segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Jornalista Alexandre Le Voci lança "Idade Mídia - A Comunicação reinventada na escola"

O jornalista Alexandre Le Voci Sayad, secretário executivo da Rede CEP - Rede de Comunicação, Educação e Participação e coordenador do Projeto Idade Mídia, do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, acaba de lançar seu livro "Idade Mídia - A Comunicação Reinventada na Escola", pela Editora Aleph, que conta com a colaboração de 
Daniela Moreira, Fernando Rossetti, Ismar de Oliveira Soares, Marina Consolmagno, Sérgio Rizzo e Sylvio Ayala.


Se você é interessado na relação Mídia-Educação não deve deixar de ler essa obra que conta a história do Idade Mídia, desde o seu início, as dificuldades de implantação do projeto, os depoimentos dos alunos e como foi criar algo completamente novo numa escola particular, dando autonomia aos alunos de elaborarem sua própria revista e pensarem a comunicação de uma outra forma.


Idade Mídia - A Comunicação Reinventada na Escola
Alexandre Le Voci Sayad/ Jatobá
Editora: Editora Aleph
Publicação: 2012


Resenha:
No início de 2002, os jornalistas Alexandre Le Voci Sayad e Gilberto Dimenstein propuseram ao Colégio Bandeirantes, em São Paulo, um ousado projeto que prometia lidar com uma era que ainda estava por vir: os estudantes teriam autonomia para conceber e executar um projeto de mídia — sua própria revista — e vivenciariam um ano de experiências em comunicação e expressão. 
Nascia, assim, o Idade Mídia, antes mesmo da febre dos blogs e das redes sociais. Após mais de uma década, renovando-se com a velocidade dos fatos e da comunicação, o Idade Mídia firmou-se como modelo de uma nova educação em que o jovem é ator na construção do aprendizado, dentro e fora do espaço/tempo da escola formal. 
O livro apresenta a trajetória do programa e revela sua metodologia; traz depoimentos dos profissionais que colaboraram ao longo dos dez anos de sua existência; e conta algumas das belas histórias dos mais de duzentos alunos que levaram as lições da comunicação para as suas vidas.


Sobre o autor: 
Alexandre Le Voci Sayad é jornalista e educador, especializado em Direitos Humanos. Desde 1999, dedica-se a projetos interdisciplinares. No jornalismo, colaborou, entre outros veículos, com o jornal O Estado de S. Paulo, a rádio Eldorado-Brasil 3000 e a revista Trip, além da mídia especializada, como revista Educação e o Guia do Estudante. Na área social, foi um dos fundadores da Cidade Escola Aprendiz, da Rede Andi Brasil e da Rede CEP (Comunicação , Educação e Participação), da qual é secretário-executivo.



PREFÁCIO
A COMUNICAÇÃO COMO INOVAÇÃO NA ESCOLA
Por Gilberto Dimenstein


Idade Mídia é resultado de um laboratório desenvolvido durante anos no 
Colégio Bandeirantes, mostrando como as linguagens da comunicação e 
da educação impactam a aprendizagem. Este é daqueles livros que vão 
servir como referência na produção da inovação da comunicação dentro e 
fora da escola.
Em todo esse período, duzentos alunos participaram desse projeto, 
produzindo, por meio das mais diferentes experiências, comunicação voltada ao seu cotidiano, mas dentro do contexto escolar. É tempo suϐiciente 
para avaliar não só o efeito no curto prazo, reϐletido na relação do aluno 
com a escola, mas, especialmente (o que é mais relevante), a geração de 
habilidades que servem para o resto da vida.
Responsável pelo condução do Idade Mídia, Alexandre Sayad é o que 
se chama de “educomunicador”, uma proϐissão quase desconhecida, mas 
com um futuro garantido. É alguém que usa os recursos da comunicação 
para educar. Ou que usa os recursos da educação para comunicar. No Brasil, 
contam-se nos dedos os proϐissionais com essa vocação, uma aptidão desenvolvida por Alexandre desde os tempos em que participou como um dos 
fundadores da Cidade Escola Aprendiz, uma organização nascida em 1997, 
em São Paulo, inspirada em uma experiência digital do uso da internet para 
a cidadania.
Quando o Idade Mídia surgiu, assumido pela direção da escola – no 
caso, com entusiasmo pessoal de seu principal executivo, Mauro Aguiar –, 
a internet ainda engatinhava em nosso país. Pouco se falava de banda larga, 
que, se já não é acessível hoje, imagine há dez anos. Não existia nem sombra

de redes sociais como Facebook, YouTube, Twitter ou Linkedin. Blogs estavam começando a virar moda, transformando em comunicador o mais simples cidadão.
Mas já se falava (e muito) da necessidade de reciclar o currículo escolar tradicional, desligado do cotidiano, sem apelo, apresentado muitas 
vezes apenas como um instrumento para fazer as provas e, depois, passar 
no vestibular. Também já se falava que o papel da escola era preparar não 
apenas para o trabalho, mas para uma vida de aprendizagem permanente. 
O mercado de trabalho é, aϐinal, um constante vestibular.
Os educadores mais antenados sabiam que o currículo deveria mais 
ser focado no cotidiano para que as disciplinas ϐizessem sentido, abrindo 
espaço para eixos multi e interdisciplinares. Várias matérias cruzadas ajudariam a despertar mais curiosidade e, no ϐinal, mais funcionalidade.
Sabíamos que aquele ensino baseado na “decoreba”, dividido em 
compartimentos, estava com os dias contados, só faltava o funeral. A era da 
aprendizagem permanente implica a geração de uma série de habilidades 
que não se casa com aquele tipo convencional de escola, aϐinal exige-se 
inovação contínua, rapidez na associação de informação, capacidade de 
síntese, autonomia para aprender.
O que não se sabia era como as novas tecnologias iriam produzir
plataformas interativas e colaborativas desconhecidas na história da produção do conhecimento. Desmontaram-se hierarquias e processos seculares de intermediação de informação. Os jornais viram seus leitores 
desaparecerem ou obterem notícias das mais diversas fontes. Nunca se 
produziu tanta informação ao mesmo tempo e, por consequência, tanta 
desorientação. Assim como os meios de comunicação, as escolas viram-se 
no meio desse bombardeio.
Com a interatividade, surgiu um novo protagonismo: o indivíduo não 
quer apenas receber, quer compartilhar. Quer comunicar.
É nesse ambiente que o Idade Mídia apresenta uma série de respostas, trabalhando com o cotidiano e usando a comunicação para retratá-
-lo; fazendo dessa busca um meio de estabelecer relações com o que se 
aprende em sala de aula. E mais. Fazendo do estudante um produtor de 
conhecimento, um coautor; afinal, cada projeto equivale à produção de 
uma revista.

O que está escrito aqui não é apenas uma teoria, mas o relato de uma 
experiência, com nome e cara, assentada numa visão de aprendizagem. 
Mistura-se o vivo tom da reportagem com o olhar pedagógico.
O resultado certamente mostrará aos educadores como o uso da comunicação na escola garante ao estudante o bem mais precioso da aprendizagem: a autonomia de aprender e a crença na capacidade de realizar.

Gilberto Dimenstein é jornalista, membro do conselho editorial da Folha de 
S. Paulo e comentarista da rádio CBN . É fundador da ONG Cidade Escola Aprendiz (www.cidadeescolaaprendiz.org.br) e da plataforma on-line Catraca Livre 
(www.catracalivre.com.br).


Mais informações: http://www.editoraaleph.com.br/site/idade-midia.html

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