quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Revista Dois Pontos



Dica do blog Mídias na Educação, do NCE/USP:
Revista Dois Pontos é uma publicação eletrônica de caráter mais geral sobre a educação. No último número, há algumas matérias interessantes que se relacionam com o universo das mídias. Uma discute a relação dos jovens com as redes sociais e outra a "twitteratura". Além dessas reportagens, há uma matéria sobre o educador Paulo Freire. A revista pode ser vista neste link

Fonte: http://midiaseducacao.blogspot.com/2011/11/revista-dois-pontos.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Limites entre informação e entretenimento

Compatilhamos abaixo análise do pesquisador Fábio Ribeiro, da Universidade do Minho, Portuigal, sobre o conceito de 'infotainment' a partir de um fato que aconteceu em Portugal na última semana de novembro e como se deu a cobertura jornalística do mesmo: a candidatura do fado a Patrimônio Imaterial da Humanidade. Vejam abaixo o texto e reflitam a respeito!

Por Fábio Ribeiro - Universidade do MinhoUma das questões mais sublinhadas pela literacia mediática consiste na distinção clara das fronteiras entre determinados conteúdos que os media, neste caso o jornalismo, promovem e difundem. Concorrendo justamente para a ideia de uma literacia da informação, tive recentemente uma discussão prolongada com um familiar sobre um ponto que pode perfeitamente encaixar-se neste tema.


Por cá, na última semana, decorreu uma [extensiva] cobertura mediática sobre a candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade. Televisões, rádios, imprensa e edições jornalísticas online trabalharam afincadamente na expectativa de uma decisão favorável a uma candidatura que teria uma decisão no fim-de-semana passado, em Bali, na Indonésia.

Contudo, reparei como os diferentes media estruturaram a nossa visão sobre um acontecimento, de facto, simbólico. Desta forma, a SIC optou por abordar a situação através de um critério que, no mínimo, considero duvidoso e que provavelmente induziria o espectador em erro. No final de cada emissão do 'Primeiro Jornal', a atenção era dedicada ao fado, com uma determinada reportagem sobre um cantor(a) ou algum lugar tradicional lisboeta. Posteriormente, o pivot deslocava-se para uma espécie de plateaux alternativo do estúdio, onde estava um(a) fadista e respectiva banda preparados para uma actuação em directo, após breves perguntas do jornalista.


Quando tive oportunidade de perceber esta opção editorial, decidi confrontá-la com outras perspectivas, na rádio e televisão. Num desses dias, percebi que, por exemplo, a RTP explicava com detalhe a origem e o fundamento de uma candidatura do Fado de Lisboa (distinta para não provocar confusões com o Fado de Coimbra). Por sua vez, a TSF lembrava o mentor da ideia subjacente à candidatura, Santana Lopes, por altura de 2004 enquanto presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Na verdade, é mais espectacular, vistoso e deslumbrante repetir uma actuação de fado a cada final de emissão de um serviço informativo visto por milhares de espectadores. Uma abordagem que me levou a pensar numa eventual e perigosa confusão entre o tratamento jornalístico sobre um tema e uma visão típica de entertainer, provavelmente adequada a outros segmentos da estação. A conversa com o meu familiar suscitou diversas questões, para as quais não tenho resposta completa: onde está a informação numa actuação de fado num serviço noticioso? se a música representa um factor importante no enquadramento jornalístico, até que ponto é legítimo - ou não - o uso excessivo do mesmo formato? E sobre essa repetição, provoca cansaço no espectador ou encontra-se perfeitamente justificada pelo framming que sugere?

Uma forma elegante de suscitar a discussão foi - para mim - , o trabalho que a TSF fez hoje no Fórum TSF. Convidou gente do fado, ouvintes, participantes, numa 'mesa redonda' sobre os inícios e caminhos futuros do fado, após a distinção obtida. Pontualmente entraram alguns trechos sonoros de fado, mas apenas como contextualização auditiva, apelativa para o ouvinte, diria.

Numa altura em que se esgrimem tantos argumentos pró e contra o serviço público, fiquei genuinamente satisfeito pela abordagem clarividente, bem situada histórica e socialmente, que a RTP realizou ao longo da semana sobre o acontecimento. Para mim, foi apenas (mais) um exemplo de como um serviço público orientado e personalizado faz falta numa sociedade mediatizada.

Admitindo que este meu entendimento possa encerrar diversas opiniões contrárias, julgo que estamos perante um tema bastante interessante para reflexão. Afinal convivemos diariamente com questões idênticas a estas e certamente algum trabalho estará ainda por fazer. Pensar em literacia mediática significa igualmente pensar numa abordagem múltipla da realidade que os media nos sujeitam. Nem todos têm o mesmo foco, nem a mesma luz.

P.S. - O conceito de 'infotainment', que designa grosso modo, a diluição clara das fronteiras entre a informação jornalística e o entretenimento, não é propriamente novo, veja-se por exemplo nestes textos: 'Who's Afraid of Infotainment?' ou 'News as Entertainment'.
Fonte: Educomunicação (http://comedu.blogspot.com/2011/11/limites-entre-informacao-e.html)

Um novo realismo

Por Ferreira Gullar

Quem, como eu, admite que a vida é inventada e que a arte é um dos instrumentos dessa invenção terá do fenômeno artístico, obrigatoriamente, uma visão especial.

Não é só através da arte que o homem se inventa e inventa o mundo em que vive: a ciência, a filosofia, a religião também participam dessa invenção, sendo que cada uma delas o faz de maneira diferente, razão por que, creio, foram inventadas.

Se a filosofia inventasse a vida do mesmo modo que a ciência ou a religião o faz, não haveria por que a filosofia existir.

A conclusão inevitável é que todas elas são necessárias, ainda que cada uma a seu modo e sem a mesma importância para as diferentes pessoas. E o curioso - para não dizer maravilhoso - é que, de alguma maneira ou de outra, a maioria das pessoas, senão todas, usufrui, ainda que desigualmente, de cada uma delas.



A arte é exemplo disso. Não importa se esta ou aquela pessoa nunca viu a Capela Sistina, porque, no dia em que vir, se renderá à sua beleza. Isso vale igualmente para a ciência, a religião ou a filosofia, que atuam sobre nossa vida, quer o percebamos ou não.


É que somos seres culturais, e não apenas porque nos apoiamos em valores éticos, estéticos, religiosos, filosóficos, científicos - mas porque eles são constitutivos dessa galáxia inventada que é o mundo humano.


Como numa galáxia cósmica, a diversidade da matéria e as relações de espaço e tempo, de presente, passado e futuro, fazem com que, de algum modo, tudo ali seja atual, já que qualquer um de nós pode encontrar numa frase de Sócrates, num verso de Fernando Pessoa, numa imagem pintada por Rembrandt, a verdade ou a inspiração que nos reconciliará com a vida.


Isso não significa que devamos pensar como Sócrates ou pintar como Rembrandt e, sim, que a invenção do novo não implica a negação do que já foi feito, mas a sua superação dialética.


Todo artista sabe que a arte não nasceu com ele e que um dos sentidos essenciais de sua obra é incoporar-se a essa galáxia cultural que constitui a nossa própria existência.


Não entenda isso como uma proposta de conformismo, que seria contrária à minha própria tese de que o mundo se inventa e inventa o seu mundo, já que seria impossível inventá-lo se apenas repetissem o que já existe.


Por isso mesmo, é perfeitamente natural que alguns artistas de hoje busquem expressar-se sem se valer das linguagens artísticas e, sim, antes, repelindo-as, para inventar um modo jamais utilizado por artistas do passado.



Como já obervei, entre esses há os que simplesmente negam a arte e outros que pretendem criar arte valendo-se de elementos antiartísticos ou não artísticos.



Em princípio, suas experiências não têm que ser negadas uma vez que essa atitude radical pode suscitar surpreendentes. E isto à vezes ocorre, embora não seja frequente.


Não resta dúvida de que quem opta por uma atitude tão radical merece atenção e crédito, por seu inconformismo e por sua coragem, mas isso, por si só, não basta.

É preciso que dessa opção radical e corajosa resulte alguma coisa que nos comova e se some a esse mundo imaginário de que já falamos. Honestamente, deve-se admitir que a audácia por si só não é valor artístico.

Nada me alegra mais do que me deparar com uma criação artística inovadora, mas, para isso, não basta fugir das normas, das soluções conhecidas e situar-se no polo oposto: é imprescindível que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a sacação apenas cerebral ou extravagante.
 O que todos nós queremos é a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir.
 E aqui cabe aquela afirmação minha - que tem sido repetida por mim e até por outras pessoas - de que a arte existe porque a vida não basta.

Nela está implícito que não é fundamental da arte retratar a realidade, mas reinventá-la. É, portanto, o oposto do falecido realismo socialista que só faltou, em vez de pintar o operário, colocá-lo em carne e osso no lugar da obra.

E nisso não estaria muito distante de certos artistas de agora, ditos conceituais, como a que pôs casais nus em pelo nas salas do MoMA, de Nova York. Como essa arte visa gente de muita grana, bem que poderia chamar-se "realismo high society".

Fonte: Folha de São Paulo, 27/nov/2011, p. E8/ Reproduzido no Blog Leitura Crítica (http://leituraensino.blogspot.com/2011/11/leitura-obrigatoria-aos-mediadores-de.html)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O projeto Mídia Jovem é selecionado para concorrer ao Prêmio ANU 2012

O Mídia Jovem - projeto desenvolvido pelo Instituto Recriando com o apoio do Governo de Sergipe e apoio do Oi Futuro, que utiliza a metodologia da Educomunicação para transmitir aos educandos técnicas de confecção de produtos midiáticos, além de estimular entre os adolescentes e jovens discussões sobre temas relevantes para a formação da cidadania - está concorrendo na seletiva estadual para o Prêmio ANU 2012.
O projeto foi uma das mais de 30.000 ações inscritas em todos os Estados do Brasil, mais o Distrito Federal. Em Sergipe O Mídia Jovem concorre com mais quatro projetos que participarão da votação popular no site do evento. Entre os dias 25 de novembro e 30 de dezembro, essas cinco ações estão disponíveis a votação popular online através do sitePrêmio ANU.
No dia 31 de dezembro ao meio dia, será divulgada a instituição mais votada de cada Estado. Essas instituições já recebem o prêmio Anu Dourado. Nesta mesma data, as 27 finalistas concorrem à votação popular para a melhor ação nacional. No dia 29 de Fevereiro de 2012 um representante da instituição vencedora vem para o Rio de Janeiro receber o prêmio Anu Preto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Prêmio Anu  
O prêmio Anu está em sua 2ª edição e é um evento que visa destacar ações de toda natureza desenvolvidas dentro de favelas de todos os estados do Brasil que contribuem para o desenvolvimento humano e social desses espaços. Realizado pela Central Única das Favelas (CUFA), o prêmio tem como objetivo reconhecer ações desenvolvidas dentro de favelas e demais espaços em desvantagens sociais, que buscam melhorias em qualidade de vida, inclusão e capacitação nessas áreas de atuação buscando as melhores ações em todo território nacional. O Prêmio Anu é assim chamado em homenagem ao pássaro Anu Preto, que pode ser  encontrado em todo o país.  O pássaro se tornou alvo de preconceito, símbolo de agouro e repudiado pela população nacional, pois no período colonial os escravos eram assim insultados pelos portugueses e espanhóis. A CUFA trouxe para a sua premiação o Anu como símbolo, indo de encontro à quebra de tabus e dissolvendo preconceitos
Mídia Jovem - Durante os últimos 14 meses, período em que a iniciativa foi desenvolvida, adolescentes e jovens de comunidades populares contribuíram para a transformação dessa conjuntura através da construção e disseminação de um novo olhar dessa juventude acerca da própria realidade. Reflexão, direito à comunicação, participação social e protagonismo juvenil foram os principais motivadores dos adolescentes e jovens dos bairros Coqueiral e Santa Maria, em Aracaju, e dos municípios São Cristóvão e Laranjeiras, que através de oficinas de comunicação foram instrumentalizados para o uso responsável da mídia e, consequentemente, preparados para o exercício da cidadania. As oficinas de mídia impressa, rádio, fotografia, vídeo e animação serviram não apenas para transmitir bagagem teórica, mas funcionaram como espaços para reflexão sobre direitos humanos, comunicação, cultura, meio ambiente, prevenção ao uso de drogas, diversidade e cultura de paz, dentre outras temáticas propostas pelos próprios jovens. Maiores informações sobre o Projeto Mídia Jovem podem ser conferidas através do site www.midiajovem.se.gov.br. Os vídeos produzidos pelos educandos podem ser assistidos no www.youtube.com/projetomidiajovem

Constituyen Instituto Latinoamericano de Comunicación para el Desarrollo

Asunción, Paraguay, 28 de noviembre (OCLACC).- Con la finalidad de promover en América Latina una comunicación para el cambio social y el desarrollo humano integral, un grupo importante de comunicadores del continente constituyó el Instituto Latinoamericano de Comunicación para el Desarrollo. Dicho evento se dio en el marco del exitoso I Foro de Comunicación para el Desarrollo, que tuvo lugar, en la capital paraguaya, del 24 al 25 de noviembre.


La primera Comisión Directiva quedó conformada de la siguiente manera: Presidente Honorario un paraguayo paradigmáticamente importante en el mundo de la cultura y la comunicación: Juan Díaz Bordenave. Presidente en ejercicio: Washington Uranga (Argentina). Los demás integrantes, Anamaría Rodríguez (Colombia), Pepe Arevalo (Perú), Gerardo Lombardi (Venezuela - ALER), Thomas Tufte (Dinamarca) y Rogelia Zarza (Paraguay), en la Dirección General.

Según don Juan Díaz Bordenave, La comunicación es un derecho fundamental inherente a todo ser humano y, la comunicación social es un bien público que no puede ser enajenado. "Ello nos obliga a promover la formación y el acceso a los medios y técnicas de comunicación para todas las personas y nos urge a promover políticas más efectivas de comunicación pública".


"No estamos hablando de una cosa extraña, estamos hablando de un derecho inherente a nuestra condición humana", reivindicó también el representante de la Asociación Latinoamericana de Educación Radiofónica (ALER), Gerardo Lombardi. La comunicación social no puede estar solamente en manos del sector privado comercial, enfatizó: "Debemos construir modelos de desarrollo que sean incluyentes: "Se debe lograr un cambio en el monopolio temático en los medios, pensar que es posible la creación de una comunicación hecha desde el corazón, y no con fines de lucro o intereses políticos, en contra de la clase popular".


Para Rogelia Zarza, directora general del flamante Instituto de Comunicación para el Desarrollo, las actividades que se tienen previstas para el primer año, además de las burocráticas y legales, estarán centradas en la constitución de núcleos del Instituto en diversos países del continente y en actividades de formación e investigación en el campo de la comunicación social para el cambio. Además nos indica que tienen las puertas y ventanas abiertas para todas las personas e instituciones interesadas en sumarse a esta valiosa iniciativa latinoamericana.


Fuente: ILCD e 
OCLACC (http://oclacc.org/noticia/constituyen-instituto-latinoamericano-comunicacion-desarrollo)

CHILDREN NEED MORE HELP TO BLOCK ONLINE THREATS SAYS EUROPEAN INTERNET STUDY

Internet companies should provide more ways for children to block, filter or report alarming online content and contacts, recommends a new study for the European Commission.


The report suggests that both children and parents are reassured when given tools to take action against online dangers such as bullying, sexual content and intrusive strangers. Yet they often don’t use the options available (including online safety advice or the so-called ‘panic buttons’ operated by social networking sites) and the industry could do more to promote their use.


More than 25,000 children from across Europe (and one of their parents) were interviewed for the study, EU Kids Online, based at the London School of Economics and Political Science and funded by the Commission’s Safer Internet Programme.
The study revealed that while 70 per cent of parents talk to their children about what they do on the internet and more than half offer practical advice and support, relatively few use technical tools to help. Only 28 per cent choose to block or filter websites and 24 per cent track the websites visited by their child.


In fact, the survey shows, most children are not bothered or upset by what they encounter online – only 12 per cent say they have been.  And while children said bullying was relatively uncommon with just one in 20 saying it had happened to them, children who had been bullied online were the most likely to say this upset them.


Across all media, 23 per cent of children have seen sexual or pornographic images in the past year with the internet now as common a source as TV, film and video. While this is much more likely for older teenagers, younger children are more bothered or upset by seeing sexual images. And children are going online at ever younger ages – at an average age of seven in Denmark and Sweden and eight in many other Northern European countries.
Sonia Livingstone, professor of media and communication at LSE and project director of EU Kids Online, said: ‘Parents and the online industry have taken some good first steps to make the internet a safer place for children but they could both do much more'.


‘Our research shows that children welcome their parents’ involvement with the risks of being online but that there are too few technical tools to help with blocking contacts, filtering unwanted content or reporting problems when they happen.  Where these tools exist, we suspect there is little awareness of them and how to use them. We recommend that the industry builds more of these tools, does more to inform both parents and children about them, and makes them more user-friendly.’


The report also suggests targeting resource and guidance for safety at the ever younger children who now go online, as well as developing more positive content aimed specifically at children. However, the authors also emphasise that children should be encouraged to take responsibility for their own safety online as much as possible and that young people left behind in picking up digital skills should be offered extra training and support to broaden their opportunities.
Researchers surveyed children’s online experience in 25 European countries and the report presents the full findings and the team’s policy recommendations. Initial findings from the report were presented to the Safer Internet Forum in November 2010.


For more details, and a full copy of the report see www.eukidsonline.net
Notes to editors
1. The EU Kids Online project aims to enhance knowledge of European children’s and parents’ experiences and practices regarding risky and safer use of the internet and new online technologies, and thereby to inform the promotion of a safer online environment for children.
2. Countries included in EU Kids Online are: Austria, Belgium, Bulgaria, Cyprus, the Czech Republic, Denmark, Estonia, Finland, France, Germany, Greece, Hungary, Ireland, Italy, Lithuania, the Netherlands, Norway, Poland, Portugal, Romania, Slovenia, Spain, Sweden, Turkey and the UK.
The EU Kids Online networkProject website: http://www.eukidsonline.net/ 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Papel da televisão educativa é discutido em série inédita

A TV Escola do Ministério da Educação apresenta a partir de terça-feira, 29, até 2 de dezembro, a série TV e Educação: Capítulos de uma História. Os episódios abordam a relação entre o audiovisual e a educação e indicam como a mídia, especialmente a televisão, pode produzir uma programação educativa.
Produzida pela TV Escola, a série, que irá ao ar sempre às 19 horas, aborda aspectos da história e do desenvolvimento da televisão voltada para a educação. Mostra ainda a relação com o público de educadores e como os temas educativos são trabalhados na programação.
Ao debater o uso da TV para a veiculação de temas voltados para o público escolar — professores, gestores, alunos e comunidade, na relação desta com a escola —, os episódios mostram o desenvolvimento dos primeiros programas e as relações entre conteúdo educativo e formatos televisivos, como os telecursos e teleaulas. Aspectos como a repercussão da televisão na formação de professores e impacto do uso da TV em salas de aula também ganham destaque. Outra abordagem é a forma pela qual as aceleradas mudanças tecnológicas afetam a produção de programas e vídeos.
A série também apresenta a televisão como instrumento de debate no ambiente escolar, no qual questões de raça e etnia, gênero e diversidade cultural ganham espaço.
TV Escola pode ser sintonizada por antena parabólica digital ou analógica em todo o país e via internet. O sinal está disponível também nas operadoras de tevê por assinatura Via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Jornalistas sofrem abuso sexual no Cairo

Até quando as mulheres jornalistas serão vítimas deste tipo de violência enquanto trabalham? Até quando mulheres sofrerão abusos e violências sexuais sem que seus agressores sejam devidamente punidos?  Como a educação pode prevenir casos como esses?



Duas jornalistas, uma de nacionalidade egípcia-americana e outra francesa, afirmaram ter sido vítimas de violência sexual enquanto trabalhavam na cobertura das manifestações contra o governo egípcio no Cairo.
Mona el Tahawy, colunista do jornal americano "Washington Post" e de publicações do Canadá e Israel, alegou ter sido atacada por integrantes da unidade de controle de distúrbios da polícia do Egito.
Ela afirmou ter sido presa e levada para o edifício do Ministério do Interior, onde teria sido agredida e tido o braço esquerdo e a mão direita quebrados.
"Cinco ou seis homens me cercaram, tatearam e agarraram meus seios e minha área genital. Perdi a conta de quantas mãos tentaram entrar em minha calça", escreveu Tahawy em sua página do Twitter, na internet.
Conhecida por escrever sobre violações de direitos humanos, a jornalista foi presa na ontem e libertada horas depois sem receber explicações. Autoridades da inteligência egípcia prometeram investigar o caso.
A segunda vítima foi a jornalista francesa Caroline Sinz. Ela afirmou que fazia uma reportagem na praça Tahrir para uma rede de TV na companhia de um operador de câmera quando foi "agredida por uma multidão de homens".
Os agressores teriam arrancado as roupas da vítima, tocado em suas partes íntimas e depois a espancado.
"Algumas pessoas tentaram me ajudar, mas não conseguiram. Estavam me espancando e isso durou 45 minutos", afirmou ela.
Após as agressões, Sinz foi ajudada por moradores locais a chegar ao seu hotel.
A agressão lembra o caso da jornalista Lara Logan, da rede americana de TV CBS, que, em fevereiro, foi separada de sua equipe na praça Tahrir por um grupo de homens, estuprada e depois espancada. Ela cobria a queda do ex-ditador Hosni Mubarak.
Uma outra mulher, Jehane Noujaim, documentarista de nacionalidade egípcia americana foi presa pela polícia do Egito enquanto registrava os protestos no Cairo ontem.  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

III Encontro Brasileiro de Educomunicação disponibiliza programação

III Encontro Brasileiro de Educomunicação acontece dias 2 e 3 de dezembro na ECA/USP. A promoção do evento é do Departamento de Comunicações e Artes da ECA/USP, da Licenciatura em Educomunicação do CCA-ECA/USP, do Curso de Especialização em Educomunicação do CCA-ECA/USP, do NCE- Núcleo de Comunicação e Educação da USP e da Revista de Comunicação & Educação – CCA-Edições Paulinas.


Contexto e Objetivos
III Encontro Brasileiro de Educomunicação tem dois grandes objetivos: celebrar a Década de Educomunicação e apresentar o Curso de Especialização em Educomunicação.
A década se inicia em 2001, com a difusão das pesquisas do NCE-USP e termina em 2011, com a implantação da Licenciatura e a apresentação da Especialização em Educomunicação.
Foi justamente ao longo deste período de tempo que o Brasil assistiu à implementação do mais expressivo programa de políticas públicas na área, o Programa de Educomunicação da Secretaria de Educação da Prefeitura de São Paulo.
O feito foi seguido por outras iniciativas, promovidas, em todo o país, por milhares de gestores, agentes culturais e professores, implementadas por sistemas de ensino, órgãos da mídia, organizações da sociedade civil e universidades, espaço em que mais de cem (100) pesquisas de mestrado e doutorado foram desenvolvidas em torno do novo conceito e de suas práticas. A celebração da década da Educomunicação ocorre, igualmente, no momento em que o NCE-USP forma a primeira turma do curso de Especialização em Mídias na Educação - curso do MEC ministrado pelo Núcleo no Estado de São Paulo
Estabelecido como área de intervenção social, o campo da educomunicação passa a ser legitimado em nível internacional, como comprovam recentes congressos realizados em países da América Latina e Península Ibérica.
III Encontro Brasileiro de Educomunicação se estenderá pelo país através da Virada Educom, com o convite para que os educomunicadores dos mais diversos programas e projetos postem suas produções nas redes sociais.
Por sua parte, a Secretaria de Educação do Município de São Paulo, mantendo a liderança na prática educomunicativa como política pública, encerra as comemorações nacionais, reunindo, no CEU Aricanduva, no dia 12 de dezembro, das 8h00 às 18h00, os professores e estudantes envolvidos com os projetos “Nas Ondas do Rádio” e “Imprensa Jovem”.
Na comemoração da Década da Educomunicação, o III Encontro Brasileiro de Eduocmunicação receberá duas visitas ilustres: a Profa. Dr. Maria Teresa Quiroz, pesquisadora da Universidade de Lima, Peru, na área dos estudos de recepção e a Jornalista Silvia Bacher, coordenadora da organização “Las otras Voces” responsável por um dos mais extensos projetos de uso do rádio nos espaços educativos da Argentina.

Programação

Programa do III Encontro Brasileiro de Educomunicação


Dia 2 de dezembro – Manhã
9h00 Credenciamento (para os participantes inscritos)
Local: Saguão de entrada do prédio central da ECA


9h30 – 10h0 Abertura
Local: Auditório Paulo Emílio e salas contiguas (1º piso do prédio central da ECA/USP)
 Prof. Dr. Mauro Wilton de Sousa, Diretor da ECA/USP
 Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares, Chefe do CCA-ECA/USP

10h00 – 11h45 
Painel I: A Década da Educomunicação (2001-2011)
Coordenação: Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares, Licenciatura em Educomunicação
No terceiro setor
 Jornalista Alexandre Sayad, Secretário Executivo da Rede CEP

No ensino formal
 Prof. Carlos Mendes Lima, Secretaria de educação do Município de São Paulo – SP
 Educador Renato Santos Góes, FUNDHAS

No espaço corporativo
 Prof. Dr. PauloNassar, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial
Na pesquisa acadêmica
 Profa. Dra. Patrícia Horta, UFPE – NCE/USP

Secretária do painel: Luci Ferraz
Entre 2001 e 2011, o conceito da Educomunicação passa a ser adotado por lideranças, órgãos governamentais, instituições privadas das áreas da educação e do meio ambiente, assim como por organismos do Terceiro Setor, na América Latina e no Brasil. Apresentamos reflexões de protagonistas deste processo de expansão.

11h45 – 12h30
Painel II: Apresentação da Licenciatura em Educomunicação do CCA- ECA/USP
Coordenação: Profa. Dra. Maria Cristina Palma Mungioli, Licenciatura em Educomunicação
 Profa. Dra. Maria Cristina Costa Castilho – Professora da ECA/USP
Secretária do painel: Sandra Alonso de Oliveira Caixeta
A partir de 2012, o Departamento de Comunicações e Artes da ECA/USP passa a oferecer um Curso de Especialização em Educomunicação, com duração de três semestres (360 horas). A coordenadora do curso apresenta os fundamentos e as especificações do projeto.


Dia 2 de dezembro – Tarde
14h00 – 15h30 
Painel III – A Educomunicação: pesquisa e intervenção social na América Latina
Coordenação: Profa. Dra. Liana Gottlieb, 
Profa. Dra. Maria Teresa Quiroz, Universidade de Lima, Peru
 Jornalista Silvia Bacher, Las Otras Voces, Buenos Aires, Argentina
 Jornalista Antonia Alves, Rede Salesiana de Escolas das Américas
Secretária do painel: Silene Lourenço
A América Latina exerce liderança mundial no campo da pesquisa e da prática educomunicativa. Apresentamos as experiências pioneiras de Maria Teresa Quiroz (Peru) no campo dos estudos da recepção; da jornalista Silvia Bacher (Argentina), no campo da implementação de projetos de produção midiática no espaço escolar e de formação docente para trabalhar com a mídia, assim como a experincia em construção por parte da Rede Salesiana de Escolas que, a partir de 2001, adotou a educomunicação em suas escolas no continente americano. A RSE será representada no painel pela pesquisadora Antonia Alves.


15h45 – 17h30
Painel IV – Diálogos com a Educomunicação
Coordenação: Prof. Dr. Adilson Odair Citelli, Licenciatura em Educomunicação
 Profa. Dra. Maria Aparecida Baccega, ESPM/USP
 Profa. Dra. Maria Isabel Orofino, ESPM
 Profa. Dra. Priscila Simões, Curso de Gestão da Comunicação
Secretária do painel: Rose Pinheiro
O debate envolvendo esta nova área a que chamamos de educomunicação solicita, ainda, uma série de aprofundamentos, definições teóricas, precisão metalinguística, malgrado tenha alcançado práticas que indicam estarmos diante de um campo em pleno desenvolvimento. De certo modo, as ações educomunicativas já se encontram na sociedade, através de escolas, organizações não governamentais, políticas públicas, etc. O propósito desta mesa é o de aprofundar reflexões que permitam ampliar o reconhecimento acadêmico da área.


16h30.
Videoconferência sobre o tema do III Encontro, com educadores da RSE do Estado do Amazonas - Prof. Dr.Ismar de Oliveira Soares, Coordenador do NCE-USP


Dia 3 de dezembro – Manhã
9h00 – 10h30 
Painel V – Gestão de programas de formação em Educomunicação
Coordenação: Prof. Dr. Claudemir Viana, CENPEC    
 Prof. Dr. Richard Romancini, Curso de Especialização Mídias na Educação
 Prof. Dr. Marciel Consani, SME-SP
 Profª Mestra Danielle Andrade, Bacharelado em Educomunicação da UFCG
 Jornalista Silvana Gontijo, Programa Mídiaeducação da OSCIP Planetapontocom, RJ
Secretária do painel: Maria Salete Soares
O painel analisará as experiências de formação de educomunicadores em diferentes níveis. Em nível de extensão: o programa de atualização dos professores-educomunicadores da rede municipal de educação de São Paulo (Programa Nas Ondas do Rádio), assim como as atividades desenvolvidas, a partir do Rio de Janeiro, mediante o trabalho da OSCIP Planetapontocom; Em nível de graduação será apresentado o Bacharelado em Educomunicação da UFCG. Em nível de especialização, o Mídias na Educação, curso a distância do MEC, desenvolvido em São Paulo numa parceria entre a UFPE e o NCE-USP.


Painel VI – Gestão de práticas em Educomunicação
Coordenação: Dr. Ricardo Alexino, Licenciatura em Educomunicação    
• Jornalista Cristiane Parente, do Programa Jornal na Educação da ANJ (Brasília)
• Lucimeire da Silva Martins, ONG Ciranda (Curitiba)
• Jornalista Lilian Romão, Viração Educomunicação
• Profª Regina Gavassa, docente da SME-SP
Secretária do painel: Maria Izabel Leão
O painel analisará as diferentes modalidades de planejamento e execução de Práticas de Educomunicação, contemplando as perspectivas institucionais (o natureza da instituição que oferece o programa), programáticas (tipos de ofertas de formação), pedagógicas (orientação curricular das propostas) e sócio-culturais (resultados obtidos junto aos participantes).


11h00 – 12h30 
Painel VII – Transdisciplinaridade e ação educomunicativa: a expressão artística, as tecnologias da informação e a educação ambiental
Coordenação: Profa. Dra. Roseli Fígaro, Licenciatura em Educomunicação
• Profa Dra. Dália Rosenthal– CAP, ECA/USP
• Prof. Mestre Marcus Tavares Programa de midiaeducação da Revistapontocom, RJ
• Prof. Dr. Ivan Siqueira (Information Literacy) - CBD, ECA/USP
• Prof. Luciano Rodolfo de Moura Machado, SME e SEMEA - PMSJC
Secretário do painel: Thiago Muniz Garcia
A partir do referencial da transdisciplinaridade, o painel discutirá modalidades de ações que permitem um tratamento educomunicativo para temas como a educação artística, a midiaeducação, a integração das tecnologias no ensino básico e superior e a educação ambiental.


Painel VIII – Pesquisa em Educomunicação
Coordenação: Profa Dra. Lucilene Cury, Licenciatura em Educomunicação
• Prof. Mestre Claudio Messias, NCE-USP  
• Profa. Dra. Ademilde Sartori, UDESC  
• Profa. Mestre Juliana Siqueira,
• Prof. Drª. Eliany Salvatierra, UERJ
Secretária do painel: Daniele Próspero
Nos últimos dez anos multiplicaram-se as dissertações de mestrados, as teses doutorais e mesmo as pesquisas de pós-doc em torno do tema da educomunicação. Por outro lado, o GT sobre Comunicação e Educação da Intercom vem ganhando renovado impulso a partir da escolha do conceito como objeto de papers. O painel discutirá os rumos da pesquisa acadêmica como suporte para o entendimento da natureza epistemológica da prática educomunicativa.


Dia 3 de dezembro – Tarde
14h00 – 15h30
1 -Painel IX – Cinema como prática educomunicativa
Coordenação: Prof. Dr. PauloCesar Teles, UNICAMP
1 – O Projeto Cinema Brasil – Cineasta Lais Bodanski e Profª Drª Cláudia Mogadouro


2 – Produção do longa “Bem-te-vi, o Filme”, envolvendo crianças de Angola, Inglaterra, Espanha, Japão e Brasil – Cineasta Ariana Porto. 
Secretário do painel: Carlos E. Lourenço


2 - Reunião de Educomunicadores: Criação da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais da Educomunicação
Secretária: Antonia Alves


15h30min - Encerramento


Fonte: http://www.cca.eca.usp.br/iii_encontro_educomunicacao

O que é Educomunicação?

Compartilhamos abaixo texto da turma de licenciatura em Educomunicação da ECA/USP. A ideia é fazer com que o conceito torne-se mais claro para quem ainda não o conhece. Para isso, os alunos destacaram alguns tópicos que consideram fundamentais no conceito da Educomunicação. Leiam e reflitam!




"Se você quer saber o que é Educomunicação, o que podemos adiantar é que Educomunicação é um conceito em construção, mas que tem premissas importantes e bem definidas.
Selecionamos dos textos do Prof. Ismar de Oliveira Soares alguns tópicos que ajudarão a entender por onde caminhamos:
A Educomunicação é um conjunto das ações inerentes ao planejamento e implementação de processos e produtos destinados a:
  • Ampliar a capacidade de expressão de todas as pessoas num espaço educativo;
  • Melhorar o coeficiente comunicativo das ações educativas;
  • Desenvolver o espírito crítico dos usuários dos meios de comunicação;
  • Usar adequadamente os recursos da informação nas práticas educativas;
  • Criar e fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos.
Conceitos-chave:
Para saber se uma atividade é ou não Educomunicativa, e para desenvolver projetos pensando em Educomunicação, busque estes itens abaixo.
  • Ecossistema comunicativo
  •  Comunicação dialógica
  •  Planejamento participativo
  •  Avaliação coletiva
  •  Protagonismo (sujeitos midiáticos ativos)
  •  Uso criativo das tecnologias
  •  Gestão democrática da comunicação