segunda-feira, 23 de julho de 2012

BAND estreia programa "Conversa de Gente Grande", com Marcelo Tas

Primeiro "mano a mano" do programa Conversa de Gente Grande (ou simplesmente CGG) exibido pela BAND.
Nesta versão brasileira de Agrandadytos (1998, El Trece, Argentina), Marcelo Tas entrevista crianças com idades entre 4 e 10 anos, aproximadamente. É exibido semanalmente todos os domingos às 20h.
"Mano a mano" do programa Conversa de Gente Grande (ou simplesmente CGG) exibido pela BAND.
Nesta versão brasileira de Agrandadytos (1998, El Trece, Argentina), Marcelo Tas entrevista crianças com idades entre 4 e 10 anos, aproximadamente. É exibido semanalmente todos os domingos às 20h.
Por Marcus Tavares - RevistaPontoCom
A Band estreou no último domingo, dia 15 de julho, às 20 horas, o programa Conversa de Gente Grande. Produzido pela produtora Eyeworks, o programa conta com a presença de Marcelo Tas e a participação – e sinceridade – de crianças, dos três aos doze anos, para atrair a audiência. O formato é uma adaptação do sucesso argentino Agrandadytos.
“Conversa de Gente Grande é um programa leve, divertido e feito com crianças que falam de assuntos da vida adulta, como violência, drogas e relacionamentos. Cada gravação é surpreendente pois os pequenos são imprevisíveis e sempre têm algo inesperado a dizer. Pra mim, este é um desafio totalmente novo, que junta minha experiência anterior em programas infantis com meu lado entrevistador”, conta Marcelo Tas.
Basicamente, o programa conta com dois quadros: Mano a Mano, que consiste em uma série de entrevistas entre Tas e uma criança, onde os assuntos não têm nenhuma especificidade, mas buscam dar uma pincelada na opinião dos pequenos acerca do mundo em que vivem, e o quadro em que as crianças entrevistam com um convidado famoso. No primeiro programa, elas entrevistaram o Rei Pelé.

“O mais surpreendente no trabalho com as crianças é a quantidade de informação que elas absorvem hoje e a visão de mundo que elas tem. Uma visão muitas vezes inocente, irônica, mas ao mesmo tempo certeira. E é isso que o programa vai explorar”,  revela Mariano Feijoo, diretor da atração, em material
divulgado pela Band.
Na semana passada, por e-mail, o diretor, argentino, Feijoo respondeu algumas perguntas darevistapontocom sobre o programa, deixando claro que a atração não é voltada para as crianças, mas
para toda a família.
Acompanhe:
revistapontocom – É a primeira vez que o senhor está envolvido em uma produção brasileira?
Mariano Feijoo – Não. No ano pasado, eu dirigi – junto a Marcelo Zaccariotto – , o programa Agora é Tarde [também da Band]. No ano de 2009, dirigi o E24 [produção da Band] e programas da Discovery, como Doces Sonhos e Doces Momentos. Eu trabalho na Eyeworks da Argentina há 14 anos. Trabalhei na Argentina, Espanha, Portugal e Chile. Agora estou no Brasil.
revistapontocom – Qual é o objetivo do Conversa com Gente Grande? É puro entretenimento ou tem algum objetivo além do lazer?
Mariano Feijoo – É um programa familiar. A ideia é mostrar como as crianças vêem o mundo, a diferença de uma criança dos dias de hoje com as do passado. A relação que as crianças também têm com a tecnologia, que é surpreendente. A relação delas com os meios de comunicação, com os adultos. Exploramos seus costumes, linguagens e interesses. É um programa para adultos feito com crianças. Neste sentido, é um programa para toda a família
revistapontocom – As crianças participam do programa dizendo o que pensam e sentem sobre os mais variados assuntos. No início da década de 2000, a Globo produziu o programa Gente Inocente. Nele, as crianças também diziam o que pensavam. Mas o programa recebeu várias críticas. Diziam que as crianças eram orientadas em suas ‘falas’. Como funciona a ‘dinâmica’ no CGG?
Mariano Feijoo - O programa está dividido em dois grandes blocos. Um é formado pelo que chamamos de Mano a Mano, onde as crianças são entrevistadas pelo Marcelo Tas. No outro, as crianças entrevistam um convidado famoso. As crianças do Mano a Mano são mais pequenas, têm entre 3 e 7 anos. Não há nenhum tipo de filtro ou controle. Elas podem falar livremente e contestar as respostas e intervenções do Marcelo Tas. As crianças que participam como entrevistadoras são mais velhas, entre 8 e 11 anos. São elas que propõem as perguntas. Nós apenas ordenamos, organizamos, no sentido de que a entrevista seja balanceada e não repetitiva. Mas outra vez: elas perguntam o que querem.
revistapontocom – Como as crianças foram escolhidas? Como são preparadas?
Mariano Feijoo - Por meio de testes de elenco.
revistapontocom – Pode-se afirmar que há, hoje, uma certa tendência do mercado em não produzir programas voltados unicamente para o público infantil, mas sim para a família como um todo? Por que isto vem acontecendo? Não se sabe mais ao certo o que seria uma boa produção para as crianças?
Mariano Feijoo – Não saberia responder. Suponho que tenha a ver com o objetivo de atingir um público maior, não se limitando a uma determinada idade. Mas estou respondendo o que me vem primeiro à mente, assim como as crianças do quadro Mano a Mano.
revistapontocom – Outro grande entrave à produção de programas voltados para as crianças na TV aberta, segundo o mercado, é a falta de patrocinadores e ou anunciantes, inclusive por conta dos movimentos contra a publicidade para a faixa etária. Como o programa está lidando com isso? Ele já estreia com bons e fortes patrocinadores? Se sim, quais são?
Mariano Feijoo - Não tenho ideia. A Band é quem cuida disso.
revistapontocom – Qual é a expectativa da audiência? Há alguma pressão neste sentido? Por que o dia de domingo para veicular a produção?
Mariano Feijoo - Domingo é um dia adequado, bem como o horário. Em geral, no fim do dia de domingo, as famílias estão reunidas em casa. Por outro lado, para a audiência é complicado. Há programas históricos e consolidados em outros canais. Mas o nosso programa é bom e preferimos este dia e horário mesmo com a concorrência forte do que veiculá-lo num horário marginal apenas para escapar desta mesma concorrência.
revistapontocom – O que o público pode esperar?
Mariano Feijoo - O público vai se surpreender. As crianças são imprevisíveis, têm opiniões sobre todos os temas e pessoas. Nós nos divertimos muito fazendo o programa. A ideia é que o público também se divirta.

Fonte: RevistaPontoCom 21/07/2012

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