sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Biblioteca: seja bem-vindo


Biblioteca + Escola + Mídia. Que combinação é essa? Compartilhamos entrevista feita pela RevistaPontoCom para reflexão!
“O papel do bibliotecário é acima de tudo incentivar as práticas de trabalho voltadas para a formação do público leitor, lutando para transformar o aluno em um adolescente/adulto leitor. Ele é um mediador de leitura, já que instiga no aluno o desejo pelo livro, e ajuda a desenvolver a capacidade informacional do aluno dentro do ambiente escolar”, destaca Marília Dias.
Marília Dias adora livros. O gosto é tão grande que ela trabalha diretamente como eles. Seguiu a carreira de biblioteconomia e desde então resolveu trabalhar em bibliotecas escolares. Sua paixão é uma só: conquistar a atenção de professores e alunos e incutir-lhes  o gosto pela leitura e, consequentemente, pela escrita.
Para isso, ela não para de pensar e redigir projetos. Acredita que a sua função soma-se à do professor no sentido de oportunizar aos estudantes a entrada no mundo da leitura. Em entrevista à revistapontocom, Marília ressalta a importância dos bibliotecários, da tecnologia no dia a dia e da democratização dos espaços.
Acompanhe:
revistapontocom – Qual é a função da biblioteca escolar?
Marília Dias – A biblioteca escolar tem algumas funções, todas importantes: acompanhar o aluno e o professor durante o processo educacional fornecendo material complementar e, permitir que eles tenham, dentro do ambiente escolar, um local para ler e fazer trabalhos, oferecendo farto material para pesquisa, à disposição em tempo integral. Além disso, é também papel da biblioteca trabalhar no aluno o gosto pela leitura, o prazer pelo conhecimento e pela arte. A biblioteca escolar é a terceira grande oportunidade de o ser humano se familiarizar com o conhecimento, esteja ele em qualquer suporte. A primeira é a família, por ser a primeira fonte de informação que todos nós temos. É na família que começamos a coletar histórias, explicações sobre o mundo à nossa volta e, se for uma família onde a leitura seja valorizada, ela será a semente que vai germinar um futuro leitor. A segunda oportunidade é a escola. No momento em que o aluno começa sua vida acadêmica, ele une duas oportunidades numa só. Infelizmente, ainda é comum no Brasil a biblioteca escolar funcionar como único meio de contato do aluno com os livros. Se forem bem aproveitadas e fizerem um bom trabalho de acompanhamento dos alunos, as bibliotecas podem realmente vir a fazer a diferença na vida intelectual da criança.
revistapontocom – Mas num mundo midiático, ainda há espaço para a biblioteca?
Marília Dias – Não somente há espaço, como um desejo muito grande dos bibliotecários de que a tecnologia venha a fazer parte do dia a dia das bibliotecas de todo o país. É inegável que toda biblioteca que conta com investimento maciço em modernização oferece um trabalho muito melhor ao seu público, que tem acesso a dados atualizados e pode acompanhar pesquisas em andamento. Para os alunos, o computador é um diferencial muito grande, pois além do uso para digitação ele pode levar para a realidade escolar o blog mantido por ele, o site de pesquisas que ele conhece ou mesmo montar projetos de estudo baseados em material colhido na internet. Para o bibliotecário, a internet é inexplicável. Esta se mostrou ser para nós, eternos pesquisadores, uma ferramenta de trabalho extremamente rica. Hoje os bibliotecários trabalham conectados, através das listas de discussão e dos sites especializados em biblioteconomia. As bibliotecas que pertencem a organizações e que conseguem se conectar umas às outras facilitam muito a pesquisa do usuário. Um exemplo muito bem sucedido desta conexão é o trabalho da Universidade Cândido Mendes. Todas as bibliotecas da instituição estão conectadas e têm link direto para pesquisa no acervo no site da universidade. O aluno que mora na Baixada Fluminense, por exemplo, pode acessar, de casa, o link da biblioteca e verificar em qual unidade tem o material que ele precisa, bem como a disponibilidade para empréstimo. Isso antes da era digital era impensável. Já trabalhei em bibliotecas tradicionais: sem computador, só com máquina de escrever (que eu usei, em 2004!) e fichinhas de papel. Assim que saí dali fui para outra totalmente informatizada, não tinha uma ficha sequer, tinha setor reservado para pesquisas na internet e muitos materiais multimídia. Era outro mundo. Ninguém acreditava como era o meu cotidiano anterior, achavam que eu estava brincando. Quando você tem acesso à tecnologia todo o trabalho se torna mais fácil e rápido: se for um usuário, você encontra material mais rápido. Se for um funcionário, você tem a possibilidade de alimentar e corrigir a base de dados durante todo seu expediente. Ainda consegue esclarecer dúvidas sobre catalogação no site da Biblioteca Nacional, o que para nós é essencial.
revistapontocom – Como a escola pode e deve promover o bom uso da biblioteca por parte dos alunos/estudantes?
Marília Dias – Para a promoção do uso da biblioteca é essencial que a biblioteca trabalhe aliada à equipe docente e pedagógica. O professor nesse momento é o maior aliado do bibliotecário: cabe a ele incentivar o aluno em sala de aula para que ele vá à biblioteca ler, pesquisar, navegar na internet da forma correta, sem perder tempo em sites ruins. Na escola em que trabalho, o Instituto Elo de Educação, as professoras têm uma parceria muito boa com a biblioteca: incentivam os alunos a ler e todas as semanas. Os alunos – da Educação Infantil ao 5º ano – têm que ir à biblioteca para pegar algum livro e levar para casa. Faço muitas atividades com os alunos também: só para este ano tenho 15 programadas. Com o apoio das professoras e da coordenação, realizo oficinas de restauração de livros danificados com os alunos, contação de histórias, confeccionamos livros de acordo com a vontade do estudante, fazemos sessões de leitura e brincadeiras educativas, bem como uma exposição literária com livros e músicas criados pelos alunos na Semana Literária da escola. Levar o aluno para a biblioteca em horários vagos também é muito importante, faz com que ele ande pelo acervo sem obrigação nenhuma, lendo o que quer, navegando na internet, fazendo desenhos no paint ou simplesmente sentado nas almofadas, deitado no meio dos livros. Este contato é muito bom para eles.
revistapontocom – Mas como fazer isso se, de acordo com algumas pesquisa, o Brasil possui poucas livrarias, poucas bibliotecas?
Marília Dias – Realmente, faltam livrarias, sebos, projetos de incentivo à leitura e à escrita e pior:  faltam bibliotecas, assim com bibliotecários. Muitas bibliotecas estão dentro de organismos fechados (como escolas, empresas e instituições), disponíveis somente para quem faz parte destes organismos. E elas se tornam invisíveis à população. Mas percebo que ultimamente vêm aumentando muito o número de projetos relacionados à expansão da leitura no Brasil. Pesquisa do MEC realizada na rede pública de Ensino Fundamental, em 2003, destacou que de 149.968 escolas públicas, somente 34.307 tinham biblioteca. E pouquíssimas com bibliotecário, pois o mais comum é um professor readaptado (deslocado de função em virtude de aposentadoria ou incapacitado para dar aulas) assumir a função. Mesmo nas bibliotecas existentes, com raras exceções, as condições de trabalho e do acervo são péssimas. Para este ano, o  governo resolveu destinar mais verbas para os municípios com bibliotecas, mas mesmo assim o número de bibliotecas ainda é muito baixo. Tentando mudar esta situação, o governo vem investindo em projetos de valorização da leitura nas escolas, como o Plano Nacional Biblioteca na Escola, que visa enviar livros para a biblioteca escolar. Há outros programas também, como o PROLER. Só falta agora capacitar os profissionais da educação para dar continuidade ao processo de uso dos materiais. Na iniciativa privada existem projetos incríveis. Acredito que o Rio de Janeiro seja o maior incentivador da leitura em comunidades carentes.Um bom exemplo é a história de vida do pedreiro sergipano Evandro dos Santos. Ele só aprendeu a ler com 19 anos de idade. Mas hoje tem uma biblioteca – com projeto arquitetônico cedido gratuitamente pelo Oscar Niemeyer – com 40 mil volumes. Ele dá palestras até em faculdade sobre a importância da leitura e já mandou mais de 7 mil livros para o nordeste. Em Niterói, há um projeto de distribuição de livros dentro do terminal João Goulart, chamado Espaço Livro em Movimento, onde você pode entrar, pegar o livro que quiser, ou doar o livro que quiser. Existem muitos projetos pelo Brasil, o que falta é incentivo para que se estendam. O brasileiro lê pouco na maior parte das vezes por absoluta falta de acesso à leitura.
revistapontocom – Qual é o papel da bibliotecária(o) nos dias de hoje? Parece-me que é cada vez mais de mediador, de provocador, de instigador? Seria o mesmo papel do professor?
Marília Dias – O papel do bibliotecário é um e o do professor é outro. Um professor não substitui um bibliotecário e vice-versa. Eles devem trabalhar em conjunto. Hoje, o papel do bibliotecário é acima de tudo incentivar as práticas de trabalho voltadas para a formação do público leitor, lutando para transformar o aluno em um adolescente/adulto leitor. Ele é um mediador de leitura, já que instiga no aluno o desejo pelo livro, e ajuda a desenvolver a capacidade informacional do aluno dentro do ambiente escolar. Cabe também a este profissional equipar a biblioteca com a maior variedade possível de materiais no acervo e cuidar para que todo o corpo docente e discente o utilizem. O bibliotecário conhece sites, jornais, documentários e muitos outros materiais que facilitam o trabalho de ensino do professor.
revistapontocom – Na sua biblioteca, o que mais é lido pelas crianças e jovens?
Marília Dias – Crianças têm fases de leitura, se é que se pode falar assim. Quando são muito pequenas, por volta dos 2/3 anos, adoram livros de pano com desenhos simples. Quando alcançam os 4 anos, começam a demonstrar mais interesse por livros com historinhas cujas imagens lhes chamem a atenção. Por isso é essencial dar a elas livros com pouco texto e muitas figuras. Contos de fadas que elas já tenham ouvido são ótimos para incentivar a leitura. Aos 6 anos, elas começam a procurar livros cuja história, conteúdo  lhes chame atenção. Por mais incrível que possa parecer, as minhas demonstram uma certa preferência por histórias com bruxas, fantasmas e que brinquem de forma bem humorada com o medo. Os jovens seguem uma tendência mundial: adoram Harry Potter e livros como os da Thalita Rebouças. Mas algo parece ser comum neles todos: gostam de bons livros. E cada aluno tem que ser observado e acompanhado para que o bibliotecário saiba valer duas leis da biblioteconomia: a cada livro o seu leitor e a cada leitor o seu livro. Começamos no ano passado um trabalho intenso de incentivo à leitura aqui na escola, com os alunos da Educação Infantil ao 5° ano.
revistapontocom – Neste ano, que projeto você vai desenvolver?
Marília Dias – No Instituto Elo de Educação, será implantado um projeto de incentivo à leitura e à escrita, chamado “Exercendo o Talento”, que visa incentivar os alunos a desenvolverem seus talentos, seja escrevendo, desenhando ou compondo. Temos alunos que escrevem muito bem e têm o desejo de publicar seus textos, mas alguns não sabem como desenvolver seus talentos muito bem, nem conhecem o processo de criação e edição do livro. Para isto, teremos esclarecimentos de autores como Pedro Bandeira, João Carlos Marinho, Rogério Andrade Barbosa e Thalita Rebouças. Temos palestras planejadas como o autor niteroiense Emerson Rios e o dono da editora NitPress, Luiz Augusto Erthal. Já para esclarecer os alunos participantes do projeto sobre inspiração e criação teremos alguns músicos ajudando, como o Hyldon que me deu várias ideias para o projeto e se propôs até a dar um depoimento filmado para mostrar aos alunos. Este projeto vai durar o ano todo e culminará com a impressão na escola do material produzido pelos alunos e irá aproximá-los mais ainda do universo da cultura, através da biblioteca. Tenho sorte de trabalhar numa escola que incentiva as artes, a música e a permanência dos alunos na biblioteca.
revistapontocom – E ao mesmo tempo você desenvolve duas pesquisas sobre o papel da biblioteca?
Marília Dias – Sim. Faço duas pesquisas diferentes: pesquiso sobre a realidade das bibliotecas escolares no Brasil junto a uma aluna da UFF, Natalia Caetano, que também se interessa pelo tema, e pesquiso sobre a influência nos leitores dos trabalhos realizados nas bibliotecas. Infelizmente, mais de 15 milhões de alunos estão excluídos do uso das bibliotecas. Descobri, por exemplo, que o estado de Sergipe não tem o cargo de bibliotecário no quadro de profissões do governo. Resultado: as bibliotecas do governo de lá não tem bibliotecários, só auxiliares e professores. Aí fica difícil… Os profissionais envolvidos com projetos educacionais têm lutado muito pela contratação de bibliotecários. São essas situações que encontramos no Brasil. Enquanto outros países investem em capacitação e infraestrutura, o Brasil ainda pensa como fazer sua população ler! Mas creio que isto mude nos próximos anos. Em 2010, foi sancionada a Lei 12.244, que obriga todos os estabelecimentos de ensino público e privado do país a terem bibliotecas com bibliotecários formados, administrando-as num prazo máximo de 10 anos. Isto levou a uma melhora significativa no quadro de trabalho dos bibliotecários, pois as escolas estão tendo que se adaptar à lei contratando-os. Se cada um fizer sua parte: escola, cidadãos e governo, os próximos anos terão uma realidade nova. Vi hoje um cartaz de incentivo à leitura destinada às crianças conclamando os pais a incentivá-las. É deste tipo de ação que o Brasil precisa.
Fonte: RevistaPontoCom

Fórum Desafios do Magistério - Sentidos da Educação que se comunica: Olhares da Mídia

No dia 19 de sembro, no Centro de Convenções da Unicamp, acontece o Fórum Desafios do Magistério, com o tema Sentidos da Educação que se comunica: Olhares da Mídia. Uma promoção do Programa Correio Escola Multimídia do Grupo RAC de Comunicação, com apoio da Faculdade de Educação e Associação de Leitura do Brasil (ALB). 

Temos o prazer de participar da Mesa -Redonda 'A Mídia na Escola' e aproveitamos para convidar os colegas de Campinas e região para prestigiarem o evento. Vejam abaixo a programação completa e como fazer sua inscrição.


PROGRAMAÇÃO

9h – Abertura
Profa. Dra. Carmen Zink Bolonhini – Assessora da Coordenadoria Geral da Universidade
Prof. Dr. Luiz Carlos de Freitas – Diretor da Faculdade de Educação da Unicamp
Cecília de Godoy Camargo Pavani – Departamento de Educação da RAC
Prof. Dr. Antonio Carlos Rodrigues de Amorim – Presidente da ALB

9h30 – Palestra: “Novas mídias, leitura e prática docente”
Profa. Ma. Cyntia Andretta – PUC-Campinas

10h30 – Pausa para o café

Graça Caldas (Foto:UEM)









11h – Palestra: “Leitura Crítica da Mídia”
Profa. Dra. Graça Caldas – LabJor/Unicamp

12h às 14h – Almoço

14h – Mesa-redonda: “A escola na mídia”
Fábio Gallacci – Jornalista do Grupo RAC
Juliana de Holanda – Jornalista da Revista Educação

15h às 15h30 – Pausa para o café

Ângela Junquer
Cristiane Parente










15h30 às 17h – Mesa-redonda: “A mídia na escola”
Ângela Junquer – Correio Escola Multimídia/Anglo Campinas
Leda Queirós – Rede Municipal de Ensino de Campinas
Cristiane Parente – Associação Nacional de Jornais/Programa Jornal e Educação

Inscrição Gratuita: http://foruns.bc.unicamp.br/foruns/

Organização: Correio Escola Multimídia (RAC)
Apoio: FE e ALB

A internet em 1 minuto


O que pode acontecer em 1 minuto? Muita coisa. Os números abaixo mostram a frenética interatividade humana na rede! E, se parecem absurdos, acredite: a tendência é que cresçam a cada ano!
Em 1 minuto:
  • 204 milhões de e-mails são enviados ao redor do mundo
  • 100 mil novos tweets são postados no miniblog
  • 320 novas contas são abertas no Twitter
  • 100 novas contas são criadas no Linkedin
  • 277 mil pessoas se logan no Facebook
  • 6 milhões de pageviews no Facebook
  • 1.3 milhões de vídeos são vistos no Youtube
  • Mais de 2 milhões de termos são procurados no Google
  • 6 novos artigos são publicados no Wikipedia
  • 3 mil fotos são postadas no Flickr
Veja abaixo mais números (em inglês)
Em 1995 os usuários da rede somavam um total de 45.1 milhões de pessoas, em 2009 esse número chegou a 1.73 bilhões de internautas ao redor do mundo.
Atualmente somos 1.97 bilhões de usuários na rede! Imaginem o que isso representa em cifras ($$$).
Para ilustrar, podemos tomar como exemplo o Amazon.com, que vende, por minuto, 83 mil dólares, ou a indústria de “encontros/namoros online”, que em 2011 movimentou algo em torno de 4 bilhões de dólares.
As informações foram retiradas do vídeo “The State of the Internet” e do relatório “The State of the Internet 2011“. Ambos mostram, em números, esse fascinante império virtual que domina e reconstrói nossa maneira de viver e interagir com o mundo e com nossos pares.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Educomunicação é proposta como política pública ao governo do DF

                                                             No decorrer do 1º Seminário de Comunicação Pública do Distrito Federal (#ComunicaDF), 358 representantes da sociedade civil, estudantes e profissionais dessa área de atuação compuseram 24 propostas para guiar o governo do DF na democratização de suas políticas comunicacionais. Concluído no último sábado (18), o evento resultou neste documento, listando 12 proposições prioritárias, que foram as mais votadas pelos participantes. Em uma das prioridades, pode-se ler: “Tornar a educomunicação uma política pública de Estado, garantindo sua inscrição no currículo oficial de educação como prevê a lei orgânica do DF”. No vídeo abaixo, Agnelo Queiroz, governador distrital, explica a ideia por trás do #ComunicaDF. (http://www.comunica.df.gov.br/)


Fonte: http://www.ncep.ufpr.br/novo/?p=1532


Obs: E é com alegria que digo que fiz parte do grupo de trabalho que redigiu essa proposta e estive no palco, defendendo-a e lutando pela Educomunicação!!!! Agora é batalhar para que vire realidade por aqui!

Educomunicação é destaque da Revista NeoMundo sobre a Rio+20

A prática educomunicativa e sua estreita relação com a educação ambiental, esta foi a abordagem da ECA-USP em sua participação na Rio+20, divulgando a Educomunicação como uma nova proposta de mobilização dos diferentes segmentos populacionais em torno de propostas como a construção de uma sociedade sustentável.
Clique na imagem para ler o artigo completo:

Entrevista a Roberto Aparici



Internet, las tecnologias digitales, las plataformas participativas, etc. comienzan a hacer visibles las contradicciones del actual modelo educativo. Roberto Aparici, experto en comunicación educativa, plantea la necesidad de un cambio que no pasa tan solo por la implantación de nuevas tecnologías, sino por una educación fundamentada en paradigmas participativos, en la construcción del conocimiento colectivo y en el acceso a las herramientas que permitan interactuar con esta hibridación de lenguajes en el contexto de convergencia mediática en el que nos encontramos. El cambio, según Aparici, es urgente y necesario para no convertir a la sociedad en analfabeta funcional de estos nuevos lenguajes.
Esta entrevista es un complemento de todo lo debatido en la ultima sesión I+C+i dedicada a la Educación Expandida. Esperamos tus comentarios, tus ideas y tu participación.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ensinem jornalismo às crianças

Por Gilberto Dimenstein

Isadora Farber tornou-se, em poucos dias, uma pequena heroína da educação brasileira. Com sua página na internet, chamou atenção nacional para os problemas de sua escola pública em Florianópolis e, até ontem de manhã, já tinha quase 150 mil seguidores. Diante da repercussão nacional, o poder público decidiu reformar a escola.

Ter 150 mil seguidores no Facebook, quando se tem 13 anos de idade, já é muito difícil. Ter tudo isso falando de educação, posso assegurar que é um case mundial do uso das redes sociais para melhorar o ensino.

Temos aí uma lição, que venho observando há muitos anos: a importância de ensinar as crianças e jovens a lidar com os meios de comunicação, produzindo conteúdos.

É um ótimo gancho para se trabalharem outras matérias, muitas delas desconectadas do cotidiano. Desenvolve-se a capacidade de síntese e de expressão --além da língua portuguesa. É um jeito de gerar jovens mobilizadores para problemas comunitários.

Para completar, o ensino da mídia dá um poder para se ter mais diálogo e transparência na sociedade, especialmente entre os com menos voz. Alunos de escolas pública como Isadora, por exemplo.

Por fim, teriam mais condições de não serem manipuladas por nós, jornalistas.
Por essas e outras, uma das áreas mais interessantes no campo acadêmico é o ensino da educação, que tem uma graduação na USP --o ensino da comunicação para a educação.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.
Fonte: Folha de São Paulo 29/08/2012

Saiba mais sobre a história de Isadora Farber nas matérias abaixo:

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Matéria do G1 de 27/08/2012:


Aluna cria página no Facebook para relatar problemas da escola em SC

Estudante de 13 anos mostra infra-estrutura de escola de Florianópolis.
Secretaria Municipal de Educação ainda não se posicionou sobre o caso.

Adolescente criou página para comentar problemas da escola (Foto: Reprodução/Facebook)Adolescente criou página para comentar problemas da escola (Foto: Reprodução/Facebook)







Ao criar o 'Diário de Classe', uma comunidade virtual no Facebook, Isadora Faber diz que não imaginava a repercussão. Queria que as portas e fechaduras de sua escola fossem consertadas e as aulas na escola em que estuda, em Florianópolis, melhorassem. A irmã mostrou uma página semelhante, de outra aluna, e ela resolveu resolveu criar a própria.
Foto da porta sem fechadura foi a segunda postagem de Isabela (Foto: Divulgação/Facebook)Foto da porta sem fechadura foi asegunda postagemde Isadora (Foto: Divulgação/Facebook)
A primeira postagem foi sobre a porta do banheiro feminino, com recados escritos. Depois, a porta sem fechadura, os fios do ventilador à mostra, o vaso sanitário sem tampa, os bancos do refeitório quebrados, o balde utilizado como lixeira, e pouco a pouco ela mostrou problemas na estrutura da escola municipal em que estuda, Maria Tomázia Coelho, no Bairro Santinho.
A página no Facebook foi criada no dia 11 de julho deste ano e até às 14h desta segunda-feira (27) já tinha 2388 seguidores, com o número crescendo gradativamente. Segundo ela, esperava no máximo ter 100 seguidores e está feliz com o resultado, embora os pais tenham sido chamados duas vezes à escola. "Eles ameaçaram me processar, queriam que tirasse a página do ar. Enfim, não gostaram nada da história".
Para a diretora da escola, a aluna postou fotos de alguns problemas que já haviam sido resolvidos. Além disso, ela afirma que há muitas ações em que a escola é destaque, inclusive mostrados no Facebook. "Há problemas, mas procuramos sempre resolver. Temos uma equipe que cuida de várias escolas da rede. Temos um espaço democrático, que se efetiva nos conselhos de classe. Seria interessante se as pessoas participassem desses espaços. Aí sim poderiamos resolver os problemas corretamente", comentou ela. 
A mãe de Isadora, Mel Faber, afirma que, apesar de terem ido duas vezes à escola, ela e o marido estão apoiando a filha. "Ela começou com a intenção de mobilizar a comunidade e levantou uma bandeira muito forte, pedindo para os colegas apoiarem. Ela está exercendo sua cidadania e desde o início disse pra ela que não era uma revolucionária de Facebook, mas teria que ir à escola e enfrentar as consequências. Ela disse que iria até o fim e vai mesmo", afirmou ela, que também ficou surpresa com a repercussão, mas não pretende repreender a filha.
De acordo com a mãe, depois da criação da página, a Secretaria Municipal de Educação fez uma auditoria na escola e alguns problemas, como as fechaduras, já foram solucionados. Para uma professora da escola, o problema não é a manifestação da aluna, mas a abertura para outros comentários ofensivos. "A profissão de professor já é tão difícil e muitos comentários ainda estão nos desvalorizando ainda mais", desabafou ela.
A Secretaria Municipal de Educação tomou conhecimento do caso nesta segunda-feira (27) e fará uma reunião, juntamente com a diretora da escola, antes de se posicionar sobre o assunto.
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Matéria do G1 de 28/08/2012:

Após reclamação no Facebook, prefeitura diz que vai reformar escola

Estudante de 13 anos mostra infraestrutura de escola de Florianópolis.
Secretaria de Educação realizou reunião para analisar reclamações.



Adolescente criou página para comentar problemas da escola (Foto: Reprodução/Facebook)Adolescente criou página para comentar problemas da escola
(Foto: Reprodução/Facebook)
A Secretaria de Educação de Florianópolis anunciou nesta terça-ferira (28) que vai reformar a escola Básica Maria Tomázia Coelho, no Santinho, Norte da Ilha de Santa Catarina. É nesta escola que estuda Isadora Faber, de 13 anos, que criou uma página de reclamações no Facebook, intitulado Diário de Classe, reivindicando melhorias no estabelecimento de ensino.
“Essa página veio inclusive nos auxiliar no monitoramento da escola. É uma espécie de ouvidoria”, diz Sidneya Gaspar de Oliveira, secretária de educação. Segundo informações publicadas na página da secretaria, a diretora da escola, Liziane Diaz Farias, assumiu, durante a reunião, a responsabilidade por haver em sua escola uma gestão deficitária. “Eu assumo publicamente que ocorreu fragilidade na administração do estabelecimento. Vamos a partir de agora trabalhar de forma diferente a parte administrativa e a preservação do patrimônio público”.

Segundo a Secretaria de Educação, ainda nesta terça-feira (28), foi reiniciada a manutenção na escola. Em julho, foram trocadas 13 luminárias que, no momento, já foram danificadas. Haverá também reparos nos banheiros e em outros setores da unidade. “Fizemos uma série de melhorias, mas infelizmente não houve a colaboração da comunidade escolar para evitar vandalismos”, diz o Diretor de Infraestrutura, Maurício Amorim Efe.
A diretora da escola diz que fará um apelo à Associação de Pais e Professores, para que ajudem principalmente no cuidado com a estrutura física. Haverá também campanhas para que os alunos se conscientizem da necessidade de se engajarem no zelo de todo o ambiente escolar. “Os alunos tem que saber que a participação deles é fundamental para preservar um bem público”. Além disso, coloca, que vem participando de formação para criar o Conselho Escolar, que auxiliará na manutenção do estabelecimento e na gestão administrativa, pedagógica e financeira.
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Matéria do G1 de 29/08/2012
Isadora Faber volta à escola após repercussão de página no Facebook

Garota acompanhou de perto as reformas já realizadas na unidade escolar.
Diário de Classe criado por ela já tem mais de 160 mil curtidas na internet.



Ziggy, Isadora e Difé (Foto: Fernanda Burigo/G1)Ziggy, Isadora e Difé, o cachorro que salvou a menina de dois pitbulls (Foto: Fernanda Burigo/G1)







No seu primeiro dia de aula depois da repercursão na mídia da sua página no Facebook, o Diário de Classe, a estudante Isadora Faber já conseguiu conquistar o que mais queria, o apoio dos seus colegas da Escola Maria Tomázia Coelho, no Santinho, em Florianópolis. "Quando eu cheguei muitos estudantes vieram falar comigo, me apoiar e parabenizar. Também escreveram  'Parabéns Diário de Classe' no quadro da sala", diz a estudante da 7ª série.
Segundo Isadora, ao contrário dos colegas, os professores e a diretoria não se manifestaram, nem de maneira negativa, nem positiva. Outra surpresa na manhã desta quarta-feira (29) foram as reformas que começaram. Portas arrumadas, novas luzes, bebedouros consertados.
Cansada de ver a situação em que sua escola se encontra, a estudante de 13 anos resolveu postar fotos em um perfil no Facebook para revelar os problemas da instituição de ensino. A página foi criada no dia 11 de julho deste ano. A menina tímida, de fala calma, diz que não vai parar por aqui e pretende acompanhar e relatar na página do Facebook o passo a passo da reforma. A secretária de Educação de Florianópolis, Sidneya Gaspar de Oliveira, afirma que a Secretaria está fazendo a manutenção física da unidade desde o início do ano.
Diário de Classe, criado por Isadora Faber, já tem 160 mil curtidas (Foto: Fernanda Burigo/G1)Diário de Classe, criado por Isadora Faber, já tem
160 mil curtidas (Foto: Fernanda Burigo/G1)
Sobre seu futuro Isadora diz que não sabe desde quando decidiu, mas que quando crescer quer ser jornalista. "Apesar de tímida, a Isadora sempre foi muito questionadora. Desde pequena ela dava respostas que iam muito além para a idade dela. Ela também sempre gostou de uma polêmica, vai ser daquelas jornalistas odiadas", diverte-se a mãe Mel Faber.
Única da família gaúcha que nasceu em Florianópolis, Isadora torce pelo Grêmio, e diferente de muitas meninas da sua idade não gosta das músicas do Justin Bieber. "Eu gosto de rock mesmo, Guns N' Roses, Nirvana, Red Hot Chilli Peppers". Segundo sua mãe, a rotina de Isadora é basicamente ir para a escola e usar o computador. "Quando eu volto da escola, eu faço o que tenho que fazer, vou postar no Diário de Classe ou vou para casa da minha melhor amiga, a Melina", diz Isadora.
Em uma casa na praia do Santinho, Isadora mora com os pais, a irmã do meio, Eduarda, de 15 anos, a avó materna e dois cachorros, o Ziggy e Difé. O último, que seguiu a família quando se mudaram de uma pousada para a atual casa, é considerado muito especial por todos. "Ele salvou a minha vida ano passado. Dois pitbulls me encurralaram em um beco aqui na minha rua e o Difé foi para cima deles. Depois teve que fazer cirurgia e perdeu todos os dentes de um lado da boca", conta Isadora.
Na tarde de segunda-feira (27), quando o G1 publicou a primeira reportagem sobre o caso, o Diário de Classe tinha 2.388 seguidores. Até às 17h de quarta-feira (29), a página no Facebook já tinha 161.077 curtidas.
Fonte: G1 Fernanda Burigo 29/08/2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mídias na Educação - Relatos de pesquisa e formação

Compartilhamos abaixo, a partir do Blog Mídias na Educação, da ECA/USP, os resumos de algumas monografias de conclusão do curso Mídias na Educação. As próprias concludentes escrevem sobre seus trabalhos! Boa leitura!


Twitter e Educomunicação


Patrícia Lopes* 

Ingressei no Mídias em 2006 e em 2011 comecei a escrever a 

monografia. O tema escolhido por mim tinha relação com a 
prática pedagógica e a educomunicação.

O mais difícil foi refletir sobre a própria prática, analisar o 

projeto como pesquisadora e fundamentá-lo para realizar o
estudo de caso com linguajar acadêmico.

Escolhido o problema: “Verificar se o uso da Rede Social 

Twitter auxiliou o trabalho pedagógico” (num projeto 
didático realizado), houve um processo de investigação 
visando analisar a questão da socialização e os avanços 
no processo de ensino-aprendizagem.

Ao longo da orientação percebi que ampliei minha visão 

quanto à reflexão da prática, antes, durante e após o 
processo, mantendo uma construção acadêmica constante 
através de muita leitura. A comunicação contínua com 
minha orientadora foi essencial para nortear e 
desenvolver a monografia.

Mídias contribuiu muito para o meu crescimento 

profissional e pessoal, minha prática está mais 
condizente com as questões metodológicas, pois 
consigo associar e aplicar formas de trabalho 
embasando-me nas teorias estudadas, fazendo 
adequações sobre como determinada prática 
condiz com a situação desenvolvida de maneira 
reflexiva.

Hoje posso afirmar que tenho outra postura, porque 

consigo perceber claramente que a realização do 
meu trabalho monográfico continua me proporcionando 
estímulo para continuar buscando novos estudos e 
avançar nos métodos de pesquisa.


* A professsora Patrícia Lopes, em sua monografia 
(“Educomunicação em 140 caracteres: análise do 
uso da rede social Twitter por alunos e professores 
da SME/SP”), orientada pela professora mestre 
Maria Salete Prado Soares, buscou avaliar um 
trabalho pedagógico, derivado de sua prática, 
com o uso de rede social, no desenvolvimento 
de sua investigação. Este tipo de pesquisa 
exemplifica como um projeto didático pode 
ser submetido a um escrutínio reflexivo que 
sustente um estudo monográfico.

Um novo olhar na prática pedagógica


Claudia Patricia Costa Facco*

Há aproximadamente cinco anos fui convidada a 

participar do curso de Mídias na Educação pela 
direção da escola onde trabalhava (Vista Alegre do 
Alto - SP). Até então não tinha ideia sobre o assunto 
a ser desenvolvido nesse processo de aprendizagem, 
pois não conhecia a área de Educomunicação. 
O desconhecido provocou-me e diante da curiosidade 
resolvi inscrever-me. O fato de o curso ser oferecido 
on-line pelo Núcleo de Comunicação e Educação da 
Universidade de São Paulo motivou-me ainda mais, 
pois sabia que acrescentaria muito à minha docência.

Durante o processo de estudo dos módulos, todos 

muito interessantes, verifiquei o quanto os alunos 
de Jaboticabal necessitavam de uma educação 
transformadora, a qual o sujeito é o protagonista 
no caminho que leva ao conhecimento.

A dúvida sobre qual linha de pesquisa atuar tornou-se 

algo inevitável diante dos intrigantes temas propostos. 
Contudo decidi investigar sobre a Prática pedagógica 
e Educomunicação devido a presente carência 
existente no município de Jaboticabal relacionada 
à exploração das mídias no ambiente escolar por 
parte dos educandos e educadores.

Assim, o trabalho “TICs: Um Novo Olhar na Prática 

Pedagógica” apresentou uma visão da relação dos 
professores do Ensino Fundamental I com as TICs 
se desenvolvem na escola pública municipal de 
Jaboticabal-SP a partir da proposta dos PCNs de 
utilizar as diferentes linguagens tecnológicas como 
forma de comunicar, expressar ideias e interagir 
com as diversas fontes de recursos tecnológicos.

A pesquisa privilegiou a análise quantitativa de 

dados em que se empregou a técnicaSurvey e 
Grupo Focal. Os resultados apontaram que 
existem desafios a serem superados, tais como 
integração das mídias no espaço escolar e 
capacitação dos educadores para atuarem 
como mediadores.

A partir da pesquisa realizada, pretendo dar 

um passo a mais na área de Educomunicação 
em busca do curso de mestrado, para que a 
mesma possa colaborar com o processo de 
informação e comunicação na educação. Além 
disso, conscientizar os dirigentes do município 
sobre a importância da inserção das TICs na 
realidade local, para que os educandos possam 
ter um ensino de qualidade.

O trabalho realizado foi árduo, porém muito 

enriquecedor, a única dificuldade a ser superada 
diz respeito às normas estabelecidas para 
formatação. Tive dificuldades em encontrar 
um profissional hábil para realizar a revisão, 
anterior à entrega do trabalho, até que fiquei 
sabendo que o trabalho poderia ser revisado 
por um bibliotecário da USP.

O curso Mídias na Educação tanto quanto o 

trabalho monográfico contribuíram muito 
para minha prática pedagógica com relação 
à forma de encarar as dificuldades existentes 
na aprendizagem e abriu caminhos para que 
eu pudesse visualizar as maneiras possíveis 
de colaborar para transformar a realidade 
através da utilização dos recursos presentes 
no ambiente escolar que levam à construção 
do conhecimento. Foi realmente gratificante 
poder integrar esse curso que colaborou 
significativamente para o desenvolvimento 
dos meus conhecimentos nessa área da educação.

Aconselho a quem realiza a monografia que 

leia muito sobre o assunto a ser pesquisado, 
dedique boa parte do tempo ao estudo; 
esteja sempre pronto para realizar as correções; 
procure respostas para as dúvidas, nunca desista.

Agradeço a paciência e a boa vontade dos 

profissionais envolvidos nesse processo educomunicativo.
_______________________________________________
* A professora Claudia Facco realizou a monografia 
“TICs: Um Novo Olhar na Prática Pedagógica” 
(orientada pela Profa. Me. Maria Salete Prado 
Soares), defendida em 16 de junho deste ano, 
e no texto acima reflete sobre o processo.

Propaganda e Língua Portuguesa


Débora Alves da Cunha Mendes*

As propagandas estão presentes na realidade 

social e escolar dos estudantes, porém, muitas 
vezes, eles desconhecem a intencionalidade 
da linguagem publicitária, tornando-se mais 
suscetíveis à sua influência. Assim, o objetivo 
do trabalho foi aprofundar o estudo sobre a 
relação entre mídia e educação, a partir da 
reflexão sobre o uso da propaganda impressa 
em sala de aula.

A metodologia adotada foi a pesquisa bibliográfica. 

A partir dos conceitos propostos por autores que 
tratam de gêneros discursivos, leitura, mídia 
impressa e propaganda, foi realizado um estudo 
reflexivo, a fim de propor um método de leitura 
e produção de propagandas adequado, do ponto 
de vista teórico e metodológico, para aplicação 
em sala de aula.

Dessa forma, podemos considerar que a principal 

contribuição desse estudo foi a apresentação de 
uma proposta de trabalho pedagógica mais 
refinada do ponto de vista teórico e metodológico, 
que buscou contemplar a tríade 
leitura-produção-divulgação, 
criando condições para que os alunos convivam 
de forma positiva com a propaganda, sem se 
deixarem ser manipulados.

A pesquisa poderá ser ampliada por outros pesquisadores, 

já que, em razão do pouco tempo disponível, não 
foi possível aplicar a nova proposta em sala de aula. 
Assim, um caminho apontado para a continuidade da 
pesquisa seria averiguar, por meio de uma pesquisa-ação, 
a eficácia do escopo do trabalho no desenvolvimento 
de habilidades e competências dos discentes.

Principais dificuldades 
Acredito que o exercício de escrever um trabalho 

científico é árduo, tendo em vista que muitas vezes 
já temos ideias “pré-concebidas”, que queremos a 
todo momento confirmá-las.

Minha principal dificuldade foi encontrar respostas 

para os questionamentos feitos pela orientadora 
nos momentos de dúvidas. Ela nunca me deu respostas 
prontas; quando acreditava que eu não estava no 
caminho certo, ela me questionava. O questionamento 
da orientadora, visando essa desconstrução, muitas 
vezes parecia um enigma.

Para superar essas dificuldades e chegar às respostas, 

precisei de tempo, reflexão, leitura e amadurecimento. 
Todavia, ao final, senti a sensação de que valeu a 
pena “quebrar a cabeça”.

Mídias na Educação, trabalho monográfico 

e prática pedagógica
Escolhi um tema da minha área de atuação: 

análise e produção de propagandas no ensino 
da Língua Portuguesa. Assim, esse trabalho 
científico tornou-se um instrumental para 
as minhas aulas, ampliando a minha visão 
sobre a articulação entre Educação e Comunicação.

Meu conselho para quem está fazendo o curso e 

escrevendo a monografia: seja persistente!
_________________________________________
A professora Débora defendeu recentemente sua 
monografia (“Mídia impressa: análise e produção 
de propagandas no ensino de Língua Portuguesa”) 
no Mídias na Educação, orientada pela Profª Mª 
Silene de A. G. Lourenço, e em seu relato reforça
a necessidade do professor pesquisador buscar
respostas aos questionamentos colocados pela 
prática da investigação, discutindo com o orientandor, 
e preocupando-se com a adoção de uma atitude 
efetivamente reflexiva, que coloque em xeque 
suas “certezas”.

Informática no apoio à leitura e escrita


Neide de Fátima Carlota Paulino*

A intenção em trabalhar a informática no auxílio 

da leitura e escrita dos alunos das séries iniciais 
surgiu diante das dificuldades em manter o 
interesse dos alunos desestimulados pela aprendizagem. 
Aproveitando os recursos que a escola oferece 
na sala de informática, juntamente com a monitora, 
busquei alternativas metodológicas que 
favorecessem a alfabetização com o apoio do 
computador, mostrando aos pais e colegas professores 
que o uso do computador de maneira adequada 
oportuniza o desenvolvimento, desperta o 
interesse das crianças, para a construção do 
conhecimento.

Primeiramente observei, através de avaliação 

diagnóstica, quais eram as maiores dificuldades 
dos alunos, em um segundo momento, organizei 
o plano de ensino e selecionei conteúdos de 
acordo com as dificuldades da classe.

Pesquisei muito sobre o referencial teórico e 

realizei a pesquisa de campo com perguntas 
simples para os alunos.

Sempre acreditei na capacidade do aluno em 

aprender, e que perante o computador os alunos 
aprendem com mais facilidade, são curiosos, 
investigam, criam e constroem seu próprio 
conhecimento. Desse modo, o computador 
possibilita uma aprendizagem lúdica de forma 
significativa.

No decorrer do desenvolvimento do trabalho, 

desde o projeto de pesquisa até a monografia, 
houve momentos de dificuldades e incertezas, 
pensei em desistir por falta de conhecimento 
das normas, pelo motivo de tempo e da distância 
da minha cidade (Monte Aprazível) até São Paulo. 
Porém, tive incentivo por parte da orientação, 
passei pela qualificação e cheguei até a defesa.

Restam alguns anos até me aposentar e pretendo 

continuar esse trabalho de alfabetização diante 
do computador, isto já está acontecendo neste 
ano em todas as séries (1º a 5º ano) da escola 
Raul Vieira Luz.

Eu e minhas colegas não tínhamos habilidades 

perante o computador, então procuramos nos 
inteirar pelo menos das noções básicas necessárias 
no dia a dia, utilizamos da informática para 
preparar todas nossas aulas. Os alunos esperam 
com expectativa o momento das aulas, com 
isso a escola só tem a ganhar.

Sei que ainda tenho muito a aprender, mas tudo 

o que sei sobre a informática na educação são 
conhecimentos adquiridos no decorrer deste curso 
(Mídias na Educação). A realização do trabalho 
de monografia foi muito rica em aprendizagem, 
pena que nem todas as pessoas que começam 
conseguem terminar, assim, em minha cidade, 
começamos (desde a extensão) em vinte e 
somente eu terminei a especialização. Por 
essa parte, me sinto vencedora e que todo 
esforço foi muito válido.
_______________________________________________
A professora Neide desenvolveu sua monografia 
(“Estudo da Informática como contributo no 
auxílio da leitura e escrita dos alunos das séries 
iniciais da Escola Municipal Raul Vieira Luz”), 
orientada pelo professor mestre Marcellus William 
Janes, analisando possibilidades de uso da 
informática na alfabetização em séries iniciais.

Celular e educação: um grande aprendizado


Liete Ferraz*

Minha pesquisa se baseou no uso do celular em 

sala de aula de modo contextualizado com os 
currículos e com as disciplinas. O que me fez 
olhar para este assunto foi a grande quantidade 
de reclamações que os colegas faziam sobre as 
questões disciplinares como a falta de atenção, 
uso indevido, perigo de “bullying”, uso de redes 
sociais em sala e a total falta de atenção à aula 
em si. A partir desses fatos, comecei a prestar 
atenção aos aparelhos e suas mídias (rádio, TV, 
máquina fotográfica, filmadora, gravador) e 
“descobri” que este pequeno aparelho poderia 
ser uma grande arma a favor das aulas e das 
disciplinas, desde que os professores soubessem 
usar seu potencial.

Iniciei meu trabalho descobrindo o que os colegas 

de diferentes disciplinas e idades sabiam sobre as 
mídias e a Educomunicação e como agiam em suas 
vidas pessoais e usavam todos os aparelhos e 
tecnologias (não só o celular). Tentei, com a ajuda 
das teorias e dos pesquisadores da Educomunicação, 
unir as práticas já usadas com as bases teóricas existentes, 
mostrar que é sim possível usar os celulares em sala 
de aula, fazendo do mesmo uma ferramenta a mais 
à favor da educação e da manutenção da disciplina, 
hoje tão frágil. Acho que consegui mostrar isso com 
o meu trabalho. O mais difícil é convencer as 
pessoas disso. Ai é outra etapa.

Por isso, gostaria de continuar o trabalho e tentar 

aprofundar um pouco a questão do uso do celular, 
já que é uma mídia que veio para ficar e da qual 
os jovens não se separam mais (os adultos também). 
Vou continuar estudando o assunto e, se for possível, 
tentar o mestrado. Vamos ver.

A maior dificuldade para escrever e pesquisar, 

para mim, foi a falta de tempo. Como temos de 
trabalhar e cuidar da vida pessoal fica difícil 
conciliar tudo. Demorei para concluir o trabalho. 
Tive outros entraves no caminho que me atrasaram 
ainda mais, mas o principal é a falta de tempo. 
Tentei superar, escrevendo e lendo o mais possível 
nos intervalos que tive, mas foi muito complicado. 
Ainda bem que “nada é impossível” e consegui!

Todo curso e todo trabalho deve e pode abrir 

janelas e portas e aumentar sua experiência e, 
principalmente, o conhecimento sobre qualquer 
assunto. No Mídias, aprendi a observar mais o 
trabalho e aprender a ver certas mídias com 
outros olhos. Como fiz o curso como Coordenadora 
e depois como Vice Diretor de escola, meu 
trabalho em sua essência foi de observar o trabalho 
de outros colegas e tentar influenciar na melhoria 
da qualidade do que era feito, sempre visando 
o maior aproveitamento do aluno.

Devemos sempre ter em mente que a educação 

tem sempre que buscar melhoria nas competências 
e nas habilidades de seus alunos e buscar sempre 
o aprimoramento profissional. Escrevendo um 
trabalho acadêmico, sempre nos atualizamos e 
entramos em contato com o mundo acadêmico. 
Nunca havia feito um trabalho nesse nível. 
Foi uma grande aprendizagem!

Um conselho que daria para quem realiza a 

monografia é ler muito sobre o assunto 
pesquisado (lia tudo o que podia em jornais, 
sites, revistas), sempre buscando se atualizar 
e “colecionar” a maior quantidade possível 
de informações antes de começar a escrever. 
Quando começar, se manter atualizado e 
seguir rigorosamente as normas acadêmicas 
para a feitura do trabalho (mesmo fazendo 
isso ainda foram apontados muitos erros em 
meu trabalho). Revisar sempre tudo. No 
começo é muito difícil, mas depois a coisa 
começa a fluir. É só saber o que esta escrevendo 
e ter muito conhecimento do assunto. 
A coisa acontece!
_____________________________________________
* O texto da professora Liete, acima, em que ela
 fala sobre seu trabalho de conclusão do curso 
Mídias na Educação, a monografia "Celular X 
Professor Uma Combinação Possível: análise da 
experiência de duas professoras de Ensino 
Fundamental e Médio de São Paulo - SP" 
(orientada pelo Prof. Dr. Richard Romancini), 
é o primeiro de uma série de relatos que 
pretendemos publicar, a partir da colaboração 
desses recentes especialistas.

Fonte: Mídias na Educação (http://blog.midiaseducacao.com)