quarta-feira, 28 de novembro de 2012

3º Congresso Mundial de Ensino de Jornalismo acontece de 5 a 7 de julho de 2013 na Bélgica

Depois dos encontros em Cingapura (2007) e na África do Sul (2010), acontece entre 5 e 7 de julho de 2013 na Bélgica, na cidade de Mechelen, o 3º Congresso Mundial de Ensino de Jornalismo, promovido pelo Conselho Mundial de Ensino de Jornalismo (World Journalism Education Council), no qual a Intercom está representada pela sua diretora de relações internacionais.

O tema do Congresso em 2013 é "A renovação do jornalismo através do ensino", que pretende debater como o ensino pode garantir que os futuros jornalistas estejam preparados para os desafios que se apresentam com as inevitáveis mudanças já em curso e como, nessa conjuntura, as escolas de jornalismo podem assumir o papel de inovadoras em vez de seguidoras. 

Os interessados em participar do Congresso devem submeter o resumo da proposta de paper (míni mo de 500 e máximo de 800 palavras) até o dia 1º de Dezembro de 2012 por meio do endereço http://www.beaweb.org/2013/wjec-3.html.


Fonte: Intercom (http://www.portalintercom.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3652:3o-congresso-mundial-de-ensino-de-jornalismo&catid=131:artigos-em-destaque&Itemid=124http://bit.ly/WZvy9r)

Dica de livros para download



Dica de livros para download: EDUCAÇÃO E CULTURA MIDIÁTICA - Volumes 1 e 2, organizados por Lucila Pesce e Maria Olívia de Matos Oliveira. A obra foi publicada pela EDUNEB, em formato de e-book. 
Acesse em: http://eduneb.uneb.br/download-2/

Pérez Tornero reflexiona sobre la Alfabetización mediática en tiempos de crisis



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José Manuel Pérez Tornero, director del  Gabinete de Comunicación y Educación, reflexionó sobre la Alfabetización mediática en tiempos de crisis en la Media Literacy Conference de la Comisión Europea.
El investigador español presentó la conferencia Alfabetización mediática en tiempos de crisis, por invitación de la Comisión Europea
"Europa creativa: nuevas oportunidades para la alfabetización mediática y cinematográfica", fue el lema de este evento, que estuvo orientado a dialogar sobre nuevas alterativas de financiamiento y desarrollo de la Alfabetización mediática
Matteo Zachettidel Programa Medios de Comunicación y Alfabetización Mediática de laComisión Europea explica en este documento audiovisual, los principales aspectos de laConferencia.

Menores y nuevas tecnologías: Posibilidades y riesgos de la TDT y las redes sociales


En esta obra se recogen reflexiones de expertos del mundo de la televisión, la publicidad, las redes sociales y el Derecho sobre la incidencia de las nuevas tecnologías en la infancia y sus derechos. 
Las nuevas tecnologías, oportunidad y riesgo para los niños, se abordan en su complejidad, sin demonizarlas pero asumiendo que llevan consigo nuevos riesgos a los que hacer frente. 
En la primera parte, la televisión digital terrestre abre un panorama nuevo de posibilidades para la infancia muy lejos de aquella televisión de cadena única o dos cadenas a lo sumo que generaciones anteriores han vivido. La TDT cambia la posición del niño como sujeto al que se dirige la programación y como sujeto consumidor. 
En la segunda parte de la obra, se entra en un aspecto concreto y muy relevante de la presencia de los niños y adolescentes en las redes sociales: la protección de la privacidad de los menores (el derecho al honor, la intimidad y la vida privada y el derecho a la protección de los datos personales).
(Reseña del editor)

A cartilha do eu


Por Marcus Tavares e Flavia LobãoMarcus Tavares é editor da revistapontocom. Doutorando em Educação pela PUC-Rio e integrante da Rede de Trabalho do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana. Flavia Lobão é professora e doutoranda em Educação pela UFF.
Dia a dia nega-se às crianças o direito de ser criança. Os fatos, que zombam desse direito, ostentam seus ensinamentos na vida cotidiana. O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para que se acostumem a atuar como o dinheiro atua. O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo. E os do meio, os que não são ricos nem pobres, conserva-os atados à mesa do televisor, para que aceitem, desde cedo, como destino, a vida prisioneira. Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças. Eduardo Galeano
A minha tarefa não é nada fácil: fazer você pensar numa outra lógica de relação que envolve pais, filhos, consumo e direitos. Difícil porque acreditamos que estamos certos em nossas ações. Portanto, pensar diferente pressupõe colocar em xeque nossos valores que são dados como verdades e certezas por nós, pelos outros e por toda a sociedade.
Bem, vou tentar me fazer entender.
Com certeza, neste Natal, você já sabe o que seu filho(a) quer de presente. Acreditando ou não no Papai Noel, ele(a) vai ganhar o que pediu, mesmo que você, talvez, precise se apertar aqui ou ali para garantir a compra daquele brinquedo, eletrônico, livro e ou roupa? Afinal é Natal, não é? E por mais que as homilias religiosas nos falem, a cada domingo e todos os anos, da real e verdadeira intenção da data, a troca de presentes já faz parte da nossa sociedade.
Somos assim e cada vez mais consumistas. Não preciso ser nenhum gênio da lâmpada para adivinhar que o seu filho(a) tem muito mais carrinhos e ou bonecas do que você na sua infância. Que ele, aos dez anos, já teve mais celulares e joguinhos eletrônicos do que você em toda a sua vida. Isso sem falar na quantidade de roupas, acessórios e uma infinidade de bugigangas que pertencem ao universo infantil, cuja vida útil é cada vez menor.
Você já reparou nisso, não foi? Não se espante. É assim mesmo. É o que a indústria chama de obsolescência programada, uma estratégia de fabricar produtos com a vida útil curta, predeterminada desde o instante de sua fabricação, a fim de manter o ciclo ininterrupto do consumo girando rápido, cada vez mais rápido.
Haja reciclagem. Haja lixo. Só aqui no Brasil, geramos 370 mil toneladas anuais apenas de lixo eletrônico, dizem ser o mais alto índice produzido por habitante entre os países emergentes, superando a China e a Índia.
Mas, cá para nós, o que são 370 mil toneladas anuais de lixo eletrônico se nossa casa está sempre limpa? Se na nossa rua, de certa forma, todo dia o lixo é recolhido pela prefeitura de nossa cidade? Não 370 mil toneladas não são nada. Elas são jogadas em aterros sanitários bem longe de nossos olhos ou enviadas para países mais pobres do que o nosso. Afinal, temos o direito de comprar o que quisermos, quando quisermos e a quantidade que quisermos e nos descartamos do que compramos de acordo com a nossa conveniência. E, é lógico, também temos o direito de exigir que nossos governantes limpem nossas cidades dos lixos que produzimos, pois pagamos taxas e impostos.
Engraçado. Essa pequena história é apenas para mostrar como nós, seres humanos, fomos e somos continuamente formados, por osmose e hipnose, na faculdade do consumidor, diria mais ainda, na faculdade do direito do consumidor. Uma formação que acontece por meio de todo o tipo de publicidade. Formação à distância, gratuita, intensiva e, detalhe, indolor e despercebida. Em pouco tempo, nos tornamos PhD. Nós, adultos, e crianças. Não há pré-requisito de idade, gênero, raça, cor e, hoje em dia, nem de religião.
Com esta formação, internalizamos, como em nenhum outro tempo e momento da nossa história, os direitos do consumidor como sendo o aglutinador de todos os outros direitos que o homem e a mulher precisam para viver… e viver felizes, diria a propaganda.
Neste cenário, uma das questões que se coloca é que o direito do consumidor visa apenas à satisfação do cliente, à satisfação do indivíduo. A máxima de que o cliente tem sempre a razão resume os dez mandamentos da vida moderna.
A consequência, não sentida e difícil de ser percebida, é que o direito do consumidor não visa ao próximo e muito menos ao coletivo. O direito do consumidor/indivíduo não dá lugar para o outro. O cliente/individuo sempre tendo a razão não dá lugar para o próximo. Nesta lógica, consumimos sem se importar com os efeitos desta roda viva. O direito do consumidor se expande para todas as outras instâncias da vida e se confunde com o direito de ser e de ter. Gostei, compro. Não gostei, troco. Não me serve mais, jogo fora. A orientação vale para bens duráveis ou não. E também para as relações humanas? Parece que sim.
Num ambiente em que não respeitamos o outro, não sabemos compartilhar, temos dificuldade de ouvir, compreender e ou falar, as relações humanas são fugazes, são descartáveis, são mercadorias. E nós consumidores, seguindo à risca os nossos direitos.
Nossos filhos já aprenderam a lição, com mais rapidez e fundamentação teórica do que nós. São pequenos grandes consumidores de direitos, que devem ser respeitados em todas as suas necessidades, vontades. Em todos os seus pedidos e sonhos. Do contrário, o Serviço de Atendimento ao Consumidor, o famoso SAC, representado pelos seus respectivos pais, está de prontidão para defendê-los e fazer valer seus direitos, afinal são consumidores ainda em formação.
Lidar com esta geração de consumidores de direitos – com esta geração de crianças, jovens e adultos – não é fácil. Sob um individualismo exacerbado, calcado no direito, e em um coletivo desestruturado, que demanda deveres de todos, mas que poucos reconhecem, constituir conhecimentos e valores na vida das crianças, ensinar, orientar, mediar, é cada vez mais difícil.
Para aonde vamos? Não faço a mínima ideia. Mas, assim como você, sei para aonde não queremos ir.
Fonte: Artigo publicado na RevistaPontoCom (http://www.revistapontocom.org.br/artigos/a-cartilha-do-eu)

Did you know?


Did You Know? 101 million U.S. adults read a newspaper in print or online every weekday. See the full infographic at www.naa.org/did-you-know


terça-feira, 27 de novembro de 2012

L’Éducation aux médias en 10 questions et réponses : guide avec activités


Le SCEM (Conseil Supérieur de l’Éducation aux Médias), organisme de la Fédération Wallonie-Bruxelles a publié en 2011 le dossier L’Éducation aux médias en 10 questions (26 pages, en pdf) qui comprend des citations, une explicitation sur les 10 thèmes, la position des autorités belges ainsi que des fiches d’activités à destination des enfants et des adolescents avec sites ressources.

Pourquoi ce guide ?

Ces questions sont construites autour d’un constat : l’impact des médias dans la société contemporaine et leur influence sur les jeunes et les enfants.
S’interroger, c’est poser un regard critique sur les médias, apprendre leurs langages, en connaître les tendances et leurs enjeux. Aussi, l’éducation aux médias et au numérique est une composante de l’éducation à la citoyenneté.
Ce dossier a pour objectif d’aider à mieux comprendre et mieux appréhender l’éducation aux médias et au numérique dans différents contextes.

Sommaire du guide L’Éducation aux médias en 10 questions

0. Introduction : pourquoi se poser toutes ces questions ?
1. Eduquer aux médias, qu’est-ce que cela veut dire ?
Activité pédagogique : Créer un coin « médias »
2. Quels sont les objectifs de l’éducation aux médias ?
Activité pédagogique : Jouer avec le cadrage des images
3. Quels sont les médias concernés ?
Activité pédagogique : Sonoriser une séquence JT
4. L’éducation aux médias, est-ce l’affaire de tous ?
Activité pédagogique : Info ou Inthoax
5. À quel âge faut-il bénéficier de l’éducation aux médias ?
Activité pédagogique : La création d’une affiche
6. Pour quelles compétences ?
Activité pédagogique : Analyse des photos de Presse
7. L’éducation aux médias nécessite-t-elle de grands moyens ?
Activité pédagogique : Viser par la publicité ?
8. Comment s’y prendre pour éduquer aux médias ?
Activité pédagogique : Créer sa webradio
9. Quels enjeux pour l’éducation aux médias en réseaux ?
Activité pédagogique :  Analyser les forums des journaux en ligne
10. Où s’informer sur l’éducation aux médias ?
Activité pédagogique : Décrypter les médias en 6 questions

Students and the News: An Update


Usar jornal na sala de aula pode parecer uma ideia antiga, mas ela pode tomar novos rumos dependendo da criatividade dos projetos. Veja abaixo, alguns exemplos de países que estão fazendo a diferença com o uso de jornais, citados pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA) que, no ano passado, concedeu ao Brasil o primeiro e o segundo lugares para os melhores programas de jornal e educação do mundo, para os programas Ler e Pensar (Gazeta do Povo/PR) e A Gazeta na Sala de Aula (A Gazeta/ES). O texto está em inglês, como divulgado originalmente!

Using newspapers in class is an old idea that’s getting a new shine around the world in programmes assisted by the World Association of Newspapers and News Publishers (WAN-IFRA), which is promoting news literacy and helping students better understand how news is made and why.

Here are some of the most recent actions:

Botswana – Forty Botswana teachers worked with WAN-IFRA trainers from South Africa to learn the basics of using newspapers in class, as Botswana this month became the latest African country to introduce News in Education (NIE), an international programme to increase children’s academic skills by using the newspaper as a teaching tool for all kinds of subjects. Participants in WAN-IFRA’s Women in News programme helped persuade the Ministry of Education to support the approach. More on the Botswana training can be found at http://www.wan-ifra.org/node/58761

Ireland – Controversial issues including gay marriage, and societal problems such as binge drinking and obesity, were the subjects tackled by students during a Press Pass Week organised by National Newspapers of Ireland in September. Newspaper articles about these subjects, as well as photojournalism and sports and entertainment content, were compiled into a glossy magazine for the students to use during the week.  The students could also enter a national competition to honour their own writing and visual journalism.  The project started with a session in Dublin featuring advice from WAN-IFRA experts from around the world. More on Press Pass Week can be found at http://www.wan-ifra.org/node/44124

Denmark – A new guide introduces 13- to 16-year-olds to the printed newspaper by offering lively graphics and descriptions, plus an array of activities to further explore news in print. Authors Gitte Martens Poulsen and Aslak Gottlieb were supported by the country’s newspaper association and the organization for teachers of Danish literature. More on the guide can be found at http://www.wan-ifra.org/node/67959

“We are delighted to see the continued strength and usefulness of the printed newspaper for education as well as leadership by newspaper companies and associations in understanding the digital information arena,” said Aralynn McMane, executive director for youth engagement and news literacy at WAN-IFRA.

Projects in several countries help students navigate digital platforms and offerings.

Norway – The Norwegian Media Businesses’ Association became the first organization to contribute to a new national media literacy programme with a programme that combines teaching of traditional journalistic values with creative use of digital space. The project, “Digital School Magazine,” offers 13-year-olds and their teachers detailed guidance on how to get started. More than 60 schools are participating, including three of every five schools in Oslo. More on the project can be found at http://www.wan-ifra.org/node/67815

United States – A new, award-winning guide from the Newspaper Association of America provides guidance for using social media in student news operations. http://www.wan-ifra.org/node/44096

Other multiplatform NIE and news literacy programmes received international acclaim earlier this year:

Understanding money – The Philippine Daily Inquirer worked with two local banks in a six week programme to teach youth about how to manage money in a project that won WAN-IFRA’s top NIE World Young Reader Prize for 2012.

A community effort – Declining reading scores prompted Südwest-Presse in Germany to work creatively with individuals and businesses in the community to assure training of teachers and a supply of newspapers in the community’s classrooms. The project earned a WAN-IFRA special mention award.

Starting very young  – Pre-school programmes are also making good use of the printed newspapers, as evidenced by a WAN-IFRA Enduring Excellence winner, SHZ in Germany, which has run the Zikita programme, a kindergarten NIE programme, since 2009. A video about the project can be viewed at http://www.youtube.com/watch?v=fSfS-cMC8cg

More about these and other 2012 World Young Reader Prizes winners can be found at http://www.wan-ifra.org/node/58916

Jornal na sala de aula reforça conhecimentos dos estudantes


























A necessidade de dominar a língua portuguesa para melhorar
a interação entre as pessoas torna a disciplina muito 
importante na Escola Municipal Genildo Miranda. 
Localizada na área rural de Mossoró, Rio Grande do Norte,
a instituição tem 146 estudantes matriculados em turmas do
sexto ao nono ano do ensino fundamental.

“O domínio da língua materna é de fundamental importância

para a comunicação e interação entre as pessoas”, diz a 
professora Elisabeth Marques, coordenadora pedagógica 
da unidade de ensino. “Nesse sentido, nossa escola investe
em atividades de leitura, compreensão e produção de textos.”

Com experiência de 26 anos de magistério, 21 dos 

quais na sala de aula, como professora polivalente em turmas 
do primeiro ao quinto ano e da educação infantil, Elisabeth 
tem especialização em linguagens e educação. Ela explica 
que a escola dá ênfase à leitura. Tanto que, este ano, 
desenvolveu o projeto Leitura e Escrita, um Compromisso 
de Todas as Disciplinas. Durante as aulas, os estudantes 
participam de diferentes atividades, com livro didático e 
caderno e também com computadores, no laboratório 
de informática.

Na mesma escola, a professora Jeane Mendes Pinheiro 

usa jornais nas aulas. 
Segundo ela, além de tornar as aulas de língua portuguesa 
mais descontraídas, os periódicos contribuem para a 
aprendizagem, pois contemplam vários gêneros textuais.
“Os resultados são os melhores possíveis”, diz Jeane, 
que leciona a turmas do sexto ao nono ano.

Sempre que ensina um conteúdo, Jeane leva jornais à 

sala de aula para que os estudantes façam leitura espontânea. 
Ao verificar que todos estão envolvidos no processo, ela pede 
que identifiquem temas relacionados aos conhecimentos 
gramaticais inseridos na leitura. “Eles vão reconhecendo
as classes gramaticais de forma bem interessante, seja 
um substantivo, um adjetivo, um pronome”, destaca. 
“E a aprendizagem vai ocorrendo naturalmente. 
Os jornais oferecem informações que enriquecem os 
conhecimentos dos alunos e os tornam leitores proficientes.”

Formada em letras, com experiência de dez anos no 

magistério, a professora também usa nas aulas recursos 
como debates, rodas de leitura e produção de textos.

Livro — De acordo com o diretor da escola, Luciano 

Ricardo Lima, os professores sempre aplicam novas
metodologias para alcançar bons resultados na 
aprendizagem dos alunos. Assim, textos e histórias
em quadrinhos produzidos pelos estudantes serão 
transformados em um livro, que fará parte do acervo 
da biblioteca da instituição. Há nove anos na direção 
dessa escola, Lima é formado em letras, com 
especialização em gestão escolar.


Fonte: MEC - Fátima Schenini (http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content

Rádio escolar

Compartilhamos abaixo slides de José Maria González-Serna Sánchez, do www.auladeletras.net, sobre a construção de uma rádio escolar. 



Dica do Marcelo Borba e seu blog http://emecontemporaneidade.blogspot.com.br/

Educomunicação: uma nova escola é possível



No vídeo acima, o Prof. Ismar de Oliveira Soares (ECA/USP), na abertura do dia de defesas de monografias do curso Midias na Educação (SP), em 24/11/2012, fala sobre a perspectiva transformadora da educomunicação, mais preocupada com a mudança de relações comunicativas do que com tecnologias.

Fonte: Blog Mídias na Educação

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dancing in Jaffa - A dança unindo povos!


Você acha que a dança poderia ser capaz de unir dois povos em constantes guerras? É acreditando nesse ideal que Pierre Dulaine criou um projeto, não só de filme/documentário, mas de uma língua comum que pudesse unir meninos e meninas judeus, israelitas e palestinos, através da dança.

Abaixo, a história do projeto, a partir do que está no site: http://dancinginjaffa.com/

Dancing In Jaffa is a feature length documentary film that follows Pierre Dulaine’s journey to Jaffa to fulfill his lifelong dream of teaching dance to Jewish-Israeli and Palestinian-Israeli children, then pairing them in a competition. Pierre is an Internationally renowned ballroom dancer and dance instructor whose famous program, Dancing Classrooms, introduced ballroom dancing to the NYC public schools immortalized in the film Take The Lead, starring Antonio Banderas. He started with 30 children in the mid- 1990s and since then more than over 300,000 children have participated in his program.
Dancing in Jaffa is both the story of Pierre’s homecoming to a city challenged by change and that of his 10-year old students’ transformation from reluctant participants in a dance competition to determined performers representing their diverse and divisive community.
As the film explores how Israelis and Palestinians, living uneasily side-by-side, learn to trust and dance with one another, it also asks the question of how one preserves personal identity in a world that frequently demands assimilation. Through dance, Pierre’s program teaches the children to be proud of who you are, but to respect and embrace others.
The film follows 4 children, the way they learn to dance, adapt to their partners, handle the challenges of the competition, and begin to trust one another even as they cope with interfamilial conflicts, mixed religious backgrounds, displacement, gentrification, and their own development, provides the film’s poignancy and relevance.
Pierre Dulaine, an internationally renowned ballroom dancer, is fulfilling a life-long dream when he takes his program, DANCING CLASSROOMS, back to his city of birth, Jaffa. Over a ten-week period, Pierre teaches 10-year-old Palestinian and Israeli children to dance together and compete together. The film explores the complex stories of four different children, all of whom who are forced to confront issues of identity, segregation and racial prejudice, as they dance with their enemy. The classroom becomes a microcosm of the Middle East’s struggle to work together harmoniously while still caught in the politics of the region and race. With the guidance of Pierre, the children, who live uneasily side-by-side, learn to dance together and trust one another. Dancing In Jaffa offers an up-close-and-personal perspective of how the future might unfold if the art of movement and dance could triumph over the politics of history and geography.

Você conhece a Association Burkinabè pour la Promotion de l'Educommunication (ABPE)?

Confira abaixo, em francês e diretamente do site da Associação para a Promoção da Educomunicação de Burkina, seus objetivos. Do lado direito, dois educomunicadores brasileiros, Paulo Lima, da Viração Educomunicação e o Professor Ismar de Oliveira Soares, do NCE/USP.



L’Association burkinabè pour la Promotion de l’Educommunication (ABPE)  est une association de droit burkinabè à vocation régionale qui a été créée en novembre 2010 à l’issue du XXIIème Congrès mondial de l’Union catholique internationale de la Presse (UCIP), par un groupe decommunicateurs, de journalistes et d’universitaires désireux de constituer un réseau d’échanges de bonnes pratiques en matière d’éducation aux médias et de communication éducative.                                
Elle est une organisation de communication sociale, d’éducation et de mobilisation des adolescents, des jeunes et des éducateurs qui a pour but non seulement de promouvoir et de diffuser les processus et les pratiques de communication éducative mais aussi d’œuvrer à  la mobilisation des adolescents, des jeunes et des éducateurs pour la mise en œuvre effective du droit de l’Homme à la communication et à la transformation sociale. 
Elle est agréée sous le Récépissé N° 2011-29/MATD/SG/ DGLPAP/DOASOC, et ambitionne de contribuer au changement qualitatif de la société africaine en général et burkinabè en particulier en impactant la vie de plusieurs milliers de personnes à travers des projets spécialement conçus et développés à cet effet. Dans l’exécution de son mandat, elle possède, en propre, une méthodologie de travail qui privilégie une démarche inclusive et participative des enfants et jeunes eux-mêmes, de leurs différentes organisations, des écoles, des collectivités, des ONG, des institutions internationales et des structures étatiques dans l’instauration et l’exécution de projets sociaux dans le domaine des pratiques de communication éducative et de l’éducation aux médias.
Depuis sa création officielle il ya bientôt deux ans, l’ABPE s’est positionnée favorablement pour les pratiques de communicative éducative et l’éducation aux médias. Avec ces deux axes d’intervention, plusieurs initiatives sont développées pour :
  • Aider, la population, en particulier les enfants, les adolescents et les jeunes, à acquérir des savoirs, savoir-faire et savoir être pouvant les préparer à vivre dans un monde dominé par les sons, les images et les mots et à être des citoyens responsables;
  • Faire en sorte que le droit à la communication qui constitue un droit fondamental de l’homme soit effectivement  exercé et devienne un outil indispensable pour  construire un véritable ordre démocratique au Burkina Faso, contribuer  à une meilleure prise de conscience et à la liberté d’expression des communautés défavorisées (femmes, jeunes, enfants et adolescents)  et à l’appropriation des rêves et des imaginaires de ces communautés par elles-mêmes.
  • Bref, faire participer le sous-secteur de l’éducommunication à l’éducation, à l’autonomisation et au développement durable des peuples et des individus ainsi qu’à la réduction de la pauvreté par la mise en œuvre par et pour les pairs d’un instrument efficace de dialogue et de plaidoyer à savoir les pratiques de communication  éducative.
Nous collaborons non seulement avec les enfants, les adolescents et les jeunes eux-mêmes et leurs organisations mais aussi avec des écoles, des collectivités, des ONG, des institutions internationales et des structures étatiques, afin de construire un partenariat bénéfique autour de ces sujets qui nous tiennent particulièrement à cœur.
Il est désormais accepté qu’il faut favoriser la participation active des citoyens dans la société, d’où la nécessité d’apprendre aux enfants dès leur plus jeune âge, les valeurs républicaines. C’est en les connaissant, en les pratiquant dès l’enfance que ces valeurs républicaines feront partie intégrante de la vie de l’adulte.

Novo livro de Manuel Castells: "Redes de indignación y esperanza"

castells redes indignacion esperanza


Depois de ter sido publicado em inglês, com o título Networks of Outrage and Hope, ainda este mês (Novembro/2012) o novo livro de Manuel Castells tem sua versão em espanhol lançada pela Alianza Editorial: Redes de indignación y esperanza. Los movimientos sociales en la era de Internet.
A obra, com dedicatória ao sociólogo francês Alain Tourraine, é um estudo do sociólogo espanhol acerca das recentes mobilizações sociais na Espanha, e de outras ações como "Occupy Wall Street", nos Estados Unidos, além das revoltas no mundo árabe.
O livro é uma importante contribuição para quem quer compreender as novas formas de protesto social no mundo, mediadas  pelas redes de comunicação autônomas na Internet.
Dica de leitura de Manuel Pinto

Filme vai contar história de escola pública democrática


A estudante de cinema da FAAP, Laura Lisboa, 23, ao chegar no último ano da faculdade, assim como grande parte dos universitários, se deparou com a pergunta: qual será o tema do meu TCC?. O que poderia ser um dilema para a jovem, foi uma tarefa relativamente simples. Laura já estava decidida: queria mostrar novas alternativas de se pensar a educação brasileira. Reuniu mais cinco colegas e resolveram abordar algum modelo de escola democrática em São Paulo. Passaram por algumas escolas privadas, até escolher a escola municipal Desembargador Amorim Lima, na zona oeste de São Paulo, instituição que vem desenvolvendo um trabalho inovador na educação pública.
O colégio será palco para o Amarelos, um curta-metragem documental de 15 minutos que pretende mostrar como estudantes do 1o ano do ensino fundamental se relacionam uns com os outros e como acontece o desenvolvimento de sua formação por meio do ambiente não-convencional de ensino. “O nome do filme não destaca apenas uma cor primária, mas também o significado da união entre: amar elos. Ou seja, sintetiza o pensamento coletivo desenvolvido na escola”, afirma Laura.
De acordo ela, a ideia é que o documentário não se resuma a um trabalho universitário. “A pretensão é produzir um filme profissional, que possa participar de festivais e competições”, diz. Para isso, a iniciativa está inscrita na plataforma de financiamento coletivo Catarse para captar recursos que vão ajudar nos custos com transporte, alimentação, equipamentos e finalização do filme. A meta é atingir R$ 17.145,00.
Assista ao trailer do documentário:
 Por que Laura se apaixonou pela Amorim Lima?
Quem chega nessa escola pode até se espantar com tanta liberdade, principalmente alguns pais acostumados a ver seus filhos sentados em fileiras na sala de aula. A principal diferença entre essa e as demais escolas públicas é que ela não segue o método tradicional de ensino, normalmente com o professor à frente da turma abarrotando o quadro negro com conteúdos. Lá, são os estudantes quem carregam e administram seu próprio plano de estudos.
Inspirado no modelo da Escola da Ponte, há seis anos, o colégio Amorim Lima, efetivamente, passou a adotar o projeto português. Em um dia corriqueiro, os estudantes de ensino fundamental 1 e 2 transportam cadeiras de um canto ao outro, recortam papeis e carregam maquetes para a montagem da feira de ciências. Outros sentam-se em roda, do lado de fora. Alguns, do lado de dentro.
Segundo Ana Elisa, diretora da escola há 17 anos, responsável por impulsionar a nova metodologia, a ideia surgiu como forma de minimizar os problemas que haviam na instituição, como evasão, indisciplina e baixa participação dos pais na escola.  “É preciso, antes de qualquer coisa, ter coragem para tocar um projeto como este, e tempo, afinal, todo dia algum aluno entra na diretoria para pedir ajuda ou autorização para fritar um chuchu ou outro legume na cozinha para testar algum experimento novo”, diz Ana Elisa, sorridente. 
Autonomia
Com cerca de 700 estudantes distribuídos em dois turnos, as aulas acontecem em grupos de até cinco integrantes da mesma série. Além disso, cada um recebe acompanhamento individual de um tutor. Os conteúdos são trabalhados por meio de roteiros de pesquisa, separados por eixos temáticos. Cada roteiro tem cerca de 18 objetivos, com perguntas ou tarefas que devem ser respondidas ou desenvolvidas pelo estudante e divididos em áreas como identidade e alteridade, nosso planeta, nosso mundo, vida, saúde e matemática, e organizados a partir das coleções de livros didáticos selecionados pela escola no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).
Embora recebam roteiros iguais, são os alunos quem decidem como administrar seu plano de estudos: podem começar da última tarefa para a primeira ou vice-versa. Ao longo do ano, realizam, em média, 20 roteiros (saiba como é um modelo de roteiro). Além disso, são realizadas atividades como capoeira, artes, laboratórios de ciências, que envolvem diretamente a participação da comunidade.
O método de avaliação também é diferenciado. As notas são atribuídas conforme o desempenho nas atividades em grupo e por meio dos portfólios – espécies de relatórios produzidos pelos estudantes – em que descrevem o que aprendem em cada roteiro. “A vida não é só a escola. Decidimos adotar os roteiros para desenvolver no aluno um processo de aprendizado autônomo, para que ele próprio dê conta do que e como consegue aprender. Cada aluno tem uma forma diferenciada de aprender as coisas”, afirma Ana Elisa. 
Participação comunitária
Segundo a diretora, a ideia central do modelo é despertar nos alunos e em suas famílias a cidadania. O exercício acontece de diversas formas. Uma delas é por meio das festas e eventos na escola, que recebem ajuda direta dos pais, sobretudo na organização. O site e a fanpage do colégio são outros exemplos; são administrados, também voluntariamente, por outros pais, que respondem as dúvidas dos internautas que, muitas vezes, são estudantes de licenciatura que querem aprender com professores veteranos, educadores interessados em dar aulas na escola ou pais à procura de vagas para os filhos. “Quando a família entra na escola e tem um papel social, os pais passam a desempenhar efetivamente sua função como pai de uma criança que faz parte da sociedade”, afirma.

Fonte: Porvir (http://porvir.org/porfazer/filme-vai-contar-historia-de-escola-publica-democratica/201211230

IAMCR 2013 - Media Education Research Section - Call for Papers



A seção de pesquisa sobre Media Education do IAMCR conference está com inscrições abertas para a submissão de artigos. O evento acontecerá na Universidade de Dublin, em Dublin/ Irlanda, de 25 a 29 de junho, 2013. O tema será "Crises, 'Creative Destruction' and the Global Power and Communication Orders". As propostas podem envolver tanto trabalhos individuais quanto painéis coletivos. 
Para quem não conhece, IAMCR significa The International Association for Media and Communication Research.
Veja abaixo informações oficiais do site: http://iamcr.org/s-wg/mcej/med/955-iamcr-2013-mer-cfp:



The MER - Media Education Research Section - warmly accepts paper submissions for the next IAMCR conference to be held at the Dublin City University, Dublin, Ireland, from 25 to 29 June, 2013. "Crises, 'Creative Destruction' and the Global Power and Communication Orders" is the overarching theme proposed to participants, which may be taken into account, when deciding the paper to present. The proposals may involve both individual papers and collective panels.

The Dublin Conference is an opportunity to promote the critical dimension of our research work. It will therefore be appreciated that the proposals go beyond the descriptive dimension. Comparative studies, dialogic approaches and pluralistic methodologies are welcome. At the same time, media education opens interesting possibilities for interaction with other sections, so researchers are hereby encouraged to submit proposals both for thematic tables and joint initiatives with other sections.
Different topics are suggested to the papers, such as media education in relation to:
  • representations and coverage by media
  • digital divide and inclusion projects and results
  • experiences involving innovation and creativity
  • news literacy in times of crisis
  • media and information literacy (MIL) and curriculum developments
  • media literacy, media policies and regulation
  • media literacy education as a tool and field for intercultural communication
  • approaches, experiences and results regarding educators education
  • social networks, connectivity and creativity
  • pedagogical and cultural work in the field of intercultural communication
  • European and internationa policies regarding media literacy education
  • social and economic development dimensions of media and digital literacy
The abstracts should define objectives, theoretical framework and methodological approach, as well as possible contributions for the advancement of knowledge in the field. As a length measure, each submission should have the reference of 400 words. All abstract submissions must be made via the Open Conference System (OCS) at http://iamcr-ocs.org, from 15 November 2012 to 28 January, 2013 (deadline). Early submission is strongly encouraged.

Take into account this overall IAMCR guideline: individuals may submit 1 abstract (paper) per Section or Working Group as lead author, and a maximum of 2 abstracts (papers) to a single IAMCR conference in general. Presenters are expected to bring fully developed work to the conference. Prior to the conference, it is expected that a completed paper will be submitted to Section, Working Group, Session Chairs, and/or Discussants.

We strongly recommend you share this call for papers among researchers who you think may be interested in participating in the conference and to engage in the activities of the section and IAMCR.

For further information about the conference, please contact the Local Organizing Committee (LOC) accessing the Conference website at: http://iamcr2013dublin.com

Por uma nova forma de ensinar

Idealizador da Escola da Ponte critica maneira como tecnologia é usada em sala e chama de "miserável" formação de professor no Brasil



Eduardo Vanini/ O Globo (RJ) - Não existe um modelo padrão de ensino. Cada escola deve se organizar para atender a seus alunos. Quem defende a ideia é o educador José Pacheco que, por mais de 30 anos, dirigiu a inovadora Escola da Ponte, em Portugal, onde o aprendizado é pautado pela confiança entre estudante e professor: não há salas de aula tradicionais, grade curricular ou provas. Os bons resultados da instituição dão a Pacheco autoridade para questionar o método de ensino atual. Na era das redes sociais, ele defende o compartilhamento do conteúdo escolar pelos alunos, levando a uma construção coletiva do saber. O educador também classifica como “miserável” a formação dos professores no Brasil.
— Nada acontece de diferente quando a teoria antecede a prática. É preciso uma ruptura com os modelos convencionais, em busca de uma nova escola, que se organize em torno dos valores que unem as pessoas atendidas. A escola não é um edifício, mas um espaço social — comenta o português, que participará do Conecta, evento sobre novas tecnologias e educação, que ocorre quarta e quinta-feira, no Rio.

Pacheco é um dos idealizadores da Escola da Ponte, na pequena Vila das Aves, a 30 quilômetros do Porto. Na instituição, os alunos se agrupam de acordo com sua área de interesse. Não há divisão por séries. Monitorados por professores, o estudante faz seu plano de metas baseado no conteúdo sugerido pelo Ministério da Educação. A metodologia ganhou fama global. Encantado, o escritor e educador Rubem Alves escreveu trabalhos como “A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir” (2003). Cerca de cem instituições no Brasil mudaram para, de certa forma, seguir o exemplo.

O próprio Pacheco está envolvido numa iniciativa que segue essas premissas, em Cotia (SP). Com 440 alunos, cujas famílias têm rendas de até três salários mínimos, o Projeto Âncora serve ao pré-escolar e ao ensino fundamental, sem turmas definidas. O aprendizado se dá conforme o interesse dos alunos, que assimilam o conteúdo e o compartilham no ambiente escolar.

— É um trabalho de formiguinha. Na implantação do projeto, rejeitamos tudo que não interessa. Aulas e séries são um obstáculo para o crescimento humano — diz ele.

Os resultados, segundo Pacheco, são animadores. Alunos marcados pela exclusão recebem atenção que nunca tiveram. Em seis meses, crianças analfabetas aprenderam a ler, e os professores embarcaram na novidade.

Mas o educador se mostra preocupado com o quadro geral do ensino no Brasil e no mundo. Na opinião dele, os métodos em voga estão obsoletos desde o fim do século XIX.

— Basta dizer que, no Brasil, esse tipo de educação dá origem a 24 milhões de analfabetos funcionais. Não adianta ser a sexta economia do mundo, quando se ocupa os últimos lugares em rankings de educação — critica Pacheco, para quem o despreparo das escolas fica latente diante de questões atuais como o bullying. — Muitas escolas suspendem ou expulsam alunos, instalam câmeras de segurança. Deveriam ser adotadas novas formas de diálogo.

Para resolver esse problema, diz ele, é essencial investir na formação de educadores:
— A formação de professores no Brasil, não hesito em dizer, é miserável. Parte de princípios errados, como aquele de que a teoria pode anteceder a prática. Não adianta colocar jovens na faculdade e enchê-los com teorias ultrapassadas. Eles perpetuarão esse modelo.

Pacheco diz que a renovação deve englobar a forma como as recentes tecnologias são aplicadas no ensino. Em tempo de redes sociais, não basta apenas introduzir computadores e mudar o velho quadro-negro pelo monitor digital.

— Mesmo nos EUA e na Europa, o modelo convencional de educação continua. As novas tecnologias contribuem para a mesmice, quando deveriam proporcionar o compartilhamento de conteúdo entre os alunos. Se as escolas entenderem isso, podem migrar de um modelo em que os estudantes são como papagaios repetindo a lição para um ambiente onde ocorra, de fato, a construção do saber — diz o educador. 

 Os jovens precisam ser incentivados a reconstruir uma sociedade doente e usar as tecnologias para fazer isso criticamente. Noto que essas ferramentas contribuem para que os alunos se tornem solitários. Isso é uma regressão.

Fonte: O Globo (RJ) 26/11/2012 http://oglobo.globo.com/educacao/por-uma-nova-forma-de-ensinar-6766027#ixzz2DKhSl2W8

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pesquisa americana mostra que quase metade dos jovens navega enquanto dirige


Um hábito perigoso está aumentando com a popularização de smartphones: navegar enquanto dirige. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada por uma seguradora nos Estados Unidos, que diz que 48% dos jovens entre 18 e 29 anos navegam no telefone enquanto dirigem.
De acordo com o site Digital Trends, um estudo semelhante feito em 2009 mostrou que esse número era de 29%.
Além do risco de acidentes, usar o telefone enquanto fala, de acordo com a legislação brasileira, é infração média, passível de multa de R$ 85,13 e perda de 4 pontos na carteira.
Fonte: Yahoo Notícias