quinta-feira, 31 de maio de 2012

Os jornais não vão morrer, diz Talese

Matéria reproduzida da Folha de São Paulo - 31/05/2012
Marco Rodrigo Almeida (Foto:Daigo Oliva/FolhaPress)


Ouvir Gay Talese falar é tão bom quanto ler seus textos.
Em cerca de uma hora e 30 minutos de palestra, o célebre jornalista americano cativou a plateia do Tuca com casos saborosos sobre sua formação e início da carreira.
Talese é um dos principais nomes do que ficou conhecido como "jornalismo literário". Ele é autor de livros como "Honra Teu Pai", "A Mulher do Próximo" e "O Reino e o Poder".
Talese destilou bom humor desde o início. Chamado de "lenda do jornalismo" pelo repórter da Folha Ivan Finotti, que mediou a palestra, Talese disse: "Estou contente com a apreciação tão elogiável desse meu colega exótico dizendo coisas tão exóticas".
Logo em seguida, homenageou a organizadora do Congresso Internacional Cult de Jornalismo Cultural, Daysi Bregantini.
"Muito obrigado Daysi. Estou feliz por ser parte do programa."



Jornalista Gay Talese após palestra na Folha de S.Paulo
Jornalista Gay Talese após palestra na Folha de S.Paulo


Talese começou sua apresentação falando de sua infância. Filho de imigrantes italianos, nasceu na ilha de Ocean City, Nova Jersey, em 1932. A famíla morava em um prédio onde antes funcionava um jornal. No térreo ficava a alfaiataria do pai.
Era o inicío dos anos 1940 e a diversão do pequeno Talese era observar os clientes.
"Eu pensei: não tenho que sair da loja para encontrar as histórias. Elas podem ser encontradas em qualquer cidade. Via um romance emergindo, com muitos personagens."
A aparente calma do ambiente familiar pelas manhãs dava lugar a apreensões noturnas, quando seu pai ouvia notícias da 2ª Guerra pelo rádio. Estes contrastes alimentaram a curiosidade do futuro jornalista.
"Parte do que sou como jornalista é resultado dessa formação, desse momento histório", definiu.
Na escola Talese não foi dos alunos mais brilhantes. "Não se dava nota no que eu era melhor, a curiosidade."
Por volta dos 14 anos, começa no jornalismo escrevendo num jornal da escola.
Em 1953, depois de cursar jornalismo na Universidade do Alabama, começou a trabalhar no jornal "New York Times " como office-boy. Em pouco tempo ganharia fama com suas reportagens.
"Gradativamente ganhei uma reputação de ter um olho para o detalhe diferente do repórter comum. Os outros esperavam a notícia acontecer para ir cobrir - um acidente de avião, um suicida no alto de um prédio. Eu descrevia como o acidente aéreo afetava as pessoas de uma barbearia."
"Por serem bem escritas, as notícias não precisavam de pessoas famosas. Poderiam ser sobre qualquer um. Foi uma lição que aprendi na loja de meu pai."
Para uma plateia formada, em sua maioria, por estudantes de jornalismo, Talese deu alguns conselhos para ser um bom repórter.
"A observação é essencial. O jornalismo é ir aos fatos, estar lá, ver você mesmo. Você não pode fazer reportagem pelo telefone, pelo Google. Tem que presenciar se quiser escrever alguma coisa."
Outra questão levantada pela plateia foi sobre o futuro do jornalismo diante das novas tecnologias digitais. Talese aposta que sempre haverá espaço para o bom jornalismo.
"Se contar uma boa história, se for bem escrito, se prender atenção, o jornalismo vai durar para sempre. Os jornais não vão morrer. Há um mercado para a qualidade. Sempre haverá jornalismo de alta qualidade. Talvez seja bom que exista uma ameça, pois o jornalista é forçado a mudar. Meu recado é: não se preocupe, faça o seu melhor."

terça-feira, 29 de maio de 2012

Academia Digital

Por Marcus Tavares - RevistaPontoCom
Reunir pesquisadores brasileiros que se dedicam ao estudo da cultura digital em seus diversos desdobramentos e promover interfaces de colaboração para o desenvolvimento de projetos na área cultural. Este foi o objetivo do encontro “Academia Digital” realizado na sexta-feira, dia 25 de maio, na Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Promovido pelo Pólo Digital do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da mesma instituição, o evento contou com a participação dos representantes de diferentes grupos de pesquisa do país. Na ocasião, Heloisa Buarque de Hollanda, coordenadora do PACC e idealizadora do encontro, explicou que o projeto está aberto a outras universidades e programas brasileiros.
Na parte da manhã, foi feita uma rodada de apresentação dos grupos de pesquisa que estavam presentes. Logo depois, Álvaro Malaguti fez uma apresentação dos projetos que estão sendo realizados, desde 2008, entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Ministério da Cultura (MinC). Gerente da integração RNP/MinC, Malaguti destacou a proposta da Rede de Laboratórios para Experimentação em Arte, Cultura e Tecnologia. Fruto da parceria entre as duas instituições, a rede de laboratórios visa a prover infra-estrutura física e de rede para trabalhos culturais colaborativos, que tenham a participação da Academia. A ideia é criar os laboratórios nas unidades da Funarte no Brasil, constituindo espaços de pesquisa para estudiosos de novas linguagens artísticas em plataforma digital. Na parte da tarde, os participantes discutiram possibilidades e perspectivas de criação e interfaces colaborativas.
Cultura digital em análise
Durante a apresentação dos grupos de pesquisa, Sérgio Amadeu, professor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciência Social Aplicada da Universidade Federal do ABC (UFABC) e Alex Primo, professor do programa de pós-graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), analisaram o atual contexto da cultura digital.
Sérgio Amadeu disse que a mudança tecnológica ocorrida nos últimos anos libertou o texto do papel, o vídeo da película e a música do vinil. Transformou tudo em digital, disponibilizando todos os conteúdos na rede. “E como o velho mundo industrial reage a isso tudo? Tentando criminalizar os processos que são típicos de cultura. A cultura sempre foi compartilhamento, troca e re-combinação. Nos dias de hoje, por conta da defesa da propriedade industrial, as práticas recombinantes são criminalizadas. Há um grande esforço de criar legislações que tenham o objetivo de proibir o compartilhamento livre, de restringir bens culturais e conhecimentos”, destacou.
Neste contexto, Alex Primo explica que a ideia de que a cibercultura significaria uma série de utopias libertárias não se concretizou. Segundo ele, vivemos numa cultura digital que ainda é ditada pela cultura massiva dos grandes conglomerados de mídia que logo perceberam e incorporaram o potencial das redes sociais e das interfaces de produção de informação, como blog, videolog e twitter. Para ambos professores, estudos e reflexões sobre esses temas é o primeiro passo para repensar e possibilitar novas perspectivas e ações para o futuro.
Veja alguns dos participantes do encontro:
- Alex Primo (UFRGS)
- Alexandre Farbiarz (UFF)
- Alvaro Malaguti (RNP)
- Ana Claudia de Souza (Funarte-RJ)
- Christus Nóbrega (UnB)
- Eliane Costa (UCAM)
- Eugênio Trivinho (PUC-SP)
- Fernanda Bruno (UFRJ)
- Guido Lemos (UFPB)
- Ilana Strozenberg (UFRJ)
- Rejane Spitz (PUC-RIO)
- Rodrigo Savazoni (CCD-SP)
- Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC)
- Vanderlei Cassiano Junior (UFGO)
PACC – UFRJ
- Heloisa Buarque de Hollanda
- Cristiane Costa
- Beatriz Resende
- Cristina Haguenauer
- Fernanda Gentil
- Luiz Agner

Academia Digital

Por Marcus Tavares - RevistaPontoCom
Reunir pesquisadores brasileiros que se dedicam ao estudo da cultura digital em seus diversos desdobramentos e promover interfaces de colaboração para o desenvolvimento de projetos na área cultural. Este foi o objetivo do encontro “Academia Digital” realizado na sexta-feira, dia 25 de maio, na Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Promovido pelo Pólo Digital do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da mesma instituição, o evento contou com a participação dos representantes de diferentes grupos de pesquisa do país. Na ocasião, Heloisa Buarque de Hollanda, coordenadora do PACC e idealizadora do encontro, explicou que o projeto está aberto a outras universidades e programas brasileiros.
Na parte da manhã, foi feita uma rodada de apresentação dos grupos de pesquisa que estavam presentes. Logo depois, Álvaro Malaguti fez uma apresentação dos projetos que estão sendo realizados, desde 2008, entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Ministério da Cultura (MinC). Gerente da integração RNP/MinC, Malaguti destacou a proposta da Rede de Laboratórios para Experimentação em Arte, Cultura e Tecnologia. Fruto da parceria entre as duas instituições, a rede de laboratórios visa a prover infra-estrutura física e de rede para trabalhos culturais colaborativos, que tenham a participação da Academia. A ideia é criar os laboratórios nas unidades da Funarte no Brasil, constituindo espaços de pesquisa para estudiosos de novas linguagens artísticas em plataforma digital. Na parte da tarde, os participantes discutiram possibilidades e perspectivas de criação e interfaces colaborativas.
Cultura digital em análise
Durante a apresentação dos grupos de pesquisa, Sérgio Amadeu, professor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciência Social Aplicada da Universidade Federal do ABC (UFABC) e Alex Primo, professor do programa de pós-graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), analisaram o atual contexto da cultura digital.
Sérgio Amadeu disse que a mudança tecnológica ocorrida nos últimos anos libertou o texto do papel, o vídeo da película e a música do vinil. Transformou tudo em digital, disponibilizando todos os conteúdos na rede. “E como o velho mundo industrial reage a isso tudo? Tentando criminalizar os processos que são típicos de cultura. A cultura sempre foi compartilhamento, troca e re-combinação. Nos dias de hoje, por conta da defesa da propriedade industrial, as práticas recombinantes são criminalizadas. Há um grande esforço de criar legislações que tenham o objetivo de proibir o compartilhamento livre, de restringir bens culturais e conhecimentos”, destacou.
Neste contexto, Alex Primo explica que a ideia de que a cibercultura significaria uma série de utopias libertárias não se concretizou. Segundo ele, vivemos numa cultura digital que ainda é ditada pela cultura massiva dos grandes conglomerados de mídia que logo perceberam e incorporaram o potencial das redes sociais e das interfaces de produção de informação, como blog, videolog e twitter. Para ambos professores, estudos e reflexões sobre esses temas é o primeiro passo para repensar e possibilitar novas perspectivas e ações para o futuro.
Veja alguns dos participantes do encontro:
- Alex Primo (UFRGS)
- Alexandre Farbiarz (UFF)
- Alvaro Malaguti (RNP)
- Ana Claudia de Souza (Funarte-RJ)
- Christus Nóbrega (UnB)
- Eliane Costa (UCAM)
- Eugênio Trivinho (PUC-SP)
- Fernanda Bruno (UFRJ)
- Guido Lemos (UFPB)
- Ilana Strozenberg (UFRJ)
- Rejane Spitz (PUC-RIO)
- Rodrigo Savazoni (CCD-SP)
- Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC)
- Vanderlei Cassiano Junior (UFGO)
PACC – UFRJ
- Heloisa Buarque de Hollanda
- Cristiane Costa
- Beatriz Resende
- Cristina Haguenauer
- Fernanda Gentil
- Luiz Agner

Academia Digital

Por Marcus Tavares - RevistaPontoCom
Reunir pesquisadores brasileiros que se dedicam ao estudo da cultura digital em seus diversos desdobramentos e promover interfaces de colaboração para o desenvolvimento de projetos na área cultural. Este foi o objetivo do encontro “Academia Digital” realizado na sexta-feira, dia 25 de maio, na Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Promovido pelo Pólo Digital do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da mesma instituição, o evento contou com a participação dos representantes de diferentes grupos de pesquisa do país. Na ocasião, Heloisa Buarque de Hollanda, coordenadora do PACC e idealizadora do encontro, explicou que o projeto está aberto a outras universidades e programas brasileiros.
Na parte da manhã, foi feita uma rodada de apresentação dos grupos de pesquisa que estavam presentes. Logo depois, Álvaro Malaguti fez uma apresentação dos projetos que estão sendo realizados, desde 2008, entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Ministério da Cultura (MinC). Gerente da integração RNP/MinC, Malaguti destacou a proposta da Rede de Laboratórios para Experimentação em Arte, Cultura e Tecnologia. Fruto da parceria entre as duas instituições, a rede de laboratórios visa a prover infra-estrutura física e de rede para trabalhos culturais colaborativos, que tenham a participação da Academia. A ideia é criar os laboratórios nas unidades da Funarte no Brasil, constituindo espaços de pesquisa para estudiosos de novas linguagens artísticas em plataforma digital. Na parte da tarde, os participantes discutiram possibilidades e perspectivas de criação e interfaces colaborativas.
Cultura digital em análise
Durante a apresentação dos grupos de pesquisa, Sérgio Amadeu, professor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciência Social Aplicada da Universidade Federal do ABC (UFABC) e Alex Primo, professor do programa de pós-graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), analisaram o atual contexto da cultura digital.
Sérgio Amadeu disse que a mudança tecnológica ocorrida nos últimos anos libertou o texto do papel, o vídeo da película e a música do vinil. Transformou tudo em digital, disponibilizando todos os conteúdos na rede. “E como o velho mundo industrial reage a isso tudo? Tentando criminalizar os processos que são típicos de cultura. A cultura sempre foi compartilhamento, troca e re-combinação. Nos dias de hoje, por conta da defesa da propriedade industrial, as práticas recombinantes são criminalizadas. Há um grande esforço de criar legislações que tenham o objetivo de proibir o compartilhamento livre, de restringir bens culturais e conhecimentos”, destacou.
Neste contexto, Alex Primo explica que a ideia de que a cibercultura significaria uma série de utopias libertárias não se concretizou. Segundo ele, vivemos numa cultura digital que ainda é ditada pela cultura massiva dos grandes conglomerados de mídia que logo perceberam e incorporaram o potencial das redes sociais e das interfaces de produção de informação, como blog, videolog e twitter. Para ambos professores, estudos e reflexões sobre esses temas é o primeiro passo para repensar e possibilitar novas perspectivas e ações para o futuro.
Veja alguns dos participantes do encontro:
- Alex Primo (UFRGS)
- Alexandre Farbiarz (UFF)
- Alvaro Malaguti (RNP)
- Ana Claudia de Souza (Funarte-RJ)
- Christus Nóbrega (UnB)
- Eliane Costa (UCAM)
- Eugênio Trivinho (PUC-SP)
- Fernanda Bruno (UFRJ)
- Guido Lemos (UFPB)
- Ilana Strozenberg (UFRJ)
- Rejane Spitz (PUC-RIO)
- Rodrigo Savazoni (CCD-SP)
- Sérgio Amadeu da Silveira (UFABC)
- Vanderlei Cassiano Junior (UFGO)
PACC – UFRJ
- Heloisa Buarque de Hollanda
- Cristiane Costa
- Beatriz Resende
- Cristina Haguenauer
- Fernanda Gentil
- Luiz Agner

Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras, de Portugal, se apresentará na abertura da Rio +20



O Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras, de Portugal, ganhou o Concurso de Música da Juventude Global, promovido pela Rio+20 e pela organização austríaca Iaai. A canção "Meu Planeta Azul", na voz das crianças portuguesas, recebeu mais de 44 mil votos pela internet, na categoria menores de 15 anos. Os ganhadores vão se apresentar na abertura da Conferência Rio +20, no dia 19 de Junho. (Fonte: RevistaPontoCom)


Nome: Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras
Título da canção: Meu Planeta Azul
Autor da Letra: Rita Fouto
Autor da Música: Carlos Gutkin / Arr. Yara Gutkin

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cara, cadê o meu foco?

Sabe aquela mania de assistir à TV enquanto envia mensagens pelo celular, posta um vídeo nas redes sociais, folheia uma revista e prepara o iPod para tocar uma musiquinha no intervalo? Pois um estudo encomendado recentemente pela Time Warner mostrou que a geração dos “nativos digitais” – que nunca viveram em um mundo sem TV por assinatura, internet e telefonia móvel – troca de mídia 27 vezes por hora.
A pesquisa utilizou cintos biométricos e óculos com câmeras embutidas para captar as emoções e a atenção visual dos participantes.Os nativos digitais também preferem a troca de curtas mensagens instantâneas a longas conversas por telefone e não toleram conteúdos tediosos. Já é possível notar impactos nas questões sociais e educacionais e no mercado de trabalho.
Os nativos digitais alternam entre mídias (web, tablets, smartphones, iPod, TV, revistas etc.) em média 27 vezes fora do expediente de trabalho e estudo. Já entre os seus pais, a média de troca é de 17 vezes por hora.
Por passarem mais tempo conectados e usarem várias plataformas de mídia simultaneamente, os jovens têm níveis de resposta emocional mais estáveis.
54% dos nativos digitais preferem mandar mensagens de texto do que falar com as pessoas. Entre os imigrantes digitais, esse percentual cai para 28%.
Em casa, 65% dos nativos digitais levam seus aparelhos para onde vão -versus 41% dos imigrantes digitais com o mesmo hábito.
A indústria da publicidade, por exemplo, vai ter que encontrar maneiras de cativar a atenção dessa audiência cada vez mais fluída e menos concentrada.”É possível que as empresas priorizem cada vez mais seus funcionários jovens para desenvolver estratégias de marketing e mídia”, explica Urs Gasser, diretor-executivo do Berkman Center para Internet e Sociedade da Universidade Harvard, em entrevista ao “Folhateen”.
Segundo ele, vídeos e redes sociais são elementos- chave para compreender esse comportamento. “Criatividade e até mesmo compromisso cívico e político podem ser estimulados. Apesar dos perigos da baixa atenção concentrada e do vício em internet, a tendência multitarefa pode ser produtiva. O autodidatismo também está no DNA desse comportamento e dessa geração.”
Troca-troca
Esse é o caso de Olivia Mendonça, 20, que assiste à TV com o computador no colo e o celular no bolso.”Eu ando com carregador e não desligo meu laptop nunca. Uso SMS, aplicativos e o meu navegador tem sempre várias abas abertas sobre diversos assuntos.” Portadora do distúrbio de deficit de atenção (DDA), ela acredita que os múltiplos estímulos facilitam seu processo de aprendizagem. “Trabalho com vídeo, que já é uma linguagem muito dinâmica. Acabo pesquisando até nas horas vagas. Sou autodidata, assimilo rápido as referências de tudo o que vejo. Minha cabeça é um ‘brainstorm’.”
A defesa que Olivia faz dos seus hábitos vai ao encontro do que pensa a antropóloga Mimi Ito, da Universidade da Califórnia. Para ela, “hoje em dia é possível acessar uma ampla demanda de assuntos instantaneamente, de qualquer lugar, com os dispositivos móveis. Mesmo alternando entre eles, o jovem ainda aprende e sempre com base em interesses individuais. Trata-se de um conhecimento pertinente numa sociedade de demandas tão rápidas”.
Décio Fonseca Neto, 20, é outro do “clube dos conectados”. Estudante de publicidade, ele vive em simbiose com o tablet, o iPod e o smartphone. A alternância constante entre dispositivos móveis, sites e redes sociais não serve apenas para se comunicar com os amigos. “Os Tumblrs têm muita coisa criativa, e também gosto de compartilhar música e opinar sobre vários assuntos. Gosto de me sentir conectado às mudanças”, diz ele.
A geração de Décio e Olivia já nasceu ligada: essas mudanças vão acontecer cada vez mais rápido. E você? Em quantas coisas consegue se conectar ao mesmo tempo?
Fonte: Folha de São Paulo/ Caderno Ilustrada - Texto: Renata D’elia e RevistaPontoCom 21/05/2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tutoriais do Prezi

Abaixo, dois tutoriais que procuram ensinar como usar o programa
para apresentações Prezi. (Mídias na Educação - NCE/USP)


Tutorial do PREZI
View more documents from damiana guedes

Jornal mural no Prezi

A apresentação abaixo exemplifica a transposição de um jornal 
mural escolar simples (planejado com folhas A4) para uma 
apresentação no programa Prezi. As folhas do jornal, 
diagramadas no Word, foram transformadas em arquivos PDF 
que foram importados para o Prezi. Trata-se de um exemplo 
(os textos são meramente ilustrativos).

A vantagem desse procedimento é dar uma visibilidade, também

na internet, ao jornal mural da escola, que poderá, nessa plataforma,
receber links e vídeos. (Mídias na Educação - NCE/USP)

“Digital Communication Polices in the Information Society Promotion Stage” disponível para download

Já está disponível o e-book “Digital Communication Polices in the Information Society Promotion Stage”, editado por Sérgio Denicoli e Helena Sousa, investigadores do CECS e colaboradores deste blog.
Os artigos foram escritos por investigadores de Portugal, Reino Unido, Brasil, Grécia, Irlanda, Itália e Polónia. Entre os temas abordados estão a TV digital e Web TV, rádio digital, educação e cinema.
O download pode ser feito gratuitamente AQUI

Fonte: mediascopio

ANDI lança novo blog para estimular o debate sobre a defesa dos direitos da Criança e do Adolescente.



A ANDI – Comunicação e Direitos lançou dia 16/05 um novo espaço para estimular o debate sobre a defesa dos direitos da Criança e do Adolescente. O blog Direitos, Infância e Agenda Pública se propõe a contribuir para qualificar a cobertura jornalística, subsidiando os profissionais e estudantes de comunicação com uma produção atenta às políticas públicas, monitoramento de notícias relacionadas a direitos humanos, pesquisas, estudos nacionais e internacionais, além da participação de fontes de informação.

Concebido como parte do projeto Jornalista Amigo da Criança (JAC), realizado pela ANDI e Petrobras desde 1997, o blog contará com participação dos jornalistas diplomados compartilhando suas experiências profissionais.

O blog também contará com o olhar atento de especialistas que trarão análises sobre os principais assuntos de grande repercussão envolvendo os eixos temáticos de atuação da ANDI: Infância e Juventude, Inclusão e Sustentabilidade e Políticas de Comunicação.

Violência sexual em foco
Durante toda a semana, o blog Direitos, Infância e Agenda Públicaintegrará a mobilização nacional em torno do dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio. O tema da campanha deste ano é a necessidade de criação de políticas públicas e outras ferramentas de enfrentamento ao aumento dos casos de violência sexual em grandes obras.

Para tratar do assunto, foram convidados a especialista Estela Scandola e o Jornalista Amigo da Criança Mauri König. Estela é diretora do Instituto Brasileiro de Inovações Pró-Sociedade Saudável do Centro Oeste (IBISS/CO) e coordenou a pesquisa Impactos do setor sucroalcooleiro na exploração sexual de crianças e Adolescentes em Mato Grosso do Sul

Já König venceu duas edições do Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, promovido pela ANDI em parceria com a Childhood Brasil. Em entrevista, ele trata sobre os desafios da cobertura em direitos humanos, em especial quando se trata de um tema tão delicado como a exploração sexual de meninos e meninas.
Conheça o projeto, acesse blog.andi.org.br.
Fonte: ANDI

sábado, 19 de maio de 2012

3º Simpósio de Educação e Comunicação da Universidade Tiradentes, de Aracaju/SE acontece em setembro

De 17 a 19 de Setembro de 2012, o Grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Sociedade (GECES) – CNPQ/UNIT do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Tiradentes – PPED, em parceria com o Núcleo de Educação a Distancia (NEAD) e o Programa de Pós-graduação em Educação (PPED) desta Universidade, promove o 3º Simpósio de Educação e Comunicação. O evento será realizado no Campus Farolândia da Universidade Tiradentes em Aracaju/Sergipe. O Simpósio tem como tema: Infoinclusão: possibilidades de ensinar e aprender e contará com a participação de conferencistas nacionais e internacionais.
Simpósio de Educação e Comunicação tem como objetivo reunir  pesquisadores, professores, alunos de graduação e pós-graduação do Brasil e outros países, interessados nos estudos e discussões sobre a relação Educação e Comunicação e as consequências no processo de aprendizagem dentro do espaço escolar.
Na primeira edição, o evento abordou o tema Educação a Distância e as Tecnologias da Inteligência: Novo Percurso de Formação e de Aprendizagem.  Na segunda edição abordou o tema: As Redes Sociais e seu Impacto na Cultura e Educação do Século XXI. A programação dos Simpósios anteriores contou com a realização de conferências e painéis com estudiosos nacionais e internacionais, apresentação de resultados de estudos e pesquisas desenvolvidas ou em desenvolvimento sobre os temas através de painéis selecionados para os Grupos Temáticos. A metodologia adotada serve para a terceira edição que terá as seguintes atividades:
a. Conferência inaugural
b. Mesas-redondas
c. Painéis temáticos
d. Comunicação Oral
e. Apresentações culturais

Objetivos

  • Estudar a relação Educação e Comunicação mediada por tecnologias e o impacto no processo de ensinar e aprender.
  • Socializar estudos e pesquisas sobre a infoinclusão social e as possibilidades de aprendizagem.
  • Refletir sobre as contribuições das tecnologias na construção de novos percursos de formação e de aprendizagem.

Programação

Dia 17/09/12 – Segunda-feira
17h30CredenciamentoHALL- BLOCO D
19hAberturaPadre Arnóbio
19h30Infoinclusão social
Palestrante: Bernardo Sorj - UFRJ

Mediação: Ronaldo Nunes Linhares
Padre Arnóbio
21h00Lançamento do livroPadre Arnóbio
Dia 18/09/12 – Segunda-feira
10h às 12hApresentação dos Grupos TemáticosPadre Arnóbio
14h às 16hMesa I Tecnologias Móveis e novas estratégias de infoinclusão
• Maria José Loureiro – Universidade de Aveiro
• Maria Helena Bonilla- UFBA
• Paulo Gileno Cysneiros – UFPE

Mediação: Simone de Lucena Ferreira
Padre Arnóbio
18hAtividade CulturalHall do Bloco D-Padre Arnóbio
19hConferencia: Inclusão Digital e Currículo

• Margarita Victoria Gomez- Universidade Nove de Julho, UNINOVE/São Paulo

Mediação: Andréa Versuti
Padre Arnóbio
Dia 19/09/12 – Quarta-feira
10h às 12hApresentação dos Grupos TemáticosPadre Arnóbio
14h às 16hMesa II – Tecnologias Assistivas e Políticas Públicas
• Francisco José de Lima – Universidade Federal de Pernambuco

• Língua de sinais online: a experiência da UNIT na formação de professores a distância.
(Lucas do Vale e Maynara Muller)

Mediação:
 Soraya Menezes
Padre Arnóbio
16h30 às 18hConferência de Encerramento:
EAD e a Internet 2.0: 
possibilidades de inclusão, colaboração e interação na construção do conhecimento.
Palestrante: Maria João Gomes (Universidade do Minho)
Padre Arnóbio
Informações: http://ww3.unit.br/simposiodeeducacao/programacao/

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tecnoestresse causa ansiedade e depressão em jovens

Pesquisar no Google, mandar um torpedo pelo celular, atualizar o Twitter e postar fotos no Facebook são algumas atividades que crianças e adolescentes são capazes de executar --todas praticamente ao mesmo tempo.



Até aí, nada de surpreendente, afinal estamos falando dos nativos da "geração digital" para quem o e-mail já é uma antiguidade. Mas nem mesmo esses seres multitarefa passam incólumes por tanta conectividade e tanta informação.

O impacto dessa avalanche se reflete não apenas em aumento de riscos para a segurança dos jovens, temidos pelos pais, como também pode afetar seu desenvolvimento social e psicológico.

Ao lado de ameaças que são velhas conhecidas, como pedofilia e obesidade, surgem outras: ciberbullying, "sexting", "grooming" e tecnoestresse (veja no infográfico o significado das expressões).

O tal do tecnoestresse é causado pelo uso excessivo da tecnologia e provoca dificuldade de concentração e ansiedade. O jovem tecnoestressado também pode tornar-se agressivo ao ficar longe do computador.

Segundo o neurologista pediátrico Eduardo Jorge, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisas já associam overdose de tecnologia com problemas neurológicos e psiquiátricos.

"Estão aumentando os casos de doenças relacionadas ao isolamento. A depressão é a que mais cresce."

O neurologista também diz que há uma incidência maior do transtorno de deficit de atenção entre adolescentes aficionados por computador.

"Não é fácil de diagnosticar. Os pais não acham que o filho tem dificuldade de concentração porque ele fica parado no computador."

Outro risco é a enxaqueca. "Essas novas telas de LED são um espetáculo, mas têm um brilho e uma luminosidade que fazem com que aumentem tanto o número de crises de enxaqueca como a intensidade delas", alerta.








IMPACTO SOCIAL
Para o pediatra americano Michael Rich, professor da Universidade Harvard, o impacto das mídias digitais tem efeitos de ordem física e social. "Do ponto de vista da saúde, o principal risco é o da obesidade; do social, o fato é que, quanto mais conectados, mais isolados os jovens ficam no sentido das relações pessoais. É comum ver casais de mãos dadas e falando ao celular com outras pessoas."

Opinião parecida tem o psicólogo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria da USP. Segundo ele, a tecnologia invadiu tanto o cotidiano que as pessoas se perdem no seu uso. "É mais preocupante em crianças e adolescentes, porque nessa faixa etária o cérebro ainda não atingiu sua maturidade, não exerce plenamente a função de controle de impulsos", diz.

A internet arrebata ainda mais dependentes quando se torna móvel: estatísticas internacionais apontam que 20% da população mundial de usuários de smartphones não consegue exercer um uso equilibrado da internet, de acordo com Nabuco.

Mas é claro que nem tudo são pedras no mundo virtual, como explica Eduardo Jorge. "Pesquisas também mostram que crianças usuárias de tecnologias da informação são mais ágeis, mais inventivas e têm uma capacidade maior de raciocínio em alguns testes de QI. A tecnologia não é um bicho de sete cabeças do qual elas tenham que ficar afastadas", afirma. "Devem ser estimuladas a fazer bom uso, com limites."

Rich considera que os próprios pais são os principais responsáveis por este quadro "cibercaótico". Segundo ele, por falta de intimidade com as novas mídias, os adultos deixam de preparar as crianças para o mundo virtual.

"Muitas vezes, eles apenas dão o laptop e pensam que, desde que os filhos estejam no quarto, não vão se meter em confusão, o que é um erro", afirma. "Os adultos precisam se tornar aprendizes dos jovens na parte técnica para que possam ser seus professores na parte humana."

LADO BOM
Ninguém ousa negar que a tecnologia abriu portas, expandiu horizontes intelectuais e proporcionou oportunidades antes impossíveis para crianças e jovens.

"Quando usada corretamente, a internet educa pessoas em locais isolados, promove a comunicação ao redor do mundo, cria novos mercados e aumenta a conscientização dos jovens sobre questões globais, forçando-os a considerar problemas maiores do que os seus próprios", enumera Cajetan Luna, diretor do Center for Health Justice de Los Angeles.

Outro ponto positivo das novas tecnologias é o fato de serem um elemento agregador entre os jovens.

Para Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor da Safernet (organização que protege e promove os direitos humanos na rede), a internet também ajuda o adolescente a descobrir sua sexualidade.

"Temos que evitar o pânico e não julgar se agora é pior ou melhor do que antes. A questão é que hoje é diferente. Precisamos entender essa mudança e pesar os prós e contras que toda inovação tem", pondera.

Segundo Nejm, o grande problema é que os adultos não fazem a mediação do acesso das crianças à internet, definida por ele como "uma praça pública frequentada por 2 bilhões de pessoas, onde há todo tipo de gente e de conteúdo, dos melhores aos mais perigosos".

O psicólogo defende que é preciso ensinar aos jovens que o acesso à rede exige cidadania, cuidado, ética e responsabilidade.

Para Luna, o envolvimento dos pais tem que ser feito de forma aberta e honesta. "A solução não é censurar ou proibir, nunca funciona, mas explicar as coisas para que os jovens possam reconhecer o que é bom e o que não é."

Para Tito de Morais, que apresenta o programa "Miúdos Seguros na NET", em Portugal, a chave é acompanhar. "Temos a obrigação de ser pais on-line e off-line, e isso implica usar as tecnologias com eles desde pequenos, preparando-os para irem ganhando autonomia."

Na opinião de Morais, a segurança dos jovens na rede deve incluir quatro abordagens diferentes: regulamentares, educacionais, parentais e tecnológicas. "Se abordarmos só de uma forma, pode ter certeza que alguma coisa vai falhar."

Em casa, para garantir que crianças e adolescentes usufruam do que as mídias digitais oferecem com segurança, ele recomenda que elas sejam usadas em um espaço comum que permita a integração da família.

Fonte: Folha de São Paulo/ Annete Scwartsman 15/05/2012

Enquete mostra como alunos veem o jornal

Credito: Colégio Estadual João XXIII / IratiCredito: Colégio Estadual João XXIII / Irati
Ler notícias na escola já virou uma rotina prazerosa para os estudantes do João XXIII

Estudantes revelam como o informativo está presente no seu cotidiano no Colégio João XXIII, na cidade de Irati/PR. Os jovens começaram a receber o Jornal da Manhã na escola este ano


A professora do Colégio Estadual João XXIII (Irati), Iraci Fogaça, conduziu em suas aulas de Língua Portuguesa com as turmas do 9º ano uma pesquisa para entender como o jornal se apresentava no cotidiano dos alunos. Os resultados obtidos foram, segundo ela, muito relevantes, onde 62% dos jovens afirmaram gostar de ler jornal. Para 45,7% dos estudantes, o primeiro contato com o informativo foi na sala de aula e 85,7% disseram que o acesso ao jornal acontece somente na escola; 62,9% dos jovens reveram que a família nunca compra o jornal. “Com base nesse último resultado é que nós, comunidade escolar do Colégio João XXIII, salientamos a importância de estarmos recebendo o Jornal da Manhã semanalmente”, destaca Iraci.
Durante a atividade os alunos afirmaram que é importante ler jornal, principalmente para obter informações sobre os fatos que acontecem na região. A professora comenta que quando trabalha com o instrumento em suas aulas, de maneira informal, objetivando simplesmente a prática da leitura, ela percebe que eles têm interesses diferenciados, o que deve ser considerado ao conduzir os trabalhos com mídia na educação. “O jornal abre a possibilidade de se trabalhar com vários gêneros discursivos porque ele apresenta conteúdo diversificado, como: anúncios, artigo de opinião, carta do leitor, cartum, classificados, editorial, entrevista, fotos, horóscopo, manchete, notícias, dentre outros”, lembra Iraci.
Os alunos que frequentam o colégio pertencem a uma comunidade bastante carente sócio e culturalmente, explica a professora, por isso a escola acaba suprindo essa necessidade de acesso a materiais de leitura, já que é comprovado que quem lê amplia sua visão de mundo, além de apresentar melhoras na compreensão e na interpretação dos textos.
“É grande a nossa satisfação por estarmos inseridos no Projeto Vamos Ler, pois para a grande maioria dos nossos alunos é um momento único de manusear e ler um jornal, no mesmo momento em que este circula na região, ou seja, com informações atuais, este é o grande diferencial”, afirma Iraci.
Fonte: Jornal da Manhã 16/05/2012