quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Educação de qualidade só existe com o envolvimento da sociedade civil

Por meio de inovação, de informação, de investimento e de controle social, a sociedade pode colaborar com a reforma da educação nacional. O debate sobre essas e outras formas de como a sociedade civil pode se articular aos gestores públicos para melhorar a qualidade da educação marcou o primeiro dia do Congresso Educação: Agenda de Todos, Prioridade Nacional, que começou ontem (10/9), em Brasília, na sede do Conselho Nacional de Educação (CNE).


Embora haja divergências entre os debatedores que compuseram a sessão, todos concordam que a sociedade civil é um ator fundamental na construção de uma educação pública de qualidade. Para os presentes são esses atores sociais – como universidades, empresas, ONGs e parceiros locais – que colaboram com a agenda nacional de educação ao agregar propostas inovadoras que o poder público não tem condições de experimentar.
“A escola da comunidade precisa conversar com os empresários que atuam na comunidade, isso é uma construção de parceria legítima. Não dá pra ter escolas com muros cada vez mais altos, sem diálogo com os jovens e com a comunidade”, defendeu Maria do Salete, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil.
Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) complementou a proposta, dizendo que os problemas da educação só poderão ser solucionados se enfrentados com estratégias conjuntas. Para Leão, o significado de uma educação de qualidade ainda está em disputa e, por isso, é tão importante que a sociedade civil esteja envolvida neste debate.
A discussão que antecedeu essa mesa trouxe como unânime entre os participantes a necessidade de acelerar a melhoria dos resultados da educação no país. Na metáfora de Fernando Luiz Abrucio, pesquisador e coordenador do curso de graduação em Administração Pública da Fundação GetúlioVargas (FGV-SP), “se continuarmos com um relógio em ritmo pós-1988, vamos continuar melhorando, mas a longo prazo. O desafio é saber como fazer avançar esse relógio”.
A Educação Integral foi apontada pelo pesquisador e por outros participantes do debate como uma estratégia elementar para trazer celeridade às mudanças buscadas.  “O fundamental hoje é o ensino com mais tempo, caminhando para integral, com metas estabelecidas”, ponderou Sérgio Besserman Vianna, jornalista e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

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