quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Pais "terceirizam" educação e esperam que escola ensine filhos a usar a web, diz estudo



  • Em pesquisa, pais citam escola, meios de comunicação e governo para educar crianças sobre a internet
A maioria dos pais de crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos esperam que as escolas se encarreguem de ensinar aos filhos sobre o uso seguro da internet. A informação é da pesquisa TIC Kids (Tecnologias da Informação e Comunicações), divulgada nesta terça-feira (2) pelo CGI (Comitê Gestor da Internet). O levantamento tem como objetivo medir o impacto da internet entre os jovens.

FONTES QUE OS PAIS ESPERAM QUE ENSINEM AS CRIANÇAS SOBRE SEGURANÇA NA INTERNET

Escola do filho (a)61%
Televisão, rádio, jornais ou revistas57%
Governo30%
Família e amigos29%
Provedores de serviços de internet15%
Sites com informações sobre segurança13%
ONGs/Institutos em prol das crianças11%
Próprio filho (a)8%
Segundo o estudo, além da escola, os responsáveis esperam que os meios de comunicação (57%) e o governo (30%) interfiram na educação sobre uso seguro da internet. Dos pais entrevistados, 29% citaram a importância de família e amigos em serem fontes de informações sobre segurança.
Além de “terceirizar” o processo, os pais demonstraram confiar nas atividades dos filhos enquanto acessam a internet: 71% consideram que as crianças utilizam a internet com segurança. É importante notar que dos responsáveis entrevistados, 47% não usam a internet.
“De acordo com os pais, a criança consegue resolver os eventuais problemas que ela encontrar na internet. Mas não está tudo bem, as crianças sofrem riscos na rede”, disse Juliano Cappi, coordenador de pesquisas do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).
O levantamento mostra que das crianças e adolescentes entrevistados, 14% informaram ter tido contato de mensagens de ódio contra pessoas ou grupos de pessoas; 10% tiveram acesso a conteúdos sobre formas para ficar magro e 9% disseram já ter visto páginas que falam ou compartilham experiências sobre o uso de drogas.
Atividades das crianças na internet
A pesquisa TIC Kids apontou ainda que as atividades que as crianças mais declararam fazer na web foram usar para trabalho escolar (82%), visitar um perfil em uma rede social (68%) e assistir vídeos na web (66%).
Porém, quando questionados sobre a frequência, 53% informaram que usam redes sociais todos os dias. A mesma porcentagem respondeu que utiliza aplicações de mensagens instantâneas diariamente. Quanto às atividades escolares, 13% disseram utilizar a rede para esse fim de segunda a segunda.

Redes sociais

O uso de redes sociais entre as crianças é grande, segundo o estudo. Sete entre dez dos entrevistados informaram ter perfil próprio em algum site. O restante afirmou que possui dois ou mais cadastrados em uma mesma plataforma social.
No que diz respeito à popularidade, o Facebook também já ultrapassou o Orkut entre os mais novos. Segundo o estudo, 61% informaram que o Facebook é a rede social que mais utiliza, enquanto 39% disseram ser o Orkut.
“É importante notar que a adesão ao Facebook é maior conforme a idade. Geralmente os mais novos começam no Orkut e há então uma migração para a rede social de Mark Zuckerberg”, disse Tatiana Jereissati, coordenadora da pesquisa TIC Kids.
Apesar do uso massivo de redes sociais, o estudo também mostra que é comum entre os jovens mentir a idade nesses tipos de plataforma. Pouco mais da metade dos entrevistados (57%) disse que utiliza falsa data de nascimento. Á título de curiosidade, a idade mínima recomendada pelo Facebook para uso do site é 13 anos. No Orkut, a rede pede uma espécie de autorização dos pais para usuários entre 13 e 18 anos.
A pesquisa TIC Kids (disponível aqui na íntegra) foi realizada entre abril e julho e entrevistou 1.580 pais e 1.580 crianças e adolescentes (pessoas com faixa de idade entre 9 e 16 anos). A metodologia utilizada é baseada em um sistema da London School Of Economics (instituição de ensino superior britânica) empregado para medir tendências de uso da web em toda a Europa.

Dicas para pais mostram como os filhos podem usar a internet com segurança



Foto 1 de 14 - A cena já é mais do que comum: seu filho 
em frente ao computador horas a fio e você nem sabe 
muito bem o que ele está fazendo. 
A internet, além de fonte de diversão para as crianças, 
também é cheia de perigos e gente mal-intencionada. 
Isso não significa que você deva proibir a navegação 
online, mas é preciso ficar atento a algumas boas práticas. 
Veja a seguir dicas para pais sobre o uso seguro da
 internet pelas crianças

*Com informações da AVG Technologies, Safernet e 

Guia para Uso da Internet Responsável 4.0Think Stock



Foto 2 de 14 - Proibir não educa
Existem pais que acabam recorrendo à proibição
 do uso da internet como forma de evitar a exposição 
dos filhos aos perigos da rede. 
No entanto, é preciso lembrar que o acesso 
não fica restrito à sua casa: a criança vai ter contato 
com a internet na casa de um amigo, na escola, 
via smartphone, iPod... A Safernet, ONG de defesa dos 
direitos humanos na internet, lembra que diálogo 
e orientação ainda são as ''melhores tecnologias'' 
para proteger seus filhos Think Stock



Foto 3 de 14 - Estabeleça um diálogo contínuo e aberto
A segurança na internet deve ser sempre passada às crianças 
como uma orientação e não como simples regra imposta, 
alerta a Safernet. 
Isso é importante para que seus filhos entendam que 
estão fazendo algo para o próprio bem e não por 
mera obrigação. O importante, quando se trata de 
educar pequenos internautas, é transmitir 
valores éticos, que se mantêm os mesmos na 
vida virtual e também 
na real?





Foto 4 de 14 - Deixe o computador à vista
Uma dica simples, mas que pode ajudar no monitoramento 

das atividades do seu filho na internet é manter o 
computador em um local onde todos convivam, como 
a sala, por exemplo. O objetivo aqui não é espionar 
o que a criança faz, mas estar por perto para orientá-la 
sempre que necessárioThink Stock







Foto 5 de 14 - Facebook e Orkut: só a partir 
dos 13 anos. Não é à toa que redes sociais 
possuem regras sobre a idade mínima para 
cadastramento. A restrição existe justamente 
para proteger as crianças de conteúdo inadequado 
à sua faixa etária. O Facebook, por exemplo, 
não permite cadastro de menores de 13 anos. 
O Orkut, para quem tem entre 13 e 18, exige uma 
declaração de que os pais autorizaram o uso do serviço 
Arte UOL





Foto 6 de 14 - Use softwares de controle parental
Existem programas que ajudam a controlar 
buscas por determinados termos e regulam o 
acesso a sites na internet. São ferramentas que
 auxiliam o controle dos pais, mas vale lembrar que 
elas não devem substituir a orientação e o diálogo 
com as crianças. Afinal, você pode instalá-los no 
computador da sua casa. E fora dela? O acesso 
à internet também ocorre na casa do amigo, via 
smartphone, LAN house, iPod... Caso opte 
por utilizar esses softwares, lembre-se sempre 
de mantê-los atualizados Think Stock






Foto 7 de 14 - Crie uma pasta de sites legais para visitar
Os navegadores de internet permitem a criação de 
pastas com atalhos para sites. Aproveite para manter 
um local com endereços confiáveis que podem ser 
visitados pelas crianças por conta própria. Você 
encontra uma lista desses sites na página do 
Guia para Uso da Internet ResponsávelReprodução






Foto 8 de 14 - Limite o tempo diante do computador
Estabeleça junto com seu filho um tempo limite para
que ele passe no computador, assim como fazem 
para o uso de outros eletrônicos, como o videogame 
e a TV Think Stock






Foto 9 de 14 - Cuidado vem antes da curiosidade
Cibercriminosos sempre se aproveitam da curiosidade 
dos internautas para aplicar golpes. Portanto, 
é interessante ensinar seu filho a ser cuidadoso 
em vez de curioso ao receber e-mails com links e 
anexos, mesmo que tenham sido enviados por amigos. 
Ao clicar, a criança pode instalar sem querer programas 
espiões ou vírus no computador Think Stock






Foto 10 de 14 - Dados pessoais não devem ser compartilhados
Ensine a criança a não compartilhar dados pessoais como 
nome completo, endereço, telefone ou logins e senhas de 
acesso a serviços online. Até mesmo fotos publicadas em 
sites de relacionamento podem ser usadas por criminosos 
para identificar informações como em que escola a criança 
estuda e o número da casa onde mora Think Stock





Foto 11 de 14 - Conheça os amigos online do seu filho
Muitos sites com jogos online, mesmo aqueles dedicados 
exclusivamente ao público infantil, mantêm redes sociais. 
É importante acompanhar quem são os amigos ''virtuais'' 
da criança e ensiná-la a não compartilhar dados 
pessoais e senhas Think Stock





Foto 12 de 14 - Acredite: criança sabe (quase) tudo
Nunca subestime o conhecimento das crianças ou 
sua capacidade de descobrir coisas por conta própria 
na internet. Em vez de adotar uma postura autoritária 
ou presunçosa, mostre para seu filho que você também 
está disposto a aprender junto com ele. É nessa hora 
que você tem oportunidade de ensiná-lo a ser 
cuidadoso na internet Think Stock





Foto 13 de 14 - Dê o exemplo
Se você ensina seu filho a não clicar em qualquer link, 
por que então não faz o mesmo? Ao manter um 
comportamento seguro online, você evita que um 
computador de uso compartilhado pela família 
fique exposto a pragas da internet, como programas 
espiões que roubam dados de login, senha e cadastros
Think Stock






Foto 14 de 14 - Fique esperto!
Mantenha-se sempre informado: existem sites que 
trazem dicas específicas para pais, educadores e
crianças. A Safernet mantém uma cartilha online que 
pode ser acessada no site da instituição. Outro guia 
bastante completo com dicas é o Guia para Uso da 
Internet Responsável Reprodução


Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/10/02/pais-terceirizam-educacao-e-esperam-que-escola-ensine-filhos-a-usar-a-web-diz-estudo.htm

Saiba mais sobre a pesquisa completa em: http://cetic.br/usuarios/kidsonline/2012/index.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário