segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Novas abordagens da regulação dos media e da literacia mediática

Por Manuel Pinto

No artigo "Paradigms of Civic Communication" que acaba de ser publicado na revista International Journal of Communication (nº 7, 2013, pp.173–187), os seus autores, Jay G. Blumler e Stephen Coleman, propõem, a dado passo, a necessidade de definir novas prioridades para a investigação. Uma delas designam-na por "Novas abordagens da regulação dos media e da literacia mediática" e explicam-na desta forma:
"De todas as áreas da investigação em comunicação política que tiveram de ser reconsideradas e revistas nos últimos anos, as relativas à política regulatória e à literacia para os media(não raro dois lados da mesma moeda) foram as mais afetadas, obviamente. Como tem mostrado o Inquérito Leveson no Reino Unido, as tentativas de estabelecer princípios de conduta ou de marcos regulatórios a uma parte dos meios de comunicação contemporâneos podem falhar quando aplicadas a outros. Conceber um conjunto transversal de políticas de comunicação para o serviço público é incomparavelmente mais difícil na era dos media globais e multiplataforma do que ocorria na era da radiodifusão nacional, quando o espectro era escasso. Por mais difícil que tal pesquisa de política possa ser, os estudiosos dos media têm um papel importante a desempenhar no exame de como diferentes políticas são ou não operativas em diferentes contextos e no pensar criativamente sobre estruturas mais adequadas para servir o bem cívico (Lunt & Livingstone, 2012, oferecem ua modelo útil de uma tal abordagem). Por razões semelhantes, a velha ideia da literacia mediática relacionada principalmente com o consumo de mensagens, textos e imagens, ainda que continue a ser relevante para a maioria dos padrões de recepção de media, precisa de ser ampliada para atender as possibilidades de ação e as armadilhas enfrentadas por aqueles que produzem os seus próprios conteúdos de media, seja através dos media sociais ou em colaboração com os media profissionais".
Fonte: Blog Educomunicação 

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