segunda-feira, 1 de julho de 2013

Para aprender a ler os meios...TV argentina mostra retratação de Jabor



TV argentina escolhe trechos do comentário de Arnaldo Jabor (Jornal da Globo) criticando as manifestações no Brasil e, 3 dias depois, desculpando-se.

E mais:


Jabor errou e admitiu o erro. Beleza? Não, não tá beleza não

Por Fábio Porchat
Eu concordo com o Jabor. Ele errou mesmo. Só que não errou cá entre nós. Errou em rede nacional. Errou no Estadão, no Globo, no Jornal da Globo. Errou pra todo mundo ouvir. E errou com convicção. Errou esbravejando, ironizando, sarcástico, errou afirmando. Aí depois ele disse que errou. Beleza? Não, não tá beleza não. Ok, muito legal admitir que errou, assumir que tudo aquilo que ele achava ele já desachou, mas isso não o redime. A opinião dele conta pra muita gente. As pessoas querem saber o que ele pensa, o que ele vê, o que ele conversou com Nelson Rodrigues no último transe dele.
E é aí que eu quero chegar. Como é difícil essa tarefa de dar uma opinião. Dizer que é isso que você pensa e que, obviamente, o que você pensa é o certo. Como defender uma causa com unhas e dentes sabendo que a qualquer momento você pode ser “desmascarado” e perceber que tudo aquilo pelo qual você lutou está errado? Você pode viver uma vida toda embasada numa ideia errada. Imagina? E se o Deus que existe não é o Deus católico, é o Deus Polinésio? E se tomar refrigerante diet fizer bem pro pâncreas? E se?
O problema do “e se…” é que ele torna tudo possível. O “e se…” pode ser usado sempre a favor ou contra. E se curássemos os homossexuais? Olha aí o “e se…” sendo usado pro mal. Nessa discussão sobre a união estável dos homossexuais, com tanta gente sendo contra, consigo até imaginar como deve ter sido um tal mês de maio de 1888. As pessoas devem ter reagido de forma bem parecida com a Princesa Isabel. Uma louca, uma perdida, uma mulher que, com uma assinatura, conseguiria prejudicar uma sociedade inteira. E se meu filho for ao mercado e encontrar um negro comprando tomate? E se eu estiver na praia e ao meu lado, um negro, com sua família negra, estiver tomando sol? E se eles agora quiserem votar? E se as mulheres quiserem votar? E se meu filho vir dois homens se beijando? Socorro! É o fim da sociedade inteira! Maldito Jean Willys e seus comparsas veados que querem destruir a família e o mundo!
Certos acontecimentos são únicos e os “dadores” de opinião precisam percebê-los a tempo. Monteiro Lobato ser um defensor da eugenia dói. Assim como me doeu ver o Jabor falando contra o protesto. Que bom a manifestação ser tão maior que o Jabor e o Datena, e ter seguido em frente mesmo tomando porrada de jornais e de formadores de opinião que não a entenderam. Pelo menos todos perceberam a tempo que o bando de vândalos era na verdade um bando de pessoas que não aguentam mais. Durante a passeata na Sé da ultima terça, no meio da multidão, eu vi uma placa grosseira e hilária que resume tudo o que eu penso a respeito da causa gay. Uma resposta perfeita aos Felicianos da vida. “Meu cu é laico”. Essa é a minha opinião e ponto final!

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