segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Estão abertas até 18 de março as inscrições para a 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis/SC

Estão abertas até 18 de março as inscrições para a 11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis/SC, que acontece de 29 de junho a 15 de julho no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, na capital catarinense.
Podem participar da seleção produções nacionais de todos os gêneros e formatos, direcionadas ao público infanto-juvenil e inéditas em Santa Catarina. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.mostradecinemainfantil.com.br. Este ano todo o processo será online, inclusive o envio dos filmes. As obras selecionadas serão divulgadas no final do mês de maio. O Melhor Filme eleito pelo Júri Oficial e o Melhor Filme escolhido pelo público infantil receberão o prêmio aquisição da TV Brasil no valor de 10 mil reais.
Além dos curtas nacionais na Mostra Competitiva, a programação do evento traz curtas e longas-metragens internacionais, médias e longas brasileiros nas mostras especiais não-competitivas e pré-estreias. “É o resultado de um ano de muito trabalho e pesquisa, pois fizemos parcerias com vários festivais do Brasil e exterior”, salienta Luiza Lins, diretora da Mostra e idealizadora do projeto.
Nessa edição do evento ocorre o 8ª Encontro Nacional de Cinema Infantil; o 5º Fórum de Cinema e Cidadania; o Pitching, em parceria com o Festival Internacional de Cinema Infantil; oficinas para crianças e professores da rede pública, e o Projeto Escola, que oferece transporte para as crianças das escolas públicas até à sala de cinema do festival.
A Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis é uma realização da Lume Produções Culturais com apoio do Núcleo de Ação Integrada e patrocinadores.
Fonte: Site oficial do evento e RevistaPontoCom

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

5ª edição da Campus Party Brasil terá entre as novidades a Educaparty, espaço focado na aprendizagem com novas tecnologias

A 5ª edição da Campus Party Brasil terá uma novidade! Campuseiros e educadores terão uma área especial focada na aprendizagem com novas tecnologias: a Educaparty, que só será possível por causa da parceria com a Fundação Telefônica.

No espaço, que deve receber cerca de 250 pessoas, entre pesquisadores, professores de escolas públicas e privadas, universidades e ONG´s, educadores conectados poderão compartilhar suas experiências, além de participarem de ações especiais e oficinas sobre uso de celulares, web; visitas guiadas e debates com especialistas.

O evento acontece de 7 a 10 de fevereiro de 2012, no Anhembi, em São Paulo. Mais informações: http://blog.campus-party.com.br/index.php/2011/12/19/por-um-novo-modelo-de-educacao/

Três especializações em educomunicação abrem inscrições, em São Paulo, Manaus e Passo Fundo

Além da USP, duas outras universidades abriram vagas para Cursos de Especialização em Educomunicação, com início previsto para março de 2012. Trata-se da Universidade de Passo Fundo e da Escola Superior Batista de Manaus. Os programas aproximam-se da proposta pioneira da USP quanto aos objetivos, variando, contudo, na grade curricular.
O programa de Passo Fundo conta com a participação de dois pesquisadores com vínculos com a USP, a saber Ademilde Sartori (UDESC, com doutorado na ECA/USP) e Ricardo Alexino Ferreira (professor da Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP).
Informações:
1. Especialização em Educomunicação da USP:
2. Especialização em Educomunicação da ESBAM:
3. Especialização em Educomunicação da UGF:

Fonte: CCA/ECA/USP

Revista Imprensa entrevista Prof. Ismar Soares, na primeira edição de 2012

Com o título “Ponto de Encontro”, a revista Imprensa traz, em sua primeira edição de janeiro/fevereiro de 2012, uma entrevista com o professor da ECA/USP. Ismar de Oliveira Soares, sobre a relação entre a mídia impressa e a educação.
A matéria fala do potencial da mídia impressa em oferecer suporte para as ações educomunicativas no espaço escolar, chamando a atenção para a responsabilidade social do jornalista.


Fonte: NCE/ECA/USP e Revista Imprensa

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Capa da Ilustrada/Folha de São Paulo destaca cinema cearense

A vez dos cearenses

Nova geração de cineastas do Ceará usa internet para conhecer cinema de arte, produz com recursos escassos e aumenta sua presença na produção nacional



A atriz Zezita Matos em cena de "Mãe e Filha",
segundo longa-metragem do cearense Petrus Cariry
AMANDA QUEIRÓS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Novos ventos sopram no cinema nacional -e eles vêm dos mares do Ceará. Sem muito alarde, uma produção crescente de longas-metragens daquele Estado vem ganhando espaço em festivais e nas salas de exibição do país.
Em quatro anos, foram mais de dez títulos lançados. Parece pouco diante dos quase cem produzidos por ano no país, mas é demonstração de um movimento criativo que busca se firmar na contramão do eixo Rio-São Paulo.
Uma amostra disso foi o Festival do Rio 2011, no qual três cearenses foram premiados: Karim Aïnouz, melhor direção por "O Abismo Prateado"; Petrus Cariry recebeu o título de melhor fotógrafo e uma menção honrosa por "Mãe e Filha"; e Roberta Marques ganhou a mostra Novos Rumos com "Rânia".
"Estrada para Ythaca", de autoria dos Irmãos Pretti e Primos Parente, do coletivo Alumbramento, venceu a Mostra de Tiradentes 2010.
"A gente faz longas no Ceará desde a década de 1980, só que essa produção era muito espaçada", explica Cariry, 34, que aprendeu a fazer cinema nos sets do pai, o também cineasta Rosemberg Cariry (de "Corisco e Dadá").
"O advento do digital facilitou para os jovens produzirem e exibirem com custos mais baixos", afirma.
Outro fator foi o investimento em formação. Ao longo de dez anos, tanto o Estado quanto a Prefeitura de Fortaleza ofereceram cursos na área, culminando com a instalação de duas graduações em cinema -a primeira turma se formou ano passado.
Essa geração ainda é fruto da cinefilia, hábito difícil de ser cultivado até então por ali.
Com circuito exibidor local quase intransponível para filmes autorais, os cineastas se apoiaram na troca de arquivos via internet para conhecer outras formas de cinema.
Saiu dali uma produção independente e preocupada com uma discussão estética.
Cariry fez "Mãe e Filha" com R$ 200 mil e imprimiu uma marca que o faz ser compara do por críticos ao russo Andrei Tarkóvski (1932-1986) e ao japonês Yasujiro Ozu (1903-1963).
Já a turma do coletivo Alumbramento reedita o conceito de "câmera na mão" do cinema novo e aposta numa produção intensa, de filmes provocativos e baratos ("Ythaca" saiu por R$ 2.000).
"O discurso é: 'Vamos experimentar, isso não vai fazer mal a ninguém'. Há 15 anos experimentar fazia mal à minha conta bancária", brinca Aïnouz, 45, referindo-se às facilidades das novas mídias. "Isso traz um frescor."
Ao mesmo tempo em que se anima com o bom momento audiovisual cearense, o cineasta de "Madame Satã" (2002), que costuma produzir fora dali, se inquieta com a continuidade dele.
"Fico curioso pra saber como a conta fecha. Isso é muito delicado, porque pode ser um momento de curtíssima duração", diz.
Atualmente, o único edital público de custeio de longas-metragens, mantido pelo governo estadual, distribui R$ 1 milhão por ano.

IMPULSO COMERCIAL
Mas também toma fôlego no Ceará um modelo de produção mais comercial. Financiada por empresários locais, a produtora Estação da Luz foi responsável pelo estopim do fenômeno espírita no cinema brasileiro com "Bezerra de Menezes" (2008), de Glauber Filho e Joe Pimentel.
O público de 500 mil pessoas animou os investidores, que lançaram na sequência "As Mães de Chico Xavier" (2011), de Glauber Paiva e Halder Gomes.
Os próximos lançamentos incluem "Área Q", produzido por Halder Gomes, com Tânia Khalill, Murilo Rosa e o americano Isaiah Washington, o Dr. Burke da série "Grey's Anatomy", no elenco.

Criadores dizem "sim" à invenção e à liberdade
CÁSSIO STARLING CARLOS
CRÍTICO DA FOLHA

Pensar que há uma estética restrita a uma região é crer num reducionismo antiquado na era do fluxo incessante das imagens.
Se há temas próprios, captações de realidades conhecidas, o modo como os jovens cineastas, do Ceará ou de outras partes, os revelam resulta da combinação com referências que já deixaram de ser locais.
O sertão nos filmes de Karim Aïnouz, a condição humana nos de Petrus Cariry ou de Roberta Marques, o percurso no vazio dos Irmãos Pretti e Primos Parente nada têm de exótico ou regionalista.
Eles são o efeito visível de um trabalho bem-sucedido de informação, que casa habilitação técnica e um saber aprofundado pelo cultivo de uma cinefilia focada no presente, passado e futuro do audiovisual.
Para essa geração, o repertório das formas e temas que sustentam a identidade do cinema brasileiro vem se enriquecendo com a reflexão acerca dos recursos e dos modos de produzir significados nas artes contemporâneas.
O que distingue esses novos cineastas, venham eles de Ceará, Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais ou Paraná, é um "não" coletivo ao cinema pronto para ser consumido e esquecido. E um "sim" à invenção, à liberdade e ao risco.

Fonte: Folha de São Paulo 11/01/2011

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Seminário com Evelyne Bévort e Pérez-Tornero sobre "A educação para os media como via de leitura crítica do mundo actual"

Compartilho com alegria notícia que o pesquisador português Fábio Ribeiro divulga sobre seminário na Universidade do Minho, em Portugal, no dia 20/01, com Evelyne Bévort, diretora-adjunta do CLEMI, que tive a chance de conhecer pessoalmente em Paris, e José Manuel Pérez-Tornero, da Universidade Autônoma de Barcelona, do qual tive a honra de ser aluna. Os dois falarão sobre “A educação para e mídia como via de leitura crítica do mundo atual”. Lamento muito não poder estar presente, porque sei que será um momento maravilhoso para os que lá estiverem. Em breve espero poder repercutir as notícias desse evento.


Por ocasião do 30º aniversário da Declaração de Grünwald sobre Educação para os Media, vai realizar-se no próximo dia 20 de Janeiro, um seminário com Evelyne Bévort, directora-adjunta, com o pelouro da cooperação internacional, do CLEMI – Centre de Liaison de l’Enseignement et des Moyens d’Information, do Ministério francês da Educação e com Jose Manuel Pérez-Tornero (Universitat Autònoma de Barcelona) sobre “A educação para os media como via de leitura crítica do mundo actual”.


O evento realiza-se na Sala de Actos do ICS, a partir das 14h30, e é organizado pelo mestrado de Comunicação, Cidadania e Educação e pelo grupo de investigadores que se dedicam à educação para os media do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (UMinho).


De referir que a declaração de Grünwald foi aprovada unanimemente pelos representantes de 19 nações durante o Simpósio Internacional sobre Educação para os Media organizado pela UNESCO, na cidade de Grünwald, na então República Federal da Alemanha, em 22 de Janeiro de 1982.


O texto completo da Declaração de Grünwald, baseado na tradução feita pelo Centro Internacional de Referência em Mídias para Crianças e Adolescentes está disponível aqui.
Fonte: http://www.comunicacao.uminho.pt

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Par ou ímpar? Kleiton e Kleidir lançam CD infantil

Dupla Kleiton e Kleidir lança CD infantil Par ou Ímpar? 
Veja abaixo entrevista que o jornalista Marcus Tavares, da RevistaPontoCom e TVPontoCom fez com o cantor Kleidir. Mais informação: http://www.kleitonekledir.com.br/parouimpar/

Marketing do desejo

Luiz Felipe Pondé
Texto publicado no Caderno Ilustrada, Folha de S. Paulo
Mais importante do que o sucesso é passar uma imagem de sucesso.” Você pode ouvir uma frase como esta em qualquer palestra brega de motivação em recursos humanos. Já disse antes que acho palestras assim a coisa mais brega que existe. Mais brega do que isso só mesmo achar que o mundo melhorou porque existe o Facebook.
A melhor forma de manter a dignidade na era do Facebook (se você não resistir a ter um) é não contar para ninguém que você tem um Facebook. Quase tudo é bobagem nas redes sociais porque o ser humano é banal e vive uma vida quase sempre monótona e previsível. E a monotonia é o traje cotidiano do vazio. E a rotina é o modo civilizado de enfrentar o caos, outra face do vazio.
A ideia de que aprendemos a falar porque quisemos “conhecer” o mundo é falsa. Segundo os evolucionistas, é mais provável que tenhamos aprendido a falar para falar mal dos outros e fofocar.
O “Face” é, neste sentido, um artefato paleontológico que prova que nada mudou. Sempre se soube que não basta à mulher de Cesar ser honesta, ela tem que parecer honesta, portanto, a imagem de honesta é mais importante do que a honestidade em si. Mas aqui, o foco é diferente: aqui a questão é a hipocrisia como substância da moral pública. Todo mundo sabe que a mentira é a mola essencial do convívio civilizado.
No caso de frases como a citada no primeiro parágrafo, comum em palestras de motivação em recursos humanos, é que são oferecidas como “verdades construtivas de comportamento”. E não como o que verdadeiramente são: estratégias para desgraçados e “losers” se sentirem melhor.
Ficamos covardes. Fosse esta geração de jovens europeus (que só sabe pedir direitos e iPads) que tivesse que enfrentar Hitler, ele teria ganhado a guerra. Provavelmente esses estragados por décadas de “estado de bem-estar social” teriam dito “não à guerra em nome da paz”. Grande parte do estrago que Hitler fez no início foi causada por gente que gostava de dizer que a paz sempre é possível. Gente medrosa mesmo.
Mas nossa época, como eu costumo dizer muitas vezes, é a época do marketing de comportamento. A “ciência da mentira dos losers”. Dentro desta disciplina geral, existe o marketing do desejo, especializado em mentir para as pessoas dizendo que “sim, confie no seu desejo que tudo dará certo”.
Mesmo alguns psicanalistas (vergonha da profissão) embarcaram nesse otimismo de classe média. “Nunca traia seu desejo”, dirão os traidores da psicanálise. Sabe-se muito bem que é o desejo que nos trai porque ele está e vai além do que, muitas vezes, conseguimos suportar.
Uma das grandes tragédias de nosso tempo é o fato de que não existem mais recursos “simbólicos” para aqueles que resistem ao desejo em nome de “um bem maior”, como no caso da família, do casamento, ou simplesmente resistir a virar canalhas com desculpas do marketing. O legal é ser “escroto” se dizendo “livre”. A “ética do desejo”, que recusa abrir mão do próprio desejo em nome de algo maior do que ele, destruiu a noção de caráter.
Para a moçada do marketing do desejo, resistir ao desejo é coisa de gente idiota e mal resolvida porque ter caráter não deixa você muito feliz o tempo todo. É verdade que resistir ao desejo não garante felicidade alguma, mas uma cultura dominada pela ideia de felicidade é uma cultura de frouxos. Mas outra verdade, não menor do que a anterior, é que o desejo pode ser um companheiro traiçoeiro. A afetação da felicidade faz de nós retardados mentais. Eu nunca confio em gente feliz.
O mestre Freud dizia que o desejo é desejo de morte. Afirmação dura. Mas o que ela carrega em si é o que já sabemos: o desejo nos aproxima do nada (morte) porque desvaloriza tudo que temos. Por isso, quando movidos por ele, sem o cuidado de quem se sabe parte de uma espécie louca, flertamos com o valor zero de tudo.
Nada disso significa abrir mão do desejo, mas sim saber que ele nos faz animais que caminham sobre tumbas que sorriem para nós como mulheres fáceis. Resistir ao desejo talvez seja uma das formas mais discretas de amar a vida.

Tecnologia Social Rádio pela Educação recebe Moção de Aplausos

A Câmara Municipal de Santarém (PA) homenageou com uma Moção de Aplausos a tecnologia social Projeto Rádio pela Educação, uma ação da Diocese de Santarém em parceria com a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED).  Desde 1999 a tecnologia social contribui com a qualidade do ensino fundamental em municípios da Amazônia. O Projeto é veiculado pela Rádio Santarém e ouvido nas escolas, em salas de aulas, três vezes por semana.  


O  projeto Rádio pela Educação beneficia toda comunidade, principalmente professores e alunos do 1º ao 5º ano. A tecnologia social se destaca na promoção dos direitos da criança e do adolescente, dinamização do trabalho do professor, criação de rádios nas escolas e desenvolvimento do senso crítico nas comunidades escolares envolvidas. 


O rádio é usado como recurso pedagógico, tendo um Guia Pedagógico do Professor como suporte dos conteúdos abordados no programa “Para Ouvir e Aprender”.  


Em 2009, o Projeto foi vencedor da categoria “Direitos da Criança e do Adolescente”, na 5ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social e, a partir de então, vem mostrando excelentes resultados e reconhecimentos, como a conquista da etapa regional do Prêmio Itaú-Social /UNICEF, na categoria “Educação Integral, experiências que transformam”.  O reconhecimento ao projeto aconteceu em sessão ordinária realizada em novembro último.


Fonte: Fundação Banco do Brasil e ANDI (06/01/2012)

Universidade da Beira Interior - Portugal disponibiliza livros para download



Através de seu Labcom a Universidade da Beira Interior - Portugal disponibiliza livros para download. Segundo definição do próprio site, "Livros Labcom é um projeto editorial que disponibiliza em PDF todos os livros publicados pelo LabCom: Laboratório de Comunicação On-line (www.labcom.ubi.pt), um espaço física e virtualmente ligado ao Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior. 
Ao mesmo tempo que se empenha em explorar esta nova via do on-line como território de publicação e divulgação de obras de caráter científico, este projecto não descuida dos amantes do papel, mantendo a possibilidade de aquisição das versões impressas, que serão de agora em diante produzidas on demand, ou seja, em função dos pedidos nos sejam dirigidos".

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Umberto Eco: "O excesso de informação provoca amnésia"

O maior romacista e intelectual europeu, Umberto Eco, que completa 80 anos no dia 5 de janeiro, deu entrevista ao jornalista Luís Antônio Giron, da Revista Época e destacou que a "internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Que tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal". Reproduzimos abaixo para sua leitura, deleite e reflexão!

O escritor italiano diz que a internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio porque ela não filtra o conhecimento e congestiona a memória do usuário

Luís Antônio Giron, de Milão


O pensador e romancista italiano Umberto Eco
completa 80 anos nesta semana. Ele está escrevendo sua
autobiografia intelectual (Foto: Eric Fougere/
VIP Images/Corbis)


O escritor e semiólogo Umberto Eco vive com sua mulher em um apartamento duplo no segundo e terceiro andar de um prédio antigo, de frente para o palácio Sforzesco, o mais vistoso ponto turístico de Milão. É como se Alice Munro morasse defronte à Canadian Tower em Toronto, Hakuri Murakami instalasse sua casa no sopé do monte Fuji, ou então Paulo Coelho mantivesse uma mansão na Urca, à sombra do Pão de Açúcar. "Acordo todo dia com a Renascença", diz Eco, referindo-se à enorme fortificação do século XV. O castelo deve também abrir os portões pela manhã com uma sensação parecida, pois diante dele vive o intelectual e o romancista mais famoso da Itália.

Um dos andares da residência de Eco é dedicado ao escritório e à biblioteca. São quatro salas repletas de livros, divididas por temas e por autores em ordem alfabética. A sala em que trabalha abriga aquilo que ele chama de "ala das ciências banidas", como ocultismo, sociedades secretas, mesmerismo, esoterismo, magia e bruxaria. Ali, em um cômodo pequeno, estão as fontes principais dos romances de sucesso de Eco: O nome da rosa (1980), O pêndulo de Foucault (1988), A ilha do dia anterior (1994), Baudolino (2000), A misteriosa chama da rainha Loana (2004) e O cemitério de Praga. Publicado em 2010 e lançado com sucesso no Brasil em 2011, o livro provocou polêmica por tratar de forma humorística de um assunto sério: o surgimento do antissemitismo na Europa. Por motivos diversos, protestaram a igreja católica e o rabino de Roma: aquela porque Eco satirizava os jesuítas ("são maçons de saia", diz o personagem principal, o odioso tabelião Simone Simonini), este porque as teorias conspiratórias forjadas no século XIX - como o Protocolo dos sábios do Sião - poderiam gerar uma onda de ódio aos judeus. Desde o início da carreira, em 1962, como autor do ensaio estético Obra aberta, Eco gosta de provocar esse tipo de reação. Mesmo aos 80 anos, que completa em 5 de janeiro, parece não perder o gosto pelo barulho. De muito bom humor, ele conversou com Época durante duas horas sobre a idade, o gênero que inventou - o suspense erudito -, a decadência europeia e seu assunto mais constante nos últimos anos: a morte do livro. É de pasmar, mas o maior inimigo da leitura pelo computador está revendo suas posições - e até gostando de ler livros... pelo iPad que comprou durante sua última turnê americana.


ÉPOCA - Como o senhor se sente, completando 80 anos?
Umberto Eco - Bem mais velho! (Risos.) Vamos nos tornando importantes com a idade, mas não me sinto importante nem velho. Não posso reclamar de rotina. Minha vida é agitada. Ainda mantenho uma cátedra no Departamento de Semiótica e Comunicação da Universidade de Bolonha e continuo orientando doutorandos e pós-doutorandos. Dou muita palestra pelo mundo afora. E tenho feito turnês de lançamento de O cemitério de Praga. Acabo de voltar de uma megaexcursão pelos Estados Unidos. Ela quase me custou o braço. Estou com tendinite de tanto dar autógrafos em livros.

ÉPOCA - O senhor tem sido um dos mais ferrenhos defensores do livro em papel. Sua tese é de que o livro não vai acabar. Mesmo assim, estamos assistindo à popularização dos leitores digitais e tablets. O livro em papel ainda tem sentido?
Eco - Sou colecionador de livros. Defendi a sobrevivência do livro ao lado de Jean-Claude Carrière no volume Não contem com o fim do livro. Fizemos isso por motivos estéticos e gnoseológicos (relativo ao conhecimento). O livro ainda é o meio ideal para aprender. Não precisa de eletricidade, e você pode riscar à vontade. Achávamos impossível ler textos no monitor do computador. Mas isso faz dois anos. Em minha viagem pelos Estados Unidos, precisava carregar 20 livros comigo, e meu braço não me ajudava. Por isso, resolvi comprar um iPad. Foi útil na questão do transporte dos volumes. Comecei a ler no aparelho e não achei tão mau. Aliás, achei ótimo. E passei a ler no iPad, você acredita? Pois é. Mesmo assim, acho que os tablets e e-books servem como auxiliares de leitura. São mais para entretenimento que para estudo. Gosto de riscar, anotar e interferir nas páginas de um livro. Isso ainda não é possível fazer num tablet.

ÉPOCA - Apesar dessas melhorias, o senhor ainda vê a internet como um perigo para o saber?
Eco - A internet não seleciona a informação. Há de tudo por lá. A Wikipédia presta um desserviço ao internauta. Outro dia publicaram fofocas a meu respeito, e tive de intervir e corrigir os erros e absurdos. A internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar. Vamos tomar como exemplo o ditador e líder romano Júlio César e como os historiadores antigos trataram dele. Todos dizem que foi importante porque alterou a história. Os cronistas romanos só citam sua mulher, Calpúrnia, porque esteve ao lado de César. Nada se sabe sobre a viuvez de Calpúrnia. Se costurou, dedicou-se à educação ou seja lá o que for. Hoje, na internet, Júlio César e Calpúrnia têm a mesma importância. Ora, isso não é conhecimento.

ÉPOCA - Mas o conhecimento está se tornando cada vez mais acessível via computadores e internet. O senhor não acha que o acesso a bancos de dados de universidades e instituições confiáveis estão alterando nossa noção de cultura?
Eco - Sim, é verdade. Se você sabe quais os sites e bancos de dados são confiáveis, você tem acesso ao conhecimento. Mas veja bem: você e eu somos ricos de conhecimento. Podemos aproveitar melhor a internet do que aquele pobre senhor que está comprando salame na feira aí em frente. Nesse sentido, a televisão era útil para o ignorante, porque selecionava a informação de que ele poderia precisar, ainda que informação idiota. A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes.

ÉPOCA - Há uma solução para o problema do excesso de informação?
Eco - Seria preciso criar uma teoria da filtragem. Uma disciplina prática, baseada na experimentação cotidiana com a internet. Fica aí uma sugestão para as universidades: elaborar uma teoria e uma ferramenta de filtragem que funcionem para o bem do conhecimento. Conhecer é filtrar.

ÉPOCA - O senhor já está pensando em um novo romance depois de O cemitério de Praga?
Eco - Vamos com calma. Mal publiquei um e você já quer outro. Estou sem tempo para ficção no momento. Na verdade, vou me ocupar agora de minha autobiografia intelectual. Fui convidado por uma instituição americana, Library of Living Philosophers, para elaborar meu percurso filosófico. Fiquei contente com o convite, porque passo a fazer parte de um projeto que inclui John Dewey, Jean-Paul Sartre e Richard Rorty - embora eu não seja filósofo. Desde 1939, o instituto convida um pensador vivo para narrar seu percurso intelectual em um livro. O volume traz então ensaios de vários especialistas sobre os diversos aspectos da obra do convidado. No final, o convidado responde às dúvidas e críticas levantadas. O desafio é sistematizar de uma forma lógica tudo o que já fiz...

ÉPOCA - Como lidar com tamanha variedade de caminhos?
Eco - Estou começando com meu interesse constante desde o começo da carreira pela Idade Média e pelos romances de Alessandro Manzoni. Depois vieram a Semiótica, a teoria da comunicação, a filosofia da linguagem. E há o lado banido, o da teoria ocultista, que sempre me fascinou. Tanto que tenho uma biblioteca só do assunto. Adoro a questão do falso. E foi recolhendo montes de teorias esquisitas que cheguei à ideia de escrever O cemitério de Praga.

ÉPOCA - Entre essas teorias, destaca-se a mais célebre das falsificações, O protocolo dos sábios de Sião. Por que o senhor se debruçou sobre um documento tão revoltante para fazer ficção?
Eco - Eu queria investigar como os europeus civilizados se esforçaram em construir inimigos invisíveis no século XIX. E o inimigo sempre figura como uma espécie de monstro: tem de ser repugnante, feio e malcheiroso. De alguma forma, o que causa repulsa no inimigo é algo que faz parte de nós. Foi essa ambivalência que persegui em O cemitério de Praga. Nada mais exemplar que a elaboração das teorias antissemitas, que viriam a desembocar no nazismo do século XX. Em pesquisas, em arquivos e na internet, constatei que o antissemitismo tem origem religiosa, deriva para o discurso de esquerda e, finalmente, dá uma guinada à direita para se tornar a prioridade da ideologia nacional-socialista. Começou na Idade Média a partir de uma visão cristã e religiosa. Os judeus eram estigmatizados como os assassinos de Jesus. Essa visão chegou ao ápice com Lutero. Ele pregava que os judeus fossem banidos. Os jesuítas também tiveram seu papel. No século XIX, os judeus, aparentemente integrados à Europa, começaram a ser satanizados por sua riqueza. A família de banqueiros Rotschild, estabelecida em Paris, virou um alvo do rancor social e dos pregadores socialistas. Descobri os textos de Léo Taxil, discípulo do socialista utópico Fourier. Ele inaugurou uma série de teorias sobre a conspiração judaica e capitalista internacional que resultaria em Os protocolos dos sábios do Sião, texto forjado em 1897 pela polícia secreta do czar Nicolau II.


ÉPOCA - O senhor considera os Procotolos uma das fontes do nazismo?
Eco - Sem dúvida. Adolf Hitler, em sua autobiografia, Minha luta, dava como legítimo o texto dos Protocolos. Hitler tomou como verdadeira uma falsificação das mais grosseiras, e essa mentira constitui um dos fundamentos do nazismo. A raiz do antissemitismo vem de muito antes, de uma construção do inimigo, que partiu de delírios e paranoias.

ÉPOCA - O personagem de O cemitério de Praga, Simone Simonini, parece concentrar todos os preconceitos e delírios europeus do século XIX. Ele é ao mesmo tempo antissemita, anticlerical, anticapitalicas e antissocialista. Como surgiu na sua mente alguém tão abominável?
Eco - Os críticos disseram que Simonini é o personagem mais horroroso da literatura de todos os tempos, e devo concordar com eles. Ele também é muito divertido. Seus excessos estão ali para provocar riso e revolta. No romance, Simonini é a única figura fictícia. Guarda todos os preconceitos e fantasias sobre um inimigo que jamais conhece. E se desdobra em várias personalidades: durante o dia, atua como tabelião falsificador de documentos; à noite, traveste-se em falso padre jesuíta e sai atrás de aventuras sinistras. Acaba virando joguete dos monarquistas, que se opõem à unificação da Itália, e, por fim, dos russos. Imaginei Simonini como um dos autores de Os protocolos dos sábios do Sião.

ÉPOCA - A falsificação sobre falsificações permitida pela ficção tornou o livro controverso. Ele tem provocado reações negativas. O senhor gosta de lidar com polêmicas?
Eco - A recepção tem sido positiva. O livro tem feito sucesso sem precisar de polêmicas. Quando foi lançado na Itália, ele gerou alguma discussão. O L'osservatore Romano, órgão oficial do Vaticano, publicou um artigo condenando os ataques do livro aos jesuítas. Não respondi, porque sou conhecido como um intelectual anticlerical - e já havia discutido com a igreja católica no tempo de O nome da rosa, quando me acusaram de atacar a igreja. O rabino de Roma leu O cemitério de Praga e advertiu em um pronunciamento que as teorias contidas no livro poderiam se tornar novamente populares a partir da obra. Respondi a ele que não havia esse perigo. Ao contrário, se Simonini serve para alguma coisa, é para provocar nossa indignação.

ÉPOCA - Além de falsário, Simonini se revela um gourmet. Ao longo do livro, o senhor joga listas e listas de receitas as mais extravagantes, que Simonini comenta com volúpia. O senhor gosta de gastronomia?
Eco - Eu sou MacDonald's! Nunca me incomodei com detalhes de comida. Pesquisei receitas antigas com um objetivo preciso: causar repugnância no leitor. A gastronomia é um dado negativo na composição do personagem. Quando Simonini discorre sobre pratos esquisitos, o leitor deve sentir o estômago revirado.

ÉPOCA - Qual o sentido de escrever romances hoje em dia? O que o atrai no gênero?
Eco - Faz todo o sentido escrever ficção. Não vejo como fazer hoje narrativa experimental, como James Joyce fez com Finnegan's Wake, para mim a fronteira final da experimentação. Houve um recuo para a narrativa linear e clássica. Comecei a escrever ficção nesse contexto de restauração da narratividade, chamado de pós-modernismo. Sou considerado um autor pós-moderno, e concordo com isso. Vasculho as formas e artifícios do romance tradicional. Só que procuro introduzir temas que possam intrigar o leitor: a teoria da comédia perdida de Aristóteles em O nome da rosa; as conspirações maçônicas em O pêndulo de Foucault; a imaginação medieval em Baudolino; a memória e os quadrinhos em A misteriosa chama; a construção do antissemitismo em O cemitério de Praga. O romance é a realização maior da narratividade. E a narratividade conserva o mito arcaico, base de nossa cultura. Contar uma história que emocione e transforme quem a absorve é algo que se passa com a mãe e seu filho, o romancista e seu leitor, o cineasta e seu espectador. A força da narrativa é mais efetiva do que qualquer tecnologia.

ÉPOCA - Philip Roth disse que a literatura morreu. Qual a sua opinião sobre os apocalípticos que preveem a morte da literatura?
Eco - Philip Roth é um grande escritor. A contar com ele, a literatura não vai morrer tão cedo. Ele publica um romance por ano, e sempre de boa qualidade. Não me parece que nem o romance nem ele pretendem interromper a carreira (risos).

ÉPOCA - Mas por que hoje não aparecem romancistas do porte de Liev Tolstói e Gustave Flaubert?
Eco - Talvez porque ainda não os descobrimos. Nada acontece imediatamente na literatura. É preciso esperar um pouco. Devem certamente existir Tolstóis e Flauberts por aí. E têm surgido ótimos ficcionistas em toda parte.


ÉPOCA - Como o senhor analisa a literatura contemporânea?
Eco - Há bons autores medianos na Itália. Nada de genial, mas têm saído livros interessantes de autores bastante promissores. Hoje existe o thriller italiano, com os romances de suspense de Andrea Camilleri e seus discípulos. No entanto, um signo do abalo econômico italiano é que é mais possível um romancista viver de sua obra literária, como fazia (Alberto) Moravia. Hoje romance virou uma atividade diletante. É diferente do que ocorre nos Estados Unidos, ainda um polo emissor de ótima ficção e da profissionalização dos escritores. Além dos livros de Roth, adorei ler Liberdade, de Jonathan Franzen, um romance de corte clássico e repleto de referências culturais. A França, infelizmente, experimenta uma certa decadência literária, e nada de bom apareceu nos últimos tempos. O mesmo parece se passar com a América Latina. Já vão longe os tempos do realismo fantástico de García Márquez e Jorge Luis Borges. Nada tem vindo de lá que me pareça digno de nota.


ÉPOCA - E a literatura brasileira? Que impressões o senhor tem do Brasil? O país lhe parece mais interessante hoje do que há 30 anos?
Eco - O Brasil é um país incrivelmente dinâmico. Visitei o Brasil há muito tempo, agora acompanho de longe as notícias sobre o país. A primeira vez foi em 1966. Foi quando visitei terreiros de umbanda e candomblé - e mais tarde usei essa experiência em um capítulo de O pêndulo de Foucault para descrever um ritual de candomblé. Quando voltei em 1978, tudo já havia mudado, as cidades já não pareciam as mesmas. Imagino que hoje em dia o Brasil esteja completamente transformado. Não tenho acompanhado nada do que se faz por lá em literatura. Eu era amigo do poeta Haroldo de Campos, um grande erudito e tradutor. Gostaria de voltar, tenho muitos convites, mas agora ando muito ocupado... comigo mesmo.

ÉPOCA - O senhor foi o criador do suspense erudito. O modelo é ainda válido?
Eco - Em O nome da Rosa, consegui juntar erudição e romance de suspense. Inventei o investigador-frade William de Baskerville, baseado em Sherlock Holmes de Conan Dolyle, um bibliotecário cego inspirado em Jorge Luis Borges, e fui muito criticado porque Jorge de Burgos, o personagem, revela-se um vilão. De qualquer forma, o livro foi um sucesso e ajudou a criar um tipo de literatura que vejo com bons olhos Sim, há muita coisa boa sendo feita. Gosto de (Arturo) Pérez-Reverte, com seus livros de fantasia que lembram os romances de aventura de Alexandre Dumas e Emilio Salgari que eu lia quando menino.

ÉPOCA - Lendo seus seguidores, como Dan Brown, o senhor às vezes não se arrepende de ter criado o suspense erudito?
Eco - Às vezes, sim! (risos) O Dan Brown me irrita porque ele parece um personagem inventado por mim. Em vez de ele compreender que as teorias conspiratórias são falsas, Brown as assume como verdadeiras, ficando ao lado do personagem, sem questionar nada. É o que ele faz em O Código Da Vinci. É o mesmo contexto de O pêndulo de Foucault. Mas ele parece ter adotado a história para simplificá-la. Isso provoca ondas de mistificação. Há leitores que acreditam em tudo o que Dan Brown escreve - e não posso condená-los.

ÉPOCA - O que vem antes na sua obra, a teoria ou a ficção?
Eco - Não há um caminho único. Eu tanto posso escrever um romance a partir de uma pesquisa ou um ensaio que eu tenha feito. Foi o caso de O pêndulo de Foucault, que nasceu de uma teoria. Baudolino resultou de ideias que elaborei em torno da falsificação. Ou vice-versa. Depois de escrever O cemitério de Praga, me veio a ideia de elaborar uma teoria, que resultou no livro Costruire il Nemico (Construir o Inimigo, lançado em maio de 2011). E nada impede que uma teoria nascida de uma obra de ficção redunde em outra ficção.

ÉPOCA - Quando escreve, o senhor tem um método ou uma superstição?
Eco - Não tenho nenhum método. Não sou com Alberto Moravia, que acordava às 8h, trabalhava até o meio-dia, almoçava, e depois voltava para a escrivaninha. Escrevo ficção sempre que me dá prazer, sem observar horários e metodologias. Adoro escrever por escrever, em qualquer meio, do lápis ao computador. Quando elaboro textos acadêmicos ou ensaio, preciso me concentrar, mas não o faço por método.

ÉPOCA - Como o senhor analisa a crise econômica italiana? Existe uma crise moral que acompanha o processo de decadência cultural? A Itália vai acabar?
Eco - Não sou economista para responder à pergunta. Não sei por que vocês jornalistas estão sempre fazendo perguntas (risos). Talvez porque eu tenha sido um crítico do governo Silvio Berlusconi nesses anos todos, nos meus artigos de jornal, não é mesmo? Bom, a Itália vive uma crise econômica sem precedentes. Nos anos Berlusconi, desde 2001, os italianos viveram uma fantasia, que conduziu à decadência moral. Os pais sonhavam com que as filhas frequentassem as orgias de Berlusconi para assim se tornarem estrela da televisão. Isso tinha de parar, acho que agora todos se deram conta dos excessos. A Itália continua a existir, apesar de Berlusconi.


ÉPOCA - O senhor está confiante com a junção Merkozy (Nicolas Sarkozy e Angela Merkel) e a ascensão dos tecnocratas, como Mario Monti como primeiro ministro da Itália?
Eco - Se não há outra forma de governar a zona do Euro, o que fazer? Merkel tem o encargo, mas também sofre pressões em seu país, para que deixe de apoiar países em dificuldades. A ascensão de Monti marca a chegada dos tecnocratas ao poder. E de fato é hora de tomar medidas duras e impopulares que só tecnocratas como Monti, que não se preocupa com eleição, podem tomar, como o corte nas aposentadorias e outros privilégios.


ÉPOCA - O que o senhor faz no tempo livre?
Eco - Coleciono livros e ouço música pela internet. Tenho encontrado ótimas rádios virtuais. Estou encantado com uma emissora que só transmite música coral. Eu toco flauta doce (mostra cinco flautas de variados tamanhos), mas não tenho tido tempo para praticar. Gosto de brincar com meus netos, uma menina e um menino.

ÉPOCA - Os 80 anos também são uma ocasião para pensar na cidade natal. Como é sua ligação com Alessandria?
Eco - Não é difícil voltar para lá, porque Alessandria fica a uns 100 quilômetros de Milão. Aliás foi um dos motivos que escolhi morar por aqui: é perto de Bolonha e de Alessandria. Quando volto, sou recebido como uma celebridade. Eu e o chapéu Borsalino, somos produção de Alessandria! Reencontro velhos amigos no clube da cidade, sou homenageado, bato muito papo. Não tenho mais parentes próximos. É sempre emocionante.

Fonte: Revista Época - Dezembro de 2011

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

RSA Animate - Changing Education Paradigms



Para refletir sobre mudanças de paradigma na Educação! A dica do vídeo foi da educadora Sonia Bertocchi e seu blog Lousa Digital. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Livros digitais disponibilizados pela SOCINE

A Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual - SOCINE - disponibilizou on-line, em 2011, os dois volumes com trabalhos do encontro de pesquisadores ocorrido em 2010. O volume 1 (disponível aqui) possui um artigo, de Gisela Pascale de Camargo Leite, sobre o cinema na escola.

A SOCINE também disponibiliza outros trabalhos, no formato digital, nesta página aqui.



Fonte: Mídias na Educação - NCE/USP

Carta aberta à diretora do jornal Público, de Portugal

O professor e pesquisador Manuel Pinto, da Universidade do Minho (Braga/Portugal), publicou no dia 30 de dezembro Carta Aberta à diretora do jornal Público, de Portugal, em nome da sociedade portuguesa, cobrando explicações sobre o projeto Público na Escola, um dos mais tradicionais no país, que estaria passando por dificuldades por causa dos problemas do jornal.
Reproduzimos abaixo a carta para que todos possam ler e refletir sobre ela.


Senhora Directora do jornal Público,
Estimada Bárbara Reis,

Dirijo-me a si porque, melhor do que ninguém, me poderá responder: que se passa com o Projecto Público na Escola (PnE), uma imagem de marca do jornal que dirige, mas que não dá, há meses, qualquer sinal de vida?
Não sou só eu que pergunto. Vários outros docentes e interessados na educação para os media gostariam de saber o que aconteceu. Há dias alguém me dizia que, às tantas, perante as dificuldades económicas do jornal, o projecto já foi pela borda fora. Eu não quis acreditar, porque se isso fosse verdade, seria o próprio futuro do jornal que já não suscitava esperança. Apesar de tudo quero acreditar não ser (ainda) esse o caso.
Há certamente centenas de escolas que leram no jornal, no domingo dia 9 de Janeiro de 2011, uma pequena notícia em que se anunciava que as redes sociais eram o tema do concurso nacional de jornais escolares que o PnE voltava a lançar com o apoio de várias entidades, com destaque para o Ministério da Educação. O prazo terminava no início de Julho último, mas, vimos pelo blog do Projecto, Página 23, foi prorrogado até ao dia 20 desse mês. Acontece que o próprio blog estacionou no dia 31 de Julho e, a partir de então, não mais foi actualizado. O boletim informativo mensal, fonte sempre fecunda de recursos e espaço de relato de experiências, há largo tempo que não se publica.
O jornal, que eu tenha visto, não deu qualquer explicação. Ora é muita gente - muitas escolas, muitos docentes e muitas crianças e adolescentes por esse país fora - que aguarda com ansiedade alguma informação. Afinal, se o jornal não cuida de dar sobre si e sobre o que de si depende uma nota que seja que nos diga o que devemos ou podemos esperar, a quem havemos de recorrer?
Posso testemunhar o impacto que teve a apresentação desse projecto de educação crítica para os media e para a cidadania, que o seu coordenador pedagógico fez em Março passado, no congresso nacional sobre "Literacia, Media e Cidadania", realizado na Universidade do Minho. Escolas, clubes, turmas, bibliotecas escolares valorizavam e valorizam a pertença a essa rede que o Público na Escola foi constituindo ao longo do tempo.
Era bom termos uma informação sobre esta vertente da presença e acção do seu jornal. Como público, queremos e precisamos de saber.
Grato e ao dispor.

Publicada por Manuel Pinto

Educomunicação - Novas possibilidades de protagonismo juvenil

Já divulgamos este livro aqui no blog, mas não poderíamos deixar de compartilhar a resenha que a colega Antonia Alves fez de "Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação: contribuições para a reforma do ensino médio", de Ismar de Oliveira Soares, lançado em 2011 pela Paulinas. Antonia Alves é Mestranda em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicação & Artes (ECA) do PPGCOM da Universidade de São Paulo (USP). 


Resenha - "Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação: contribuições para a reforma do ensino médio"
Por Antonia Alves
Tendo a primeira edição lançada em fevereiro e a segunda, em agosto, a obra do coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), professor Ismar de Oliveira Soares, é um brinde à sistematização do conceito de Educomunicação.

Desde o final dos anos 90, o pesquisador vem buscando identificar e sistematizar a existência desse novo campo, que não se encontra na comunicação nem na educação, pois tem seu próprio campo epistemológico do conhecimento. Constitui-se, portanto, numa interface apontando para uma nova realidade no âmbito da educação formal, não-formal e informal como atestam suas pesquisas. 


 A obra “Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação: contribuições para a reforma do Ensino Médio” é uma verdadeira cartografia desse novo campo, resgatando os precursores das experiências oriundas dos anos 1970 na América Latina, principalmente, ligadas aos movimentos de educação popular, comunicação popular e comunicação alternativa e popular. Ainda aponta sua legitimação na sociedade civil mediante a criação de políticas públicas e atividades desenvolvidas em escolas com a parceria de ONGs que tem sua prática e metodologia fundada na perspectiva educomunicativa.  Organizado em nove capítulos e prefaciado pelo jornalista, educomunicador e secretário executivo da Rede CEP (Comunicação, Educação e Participação), Alexandre Le Voci Sayad, o “livro-síntese” – como o autor o entende – surgiu da solicitação dos agentes que vêm trabalhando com o conceito. São três capítulos dedicados ao conceito: De experiência alternativa a política pública (capítulo 3); Educomunicação: ecossistema comunicativo e áreas de intervenção (capítulo 4); Educomunicação no debate sobre a política educacional (capítulo 5).

Para dar conta do item profissional são dedicados dois capítulos, o segundo e o sexto: “Os jovens e a comunicação: desafios para a educação” e “O educomunicador, a um só tempo: docente, consultor e pesquisador”, respectivamente. A aplicação é evidenciada em três capítulos: Educomunicação: a busca do diálogo entre a educação e a comunicação (capítulo 1); Tratamento educomunicativo para o tema do meio ambiente (capítulo 7); e Retomando a proposta de ação comunicativa do Ensino Médio (capítulo 8).


O Conceito 

Da experiência alternativa à política pública – no terceiro capítulo – o autor resgata a história da educomunicação que vem sendo referendada desde os anos 80 para designar uma prática denominada de “media education” na Europa – educação para a recepção crítica dos meios de comunicação, e na América Latina por educação para comunicação.

Destacam-se as práticas que foram surgindo com grande volume na América Latina, dentre as quais as pesquisas que o NCE/ECA-USP vem realizando desde 1997 com pesquisadores desses países. Desde o ano 2000, o conceito como é concebido hoje passou a circular fora da fronteira nacional em artigos e livros.

Torna-se necessário para a existência do conceito que as práticas sejam realizadas num ecossistema comunicativo criado e desenvolvido pelos educadores a partir de ações inclusivas, democráticas, midiáticas e criativas. Esse ecossistema é considerado como uma teia de relações que, não emergem naturalmente do ambiente, “mas precisa ser construído intencionalmente. Existem obstáculos que têm de ser enfrentados e vencidos”. (SOARES, 2011, p. 37).

O quarto capítulo mostra o conceito como ecossistema comunicativo e suas áreas de intervenção. Busca esse sentido em Martín-Barbero, ressignificando o conceito como um ambiente educativo caracterizado pela

opção de seus construtores pela abertura à participação, garantindo não apenas a boa convivência entre as pessoas, mas simultaneamente, um efetivo diálogo sobre as práticas educativas elementos que conforma a pedagogia da comunicação. (p. 45).

Para essa construção os educomunicadores se valem das áreas de intervenção, consideradas portas de acesso pelo autor. Intervenção no sentido de possibilitar mudanças significativas no ambiente e não no sentido negativo de imposição. Essas áreas são: educação para a comunicação (media education); expressão comunicativa através das artes (criatividade); mediação tecnológica na educação (procedimentos e reflexões sobre a presença das TIC); pedagogia da comunicação (ensino escolar); gestão da comunicação (planejamento e execução de planos, programas e projetos); e reflexão epistemológica (sistematização das experiências).

Já o quinto capítulo apresenta práticas educomunicativas como ampliação do tempo disponível na escola como propõe a flexibilização do currículo do Ensino Médio. Ainda nesse capítulo, apresenta as políticas públicas na capital de São Paulo e no Estado de Mato Grosso surgidas pelo sucesso dos programas de rádio denominados “educom.rádio” e “educom.rádio.centro-oeste”, respectivamente. Essas políticas são uma forma de garantir continuidade aos programas, após mudanças governamentais.


O profissional 

Os capítulos dois e seis apresentam o novo profissional desse campo de intervenção, ao mesmo tempo, como docente, consultor e pesquisador. É isso que pretende formar a Licenciatura em Educomunicação iniciada neste ano na ECA-USP. A licenciatura dá direito a esse profissional de lecionar na educação formal. No âmbito da consultoria pode atuar em escolas, empresas e ONG. Para Soares (p. 65) o educomunicador

tem uma extrema facilidade de se comunicar, expressa num conjunto de qualidades como abertura para o outro, o diálogo na gestão dos conflitos, capacidade de contextualizar os problemas e encontrar soluções de interesse para a coletividade, assegurando a adesão de seus interlocutores à propostas que defendem.

Aponta quatro gerações de educomunicadores e ainda uma quinta que começa a despontar formada pelos adolescentes e jovens participantes de práticas educomunicativas. A primeira tem como precursores Paulo Freire e Mario Kaplún. A segunda é formada pelos especialistas por programas educomunicativos na ocasião da pesquisa realizada em 1997 pelo NCE/ECA-USP. A terceira por profissionais que no ano 2000 atuavam em organizações da sociedade civil (Rede CEP). Já a quarta geração é representada por jovens universitários que trabalham com projetos colaborativos.

Esse profissional no âmbito escolar é convidado a trabalhar com “uma juventude que deseja uma escola que responda a seus anseios” (p. 24), pois segundo as pesquisas recentes a maioria dos jovens abandona a escola, não por questão de trabalho, mas por desinteresse. É preciso querer trabalhar com uma juventude que se envolve com a comunicação fora da escola, que assimila e é assimilada pela cultura digital, que se envolve com práticas educomunicativas.


A aplicação 

A aplicação da Educomunicação é evidenciada em três capítulos (1, 3 e 7). Logo no primeiro, aponta as atitudes de mudanças que vêm ocorrendo no ensino ante as TIC previstas nas metas da LDB e concretizadas nos PCNs que instaura uma visão interdisciplinar baseada em três áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.

É a partir dessa contextualização que Soares propõe quatro linhas de articulação que facilitam o aprofundamento do diálogo entre a educomunicação e o sistema escolar: pressupostos; educomunicação como campo de interface; educomunicação nos distintos âmbitos da prática educativa (gestão escolar, disciplinar e transdisciplinar); e formação do professor-educomunicador.

A questão transdisciplinar é destacada no capítulo sétimo apresentando a possibilidade de se trabalhar os temas transversais, detendo-se como a questão ambiental que vem sendo trabalhada pelo Ministério do Ambiente com a sociedade civil e com as escolas; ainda, sobre a questão da violência no espaço escolar como o “bullying” – um conflito no ecossistema comunicativo escolar.

Por fim, no oitavo capítulo o autor deixa claro que quem assim vive a educomunicação, está diante do desafio de uma série de convocações: dialogar com o poder público, promover a formação de educomunicadores e fortalecer o Ensino Médio Inovador (EMI).

Para os desafios da Educomunicação para o EMI são precisos quatro itinerários a serem percorridos: pedagogia da comunicação; mediações tecnológicas; gestão; e formação docente e do educomunicador. Para isso são necessárias algumas linhas de ação destinadas a pensar a educomunicação no contexto do EMI: diálogo entre os campos, para além da grade curricular; âmbitos de ação no ambiente escolar; estabelecer metas programáticas; formação do educador-educomunicador; modalidade de formação docente; sobre os especialistas externos.


Ensino Médio Inovador 

Todo o livro tem um traço marcante apontando para o Ensino Médio Inovador sem deixar de considerar outros vínculos da educomunicação com o ensino fundamental ou os movimentos fora da escola. Lembra que após dez anos da LDB, o Ministério da Educação deseja efetivar a introdução das tecnologias no Ensino Médio e para tanto criou o Programa Mais Educação para as escolas que queiram participar, tendo subsidiadas em suas atividades extraclasses, os “contraturnos” como são chamados. Essas atividades chamadas de macrocampos têm entre eles o macrocampo da educomunicação.

A relação da educomunicação com a escola na concepção do professor Ismar perpassa os âmbitos da gestão escolar, disciplinar e transdisciplinar. Nesse último podem se intervir as atividades extraclasses mediante a “realização de atividades práticas (oficinas regulares de ações educomunicativas) ou de mobilizações voltadas à socialização das experiências vivenciadas (mostras, seminários e encontros)” (p. 19).

E ainda é um convite à educação formal possa assimilar para seu próprio benefício essa “experiência que nasceu fora de suas paredes, no espaço das relações não formais de produção e difusão de sentidos, no contexto dos embates da luta social por novos e mais franqueados espaços de comunicação e de expressão” (p. 41).


O que acrescentar? 

Linguagem simples e enxuta, não deixando de ser profunda, a obra apresenta-se como leitura obrigatória a todos aqueles que querem viver a educomunicação em sua essência. Ao ler a obra fica evidente que o conceito/prática tendo nascido no âmbito da sociedade civil enquanto práticas de mobilização social e resgate do cidadão, adentram no universo do ensino formal graças à abertura desse à inter-relação comunicação-educação.

São 95 páginas de puro encantamento, levando o leitor a uma descrição histórica do conceito entrelaçando-o com os personagens que fizeram história, ao mesmo tempo, em que aponta sua pontualidade nos dias atuais pelas conquistas realizadas e perspectivas futuras do campo.

Não cabe a pergunta: “só resta saber se os dirigentes governamentais vão agregá-la às escolas” porque já é uma realidade com o Programa “Mais Educação” desde 2007; no entanto, cabe outra pergunta: quando essa prática educomunicativa estará presente em todas as escolas públicas do Brasil, deixando alunos mais motivados por meio de um exercício pleno de cidadania?

Então, caro leitor, adentre nessa magnífica obra e encontre razões plausíveis que se colocam como possibilidades de transformação de uma nação pela presença
de cidadãos criativos, participativos e empreendedores de comunicação.



Fonte: http://www.educomunicacao.com/2011/10/educomunicacao-na-escola-possibilidades.html

Ideias e biografias de educadores

A revista Nova Escola disponibiliza em versão digital o seu número especial, de julho de 2008, dedicado a grandes pensadores (aqui). Naturalmente, são autores diretamente relacionados com a educação (como Piaget, Vygotsky, Paulo Freire, entre outros) ou que tiveram ideias com influência nesse campo (Bourdieu, Foucault, Arendt, etc.). São mostradas as ideias básicas de cada um e pequenas biografias.

Um autor destacado, interessante para conhecimento dos cursistas do Mídias na Educação, é o inglês Lawrence Stenhouse (foto acima), que teve importante papel na formação da proposta do professor como pesquisador de sua própria prática.

Fonte: Mídias na Educação - NCE/USP (http://midiaseducacao.blogspot.com/2011/12/ideias-e-biografias-de-educadores.html)