quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Fundação Knight premia ferramentas digitais que integram comunidades em todo o mundo

Imagem conceitual do projeto We Farm
A construção de uma plataforma open source para comunidades criarem suas próprias estações de rádio em Uganda; um aplicativo para autenticar fotos e vídeos enviados por cidadãos para grandes jornais e uma rede de contatos por meio de mensagens SMS para produtores de café, no Peru, Quênia e Tanzânia. Essas são algumas das propostas vencedoras do Knight News Challenge 2013, concurso financiado pela Fundação Knight que nesta rodada de investimentos destacou iniciativas mobile. Foram destinados US$ 2,4 milhões para 8 projetos vencedores.
Com as diversas ferramentas digitais disponíveis, em todo o mundo internautas tornaram-se repórteres informais e um dos desafios é justamente confirmar a autenticidade dos materiais publicados. Um desses aplicativos, o InformaCam, permite que usuários insiram metadados em vídeos e fotos enviados aos veículos de comunicação. O programa está sendo desenvolvido pelo Guardian Project em parceria com a Witness, organização internacional de direitos humanos.
Junto ao material poderão ser anexadas informações como nome do interlocutor, quando e onde foi produzido. Dessa forma, um furo de reportagem, evidências de um crime de guerra em uma zona de conflito armado ou registros de manifestações populares captados por jornalistas-cidadãos poderão ser vistos com menos desconfiança por editores e diretores de jornais.
Dos territórios em guerra para as plantações em países em desenvolvimento. A iniciativa 'We Farm' visa integrar uma rede de pequenos produtores agrícolas de diferentes continentes para que possam compartilhar entre si via SMS informações e dicas sobre suas colheitas. Presente em 14 países, a fundação Cafédirect Producers vai capitanear o projeto e facilitar a divulgação de ideias simples, porém inovadoras para melhorar a produção. Dessa forma, um fazendeiro da Tanzânia, por exemplo, poderá trocar experiências por celular com famílias do Quênia com mais facilidade.
Outra ação beneficiada pela Fundação Knight, e que também tem como objetivo integrar comunidades, é o RootIO, idealizado por Chris Csikszentmihalyi, ex-diretor do Centro de Mídia Cidadã do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. O RootIO é um kit open source que permite a criação de uma microestação de rádio utilizando apenas um smartphone e um transmissor. O trabalho será implantado em Uganda em parceria com a Unicef.
Graças aos investimentos, grupos indígenas localizados na Amazônia peruana poderão, em breve, relatar para todo o mundo o que acontece na área. Essa é a meta da Digital Democracy, organização sem fins lucrativos que pretende produzir e distribuir kits de ferramentas open source, principalmente para divulgar os impactos negativos da exploração de minério na região.
Quem tem inúmeras histórias familiares para contar, deve acompanhar os próximos passos da trajetória do TKOH, estúdio de design localizado em Nova York responsável pela criação do Thread. Por meio do aplicativo para tablets, seus idealizadores pretendem que pessoas de todas as idades registrem com facilidade em vídeo e áudio histórias e casos que, por sua natureza oral, correm o risco de se perder com o tempo. Nos próximos meses, a empresa vai fazer testes em diferentes cidades norte-americanas começando pela área rural do Novo México.
Fonte: Nós da Comunicação (André Bürger) com informações da Knight Foundation

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