terça-feira, 31 de julho de 2012

1º Seminário Infância Livre de Consumismo acontece dia 9 de agosto em Brasília



1º Seminário Infância Livre de Consumismo, promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) acontece no dia 9 de agosto, no Plenário 9 da Câmara dos Deputados.

1º Seminário Infância Livre de Consumismo
"Por uma proteção legislativa da criança frente aos apelos mercadológicos"
Data: 09.08.2012
Local: Plenário 09 - Câmara dos Deputados

Programação

9 horas - Inscrições e credenciamento

9h30 - Abertura
- Deputado Domingos Dutra (PT) - Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (a confirmar);
- Deputada Luiza Erundina (PSB) - Coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (Frentecom) (a confirmar); 
- Senadora Marta Suplicy (PT-SP) (a confirmar);
- Deputado Osmar Terra - Frente Parlamentar da Primeira Infância (a confirmar);
- Deputadas Liliam Sá (PSD) e Erika Kokáy (PR) - Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (a confirmar);
- Ministra Maria do Rosário Nunes - SEDH (a confirmar);
- Ilan Brenman - contando histórias (confirmado).

10h30 - Mesa 1 - A proteção especial e integral da infância frente aos apelos de consumo
Coordenadora: Senadora Marta Suplicy
- Inês Vitorino - Professora e coordenadora do Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Adolescência e Mídia, da Universidade Federal do Ceará (confirmada);
- Sra. Isabella Henriques - Diretora de Defesa e Futuro do Instituto Alana (confirmada); 
- Ana Cláudia Bessa - Coletivo de Mães pela Infância Livre de Consumismo (confirmada);
- Conanda (a confirmar);
- Ilan Brenman [Mestre e Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, escritor, palestrante, consultor, formador de professores e contador de histórias, tendo publicado dezenas de livros] (confirmado).

12h30 - Intervalo

14h - Mesa 2 - Publicidade de Alimentos direcionada ao público infantil
Coordenador: Deputado Lincoln Portela - Frente Parlamentar de Combate à Obesidade (a confirmar);
- Elizabetta Recine - Professora da Universidade de Brasília e Conselheira do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA (cofnirmada);
- Lisa Gunn - Coordenadora Executiva do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) (a confirmar);
- Desembargador e professor Rizzato Nunes (a confirmar);
- Rafael Sampaio - ABA - Associação Brasileira de Anunciantes (confirmado);
- ANVISA (a confirmar);
- José Valdenor Queiroz Júnior - Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão do DF (a confirmar).

16h30 - Mesa 3 - Publicidade Infantil e Liberdade de Expressão
Coordenadora: Deputada Luiza Erundina
- Guilherme Canela - Coordenador de Informação da Unesco (a confirmar);
- Daniela de Melo Custódio - Representante Artigo 19 (confirmada);
- Cecília Bizerra - Representante do Intervozes (confirmada);
- Representante Conselho Federal de Psicologia (a confirmar);
- Edney Narchi - Vice-Presidente Executivo do CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (confirmado);
- Veet Vivarta - Secretário executivo da ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância (a confirmar);
- José Eduardo Romão - Ouvidor-geral da União e Professor da Universidade de Brasília (a confirmar);
- Márcia Weinschenker - Coordenadora do Grupo de Trabalho de Comunicação Social do Ministério Público Federal (a confirmar).



Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/ordemDetalheReuniaoCom.asp?codReuniao=29851

A necessidade da literatura - O papel da biblioteca

Por Silvia Castrillón


Presidente da Associação Colombiana de Leitura e Escrita (Asolectura), é formada em biblioteconomia com especialização em educação. É especialista em políticas públicas de apoio à leitura e escrita, trabalha na concepção e implantação de projetos e campanhas de fomento ao livro e à leitura e bibliotecas públicas e escolares. Durante sua direção, a Fundação para o Fomento à Leitura (Fundalectura) recebeu em 1995 o premio IBBY-ASAHI, a mais importante distinção outorgada ao trabalho na promoção de leitura. Participa do comitê executivo da IBBY (International Board on Books for Young People) e é consultora de organismos internacionais como a UNESCO, a Organização dos Estados Americanos, Organização dos Estados Ibero-Americanos, Cerlalc e ONU, entre outros. Autora do livro O direito de ler e de estiver (editora Pulo do Gato).



Esta reflexão se propõe a pensar a necessidade da literatura e o papel que a biblioteca escolar pode desempenhar nesse reconhecimento. Assim como a necessidade de que a escola garanta às crianças o acesso à literatura, a uma literatura de qualidade; e ao papel que a biblioteca escolar pode desempenhar nessa direção.


Para começar, gostaria de colocar uma pergunta, que não sei se faz justiça à escola, mas que é a preocupação de muitos: O modelo educacional atual excluiu a literatura, não somente como experiência estética, mas também como objeto de estudo?


Com minhas palavras, desejo prestar homenagem a duas pessoas que não estão mais entre nós, mas que, de formas distintas, foram a vanguarda de uma reflexão sobre a leitura – e, em especial, da literatura. Seus textos nos acompanham e esse é, justamente, um dos valores da literatura. São eles: Bartolomeu Campos de Queirós e a escritora argentina Graciela Montes.


A educação atual em nossos países – e temo que nisso também se manifeste a globalização – tornou supérflua a presença da literatura na sua condição de possibilidade de busca de sentido e como forma de conhecimento existencial. E ainda, o ensino da literatura, como objeto de análise e como fato histórico, passou a segundo plano, para deixar os primeiros postos aos saberes de maior prestígio no mundo contemporâneo.


O modelo educacional é pragmático e utilitário, forma para a competitividade e oferece o sucesso como meta. Um sucesso calcado na acumulação de bens materiais e em dar as costas a quem não o consegue, à maioria, portanto.


Por outro lado, esse modelo privilegia um suposto conhecimento – pragmático e utilitário – que se reduz a um acúmulo de informação. Informação que, segundo esse mesmo modelo, caduca, porque se exige de quem se forma uma permanente atualização – a chamada reciclagem – o que não seria negativo, se reconhecesse e partisse de aprendizados anteriores.


Esse conhecimento proposto pela escola não tem nada a ver com um conhecimento existencial, com uma busca de si mesmo, com uma indagação sobre o sentido da vida, do mundo e do papel de cada um em sua construção. Com um “compreender melhor a vida e a morte”, nas palavras de Fernando Bárcena.


Esse modelo não promove a reflexão, a introspecção, o diálogo interior, a contemplação. Tudo o que não pode ser medido por um número está fora de suas preocupações. E só propõe o caminho fácil, negando a dificuldade.


Supostamente, esse modelo tem como propósito a formação da autonomia e da subjetividade, contudo, essa formação não ocorre a partir do reconhecimento do outro nem da responsabilidade que se tem frente a ele. Pelo contrário: se constrói por meio da competição e da formação de pessoas individualistas, egoístas e, de certo modo, autistas.
Esse modelo privilegia a rapidez e a busca pela novidade, rende tributo à velocidade. Nega a memória como patrimônio que pertence a todos e que se forma mediante o acúmulo. Como diz George Steiner: “hoje, nossa escolaridade é amnésia planejada”.


Valoriza-se, de maneira equivocada, o local e o territorial como forma de enfrentar o global; igualmente, reconhece o multiculturalismo, mas como resposta às políticas de identidade e não como um saudável e necessário reconhecimento da diferença, sem estimular o diálogo entre grupos e culturas. Promove uma estima falsa das culturas populares, étnicas e juvenis, negando condições e valores universais.


Por último, com esse modelo, perdeu-se o valor da palavra, tanto a oral como a escrita. Em um enfrentamento com a imagem, onde os únicos que perdem são as crianças e os jovens que ficam privados da palavra.


Tudo o que foi dito anteriormente não pode ser generalizado, pois exceções acontecem, especialmente quando professores e bibliotecários são conscientes dessa realidade e fazem algo para transformá-la.


Tampouco se pode atribuir à escola a responsabilidade por esse modelo, pois a sociedade determina as metas; a sociedade entendida como nação, mas também, a sociedade de um mundo globalizado, onde essas metas são cada vez mais homogêneas.


A biblioteca escolar poderia contribuir com a transformação desse modelo, dando à leitura e à escrita uma dimensão que permita a reflexão, o diálogo e o pensamento, associados à presença da literatura, abrindo tempo e espaço para ela. Fazendo, com os professores, um trabalho em primeira mão de leitura e discussão de textos literários de qualidade, que desse aos clássicos destaque especial. 


Por que a literatura
Não é necessário acrescentar mais evidências, além das reconhecidas por todos, sobre a necessidade da literatura. Somente e, em homenagem a Bartolomeu, gostaria de recordar algumas de suas palavras:
A literatura é capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o que ainda está por conhecer; considerando que esse diálogo entre as diferenças – inerente à literatura – nos confirma como participantes de redes de relações; [reconhece] a flexibilidade do pensamento, participa da construção de novos desafios para a sociedade; (...) por sua configuração, acolhe a todos e convoca para o exercício de um pensamento crítico, ágil, imaginativo; (...) a metáfora literária acolhe as experiências do leitor sem ignorar suas singularidades.


Por tudo isso, Bartolomeu propõe que a leitura literária é um direito de todos, que ainda não está escrito. Direito que também reclamou outro grande brasileiro: Antonio Candido.
Ordenação do caos, forma de conhecimento existencial e humano, reconhecimento do outro, estímulo à reflexão, possibilidade de tomar distância diante do mundo, encontro de uma posição, como disse Sartre, entre “um universalismo dogmático e um relativismo pragmático”, forma de tornar própria uma das heranças mais importantes da humanidade – e de conectar-se com ela – de dotar com palavras o silêncio e a angústia das crianças e jovens. A literatura nos oferece tudo isso e muito mais: um prazer que advém de tudo o que foi dito antes. Não é prazer transcendente o que se propõe quando se oferece como forma de diversão ou recreação, como mercadoria ou bem de consumo


Por tudo isso, a escola deveria ser a “grande ocasión” como diz Graciela Montes e, para tal, segundo ela, deve:
Garantir um espaço e um tempo, textos, mediadores, condições, desafios e companhia para que o leitor se instale em sua posição de leitor (...) (que é uma postura única, inconfundível, que supõe certo recolhimento e um distanciamento, um por-se à margem para, então, produzir observação, consciência, viagem, pergunta, sentido, crítica, pensamento) (...)


A escola deve incentivar as audácias [de crianças e jovens], acompanhar suas dúvidas, contribuir com a sua poética, fortalecer sua qualidade de sujeitos de uma experiência, ajudá-los a ampliar essa experiência, ouvir as narrações, as intervenções, os registros, facilitar seu ingresso ao universo cultural e dar-lhes possibilidades para misturar-se em sua trama...


E, em certa medida: “enfrentar o aluno com a alteridade, com aquilo que não é ele, para que compreenda melhor a si mesmo”, como disse a professora francesa Cécile Ladjali, em um diálogo com George Steiner. Dando, ao mesmo tempo, sentido às palavras silêncio, escuta e cortesia.


Creio nisso e penso que a melhor maneira de consegui-lo é por meio da biblioteca escolar, que está conclamada a realizar um trabalho em sintonia coma a sala de aula e com todos os professores. E é o bibliotecário, leitor convencido da necessidade da literatura, a quem cabe convocar os professores e diretores para esse propósito, se não quisermos que a maioria de nossas crianças seja excluída desse direito à literatura. E à melhor literatura.


Referências Bibliográficas
Bartolomeu Campos de Queirós, Manifesto por um Brasil literário. Bogotá: Asolectura, 2012.
Fernando Bárcena, El alma del lector. La educación como gesto literário. Bogotá: Asolectura, 2012.
George Steiner; Cécile Ladjali, Elogio de la transmisión. Madri: Siruela, 2005.
Graciela Montes, La gran ocasión. Buenos Aires: Ministerio de Educación, Ciencia y Tecnología, 2007.


* Texto apresentado na FLIP 2012, na mesa Biblioteca da Escola, promovida pelo Movimento por um Brasil Literário. 


Fonte: Revista Emília

Chupetas brilhantes e a fase oral

chupeta ouro

Por Lais Fontenelle e Equipe Instituto Alana
Chupeta só na hora de dormir? Devo estimular meu filho a usar chupeta para se acalmar? E depois se ele gostar quando devo tirar? O uso prolongado da chupeta afeta a dentição e a linguagem? Melhoram as cólicas dos pequenos? Toda mãe já viveu algum desses dilemas envolvendo o uso de chupetas em filhos bebês. Eu mesma estou vivendo isso agora, pois minha pequena fez seis meses e muitas outras mães amigas me perguntaram se já troquei o tamanho do bico da chupeta para número 2. Pois é… Como boa marinheira de primeira viagem, eu nem sabia que existiam vários tamanhos de bico; só tinha sido introduzida às diferentes marcas…
Atualmente, não são somente tamanhos ou marcas de chupetas e mamadeiras que invadiram as prateleiras das lojas e sites especializados em produtos para bebês. Existe uma infinidade de acessórios e objetos feitos sob medida para encantar o universo materno. Desde a gestação, eu ficava chocada com o bombardeio de apelos ao consumo para produtos de bebês. A lista do enxoval da maternidade, os objetos de higiene, produtos de alimentação e de passeio… Era uma quantidade enorme de itens que só me faziam pensar: será que meu bebê vai precisar de tudo isso? Mães de classe social mais favorecida chegam a viajar mais de 8 horas exibindo seu barrigão para fazer o enxoval em Miami ou Nova Iorque e voltam com as malas repletas de roupinhas e acessórios. No entanto, tudo o que esse pequeno ser indefeso que acabou de chegar ao mundo precisa é de um colinho bom.
Sabemos também que os bebês estão vivendo a fase que muitos especialistas chamam de oral, ou seja, estão conhecendo o mundo pela boca. E se repararmos bem vamos nos dar conta de que todos os objetos que colocamos nas mãos dos pequenos são levados à boca. Eles parecem sentir o gosto e a textura do mundo através desse sentido. Por isso fiquei muito impressionada com a matéria que acabei de ler na Folha de São Paulo que conta que chupetas viraram produtos de luxo entre as mamães e chegam a custar mais de 200 reais. Pasmem! Os bebês da sociedade contemporânea podem estampar na boca chupetas cravejadas de cristais swarovski. A novidade chamada de Chuchica (Chupeta- Chique da Camy) foi inventada por uma profissional do marketing e virou febre entre mães de grande poder aquisitivo, que podem personalizar a boca de seus filhotes com borboletas ou até as iniciais dos nomes brilhantes. As chupetas são vendidas por um site oficial e o mais chocante é que, navegando pelo mesmo, encontramos bebês e homens maduros fazendo propaganda das chupetas. Estaríamos adultizando nossos bebês ou infantilizando os adultos?
Bom, se chupetas serviam antes para acalmar e acolher nossos bebês hoje serve também como objeto de luxo e moda. Agora me pergunto: e se um cristal cair e o bebê o engolir? O problema das chupetas com cristais, a meu ver, não está somente no fato de que estamos mercantilizando a fase mais simples e essencial da vida de um ser humano que é a infância, mas também no perigo que o uso das mesmas pode trazer a saúde física dos bebês que precisam muito mais de cuidado, atenção e carinho do que de uma chupeta com cristais. Vale a reflexão!
Fonte: RevistaPontoCom 30/07/2012

Livro "Informação e comunicação: o local e o global em Austin e Salvador" disponível para download

A Editora da UFBA oferece o download gratuito do livro "Informação e comunicação: o local e o global em Austin e Salvador", organizado por Othon Jambeiro e Joseph Straubhaar. 
A parceria internacional com a Universidade de Austin, no Texas, representa o conteúdo desta obra que analisa as novas políticas e estratégias de comunicação nas mídias tradicionais e atuais, constituindo um estudo comparativo entre Brasil e EUA.
http://migre.me/a0OEK

Fonte: Editora da Universidade Federal da Bahia

Jornalista cria programa para trabalhar jornal na escola em Divinópolis



O jornalista Ricardo Welbert, de Divinópolis/MG, desenvolveu o 'Programa Jornal na Escola' no jornal Agora. Olhem só o blog que ele criou acima: http://programajornalnaescola.blogspot.com.br/

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Breve história da Educação no Brasil


O programa da Univesp TV explica, sucintamente, como a educação no Brasil se desenvolveu desde a época dos jesuítas até os tempos atuais. (Via YouTube)

Bienal de Artes de São Paulo aposta na formação de educadores para aproximar estudantes


A curadora educacional da 30ª Bienal de Artes de São Paulo, Stela Barbieri (foto), acredita que os professores podem desempenhar um papel fundamental na experiência de visitação dos alunos à mostra. “Um professor que estimula seus alunos a perceber e a observar o cotidiano, o que os cerca, sem dúvida os ajuda a trazer questões que serão discutidas nas visitas e seu trabalho é fundamental”, defende.
Às vésperas da abertura da 30ª Bienal de Artes de São Paulo, que ocorrerá entre 7 de setembro e 9 de dezembro, em São Paulo, Stela concedeu uma entrevista ao Portal Aprendiz sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo do ano com educadores sociais e da rede pública de ensino. Ao todo, mais de 5 mil pessoas já passaram pelos chamados “Encontos de Formação”.
Diante do desafio de aproximar professores, estudantes e o público em geral da Arte Contemporânea, Stela – que atua na arte educação há mais de 20 anos -, aposta também na formação dos educadores responsáveis pelo atendimento ao público. O curso de formação, iniciado em maio, desenvolve-se, segundo ela, em três etapas, que incluem desde estudos de arte e filosofia, visitas a outras instituições, até um trabalho mais focado nas obras que estarão expostas na própria Bienal.
“O educador [da Bienal] é orientado a ter uma escuta atenta às experiências e observações e a criar uma conversa viva com o público e a obra, ampliando a percepção de todos os participantes”. E para sanar qualquer dúvida a respeito da importância de se frequentar um museu ou uma exposição de arte, a curadora não deixa dúvidas: “Nada como o encontro cara a cara com a obra”.
Portal Aprendiz – Quais as principais características do trabalho educativo da Bienal de São Paulo? Qual formação os educadores/mediadores recebem?
Stela Barbieri – No Educativo Bienal temos várias ações que tratam de arte contemporânea para professores, estudantes, educadores e públicos em geral. Nossa intenção é estar em contato vivo, estabelecer um diálogo aberto com professores, educadores sociais, agentes comunitários, crianças, estudantes de todas as idades e todas as pessoas que quiserem conversar conosco. Nós temos como fundamentos o Encontro, o Diálogo e a Experiência. Acreditamos na experiência como algo singular, como uma possibilidade que garanta o diálogo.
Na 30ª edição, o curso de formação para os educadores dialoga com as experiências que tivemos na 29ª e na exposição “Em Nome dos Artistas”, e avançamos para uma maior qualidade do curso. O curso é voltado para educadores estagiários (estudantes de graduação da área de humanas, artes visuais, história, pedagogia, etc) e tem três etapas: a primeira, que começou em maio e vai até o fim de junho, inclui estudos gerais sobre arte, filosofia, visitas a outras instituições culturais, visitas às comunidades, escolas e ONGs, estudo sobre a exposição, sobre os artistas, sobre a proposta curatorial e diálogos com a arte e leitura de arte.
Na primeira fase, os cerca de 200 educadores estagiários foram divididos em subgrupos de aproximadamente 15 pessoas. Cada grupo possui um supervisor que, em parceria com a coordenação do Educativo Bienal, organiza as ações, os estudos, as visitas às instituições e a programação que esse grupo vai realizar. Mas, como cada mostra possui um motivo, no caso da 30ª Bienal – “A iminência das poéticas” -,os conceitos são sempre diferentes de uma exposição para outra. As leituras, os pensadores que norteiam o trabalho mudam. Este ano estamos estudando a relação das imagens e das palavras. Agora, no fim dessa primeira etapa, serão selecionados cerca de 100 educadores que vão continuar o curso em agosto, após as férias.
A segunda etapa será realizada no mês de agosto quando esses 100 educadores estagiários retornam e serão contratados mais 50 educadores, já formados e com experiência em mediação. Essa segunda fase será apenas voltada para o estudo dos artistas e obras da 30ª.
Já na terceira fase, que começa em setembro e vai até 9 de dezembro, é a exposição propriamente dita. Esses educadores são responsáveis por receber os grupos desde a área externa da Bienal e realizar as visitas orientadas que foram agendadas previamente através da empresa Diverte Cultural.
Aprendiz – Quais as principais diferenças e características da abordagem entre o atendimento do público espontâneo, dos professores, e dos alunos de escola no educativo da Bienal?
Stela - Vários aspectos são levados em conta para o tipo de recorte ou o roteiro que será realizado na visita: a faixa etária do grupo, o interesse ou a proposta que o professor/educador traz com seu grupo, ou mesmo a própria percepção do educador da Bienal que, em uma conversa prévia e lançando mão de sua sensibilidade, desenha um roteiro por obras que possam estabelecer diálogos ou provocar reflexões naquele grupo. Cada visita vai durar cerca de uma hora e meia.
Durante a exposição, a diferença é que o público espontâneo realiza a visita sem agendamento prévio. Nós disponibilizamos educadores de hora em hora para acompanhar as pessoas que chegam individualmente ou em duplas, trios etc, e também reunimos um grupo na hora, mas os recortes na exposição dependem dessa conversa prévia antes do grupo adentrar o espaço.
O educador é orientado a ter uma escuta atenta às experiências e observações do público. E a criar uma conversa viva com o público e a obra, ampliando a percepção de todos os participantes.
Aprendiz – Como surgem os modelos adequados de visita mediada para a próxima Bienal?
Stela - O modelo que seguimos é o diálogo, é a escuta e a voz em movimento. O modelo ideal é que os educadores, a nossa equipe e também o público que visita a exposição esteja aberto para ouvir e também para propor relações, para trocar informações, experiências, sensações. Nem sempre o diálogo acontece, como em todas as relações humanas, mas a nossa intenção é sempre essa. E a experiência nem sempre precisa ser boa, às vezes um incômodo pode gerar uma aprendizagem ainda mais rica.
Aprendiz – Qual o papel do professor durante a visita?
Stela - O papel do professor é fundamental, ele é o nosso grande parceiro nessa conversa. Nós percebemos que, no caso de um professor que já participou dos nossos cursos de formação, que já trabalhou os conceitos e alguns artistas com seus alunos, o grupo traz questionamentos profundos e a experiência na exposição pode ter mais significado em suas vidas. O professor é um irradiador, é ele que está no dia a dia acompanhando o aprendizado e desenvolvimento desses alunos. Um professor que estimula seus alunos a perceber e a observar o cotidiano, o que os cerca, sem dúvida os ajuda a trazer questões que serão discutidas nas visitas e seu trabalho é fundamental
Aprendiz – Quais atividades o educativo da Bienal tem desenvolvido com professores da educação básica com foco na aprendizagem e ensino da arte contemporânea? O educativo da Bienal realiza outras atividades com as escolas além das visitas?
Stela – O objetivo do Educativo Bienal é realizar encontros com conversas sobre a vida e a Arte Contemporânea, onde possa haver transformação através do diálogo e da experiência prática. Eu trabalho com crianças há mais de 20 anos e sei o quanto é importante o trabalho dos professores da Educação Infantil.  Entre os meses de abril e setembro do ano passado, a educadora Marina Pecci e eu desenvolvemos um trabalho intensivo com professores de Educação Infantil da rede municipal de Araraquara.  Foram propostas práticas, exercícios de percepção, de estímulo do olhar do professor, mas também voltados para como esses professores podem trabalhar a arte contemporânea em sala de aula com crianças pequenas.
A visita à Bienal geralmente é recomendada a partir dos seis anos, mas o Educativo desenvolve no período que antecede a exposição, ou seja, entre janeiro e agosto, os Encontros de Formação em Arte Contemporânea, que podem ser pontuais ou continuados, e que recebem professores de todos os segmentos. Além disso, desenvolvemos também um Material Educativo que possibilita que o trabalho do professor continue em sala de aula. Esse ano vamos ter uma versão online do Jogo Educativo, em que cada participante poderá criar uma constelação, que é o conceito que envolve a 30ª Bienal.
Quanto aos Encontros de Formação, esse ano já foram realizados aproximadamente 5 mil atendimentos para professores, educadores sociais, jornalistas e público em geral. Vamos realizar também em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, pelo terceiro ano consecutivo, o curso a distância “Tão Perto Tão Longe III”, que é um curso de arte contemporânea com 30 horas de duração, sendo 24 horas a distância, através de plataformas online e seis horas presenciais durante a exposição. Esse curso é voltado para professores de arte do Estado.
Aprendiz – É comum as pessoas voltarem para mais de uma visita? Como um Educativo pode contribuir para a formação de público?
Stela – Muitos dos professores que conhecem o trabalho do Educativo fazem os cursos
conosco, participam também das nossas ações e da programação durante a exposição, assim como também é comum trazerem mais de um grupo para as visitas.
Aprendiz – Em debate realizado em abril/2012 no Itaú Cultural, Ana Mae Barbosa (referência na arte educação) declarou que “as pessoas não querem entrar em um museu para não serem confrontadas com a sua ignorância”. Como transformar a resistência aos lugares institucionalizados da arte?
Stela -Muitas vezes, quando nos damos conta da nossa ignorância, nos mobilizamos no caminho do encontro ao conhecimento. Mas as instituições culturais, em muitos momentos, são pouco acolhedoras para aqueles que não conhecem arte. Estas instituições têm se transformado e cada vez mais vemos uma abertura das pessoas que trabalham nesse meio para os mais variados públicos. Percebo que essa é uma tendência em desenvolvimento.
Aprendiz – Mediante as transformações recentes na circulação da informação, por que visitar um museu ou uma exposição de arte ainda é significativo?
Stela – Porque nada como o encontro cara a cara com a obra. Podemos ter visto um milhão de vezes a escultura Davi, de Michelangelo, em fotos, revistas, livros, filmes, mas nada como ver com os próprios olhos, observar. A relação com as obras é diferente e no espaço expositivo também. Uma mesma obra toma outro significado de acordo com o local em que está. Na 29ª Bienal tivemos uma experiência muito singular com a itinerância, pois grande parte das obras que estavam no Pavilhão participaram da “29ª Bienal – Obras Selecionadas”, que percorreu 12 cidades e 15 locais diferentes. Algumas obras tomaram outra proporção na montagem em outros locais. Nós temos uma pergunta no Material Educativo da 30ª que é a “Uma coisa é outra coisa quando muda de lugar”, e eu acredito que isso cabe muito à arte.


Fonte: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/07/26/bienal-de-artes-de-sao-paulo-aposta-na-formacao-de-educadores-para-aproximar-estudantes/ Flávio Aquistapace - 26/07/12

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cinema nas escolas: biografias da comunidade

Projeto ajudou alunos de escolas públicas a produzirem a série "Retratos", com seis curtas-metragens



Três semanas para produzir, filmar e editar uma cinebiografia. Mas antes, era preciso entender o que é um documentário e os conceitos básicos da linguagem audiovisual. Desde o fim do ano passado, cerca de 80 estudantes de quatro escolas públicas participaram das oficinas do projeto "Pequenos Biógrafos, Grandes Biografias", que resultaram nos seis curtas-metragens da série "Retratos", sobre moradores das comunidades próximas às instituições de ensino. Em fase de edição, os vídeos serão exibidos em agosto, em mostra na Universidade de Fortaleza (Unifor).

O projeto é realizado pelo Instituto de Referência da Imagem e do Som (Iris), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado/FEC e Pró-Reitora de Extensão da Unifor. As oficinas envolveram um total de 80 alunos de várias idades.
Participaram estudantes da Escola Visconde do Rio Branco, no Centro, com documentário ainda sem nome, abordando a história de uma adolescente grávida; Escola Renato Braga, na Aldeota, com o vídeo "O Andarilho", sobre um personagem curioso do bairro, que vive escondido sob um capacete de soldador. Na Varjota, os estudantes da Escola Bárbara de Alencar filmaram "O Pequeno", cinebiografia de um para-atleta que treinava no time Varjota Santos F.C., formado pelos estudantes e a ficção "Juliana", sobre uma jovem envolvida com drogas que passa por conflitos familiares. A Escola de Ensino Fundamental Dom Antônio Almeida Lustosa, no Dendê, filmou os documentários "A Conquista", sobre a velocista Lorayna Targino, de apenas 17 anos, e outro sobre um morador do bairro Édson Queiroz conhecido como "Radiadora", por circular o bairro cumprindo o papel de uma rádio comunitária.

"É importante que se entenda que este não é um curso técnico, é uma experiência de introdução de práticas audiovisuais. Para introduzir o audiovisual nas rotinas escolares como forma de criar ambientes criativos", aponta a coordenadora geral do projeto, Bete Jaguaribe, que é também professora do curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor.

A escolha das biografias como foco dentro da produção audiovisual, detalha, foi a maneira encontrada para instigar a reflexão dos jovens sobre suas comunidades e a realidade que os cerca. "Eles definem o que querem debater, o que vão transformar em história. A partir do personagem, começam a desenvolver oficina de roteiro, de câmera. São experiências que acontecem dentro de escolas", destaca.

Quarta instituição a participar das oficinas, a Escola Dom Almeida Lustosa encerrou o ciclo do projeto gravando a cinebiografia sobre a jovem Lorayna Targino, na semana passada. Entre os feitos da velocista, estão medalhas de prata e ouro no Grande Prêmio Sul-Americano Juvenil de Atletismo 2010, participando ainda em 2011 da etapa Sul-Americana e do Mundial.

"Foi incrível trabalhar com alunos que nunca tinham mexido com uma câmera de vídeo ou, no máximo, haviam filmado com o celular. Eles tiveram uma evolução que pouca gente teria neste curto tempo", testemunha a monitora Dayse Barreto, recém-formada no curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor, sobre o rendimento obtido pelos estudantes que participaram da iniciativa.

Experiência
Dayse orientou a produção do documentário sobre Lorayna desde o início, com oficina sobre os princípios básicos do audiovisual, pré-produção, gravações das cenas, encerradas no último sábado, dia 21, e acompanha a edição. "São apenas 12 encontros. Seis de teoria e pré-produção, três de gravações e três de finalização. É incrível como eles se envolveram com a proposta e conseguiram realizar o trabalho", diz.

O diretor do filme, David Faustino, tem apenas 14 anos. Envolvido com a música e com o teatro desde cedo, ele diz que trabalhar com o audiovisual foi uma experiência relativamente fácil. Dirigir um grupo, conta, é algo que já perdeu o medo de fazer. "Foi a primeira vez que trabalhei com audiovisual. Está sendo bem puxado, mas é gratificante ver que o pessoal está interessado", diz. E completa: "Não pretendo trabalhar com isso. Mas é mais uma experiência para minha vida. O dom da gente é como uma caixinha que vai expandindo, vai se desenvolvendo, até que começa a abranger todas essas áreas".

Mostra
O próximo passo do projeto é a apresentação das produções. Uma mostra deve ser organizada em agosto no curso de Audiovisual da Unifor. Bete Jaguaribe destaca a importância da parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade, que permite a aproximação entre as comunidades e a academia, tanto pela atuação de alunos e ex-alunos nas oficinas, como, em sentido inverso, na realização da mostras.

Os estudantes/autores dos vídeos devem participar da mostra compartilhando as experiências. "A ideia é, a partir desse projeto, estreitar esse diálogo da academia com as experiências sociais que trabalham o audiovisual", reforça Bete. 



Fonte: Jornal Diário do Nordeste (CE) 26/07/2012

Vamos copiar?


Compartilhamos para reflexão, tirinha produzida pela Coordenação de Multimeios da Secretaria do Estado da Educação do Paraná. Esta e outras produções você vai encontrar no Portal Dia a Dia Educação: http://goo.gl/uliiD ou no espaço do Multimeios no Picasa: http://goo.gl/4Nqed.

Os 40 melhores blogs para estudantes de jornalismo

O site Online Education Database divulgou o que ele considera os 40 melhores blogs para estudantes de jornalismo. Compartilhamos abaixo os links para você navegar na rede, analisar o conteúdo desse blogs e compartilhar suas opiniões conosco! 

The 40 Best Blogs for Journalism Students (Online Education Database)

Because journalism as a whole constantly ebbs and flows along with the currents of new technologies, students hoping to graduate and enter into the industry need to understand how its myriad facets change over time. Seeing as how blogs — one of the cornerstones of digital media and citizen reporting — inherently boast a current, updated structure, they provide an ideal conduit through which to trace all the most timely trends, concerns, and opinions. No matter their specialty or area of interest, at least one of the following will provide some nourishing food for thought and effective supplements to classroom lesson.

  • Online Journalism Blog:

    Read all the latest stories and opinions regarding journalism 2.0 — largely covering the diverse digital approaches and citizen coverage — at this essential resource for up-and-comers.




  • MediaWire:

    Poynter’s MediaWire blog covers news regarding the whole of the journalism industry, covering all media and offering plenty of juicy commentary.




  • CNN iReport:

    One of the most prominent citizen journalism conduits around keeps its own frequently updated blog with information, opinions, and stories from around the globe.




  • The University of Vermont Journalism Blog:

    For insight into what other journalism students are studying, learning, and doing, head over to this excellent read from a school that surprisingly doesn’t even host such a major!




  • Jim Romanesko.com:

    Follow Illinois-based journalist Jim Romanesko for some pretty in-depth discussions about the goings-on of today’s frequently controversial media climate as well as news stories.




  • Lens:

    The New York Times piques the interest of photojournalism enthusiasts by posting pictures and writings pertaining to relaying stories through the most vivid images.




  • Journalistics:

    It may not update as often as some of the other blogs listed here, but Journalistics still proves worth reading, especially when it comes to social media tips and tricks.




  • Backpack Journalism Blog:

    Self-proclaimed “pioneer” of backpack journalism Bill Gentile shares both his own personal findings as well as information about this interesting form of citizen reporting, for which he often hosts workshops.




  • Editors Weblog:

    The names and faces behind the World Association of Newspapers and News Publishers’ World Editors Forum gather together to discuss the latest perspectives regarding journalistic reporting.




  • Newspaper Death Watch:

    It’s admittedly pretty morbid, but journalism students should probably understand what the transition to new media means for the old guard.




  • Media Law Prof Blog:

    Christine A. Corcos of Louisiana State University delves into the details regarding freedom of speech and other major issues pertaining to the journalism industry.




  • Nieman Journalism Lab:

    Harvard’s Nieman Foundation for Journalism has supported journalism and journalists for well over 60 years by now, making its online presence an absolutely fascinating, not to mention necessary, link.




  • Zoriah Photojournalist:

    Zoriah Miller works as an independent photojournalist whose portfolio largely invites viewers to ponder issues regarding war, poverty, and other major sociopolitical issues impacting millions worldwide.




  • Wannabe Hacks:

    New and aspirant journalists cut their teeth here, showcasing the various approaches and mediums students will likely encounter both in and out of school.




  • American Journalism Review:

    Presented by the University of Maryland Foundation, the American Journalism Review is a magazine emphasizing all corners of the mass media well worth consulting.




  • Media Decoder Blog:

    Media insiders contribute to this New York Times blog about the tips and tricks journalists and PR folks use to manipulate information and perceptions.




  • CyberJournalist.net:

    Journalism students these days need to know how to navigate digital terrain, and this blog teaches them some of the best strategies around; in addition to relevant news stories, of course.




  • Buzzmachine:

    At the intersection of media, journalism, and news sits Jeff Jarvis’ Buzzmachine, which explores the subjects through a more business-like lens.




  • About.com: Journalism:

    About.com hosts a site for nearly every subject imaginable — common and esoteric alike — and journalism is certainly no exception; be sure to click around the site and read up on more than what Tony Rogers posts to the blog for a more well-rounded experience.




  • Health Journalism:

    Run by the Association of Health Care Journalists, this resource serves as a one-stop shop for everything they need to know about the ongoing debates regarding medicine and medical coverage.




  • Reflections of a Newsasaur:

    Hear what a grizzled old CEO, editor, and writer has to say about the state of the media today — most of it, of course, is kind of on the glum side.




  • The NewsMeBack Blog:

    Here's another read focusing on all the ins and outs of the citizen journalism movement, which students will undoubtedly encounter in their careers as digital media grows in accessibility.




  • PhotoBlog:

    Explore photojournalism through MSNBC, which posts some of its best images and hopes visitors will start discussing and debating what they have to say.




  • Society of Professional Journalists Blogs:

    All the blogs featured at SPJ’s official site cover an impressive array of perspectives from across the different media falling beneath the journalism umbrella.




  • Datablog:

    The Guardian covers most of data journalism and data visualization’s facets — handy for students especially, as they need to know about how to properly draw up numbers and present them coherently.




  • 10,000 Words:

    This Mediabistro resource is a journalism major’s BFF, because it focuses on technology’s integral role in promoting information these days.




  • The Rural Blog:

    The Rural Blog comes courtesy of University of Kentucky’s Institute for Rural Journalism and Community Issues, which turns a keen eye toward the news and views impacting such towns and villages.




  • VideoJournalism:

    Like the name states, this extremely useful read covers journalism as it relates to shooting film, covering both the technological and theoretical elements.




  • Knight Center for Journalism in the Americas:

    Journalism and journalism issues in both North and South America are the name of the game at one of the official University of Texas blogs.




  • Committee to Protect Journalists:

    Some journalists, particularly those in politically volatile regions or erratic climates, deserve to be kept as safe from harm as possible both on and off their assignments; professionals and students need to know what precautions their employers must take to ensure they get the scoop without facing injury or death.




  • Verve Photo:

    The works of today’s best photojournalists and documentarians receive full focus here, making it a perfect read for anyone desiring to learn more about how to best tell stories through vivid imagery.




  • The Anti-Social Media:

    Although not explicitly about journalism, students near-fluent in digital media will certainly want to know what NOT to do when utilizing Twitter, Facebook, and the like for promotional purposes.




  • newsguild.org:

    Originally a union for workers in the eponymous industry, The Newspaper Guild now covers employees working within a wide array of media — including journalists, of course, but extending well beyond that position.




  • Discussion on CoJo:

    Seeing as how Discussion on CoJo comes straight from the BBC’s own College of Journalism, it’s probably safe to assume you majors and minors out there will certainly learn a few things here.




  • Meeja Law:

    Judith Townend and her contributors dissect the ethical and legal issues behind journalism, though most of the latter focuses on English affairs.




  • Common Sense Journalism:

    University of South Carolina’s Doug Fisher hopes to distill the entire craft of journalism down to its basic, universal components that sometimes get lost when one grows too distracted with exciting new mediums.




  • NPAA Blogs:

    Members of the National Press Photography Association weigh in on both their latest stories as well as news and views from across the industry.




  • College Media Matters:

    Journalism majors and minors — or even just their interested peers — active in their respective schools’ newspaper, magazine, radio, television, and new media programs head here for advice and frank talks about the issues (pun totally intended).




  • Reportr.net:

    Peer into media concerns as they relate to technology and society as a whole, courtesy of lauded expert Alfred Hermida.




  • Tabloid Watch:

    Tabloid Watch’s constant update schedule (purposefully) highlights everything journalists should absolutely not do.