshall. Com Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger, Dominic West e Jayne Eastwood.

· Chicago Deadline (No Reino do Terror), EUA, 1949, de Lewis Allen. Com Ad Addams, Donna Reed e June Havoc.

· Closer (Closer: Perto Demais), EUA, 2004, de Mike Nichols. Com Jude Law, Clive Owen, Natalie Portman e Julia Roberts.

· The Constant Gardner (O Jardineiro Fiel), Reino Unido, Alemanha, 2005, de Fernando Meirelles. Com Ralph Fiennes, Rachel Weisz, Hubert Koundé e Danny Huston.

· The Corpse Came C.O.D (Encomenda Sinistra), EUA, 1947, de Henry Levin. Com George Brent, Joan Blondell e Adele Jergens.

· Cry Freedom (Um Grito de Liberdade), Inglaterra, 1987, de Richard Attenborough. Com Kevin Kline, Denzel Washington, Kevin McNally e Kate Hardie.


D

· Deadline Midnight (30), EUA, 1959, de Jack Webb. Com Jack Webb e William Conrad.

· Deadline USA, EUA, 1952, de Richard Brooks. Com Humphrey Bogart, Ethel Barrymore e Ed Begley.

· Design Woman (Teu Nome É Mulher), de Vincente Minelli. Com Gregory Pack e Lauren Bacal.

· The Devil Wears Prada (O Diabo Veste Prada), EUA, 2006, de David Frankel. Com Maryl Streep e Anne Hathaway.


· La Dolce Vita (A Doce Vida), Itália, 1960, de Federico Fellini. Com Marcello Matroianni, Anita Eckberg, Alain Cuny e Anouk Aimeé.

· Doces Poderes, Brasil, 1997, de Lúcia Murat. Com Marisa Orth, Antônio Fagundes e Sérgio Mamberti.


E

· En Effeuillant la Marguerite (Desfolhando a Margarida), França, 1956, de Marc Allégret. Com Daniel Gélin, Brigitte Bardot e Robert Hirsch.


F

· A Face in the Crowd (Um Rosto na Multidão), EUA, 1957, de Elia Kazan. Com Andy Griffith, Patricia Neal e Walter Matthau.

· Fim da Linha, Brasil, 2008, de Gustavo Steinberg. Com Rubens de Falco, Leonardo Medeiros e Maria Padilla.

· Fear and Loathing in Las Vegas (Medo e Delírio em Las Vegas), EUA, 1998, de Terry Gilliam. Com Johnny Depp, Benicio del Toro, Tobey Maguire e Christina Ricci.

· 15 Minutes (15 Minutos), EUA, 2001, de John Herzfeld. Com Robert De Niro, Edward Burns, Kelsey Grammer, Avery Brooks e Melina Kanakaredes.

· Foreign Correspondent (Correspondente Estrangeiro), EUA, 1940, de Alfred Hitchcock. Com George Sanders, Joel McCrea e Laraine Day.

· The Front Page, EUA, 1931, de Lewis Milestone. Com Adolph Menjou, Pat O'Brien e Mary Brian.

· The Front Page (A Primeira Página), EUA, 1974, de Billy Wilder. Com Jack Lemmon, Walter Matthau e Susan Sarandon.

· Frost/Nixon, EUA, 2008, de Ron Howard. Com Frank Langella, Michael Sheen, Sam Rockwell, Kevin Bacon, Oliver Platt e Rebecca Hall.

· Full Frontal, EUA, 2002, de Steven Soderbergh. Com David Duchovny, Catherine Keener, Julia Roberts e Brad Pitt.


G

· Gentleman's Agreement (A Luz É para Todos), EUA, 1947, de Elia Kazan. Com Gregory Peck, Dorothy McGuire, John Garfield e Celeste Holm.

· Good Night, and Good Luck (Boa Noite e Boa Sorte), EUA, 2005, de George Clooney. Com David Strathairn, George Clooney, Robert Downey Jr., Patricia Clarkson, Frank Langella, Jeff Daniels, Tate Donovan e Ray Wise.

· A Grande Arte (High Art), Brasil/EUA, 1988, de Walter Salles Jr. Com Peter Coyote, Raul Cortez, Giulia Gam e Cássia Kiss.


H

· Hable con Ella (Fale com Ela), Espanha, 2002, de Pedro Almodóvar. Com Javier Cámara, Darío Grandinetti, Leonor Watling, Rosario Flores e Geraldine Chaplin.

· The Harder They Fall (A Trágica Farsa), EUA, 1956, de Mark Robson. Com Humphrey Bogart, Rod Steiger e Jan Sterling.

· Harrison's Flowers (O Resgate de Harrison), França, 2000, de Elie Chouraqui. Com Andie MacDowell, Elias Koteas, Brendan Gleeson e Adrien Brody.

· Heartburn (A Difícil Arte de Amar), EUA, 1986, de Mike Nichols. Com Jack Nicholson, Dianne Wiest, Jeff Daniels e Milos Forman.

· Hero (Herói por Acidente), EUA, 1992, de Stephen Frears, com Dustin Hoffman, Andy Garcia e Geena Davis.

· Hitch (Hitch: Conselheiro Amoroso), EUA, 2005, de Andy Tennant, com Will Smith, Eva Mendes, Kevin James e Amber Valletta.
· His Girl Friday (Jejum de Amor), EUA, 1940, de Howard Hawks. Com Cary Grant e Rosalind Russell.

· The Holiday (O Amor Não Tira Férias), EUA, 2006, de Nancy Meyers. Com Kate Winslet, Cameron Diaz, Jack Black e Jude Law.

· How to Lose a Guy in 10 Days (Como Perder um Homem em 10 Dias), EUA, 2003, de Donald Petrie. Com Kate Hudson e Matthew McConaughey.


I

· I Love Trouble (Adoro Problemas), EUA, 1994, de Charles Shyer. Com Julia Roberts e Nick Nolte.

· Infamous (Confidencial), EUA, 2006, de Douglas MacGrath. Com Toby Jones, Sandra Bullock, Gwyneth Patrow, Mark Rubin e Isabella Rossellini.
· The Insider (O Informante), EUA, 1999, de Michael Mann. Com Al Pacino, Russell Crowe, Christopher Plummer, Diane Venora e Philip Baker Hall.

· It Happened One Night (Aconteceu Naquela Noite), EUA, 1934, de Frank Capra. Com Clark Gable e Claudette Colbert.

· It Happened Tomorrow (O Tempo É uma Ilusão), EUA, 1944, de René Clair. Com Dick Powell, Linda Darnell e Jack Oakie.


J

· Jenipapo, Brasil, 1995, de Monique Gardenberg. Com Henry Czerny, Patrick Bauchau, Otávio Augusto, Ana Beatriz Nogueira e Júilia Lemmertz.


K

· The Killing Fields (Os Gritos do Silêncio), EUA, 1984, de Roland Joffé. Com Sam Waterston, John Malkovich e Craig T. Nelson.


L

· The Lawless (Intolerância), EUA, 1950, de Joseph Losey. Com Macdonald Carey, Gail Russel e Lala Rios.

· The Life of David Gale (A Vida de David Gale), EUA, 2003, de Alan Parker. Com Kevin Spacey, Kate Winslet e Laura Linney.
· Lions for Lambs (Leões e Cordeiros), EUA, 2007, de Robert Redford. Com Robert Redford, Meryl Streep e Tom Cruise.

· Live from Baghdad (Ao Vivo de Bagdá), EUA, 2002, de Mick Jackson. Com Michael Keaton, Helena Bonham Carter e Lily Taylor.


M

· Mad City (O Quarto Poder), EUA, 1997, de Costa-Gavras. Com Dustin Hoffman e John Travolta.

· Made in U.S.A., França, 1966, de Jean-Luc Godard. Com Anna Karina, Jean-Pierre Léaud e László Szabó.

· The Man Inside (Relatório Wallraff), EUA, 1990, de Bobby Roth. Com Jurgen Prochnow, Peter Coyote, Nattalie Baye, Dieter Laser e Philip Auglim.

· Marley & Me (Marley & Eu), EUA, 2008, de David Frankel. Com Owen Wilson, Jennifer Aniston, Eric Dane e Kathleen Turner.

· Meet John Doe (Um João Ninguém), EUA, 1941, de Frank Capra. Com Gary Cooper, Bárbara Stanwyck e Walter Brennan.

· Message in a Bottle (Uma Carta de Amor), EUA, 1999, de Luis Mandoki. Com Kevin Costner, Robin Wright, Paul Newman

· Mr. Deeds Goes to Town (O Galante Mr. Deeds), EUA, 1936, de Frank Capra. Com Gary Cooper, Jean Arthur e Lionel Stander.


N

· Network (Rede de Intrigas), EUA, 1976, de Sidney Lumet. Com William Holden, Faye Dunaway, Peter Finch, Robert Duvall e Beatrice Straight.

· News at Eleven (O Repórter), EUA, 1986, de Mike Robe. Com Martin Sheen, Peter Riegert e Barbara Babcock.

· Never Been Kissed (Nunca fui Beijada), EUA, 1999, de Raja Gosnell. Com Drew Barrymore, Michael Vartan e Jessica Alba.
· Nikogarsnja zemlja (Terra de Ninguém / No Man's Land), Bósnia-Herzegovina/Eslovênia, 2001, de Danis Tanovic. Com Branko Djuric e Rene Bitorajac.


O

· The Odessa File (O Dossiê Odessa), EUA, 1974, de Ronald Neame. Com John Voight, Maximilliam Schell e Derek Jacobi.

· Uma Onda no Ar, Brasil, 2002, de Helvécio Ratton. Com Alexandre Moreno, Babu Santana, Adolfo Moura e Benjamin Abras.

· Onde Andará Dulce Veiga?, Brasil, 2008, de Guilherme de Almeida Prado. Com Maitê Proença, Carolina Dieckman, Eriberto Leão, Christiane Torloni, Nuno Leal Maia.

· On Our Merry Way (Tudo Pode Acontecer), EUA, 1948, de King Vidor e Leslie Fenton. Com Paulette Goddard, James Stewart, Henry Fonda, Harry James e Dorothy Lamour.


P

· Páginas da Revolução (Afirma Pereira), Portugal, 1996, de Roberto Faenza. Com Marcello Mastroianni, Stefano Dionisi e Joaquim de Almeida.

· The Paper (O Jornal), EUA, 1994, de Ron Howard. Com Michael Keaton, Glenn Close e Robert Duvall.

· Park Row (A Dama de Preto), EUA, 1952, de Samuel Fuller. Com Gene Evans, Mary Welch e Herbert Heyes.

· The Pelican Brief (O Dossiê Pelicano), EUA, 1993, de Alan J. Pakula. Com Julia Roberts e Denzel Washington.

· The Philadelphia Story (Núpcias de Escândalo/Casamento Escandaloso), EUA, 1940, de George Cukor. Com Cary Grant, Katharine Hepburn, James Stewart e John Howard.

· The Picture Snatcher (O Furão), EUA, 1933, de Lloyd Bacon. Com James Cagney e Patricia Ellis.

· Je Plaide Non Coupable, França, 1956, de Edmond T. Gréville. Com Andrée Debar, Frank Villard e Barbara Lange.

· A Próxima Vítima, Brasil, 1983, de João Batista de Andrade. Com Antônio Fagundes, Mayara Magri, Othon Bastos e Gianfrancesco Guarnieri.

· Professione: Reporter (O Passageiro - Profissão: Repórter), EUA, 1975, de Michelangelo Antonioni. Com Jack Nicholson, Maria Schneider e Jenny Runacre.

· The Public Eye (A Testemunha Ocular), EUA, 1992, de Howard Franklin. Elenco: Joe Pesci, Barbara Hershey.


Q

· The Quiet American (O Americano Tranqüilo), EUA, 2002, de Phillip Noyce. Com Michael Caine, Brendan Fraser e Rade Serbedzija.


R

· Reds (Idem) EUA, 1981, de Warren Beatty. Com Warren Beatty, Diane Keaton, Jack Nicholson e Edward Herrmann.

· Ringu (O Chamado), Japão, 1998, de Hideo Nakata. Com Nanako Matsushima e Miki Nakatani.

· Roxie Hart (Pernas Provocantes), EUA, 1942, de William A. Wellman. Com Ginger Rogers, Adolphe Menjou e Helene Reynolds.

· Roman Holiday (A Princesa e o Plebeu), EUA, 1953, de William Wyler. Com Audrey Hepburn e Gregory Peck.


S

· Salvador (Salvador, o Martírio de um Povo), EUA, 1986, de Oliver Stone. Com James Woods e James Belushi.

· Sbatti il Mostro in Prima Pagina (O Monstro da Primeira Página), Itália, França, 1972, de Marco Bellocchio. Com Gian Maria Volonté, Fabio Garriba e Carla Tatò.

· Le Scaphandre et le Papillon (O Escafandro e a Borboleta), França, EUA, 2007, de Julian Schnabel. Com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner e Marie-Josée Croze.
· Scoop (Scoop: O Grande Furo), EUA/Inglaterra, 2006, de Woody Allen. Com Hugh Jackman, Scarlett Johansson e Woody Allen.

· Shakedown (A Última Reportagem), EUA, 1951, de Joseph Pevney. Com Howard Duff, Brian Donlevy e Rock Hudson.

· Shattered Glass (O Preço de uma Verdade), EUA, 2003, de Billy Ray. Com Hayden Christenssen, Peter Sarsgaard e Chloë Sevigny.

· The Shipping News (Chegadas e Partidas), Canadá, 2001, de Lasse Hallstrom. Com Judi Dench e Kevin Spacey.

· Shubun, Japão, 1950, de Akira Kurosawa. Com Toshiro Mifune, Shirley Yamaguchi e Yoko Katsuragi.

· Sleepless in Seattle (Sintonia de Amor), EUA, 1993, de Nora Ephron. Com Tom Hanks, Ross Malinger, Rita Wilson, Meg Ryan e Bill Pullman.

· Spiderman 1 - 2 - 3 (Homem-Aranha 1 - 2 - 3), EUA, 2002, 2004, 2007, de Sam Raimi. Com Tobey Maguire, Willem Defoe, Kirsten Dunst, Alfred Molina.

· Superman (Super-Homem, 1 a 5), EUA (1978, 1980, 1983, 1987 e 2006), vários.

· State of Play (Intriga de Estado), EUA, Inglaterra, França, 2009, de Kevin McDonald. Com Russel Crowe, Ben Affleck, Helen Mirren, Robin Wright, Jeff Daniels.

· Story of G.I. Joe (Também Somos Seres Humanos), EUA, 1945, de William A. Wellman. Com Burgess Meredith e Robert Mitchum.

· Sweet Smell of Success (A Embriaguez do Sucesso), EUA, 1957, de Alexander Mackendrick. Com Burt Lancaster, Tony Curtis e Susan Harrison.

· Switching Channels (Troca de Maridos), EUA, 1988, de Ted Kotcheff. Com Burt Reynolds, Kathleen Turner e Christopher Reeve.


T

· Talk Radio (Verdades que Matam), EUA, 1988, de Oliver Stone. Com Eric Bogosian, Leslie Hope e Alec Baldwin.

· Teacher's Pet (Um Amor de Professora), EUA 1958, de George Seaton. Com Clark Gable e Doris Day.

· Terra em Transe, Brasil, 1967, de Glauber Rocha. Com Jardel Filho, José Lewgoy, Paulo Autran, Paulo Gracindo, Danuza Leão e Hugo Carvana.

· Territorio Comanche (Território Comanche), Espanha/França/Alemanha/ Argentina, 1997, de Gerardo Herrero. Com Imanol Arias, Carmelo Gómez e Cecília Dopazo.

· To Die For (Um Sonho sem Limites), EUA, 1995, de Gus van Sant. Com Nicole Kidman, Matt Dillon e Joaquin Phoenix.

· Tropa de Elite 2, Brasil, 2010, de José Padilha. Com Wagner Moura, André Ramiro, Maria Ribeiro, André Matos, Tainá Müller, Seu Jorge, Milhem Cortaz,

· True Crime (Crime Verdadeiro), EUA, 1999, de Clint Eastwood. Com Clint Eastwood, Isaia Washington e James Woods.


U

· Under Fire (Sob Fogo Cerrado), 1983, EUA, de Roger Spottiswoode. Com Gene Hackman, Nick Nolte, Joanna Cassidy e Ed Harris.

· Up Close & Personal (Íntimo e Pessoal), EUA, 1996, de John Avnet. Com Robert Redford, Michelle Pfeiffer e Stockard Channing.


V

· Veronica Guerin (O Custo da Coragem), Estados Unidos, 2003, de Joel Schumacher. Com Cate Blanchett e Gerard McSorley.


W

· Wag the Dog (Mera Coincidência), 1997, de Barry Levinson. Com Dustin Hoffman, Robert de Niro, Anne Heche e Denis Leary.

· Welcome to Sarajevo (Bem-vindo a Sarajevo), EUA, 1997, de Michael Winterbottom. Com Stephen Dillane, Woody Harrelson, Marisa Tomei e Goran Visnjic.

· Winchell (O Poder da Notícia), EUA, 1998, de Paul Mazursky. Com Christopher Plummer, Stanley Tucci, Glenne Headly e Kevin Tighe.

· While the City Sleeps (Cidade nas Trevas), EUA, 1956, de Fritz Lang. Com Dana Andrews, Ida Lupino, Vincent Price, Thomas Mitchell e Rhonda Fleming.

· Woman of the Year (A Mulher do Dia), EUA, 1942, de George Stevens. Com Spencer Tracy e Katherine Hepburn.

· That Wonderful Urge (Escândalo na Primeira Página), EUA, 1948, de Robert B. Sinclair. Com Tyrone Power, Gene Tierney e Gene Lockhart.


Y

· The Year of Living Dangerously (O Ano em que Vivemos Perigosamente), EUA, 1982, de Peter Weir. Com Linda Hunt e Mel Gibson.

· Zodiac (Zodíaco), EUA, 2007, de David Fincher. Com Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Robert Downey Jr., Brian Cox e Cloë Sevigny.

Fonte: Revista Imprensa

quarta-feira, 30 de março de 2011

Novo vídeo institucional do Todos pela Educação

O que "Educación 2020", do Chile, faz para mudar/melhorar a Educação?

Aviso

CAROS, NOSSO BLOG ESTÁ COM UM PROBLEMINHA TÉCNICO. NÃO CONSEGUIMOS DAR ESPAÇOS ENTRE OS PARÁGRAFOS, O QUE FAZ COM QUE OS TEXTOS FIQUEM AGLOMERADOS. ESPERAMOS RESOLVER O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL ESSE PROBLEMA.

Educomunicação de Campina Grande cria perfil no Orkut

Estudantes da primeira turma do bacharelado em Educomunicação da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, criaram um perfil específico na rede social Orkut com a finalidade de interagir em discussões acerca do novo campo de conhecimento, trocar experiências e, também, recepcionar os matriculados da segunda turma, cujas aulas têm início em agosto. E m uma semana de criação o perfil já conta com 25 adeptos. A conta no Orkut foi desenvolvida pelo Centro Acadêmico do curso de Educomunicação da UFCG. Nela estão disponibilizadas 15 fotografias que registram a rotina acadêmica dos estudantes. A expectativa dos discentes é que através deste canal de comunicação sejam abastecidos com informações sobre o curso aquelas pessoas que tenham interesse em aprofundar conhecimento sobre as áreas pelas quais optarão nos vestibulares de meio ou fim de ano. As aulas do curso de Educomunicação tiveram início, em Campina Grande, no dia 2 de agosto de 2010. Na universidade paraibana o bacharelado oferece aulas nos períodos matutino e noturno, totalizando 80 vagas. O primeiro vestibular, em 2009, teve a média de 3,15 e 3,47 candidatos/vaga para, respectivamente, as turmas de manhã e noite. Ano passado, no segundo vestibular, esta média passou para os surpreendentes 6,97 e 8,13 candidatos/vaga em iguais e respectivos períodos. Aprovado em 3 de outubro de 2009, o bacharelado em Educomunicação da Universidade Federal de Campina Grande foi enquadrado no Reuni, um programa de expansão e reestruturação do ensino superior em universidades públicas federais. Desde agosto do ano passado a coordenação é feita pela professora Danielle Andrade, que desde então esteve em duas ocasiões na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), estreitando relações de pesquisa. Fonte: ECA/USP

terça-feira, 29 de março de 2011

Educação para a Mídia em Portugal

Veja abaixo matéria publicada no site da Beira TV sobre projeto de educação para a mídia da região de castelo Branco, em Portugal.
Com os média a conquistarem cada vez mais tempo no quotidiano dos cidadãos, a literacia dos média e a literacia digital são áreas que têm vindo a preocupar os pedagogos.


Um doutoramento na Universidade de Lisboa ("CD-ROM Vamos fazer jornais escolares: um contributo para o desenvolvimento da Educação para os Média em Portugal") sobre um suporte destinado a auxiliar professores e alunos do segundo e terceiro ciclos a produzirem jornais escolares impressos e online esteve na base do projecto “Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco” (ver artigos científicos aqui, aqui e aqui).


O trabalho, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo Fundo Social Europeu, foi desenvolvido ao longo de três anos com a comunidade local, e acompanhado de perto por investigadores de oito universidades (cinco portuguesas, duas europeias e uma sul-americana).


“Procurámos sempre dar uma dimensão nacional e internacional ao irmos pedir a consultores que eram muito experientes, em Portugal ou no estrangeiro, que nos ajudassem”, explica à Beira TV Vítor Tomé, responsável pela implementação do projecto. “Isso é que nos permitiu fazer evoluir o projecto, criar o concurso de jornais escolares, e ao mesmo tempo foi a primeira vez em Portugal que foi feita uma formação a mais de cem professores na área da educação para os média”, acrescenta o docente da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Castelo Branco e jornalista do semanário regional Reconquista.


Sediado na ESE, o projecto centrou-se na produção e distribuição de conteúdos em papel e na Internet. A colaborar com as escolas do segundo e terceiro ciclos estiveram também o Laboratório de Comunicação Online (LabCom) da Universidade da Beira Interior (UBI), a empresa Netsigma e o Reconquista.


“Criou-se uma espécie de identidade territorial em torno de Castelo Branco. É um projecto muito interessante porque mostra que há muito dinamismo em torno da produção e da publicação pelo jovens, e vê-se que os professores e os alunos se envolvem com prazer. Isso não se vê muito nos outros países europeus”, destaca Evelyne Bevort, consultora do projecto.


“Nos outros países são utilizados não só os jornais em papel, mas também as produções online ou televisivas. No entanto, demo-nos conta de que a produção para os jornais em papel reúne mais competências e aprendizagens. O trabalho em equipa é mais visível, e isso permite aos jovens trabalhar de forma diferente”, reitera a também directora-delegada do CLEMI - Centro de Ligação do Ensino e dos Meios de Informação, sob a tutela do Ministério da Educação francês.


Para além de um DVD, plataforma de produção e de um sítio na Internet, a iniciativa abrangeu a criação de fichas pedagógicas e de um manual de apoio, já traduzidos para inglês. Envolvidos estiveram 50 professores e 600 alunos de 24 dos 29 agrupamentos e escolas não agrupadas da área educativa de Castelo Branco. Vinte delas tornaram-se publicadores activos, contando com a impressão gratuita dos seus 24 jornais (ao longo de dois anos foram 70 mil exemplares de 105 edições, com seis mil artigos).


Periódicos onde, maioritariamente através de notícias e crónicas, se fala sobretudo da escola, da educação e das visitas de estudo, mas também do ambiente, ciência e tecnologia, saúde ou desporto. Um dos casos de sucesso é "O Teixo", do Agrupamento de Escolas do Teixoso (Covilhã), vencedor junto com "Gente em Acção", do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão, do concurso de jornais escolares promovido com o apoio do Governo Civil de Castelo Branco e da ADRACES.


“O jornal é distribuído aos alunos, mas os alunos por sua vez fazem uma distribuição no fim de semana à porta da igreja. O jornal é apresentado pelo pároco da vila, a partir do altar, e depois avisa as pessoas que vão haver alunos e professores que estão à porta, vão dando os jornais a todas as pessoas que querem, e podem contribuir com aquilo que entendem. A comunidade envolve-se, e entendo o jornal como deles”, conta Vítor Tomé.


“A maior parte dos alunos colabora bastante, mas não tanto com o jornal escolar porque não sentem que o jornal é deles. Eles sentem que os temas são impostos pelos professores”, lamenta Maria Helena Menezes, investigadora responsável pelo projecto. Se o jornal estivesse mais na linha dos interesses dos alunos, acho que os resultados teriam sido outros”, conclui a professora da ESE.


No entender de Paulo Serra, presidente da Faculdade de Artes e Letras da UBI, “há uma contradição entre aquilo que os jovens, os professores e as escolas continuam a gostar, que é o impresso, e aquilo que a realidade nos impõe, que é cada vez mais o online”.


“O online implica uma gramática própria. Há uma sintaxe e uma semântica da notícia que não é a mesma da notícia e do conteúdo impresso”, pressupõe, lembrando que “essa é alguma da investigação que tem sido feita no LabCom”.


“Penso que há interesse em que as próprias escolas do ensino básico e do ensino secundário dêem um passo em frente na criação de conteúdos online e depois na própria descodificação, que se torna ainda mais complexa do que a informação que é veiculada pelos meios impressos”, justifica o docente da Covilhã.


Educação para os média leva avanço em países como a Austrália ou o Canadá. Tema emergente na Europa, e que ganhou importância com os meios digitais. Em Portugal, vários jornais nacionais e regionais (ver exemplos do Público, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Gazeta do Interior) têm apostado numa aproximação às escolas.


A um nível regional, juntam-se agora outros parceiros e a componente cívica. Tudo para que os alunos, utilizando os meios tecnológicos das escolas, saibam interpretar e analisar as mensagens dos média, bem como produzir conteúdos utilizando a escrita ou a linguagem do audiovisual.


“Grande parte das pessoas dedicam o seu tempo de lazer a ver televisão, a navegar na Internet, a consultar multimédia. Se ninguém nos preparar para consumir estas mensagens, seremos analfabetos perante o mundo audiovisual”, alerta Ignácio Aguáded-Gomez, um dos observadores que acompanhou o projecto.


“Um dos grandes desafios que a escola e a educação devem ter é preparar a cidadania para formar-se perante estes meios. Tanto em Espanha como em Portugal e outros países europeus, há já uma preocupação, incluso a nível político e institucional, para que procuremos propostas alternativas no que se começa a chamar de competência comunicativa ou audiovisual, que são as chaves de interpretação da realidade desde um ponto de vista mediático”, defende o catedrático da Universidade de Huelva, em Espanha.


Nesse sentido, alguns dos professores envolvidos no projecto da ESE decidiram dar continuidade à investigação na área da educação para os média.


“Estão a procurar outras áreas e suportes, não só o jornal escolar, mas a televisão, o vídeo. Há vários estudos que envolvem a produção de mensagens para as redes sociais por parte dos alunos”, exemplifica Maria Helena Menezes. “Este trabalho nunca está terminado, porque os média não param de evoluir”, insiste, por seu turno, Evelyne Bevort.


“Os alunos estão rodeados de média, e não podem aceitar passivamente tudo aquilo que lhes aparece”, contrapõe Maria Helena Menezes. “Eles têm que ler criticamente, e um dos objectivos foi que conseguissem também serem activos na partilha das suas ideias e opiniões”. No entanto, fica o reparo. “Não temos só de ensinar as pessoas a defenderem-se da televisão, senão a apropriarem-se do meio audiovisual para que possam comunicar com ele e transformar-se”, argumenta Ignácio Aguáded-Gomez, chamando a atenção para outra questão. “Porque é que nas escolas as crianças têm obrigatoriamente de traduzir tudo o que sabem em textos escritos? Porque não podem utilizar uma câmara, um computador ou uma página na Internet?”


“Alguns professores referiam no final: eu não mudei só a imagem que tinha dos média, mas mudei as minhas práticas pedagógicas em função dos média”, diz Vítor Tomé, sintetizando o impacto da iniciativa nos próprios docentes. Do projecto, que tem sido apresentado em conferências dos Estados Unidos ao Japão e poderá vir a ser reproduzido noutros pontos do país, resultou também o livro de boas práticas "A Educação para os Média e o Jornal Escolar na Promoção da Leitura e da Escrita", produzido por mais de 20 docentes.


Já em Março de 2011 será publicado um outro com os resultados finais do projecto.Entretanto, os professores envolvidos apostam num grupo de Educação para os Média. Integrá-la nos programas de algumas disciplinas, alargá-la ao ensino secundário ou integrar professores com literacia digital nas equipas são algumas das sugestões deixadas em cima da mesa pelas quatro dezenas de docentes que, ainda no âmbito do projecto, mantêm uma rede e um grupo de discussão.


Ver o vídeo dessa matéria aqui!

Fonte: BeiraTV.PT

Jorge Costa (texto, imagem e edição)

Arquivo Beira TV

ERC disponibiliza online estudo sobre "Educação para os Media em Portugal"


Referência completa do estudo realizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho e editado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social: Manuel Pinto (coordenador); Sara Pereira; Luís Pereira e Tiago Dias Ferreira (2011).

Acesse aqui:



Entre os temas abordados: Educação para os Media e Organizações Internacionais; Formas de intervenção; Perspectivas e abordagens; A Educação para os Media e a regulação; Os media, a sociedade e os cidadãos; Mudanças no ecossistema mediático e nas políticas públicas; Regulação e Educação para os Media; Perspectivação histórica da Educação para os Media em Portugal; Imprensa escolar; Cinema e educação; Iniciativas do poder político; Ensino Superior, formação de professores e Educação para os Media; Educação para os Media: concepções, práticas, aspectos críticos; Concepções de Educação para os Media; Necessidades e expectativas; Recomendações e bibliografia.

Fonte: Educomunicação

segunda-feira, 28 de março de 2011

O mundo gira e as fotos ficam

Por Lúcia Santaella - Carta na Escola Uma leitura de instantes cotidianos e bem-humorados capturados e eternizados pelo fotógrafo francês Robert Doisneau Lev Manovich, um dos mais reconhecidos teóricos internacionais das novas mídias, afirmou que a fotografia é como um vírus. O que isso quer dizer? Desde a invenção da fotografia no início do século XIX não cessaram de surgir novas tecnologias de produção de imagem: cinema, vídeo, holografia, a grande virada da computação gráfica nos anos 1980, e, hoje, a realidade aumentada, mista e a realidade virtual, realidades estas feitas de imagens. Apesar da sofisticação crescente das tecnoimagens, a fotografia, o ato de tirar fotos, pura e simplesmente flagrar, congelar e eternizar o instante visível, enquanto o mundo gira, persiste com força cada vez maior. Basta pensarmos nas imagens voláteis das câmeras digitais e celulares que transformaram qualquer um, qualquer criança, em fotógrafo ambulante, sempre em estado de prontidão para os flagrantes de cenas da vida. Tudo parece indicar que, por mais que as tecnologias caminhem na direção da imitação quase perfeita do mundo visível, como é o caso das animações computacionais- em 3 dimensões, nada poderá substituir o fascínio do ato fotográfico, desse momento único de captura do instante fugidio. Exemplares admiráveis desse fascínio encontram-se nas fotos do francês Robert Doisneau, instantâneos bem-humorados, de bem com a vida, de um ser humano para o qual viver era fotografar, numa alquimia miraculosa do olho, da câmera, do gesto, do corte, do instante vívido e do clique. Basta uma pequena demora atenta aos detalhes de algumas de suas fotos para que essa alquimia se revele. O beijo: pose ou surpresa? Uma das mais famosas e controvertidas de suas fotos é a do beijo. Controvertida porque alguns afirmam que, longe de ser um instantâneo surpreendido aos personagens, trata-se na realidade de uma pose estudada e programada. O mais importante, entretanto, não é concluir por uma alternativa, mas buscar compreender de onde vem a suspeita de que se trata de uma foto posada. O beijo é tão maravilhosamente flagrado, as personagens integram seus rostos e troncos em linhas tão naturalmente sinuosas e harmoniosas, a centralização da cena bem no meio do burburinho urbano é tão esplendorosamente perfeita que a foto acaba gerando incredulidade. A arte imita a vida ou a vida imita a arte, eis o dilema. Além disso, cenários desse mesmo tipo, beijos com essa mesma qualidade plástica e apelo emocional foram recriados à saciedade pelo cinema e especialmente pela publicidade ao longo de décadas. A foto pregressa, mesmo que seja, de fato, um instante capturado pela presteza ótica e gestual do artista, acaba se contaminando pela suspeita da pose. De todo modo, o que a foto apresenta de mais extraordinário, enquanto linguagem fotográfica, encontra-se no flagrante da situação. O beijo não se dá contra um fundo citadino, mas bem no centro, rodeado pela matéria vertente de transeuntes absortos no seu próprio movimento. O contraste entre a graça do encontro amoroso e a indiferença do movimento circundante é pungente. O fotógrafo deu a esse contraste um enquadramento sábio e saboroso. Pés no chão e olhos no céu Outra foto bastante comentada de Doisneau é a do Boulevard de Strasbourg tirada no mesmo momento de um alerta aéreo. Extraordinário nessa foto é não apenas o que está por trás dela, um alerta aéreo em período de guerra, mas o enquadramento surpreendente que o fotógrafo imprimiu a esse instante inesperado. O enquadramento fotográfico é tão súbito e imprevisto quanto o próprio instante vivido. Novamente aqui a integração entre as partes e o todo da foto é impecável. Todos os olhares convergem para um mesmo ponto do céu, enquanto os pés são colhidos em uma angulação diagonal, uma linha ascendente que atravessa a foto da esquerda para a direita, concedendo ao todo uma dinâmica admirável. Embora todos estejam estáticos na atenção preocupada ao alerta, o dinamismo das linhas do enquadramento fotográfico deixa adivinhar o dinamismo interior das personagens participantes. Por fora, olhares parados em um mesmo ponto do céu, por dentro, almas em estado de alerta. Apesar de o momento ser evidentemente tenso, a diagonal dos pés alquimicamente combina a tensão com o humor, uma combinação, aliás, que é própria do chiste, de um instante de revelação. Cenas insólitas do mundo Menos comentada, mas não menos -fantástica, é a foto do policial no centro da goela de um gigante. De novo, a cena é tão inopinada que gera a suspeita da pose. A arte do flagrante do fotógrafo atinge um ponto tão magistral que beira o inconcebível. A foto é, antes de tudo, risível. O cenário é uma escultura horrenda e kitsch de uma -imensa boca aberta contornando uma porta que, em algum momento, deve também se abrir. No instante mesmo em que um policial, devidamente uniformizado, atravessa à frente do centro da goela, o fotógrafo gilhotina a cena. Certamente a foto perderia a graça se a personagem não fosse um policial que sossegadamente caminha ao longo da insólita paisagem urbana. Mais uma vez, a arte da fotografia encontra-se aqui na angulação muito sutil. O foco da foto encontra-se no corpo e rosto do policial, de modo que a escultura por trás dele apresenta uma leve inclinação. A rigidez da escultura se inclina enquanto o policial, impávido, segue o seu curso. A leitura de umas poucas fotos de Robert Doisneau já é suficiente para indicar que a grande arte, saborosamente eivada de ironia diante das cenas do mundo, desse fotógrafo encontra-se na notável capacidade não apenas de flagrar cenas que roçam o cerne essencial do imediato da vida, mas de dar a elas aquilo que só a fotografia é capaz de obter: um enquadramento insuspeitado que transforma a cena em revelação. Lucia Santaella é professora titular no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP

Consumo consciente

Instituto Akatu lança portal sobre consumo consciente para crianças. Para conhecer, basta acessar: http://www.akatumirim.org.br/

Para promover novo álbum, Radiohead lança jornal próprio

A banda Radiohead, liderada por Thom Yorke (na foto distribuindo jornais), lançou o próprio jornal, informa o site Mashable.com. A publicação The Universal Sigh (O Suspiro Universal) começa a ser distribuída gratuitamente em diversos países nesta segunda-feira (28). O jornal será distribuído em 61 lugares ao redor do mundo. Em Londres, o próprio Thom Yorke distribuiu os jornais perto da região de Brick Lane. O jornal publica pequenas estórias, e matérias sobre poesia e arte e ilustrações, uma parceria com o artista Stanley Donwood. O site da revista neo-zelandesa Rip It Up disponibilizou uma cópia digital para aqueles que não tiverem acesso a versão impressa. O lançamento do jornal coincide com o lançamento do novo CD da banda Kings of Limbs. A banda ressalta que o Universal Sigh não é o jornal que acompanha o "newspaper album" e que o evento - distribuição gratuita do jornal - não acontecerá novamente e não é uma apresentação ao vivo da banda. No site oficial os fãs podem conferir o layout do jornal e também conferir as cidades em que o jornal será distribuído. No espírito do lançamento do álbum, os jornalistas do The Guardian reclamaram direitos iguais. "Se o Radiohead pode fazer jornal, nós podemos fazer música", diz a página do jornal britânico que mostra jornalistas e editores tocando um cover de "Creep" em um estúdio próximo à redação. Fonte: Portal Imprensa

Educar para os ecrãs

"A educação para os media serve para melhorar a nossa condição de cidadãos." A ideia é tão consensual entre especialistas e investigadores que merece as aspas. Como se fosse uma citação coletiva. Foi repetida vezes sem conta durante o primeiro congresso nacional de "Literacia, Media e Cidadania", que decorreu em Braga.

Se há em Portugal educação para entender a televisão, a publicidade, a rádio, a imprensa, os filmes, os videojogos, a Internet, as redes sociais, ou seja, a medioesfera, "resulta do empenho pessoal, da crença de que é importante", diz Sara Pereira, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho. O que significa que "quando os dinamizadores das experiências deixam de existir, elas terminam". E, na "ausência de uma política pública" verifica-se que "no plano nacional não há uma prática continuada de educação para os media", conclui.

Estas são algumas das conclusões de uma investigação inédita em Portugal e que fez um inventário dos projetos e atividades desenvolvidas na área da educação para os media, nos últimos dez anos. Encomendado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ao CECS, o estudo mostra quem fez ou ainda faz, o quê, onde e como?

"A maioria das ações acontece na escola e é mais dirigida à criança enquanto aluno e menos ao ser cidadão que é", aponta Sara Pereira, uma das autoras do estudo. No entanto, "não existem projetos dirigidos à medioesfera como um todo". E, as iniciativas que acontecem, um pouco esporadicamente, "andam a reboque" das organizações internacionais.

São estas entidades "que surgem como elementos indutores das atividades, sobretudo pelo suporte financeiro que lhes concedem". Mas isso não é suficiente, adianta a investigadora, "é necessário vontade política para incluir a educação para os media na agenda pública ou daqui por dez anos estaremos a traçar o mesmo quadro".

O estudo, intitulado "Educação para os Media em Portugal - Experiências, atores e contextos", foi um dos pontos altos do primeiro congresso nacional de "Literacia, Media e Cidadania", que reuniu especialistas nacionais e internacionais em educação, literacia e ambientes digitais, nos dias 25 e 26 de março, na Universidade do Minho, em Braga.

Educar para a cidadania
"Sabemos que os media nem sempre se centram nos factos que importam conhecer", alerta Felisbela Lopes, pró-reitora de Comunicação e Imagem da Universidade do Minho. E, às vezes "consumimos produtos altamente perigosos", acrescenta.

Ora, estar educado para os media é ter a capacidade para compreender de modo crítico as mensagens dos meios de comunicação social e digital. A também designada literacia mediática, pressupõe ainda capacidade de criação de comunicação em diferentes contextos.

A sua importância está plasmada em várias diretivas do Conselho e do Parlamento Europeu. Mas também da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). De forma geral, traduz-se na necessidade de "assegurar que os cidadãos sejam capazes de consumir criticamente, mas também produzir conteúdos mediáticos", resume Fernando Guimarães, embaixador da UNESCO. "A literacia para os media é condição sine qua non para uma cidadania plena", conclui.

Como e quem?
José Ignacio Aguaded, investigador da Universidade de Huelva, em Espanha tem a resposta: "O primeiro âmbito da educação para os media é familiar, porque o consumo se faz inicialmente na família, depois há que vincular a escola e as entidades de educação informal".

"Os ecrãs têm tanta importância que já não distinguimos o que conhecemos do mundo real e do virtual." O fundador do grupo Comunicar, que produz investigação nesta matéria, publica uma revista científica com o mesmo nome, assume que a sociedade é composta por múltiplos ecrãs mediáticos que são como "o ar que respiramos". Porque "os media vivem pelo fator emocional", lembra Aguaded.

"Se fosse pela lógica não veríamos muitos dos programas." E, no entanto, "onde estão as nossas crianças e idosos?", questiona o investigador. "A ver televisão!", responde. Por isso, é urgente dar às audiências "alimentos de formação para lidar com o que a sociedade lhes oferece". Porque "se consumirmos de forma inteligente, crítica e criativa, os media serão fantásticos, se não um desastre", conclui.

Ainda assim, a crescente atenção internacional dada à literacia no âmbito dos media, parece ter rumado em sentido contrário em Portugal. A começar pela sua retirada dos planos curriculares dos cursos de formação inicial de professores, inerente ao Processo de Bolonha. Este "retrocesso" foi objeto de crítica por parte de vários oradores presentes no congresso, a par da ausência de conteúdos atualizados sobre os ambientes mediáticos nos currículos do ensino básico e secundário foi outra das críticas.

Associada a esta critica, uma outra, sentida particularmente pelos professores do ensino básico e secundário: a falta de recursos pedagógicos e didáticos para uma abordagem efetiva sobre o papel dos vários meios de comunicação social no contexto da atual evolução tecnológica. Materiais para usar na sala de aula e abordar questões práticas como: as notícias enquanto construções da realidade, a transmissão de valores num filme ou os direitos de autor na Internet.

Manuel Pinto, investigador do CECS e autor de vários livros e artigos sobre a relação dos media na sociedade, diz ser "urgente apostar na formação de professores". "Não podemos ficar reféns de Bolonha", disse o também coordenador do estudo que fez o levantamento sobre o estado da educação para os media, em Portugal. "Temos de exigir do Estado que não nos impeça de fazer e, se possível, que incentive a fazer, se isso fosse feito já não seria pouco".

"A formação dos mediadores" da relação entre media e públicos foi apresentada como outra questão essencial para Vitor Reia-Baptista, investigador em estudos fílmicos, da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.

A reflexão sobre a "dimensão pedagógica dos media" tem de ser feita ainda durante a formação dos "fazedores dos media", "sejam eles jornalistas ou cineastas", sublinha o investigador. "Não é depois de estarem a trabalhar que estes profissionais vão ter tempo para refletir sobre o tema", garante.

Inclusão digital
A apresentação dos resultados do "EU Kids Online", uma pesquisa europeia em 25 países sobre o modo como as crianças entre os 9 e os 16 anos e os seus pais estão a usar a Internet, foi outro dos momentos altos do congresso. Cristina Ponte, investigadora da Universidade Nova de Lisboa, que liderou a participação portuguesa nesta investigação, foi outra das vozes a insistirem na "necessidade de capacitação das crianças para lidar com a Internet".

Segundo o estudo, 93% das crianças acedem à Internet pelo menos uma vez por semana e 36% afirmam saber mais de computadores que os seus pais. Do lado dos adultos, a maioria dos pais afirma saber o que fazem os seus filhos quando estão online. No entanto, as ferramentas de controlo do acesso são pouco usadas. Note-se que, para este estudo foram entrevistadas cerca de mil crianças em cada país e um dos seus pais, durante a primavera e o verão de 2010.

Os dados recolhidos entre as famílias portuguesas mostram, por exemplo, que 67% das crianças acedem à Internet a partir do seu quarto, contra 42%, na vizinha Espanha, e os 49% registados na média europeia. Mostram ainda que são as mães as principais mediadoras da relação que as crianças estabelecem com a Internet. E "sublinham a importância da escola enquanto espaço de democratização do acesso", refere Cristina Ponte.

O facto de as crianças e os jovens cultivarem cada vez mais uma espécie de "cultura de quarto" foi um aspeto estudado por Rita Espanha, do Instituto Superior de Línguas e Administração, de Lisboa. "Portugal tem muitos jovens com computador no quarto, logo este deixa de ser um espaço privado", diz a investigadora posicionando este fenómeno "num contexto de autonomia existencial, mas de dependência económica em relação aos pais".

"Comunicar é o que os jovens mais fazem através do uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), e dos telemóveis, por isso, já não faz sentido a distinção entre o mundo online e o offline", diz Rita Espanha. Neste contexto, "vale a pena recordar que a geração Magalhães tem de merecer estudos de referência, porque vai ter consequências no comportamento dos jovens".

Estudar o impacto dos media digitais nas crianças portuguesas é o objetivo do "Navegando com o Magalhães", outro projeto de investigação encabeçado pelos investigadores do CECS da Universidade do Minho que está atualmente em curso.

Estes e outros estudos, desenvolvidos um pouco por todo país, como ficou patente pela diversidade de oradores no congresso, surgem numa altura em que a União Europeia se prepara para pedir aos Estados-membros indicadores sobre os graus de literacia e competências mediáticas dos seus cidadãos.

Os três "cês", de literacia
Em que ponto estamos? A resposta foi surgindo de diferentes contributos dos oradores presentes no congresso. Mas falar de literacia mediática, explica Vitor Reia-Baptista, impõe falar de três "cês": Capacidade de contextualização cultural, crítica e criatividade. São estes os degraus para alcançar uma "completa literacia para os media".

Mas para o investigador da Universidade do Algarve, é possível encontrar a sociedade dividida de forma geracional pelos três. "A nossa geração é boa na capacidade de contextualização cultural, mas ainda não desenvolveu formas adequadas de a transmitir aos jovens." Já no que diz respeito ao pensamento crítico "somos maus", provoca Reia-Baptista. Por último, é na dimensão criativa que os jovens mais se evidenciam: "Quando compramos um telemóvel novo, não lemos o manual, pedimos ao nosso filho que nos ensine a mexer nele", conclui o investigador.


Teresa Calçada, da Rede de Bibliotecas Escolares, reconhece que a criatividade é uma competência positiva na geração multimédia, mas reconhece também um sinal negativo: "Os jovens têm um menos, é o lado crítico que nos permite ter critérios de exclusão e são o lugar da destreza e da competência."


A fechar o congresso, Alexandra Marques, da Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGDC), do Ministério da Educação, lembrou que a educação para os
media "tem destaque" na Lei de Base do Sistema Educativo.

A diretora-geral da DGDC sublinhou "a preocupação [ministerial] sistemática em realizar estudos para conhecer o desempenho do país ao nível das literacias, com enfoque na leitura". E a importância da iniciativa Magalhães, inserida no Plano Tecnológico da Educação. Alexandra Marques chamou a atenção ainda para o projeto "Metas de Aprendizagem", considerando-o "parte de uma estratégia global que pretende dar centralidade às questões da educação para os
media".

Fonte: Educare.PT/ Andreia Lobo/ 28-03-2011

sábado, 26 de março de 2011

I Congresso Nacional Literacia Media e Cidadania em resumo...

Reproduzimos abaixo texto de Raquel Ribeiro sobre o Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania, que aconteceu nos dias 25 e 26 de março, na Univeridade do Minho, em Braga/Portugal. Raquel fez parte da equipe de comunicação do congresso e tentou resumir em poucos parágrafos a riqueza do evento que teve ainda cobertura no Storify, Twitter, YouTube, Flickr e AudioBoo.


Boa leitura!!!


"Os dias 25 e 26 de Março de 2011 vão ficar registados na agenda da Universidade do Minho. O primeiro Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania foi o mote para a recepção em Braga de um conjunto de profissionais, docentes, especialistas e investigadores das áreas da comunicação e da educação que durante dois dias debateram as questões suscitadas pela necessidade da educação mediática junto dos cidadãos portugueses e, em especial, junto dos mais jovens.


Numa iniciativa conjunto do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Comissão Nacional da UNESCO, Conselho Nacional de Educação, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Gabinete para os Meios de Comunicação Social, o Ministério da Educação e a UMIC, o Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania configurou um espaço de participação e debate no âmbito da necessidade de intervir, formar, investigar e definir políticas de incentivo à literacia mediática.


Durante dois dias e no decorrer de inúmeras sessões foram vários os temas debatidos, tendo confluído todos os debates para a necessidade urgente de apostar em políticas de educação para os media com o objectivo de formar cidadãos mais esclarecidos e capazes de interpretar criticamente a informação que recebem.


Num caminho de Educação para os Media que quase todos concordam ainda é preciso trilhar, conferencistas e participantes afirmaram a necessidade de diagnosticar o estado da literacia mediática na sociedade portuguesa com o objectivo de levar a cabo políticas que possam favorecer uma cidadania mais plena.


Assim, e no âmbito da premência em colocar em prática políticas de Educação para os Media foi ainda destacada a necessidade em formar civicamente os estudantes, permitindo que os mesmos sejam capazes de desenvolver as suas competências críticas não só em relação às mensagens mediáticas que consomem diariamente mas também em todos os domínios do social em que se encontram envolvidos.


Numa das conferências mais concorridas do dia 25, o professor José Ignacio Aguaded Gomez referiu a necessidade de debater os media num momento em que os mesmos são omnipresentes na sociedade actual estando essa situação intrinsecamente relacionada com as evoluções tecnológicas. Segundo o mesmo, essa mesma evolução é a força motriz de um mundo actual marcadamente fragmentado e composto por uma sucessão de mosaicos, configurados em forma de links.


Ressalvada foi a possibilidade de na sociedade actual encontrar pontos de convergência entre as escolas do século XIX, os professores do século XX e os alunos do século XXI. As potencialidades dos media, ao nível da criação de uma sociedade mais igualitária e justa, forma também alvo de reflexão, referindo-se a profissão dos educomunicadores como fundamental na criação de pontes entre comunicação e educação, ambas faces da mesma moeda.


O congresso ficou ainda marcado pela apresentação do estudo “Educação para os Media, em Portugal: experiências, actores e contextos”, resultado de uma investigação realizada pelo CECS para a ERC. Este estudo visou conhecer melhor a realidade dos actores e das experiências dos agentes permitindo observar por princípio três caminhos dominantes na relação entre os media e os cidadãos: o proteccionismo, o modernizador/tecnológico e o capacitador.


Este estudo permitiu, entre outras coisas, perceber que o panorama geral da Educação para os Media é fragmentário e difícil de perceber atendendo àquilo que são os seus constantes avanços e recuos. Ao mesmo tempo, ficou evidente que a maioria das experiências existentes dirigem-se a crianças vista como alunos e não como crianças-cidadãos. De notar, igualmente, foi a inexistência actual de um plano organizado de acção para a educação mediática em Portugal, ou mesmo de uma qualquer plataforma que permita mediar o ainda escasso trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nesta área. A este propósito o professor Manuel Pinto, um dos co-autores do estudo, mencionou a importância de criar um Observatório sobre Educação para os Media, que colmate estas lacunas observadas.


Apontada como condição essencial para o exercício de uma cidadania plena e activa a educação para os media foi apresentada pelos participantes no congresso como fundamental na redução da info-exclusão. Para que esse fim seja possível é, todavia, fundamental formar. Responder às questões de como, quem, e porquê formar é lutar contra o analfabetismo mediático que parece ainda dominar na sociedade actual".


Fonte: Educomunicação/ Foto:Joana Rodrigues

I Congresso Nacional de Literacia, Media e Cidadania em clicks

Professor J. Ignacio Aguaded Gomez - Universidade de Huelva - Espanha

Equipe de comunicação do congresso
Palestra do Professor Tito de Morais
Cartazes do congresso
Público no segundo dia do evento
Fonte: Flick CLCM

Congresso estabelece o Grupo de Trabalho em Educação para os Media da SOPCOM

O I Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania que está acontecendo na Universidade do Minho, em Braga/Portugal, dias 25 e 26 de março, já começou a gerar frutos. No primeiro dia do congresso foi estabelecido o Grupo de Trabalho em Educação para os Media da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação), tendo como presidente a prof. Sara Pereira da Universidade do Minho e como coadjuvantes Luís Pereira e Eduardo Cintra Torres.

Veja abaixo informações da SOPCOM sobre os grupos de trabalho. Os textos foram retirados so site da entidade:

"Os Grupos de Trabalho são secções de autonomia relativa dentro da estrutura da SOPCOM, cujo principal objectivo é constituírem-se como espaços estáveis de confluência dos investigadores associados, com afinidades ao nível dos interesses de pesquisa e capazes de gerar uma série de actividades de promoção das Ciências da Comunicação na sua área de especialidade.

De acordo com o Regulamento de Criação dos Grupos, os grupos devem reflectir de algum modo a dinâmica própria dos membros da SOPCOM, independentemente de corresponderem ou não às sessões temáticas dos congressos.

Os Grupos de Trabalho devem ser grupos de dinamização, com um plano próprio de actividades e iniciativas."

Grupos:
Comunicação e Política

Comunicação Organizacional e Institucional

Economia e Políticas da Comunicação

Estudos Fílmicos

Estudos Televisivos

Jornalismo e Sociedade

Jovens Investigadores

Publicidade e Comunicação

Retórica

Semiótica

Fonte: SOPCOM

sexta-feira, 25 de março de 2011

Jornais no Cinema: Abril

Trecho do filme Abril, de Nanni Moretti, de 1998. Dica do colega português Eduardo Jorge.

Na frente da TV

Embora as crianças - e os publicitários - tenham descoberto recentemente as novas mídias, como computares e telefones celulares, a TV continua sendo a grande disseminadora comercial, contando com investimentos em publicidade de mais de R$ 46 bilhões no Brasil em 2010 (61% do total investido). Expostos em frente à tela por horas, sem mediação adulta, a criança fica a mercê deste bombardeio de publicidade, no ar todos os dias.

No Brasil, o tempo médio das crianças assistindo à TV é um dos maiores do mundo e chegou a
5h04min em 2010. Um levantamento do Projeto Criança e Consumo, feito em outubro do mesmo ano, mostrou que, em apenas um dia daquele mês, as crianças ficaram expostas a mais de mil inserções comerciais.

Nesse contexto, é essencial que os pais limitem o tempo que os filhos passam em frente à televisão. Mas como conseguir isso? Uma matéria de março, do
Boston Globe, abordou exatamente esse problema. Em uma das cidades mais frias dos EUA, diversos pais deixaram as crianças abusarem da TV nos muitos dias de neve que fecharam as escolas da cidade durante o inverno. E depois, para voltar à rotina?

A Academia Americana de Pediatras recomenda que crianças com menos de dois anos não assistam à TV e que as mais velhas fiquem no máximo duas horas em frente a telas, algo talvez mais fácil de falar do que fazer. A reportagem traz depoimentos de mães que estão enfrentando problemas para impor esta restrição e que acabam cedendo aos desejos dos pequenos. “Se eu deixo meu filho assistir a seis programas seguidos e de repente diminuo essa quantidade para dois, acontece um pequeno escândalo”, disse um dos pais. “Se flexionamos as regras que estabelecemos, eles começam a achar que tudo pode ser negociado”, explica Amy McCready, do Positive Parenting Solutions.

Para o pediatra Michael Rich, os pais enfrentam esse estresse principalmente nos fins das férias de verão, quando precisam impor o limite, mas também no começo do período sem aulas. A matéria sugere outras atividades, como colagens e outros projetos artísticos que custam pouco e entretêm os pequenos por horas. Mas quando o caso não é uma tempestade de neve, tirar as crianças de casa continua sendo essencial. Para algumas dicas de diversão, vale ler esta
matéria do site do Projeto.

Fonte: Consumismo e Infância - 25/03/2011

I Congresso Literacia, Media e Cidadania

Quem quiser acompanhar o I Congresso Literacia, Media e Cidadania, que acontece na Universidade do Minho (Braga/Portugal) nos dias 25 e 26/03/2011, pode acessar o link abaixo para o blog oficial (http://storify.com/congressolmc/congresso-nacional-literacia-media-e-cidadania)

Mundo virtual

Dicas de sites a serem visitados por quem gosta, estuda, pesquisa e/ou trabalha com a relação Mídia e Educação:

www.literacia.com
literaciamedia.wordpress.com
www.fcsh.unl.pt/eukidsonline
www.literaciamediatica.pt

I Congresso Nacional de Literacia, Media e Cidadania

Sara Pereira, co-autora do recente estudo "Educação para os Media em Portugal: Experiências, actores e contextos".

I Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania - Frases para refletir

Algumas frases para nos fazer refletir acerca da relação mídia, cidadania e educação. Lembramos que são frases retiradas de um contexto de fala do professor e pesquisador Manuel Pinto, palestrante do I Congresso LIteracia, Media e Cidadania, da Universidade do Minho, que pode prejudicar sua compreensão geral, mas que foram aqui destacadas apenas para gerar reflexões! (Braga- 25/03)

Professor e pesquisador Manuel Pinto - Universidade do Minho

"Olhando para os dez anos da Educação para os Media nota-se uma deslocação da educação para o campo de comunicação."

"Faz falta avançar com um observatório sobre Educação para os Media."

"Temos aprendido pouco a trabalhar em parceria".

"É preciso alargarmos o nosso próprio horizonte na Educação para os Media".

"Há quem entenda a Educação para os Media como uma forma de instrumentalizar os media"

"Falta um modo de actuar que enquadre o trabalho que tem sido feito no campo da Educação para os Media."


Destaques do Twitter:
@ salienta a importância dos projectos ligados aos jornais escolares como o Público na Escola ou Castelo Branco.

#congressolmc Idade do 1o acesso à Internet em Portugal é 10 anos. Na Suécia é 7. Dinamarca, Reino Unido e Holanda: 8 anos de idade.

#congressolmc "A análise das culturas juvenis têm que cada vez mais passar pela análise do seu consumo dos media"

#congressolmc "Não faz mais sentido falar de um mundo online e um mundo offline quando nos referimos aos jovens. É o seu mundo."

#congressolmc Maioria de experiências dirigidas "à criança-aluno e não à criança-cidadão"

Fonte: Twitter do I CLMC e Storify - Foto do Storify