sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Crianças são as maiores vítimas da publicidade, critica instituto


Crianças são as maiores vítimas da publicidade, critica instituto
Mães, pais e entidades de proteção à criança discutem a influência da publicidade infantil no padrão de consumo das crianças. (Mariana Martins (EBC))
Acadêmicos, representantes da sociedade civil e parlamentares defenderam, nesta quinta-feira, 09, uma maior regulamentação para a publicidade destinada ao público infantil. Os debatedores concordaram que é necessário garantir maior proteção às crianças diante dos estímulos consumistas em propagandas e merchandising, por exemplo. Eles participaram do 1º Seminário Infância Livre de Consumismo, promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Segundo a diretora de Defesa e Futuro do Instituto Alana, Isabella Henriques, as crianças são as maiores vítimas da publicidade porque elas acreditam no que as propagandas veiculam. “A criança não deveria ser destinatária direta de nenhum tipo de publicidade. Ela não tem como se defender do bombardeio publicitário que ela recebe”, disse. O instituto luta pelo fim de qualquer mensagem publicitária voltada para crianças menores de 12 anos.
Raquel Fuzaro, do coletivo Infância Livre de Consumismo, explica que o movimento de mães que surgiu pelas redes sociais e que faz um trabalho de conscientização dos pais sobre a influência da publicidade na vida das crianças.
De acordo com o Painel Nacional de Televisores do Ibope 2007, citado pela deputada, as crianças brasileiras entre quatro e 11 anos passam, em média, quase 5 horas diárias em frente à TV. Segundo ela, quase metade das propagandas é sobre alimentos e 80% deles são pobres em nutrientes.
“A ansiedade de todo adolescente é aplainada pelo consumo. Seu valor na sociedade está no tênis”, disse a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ela defendeu o ensino nas escolas infantis de leitura crítica das propagandas.


A senadora Marta Suplicy, durante o 1º Seminário Infância e Consumismo, na Câmara dos Deputados, fala sobre o impacto que a publicidade pode exercer durante a infância. Segundo ela, propagandas podem influenciar crianças - especialmente as menores - a comprar.


Durante o 1º Seminário Infância e Consumismo a representante do Instituto Alana, entidade que defende os direitos das crianças e trabalha com foco na discussão da publicidade infantil, fala das ações do instituto e da importância do envolvimento dos pais e mães neste debate.


Raquel Fuzaro fala sobre o movimento de mães que surgiu pelas redes sociais e que faz um trabalho de conscientização das mães e pais sobre a influência da publicidade na vida das crianças.

Fonte: EBC na Rede e Agência Câmara de Notícias 09/08/2012

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