quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A mídia como corpo docente




A mídia como corpo docente - A capacidade de formação e ensino que a mídia exerce.

Palestra de Mário Sergio Cortella no Fórum Internacional Criança e Consumo (2011).
http://www.forumcec.org.br

Mário Sergio Cortella é filósofo e doutor em Educação pela PUC-SP, é professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da Pós-Graduação em Educação da PUC-SP, na qual está desde 1977. É membro do Conselho Técnico Científico Educação Básica da CAPES/MEC. Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991/1992) e tem experiência na área de Educação, com ênfase em Currículos Específicos para Níveis e Tipos de Educação. É autor de diversos livros, entre eles Nos Labirintos da Moral, com Yves de La Taille (Papirus); Não Nascemos Prontos! ; e Sobre a Esperança: Diálogo, com Frei Betto.

Mídia como Corpo Docente:
Quando pensamos no campo da formação ética e de cidadania, os problemas na educação brasileira não são, evidentemente, um ônus a recair prioritariamente sobre o corpo docente escolar; há um outro corpo docente não-escolar com uma estupenda e eficaz ascendência sobre as crianças e jovens.

Expertos de la UNESCO destacan la Alfabetización Mediática e Informacional como competencia clave para el siglo XXI

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La reunión de expertos de la UNESCO previa a la Cumbre Mundial sobre Sociedades de la Información considera que la Alfabetización Mediática e Informacional (AMI) constituye el núcleo central de las competencias necesarias para afrontar el siglo XXI.  
Así lo han hecho saber en el primer encuentro previo a la Cumbre Mundial sobre Sociedades de la Información, que está teniendo lugar desde este lunes 25 de febrero en la sede de la UNESCO en París.
Los expertos señalan el papel esencial que estas juegan en la educación, en el aprendizaje a lo largo de la vida, la democracia y los derechos humanos. Así lo defendió la investigadora de la Universidad de Hong-Kong Alice Lee. 
De manera general, los expertos reclaman un concepto de AMI abierto al reconocimiento de la diversidad socio- cultural, en tanto necesidad universal. 
José Manuel Pérez Tornero, director del Gabinete de Comunicación y Educación, defendió en el encuentro la idea de que existen muchas AMI posibles, en depedencia del contexto y la cultura de que se trate. Por tanto, afirmó, "no podemos considerar que sólo hay un camino para la AMI; hay muchas opciones, y, muy probablemente algunas de estas opciones reflejarán conflictos de poder, económicos, y de todo tipo".
La investigadora argentina Roxana Morduchowicz se pronunció en el mismo sentido a favor de relacionar la AMI con las exigencias de democratización y ampliación de las libertades que viven muchos países en el mundo, especialmente en América Latina, los países árabes o Asia. 










También se reclamó una visión crítica ante las nuevas competencias mediáticas de los jóvenes. La llamada netgeneration puede ser un ejemplo para los adultos por sus capacidades técnicas y su desarrollo mediático. Sin embargo, "los jóvenes también requieren orientación y protección por parte de los adultos en este mundo virtual", puso de relieve el investigador egipcio Samy Tayie.
Esta opinión fue compartida por un grupo de estudiosos norteamericanos, que sostuvo la necesidad de que la AMI  fortalezca la comprensión del mundo por parte de los jóvenes. En muchas ocasiones las generaciones más jóvenes pueden tener dificultades para percibir la coherencia de tanta información fragmentada y dispersa que tienen disponible. 
La UNESCO ha reunido en su sede central de París a miles de expertos de todo el mundo sobre Sociedades de la Información a nivel mundial.
El subgrupo encargado de la AMI continuará trabajando y debatiendo en estos días en la posibilidad de crear indicadores sobre AMI, un ámbito en que la UNESCO viene trabajando desde hace años.
Fonte: Gabinete de Comunicación/ UAB (Gloria Baena - 27/02/2013)

Sobre McLuhan



Na comemoração dos 100 anos de Marshall McLuhan o professor Aluísio Trinta fala na Faculdade de Comunicação da UnB sobre sobre o Canadá e McLuhan, quando foi seu aluno.

Vídeo compartilhado do perfil "Cem Anos de McLuhan", do Facebook (http://www.facebook.com/cemanosde.mcluhan).

Infância e Comunicação: Marcos legais e políticas públicas acontece dia 5 de março


Em sincronia com o Seminário Internacional Infância e Comunicação (de 6 a 8 de março), a ANDI - Comunicação e Direitos e seus parceiros realizarão, em 5 de março, de 9h às 18h, o evento Infância e Comunicação: Marcos Legais e Políticas Públicas. Aberto ao público e gratuito, não necessita de inscrição prévia.

O evento acontecerá no Congresso Nacional, em Brasília, com a participação de especialistas nacionais e internacionais, além de parlamentares identificados com a agenda temática. Ambos estarão também no seminário internacional que acontece no dia seguinte

Entre os temas a serem explorados estão Publicidade infantil, classificação indicativa e proteção da imagem da criança e do adolescente na mídia. Questões fundamentais para a garantia e a defesa dos direitos das crianças e adolescentes brasileiros e sobre as quais o parlamento possui um papel estratégico.


Nomes como Susan Linn (autora do livro Criança do Consumo), Cecilia von Feilitzen (coordenadora Científica da International Clearing House on Youth, Children and Media) e Marta Mauras (vice-presidente do Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança) se juntarão ao debate com o objetivo de mostrar como a comunidade internacional está se mobilizando para garantir os direitos de meninos e meninas na esfera da comunicação e como o Brasil pode utilizar a experiência externa para construir e aprimorar seus marcos legais. 
Durante o encontro também serão apresentados três papers desenvolvidos exclusivamente para o evento. Um deles busca identificar oportunidades de convergência de esforços para promover o reconhecimento das indústrias de tabaco e de alimentos ultra-processados como vetores de doenças. Outro demonstra a importância do Estado na elaboração e implementação de medidas de restrição à publicidade e ao marketing dirigido às crianças. E o terceiro estudo tem como objetivo jogar luz no debate sobre as práticas de auto-regulação no campo da classificação indicativa.
O evento acontece no momento em que pautas como classificação indicativa e publicidade infantil estão ganhando destaque e visibilidade em função da crescente influência da mídia nas sociedades contemporâneas, em especial junto ao público infanto-juvenil. Por isso, a necessidade constante de aperfeiçoamento dos marcos legais e políticas públicas referentes ao setor.
Quem realiza
A iniciativa é uma realização da ANDI – Comunicação e Direitos, da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (órgão da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República), da Secretaria Nacional de Justiça (órgão do Ministério da Justiça) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
O encontro também articula os esforços de três Frentes Parlamentares da maior relevância: a dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente; a pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular; e a pela Cidadania LGBT.
Programação
Infância e Comunicação: Marcos legais e políticas públicas

05 de março de 2013 (terça-feira)
MANHÃ

9h – Mesa de Abertura Institucional
 Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) – Presidente do Senado Federal
 Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)  – Presidente da Câmara dos Deputados
 Senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e Deputada Érika Kokay (PT-DF)
– representantes da Frente Mista dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente
 Deputada Luiza Erundina (PSB-SP) – representante da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito  à Comunicação com Participação Popular
 Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) – representante da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT
 Maria do Rosário Nunes – Ministra da Secretaria de Direitos Humanos
 José Eduardo Cardozo – Ministro da Justiça
 Maria Izabel da Silva – Presidente do Conanda
 Aurélio Rios – Procurador Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal
 Gary Stahl – Representante do Unicef no Brasil
 Cenise Monte Vicente – Presidente do Conselho da ANDI

10h – Mesa sobre Publicidade Infantil
 Susan Linn (Diretora Associada do Centro de Mídia Infantil Judge Baker, em Boston, e autora do livro  Criança do Consumo – Estados Unidos)
 Juliana Pereira da Silva (Secretária Nacional do Consumidor  do Ministério da Justiça – Brasil)

 Pedro Hartung (Advogado da área de Defesa do Instituto Alana)
 Paula Johns (Diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo – ACTbr) e  Fabio Gomes (Secretário de Relações Exteriores da Associação Mundial de Nutrição e Saúde Pública / Nutricionista do Instituto Nacional de Câncer)
 Dep. Nazareno Fonteles (Deputado Federal – PT-PI)
 Coordenação: Senadora Lídice da Mata (PSB-BA)


TARDE
14h – Mesa sobre Classificação Indicativa 
 Cecilia von Feilitzen (Coordenadora Científica da International Clearing House on Youth, Children and Media – Suécia)
 Paulo Abrão (Secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça – Brasil)
 Fernando Paulino (Professor do Laboratório  de Políticas de Comunicação – LaPCom – da Universidade de Brasília – UnB)
 Dep. Paulo Henrique Lustosa (Deputado Federal – PMDB-CE)
 Coordenação: Deputada Luíza Erundina (PSB-SP)

16h  – Mesa sobre Proteção da Imagem da Criança e do Adolescente na Mídia (com foco especial no Adolescente em Conflito com a Lei)
 Marta Mauras (Vice-Presidente do Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança – Suíça)
 Angelica Goulart  (Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – Brasil)
 Deputado Jean Wyllys  – PSOL-RJ (Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT)
 Coordenação: Deputada Erika Kokay (PT-DF)

Serviço:


O quê: Evento Infância e Comunicação: Marcos Legais e Políticas Públicas
Quando: 5 de março de 2013, das 9h às 18h
Onde:
Manhã (9h às 12h): Plenário 2 (Corredor das Comissões)
Tarde (14h às 18h): Auditório Antonio Carlos Magalhães (Interlegis)
Saiba mais em http://goo.gl/OSuGu.

Pesquisa mostra importância de HQs no aprendizado sobre saúde

As histórias em quadrinhos são muito eficazes no aprendizado das crianças sobre questões de saúde. A conclusão é da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp, que realizou um estudo para avaliar o potencial deste método no esclarecimento e informação de jovens sobre os distúrbios do sono. Segundo a autora da tese Eleida Camargo, que é designer e doutora em ciências, apesar de a pesquisa ter sido feita sobre um tema específico, é bem provável que seus resultados possam também valer para outros assuntos da área da saúde. “Escolhemos os distúrbios do sono, mas poderíamos ter feito sobre diabetes, hipertensão, etc. Por aproximação, podemos dizer que essa técnica funcionaria para outras áreas”, esclarece.

O objetivo do estudo era elaborar histórias em quadrinhos sobre os distúrbios do sono mais comuns e testar o quanto elas poderiam informar corretamente as crianças. Foram considerados 548 alunos de 6 a 10 anos de escolas públicas e privadas. Em primeiro lugar, foi feito um levantamento dos prontuários médicos do Ambulatório de Neurosono da Unifesp para que fossem identificados os principais distúrbios de sono e o nível de informação que os pacientes tinham sobre as doenças. Baseado nisso, foram eleitos quatro problemas principais, que se revelaram prevalentes e/ou pouco conhecidos dos pacientes: ronco, higiene do sono (que são as medidas que levam a um sono tranquilo e saudável), apneia obstrutiva do sono e síndrome das pernas inquietas. “A partir disso, desenvolvemos personagens para as histórias. Nos preocupamos em aplicar características inerentes às crianças que têm esses distúrbios. Por exemplo, a personagem que tem apneia obstrutiva é pequena, porque essa é uma das consequências do problema, a criança não cresce como deveria”, explica a autora. Por fim, de três historinhas desenvolvidas pelo estudo, uma foi testada nos escolares.

O método consistiu em visitar as crianças nas escolas e entregar a elas um questionário com três questões relacionadas ao ronco e higiene do sono. Em seguida, os alunos leram uma história em quadrinhos sobre o tema e, na sequência, responderam novamente ao mesmo questionário. As respostas dadas antes e depois da leitura foram então comparadas, e observou-se que:
- Em relação ao hábito de tomar leite morno antes de dormir, que é uma conduta indicada para o sono saudável, 66,8% das crianças considerava que a prática é saudável antes de ler a história. Após a leitura, esse número cresceu para 84,5%.
- Quanto ao ronco, 57,9% achava, antes da leitura, que o hábito é normal e, após, apenas 37,3% fizeram essa afirmação.
- 39,6% das crianças acreditava que o ronco poderia ser um sintoma, ou seja, sinal de que algo está errado na saúde. Depois de ler a história em quadrinhos, esse percentual cresceu para 61,4%.
- Antes da leitura, 42,1% considerou que todo mundo ronca, e 23,4% disseram que roncar não é educado. Depois dela, somente 25,6% assinalou que todos roncam, e 19% considerou a prática como falta de educação.
- Não foram identificadas distinções entre gênero e condição socioeconômica no que diz respeito à compreensão do conteúdo dos quadrinhos.

“Constatou-se que houve diferença significante entre as respostas corretas, antes e depois da leitura, o que pode indicar a eficácia dessa ação de educação em saúde”, afirma Eleida.
Quadrinhos: mais eficazes que leitura?

“Na área de educação e saúde, é muito mais eficaz a comunicação que considera o público. Muito do material é desenvolvido em forma de panfletos por médicos e profissionais da área de saúde em geral, que não são comunicadores. Por isso, há um predomínio da visão do especialista sobre o repertório do paciente. No caso dos pacientes pediátricos, a história em quadrinhos tende a ter eficácia superior a uma estratégia tradicional de leitura do texto, pois ela é muito mais sedutora para este público”, argumenta Eleida, que defende a adoção deste recurso na educação infantil. “Eu indico não só o uso dos quadrinhos, mas também de outras estratégias lúdicas, como contador de histórias e brinquedos. Toda estratégia multissensorial tende a ser mais eficaz do que apenas um apelo. Os quadrinhos envolvem percepção visual e o texto em si, e, independente do tema que tratam, essa relação de imagem e texto ajuda muito na compreensão do conteúdo e estimula a criança a ler mais”, discorre.

Segundo a especialista, apesar da pouca pesquisa na área, a importância das histórias em quadrinhos no aprendizado infantil já é bastante reconhecida pelo poder público. Ela diz que há anos existe um incentivo do Governo Federal para que se aumente o acervo de histórias em quadrinhos em bibliotecas públicas, bem como um reconhecimento dos próprios professores, que usam a técnica em sala de aula.

Mais sobre os distúrbios do sono
A pesquisadora enfatiza que é importante conhecer os sinais dos distúrbios para que o diagnóstico seja feito de modo rápido e preciso. “A apneia obstrutiva é considerada um distúrbio do sono grave e traz muitas consequências, especialmente para a criança. Se isso persiste, essas deformidades são irreversíveis. O tratamento na fase adulta, muitas vezes, só pode ser cirúrgico”, alerta a especialista, advertindo que a operação é de grandes proporções, uma vez que interfere diretamente na ossatura da boca. “É fundamental ampliar as possibilidades de tratamentos menos invasivos e mais eficazes, principalmente na fase escolar, entre os 6 e 10 anos de idade”, diz Eleida, referindo-se também aos tratamentos medicamentosos.

Higiene do sono: as indicações para se ter um sono saudável incluem não fazer exercícios físicos ou ingerir cafeína (presente no café, chá, chocolate, guaraná, entre outros) por, pelo menos, duas horas antes de dormir, não comer muito antes do sono, beber leite morno (sem chocolate) antes de ir para a cama e diminuir a luminosidade do quarto.
  
Apneia obstrutiva: são pequenas paradas respiratórias que acontecem durante toda a noite sem que a pessoa perceba. Dentre os prejuízos estão irritabilidade pela manhã, no caso das crianças, e sonolência, no caso dos adultos, dificuldade de memorização, déficit cognitivo e consequente piora no aproveitamento escolar, crescimento não adequado, uma vez que o hormônio do crescimento não é liberado plenamente quando não se chega ao estado de sono profundo, e deformidades craniofaciais, que trazem prejuízos fonoaudiólogos e ortodônticos.

Síndrome das pernas inquietas: é a necessidade de movimentar as pernas causada por uma sensação de formigamento, agulhada ou dor incômoda no momento de repouso. Nos adultos, é mais comum na hora de dormir, o que obriga o paciente a levantar e fazer caminhadas até que a dor passe (por isso, pode ser confundida com insônia). Nas crianças, geralmente se manifesta pela manhã, e, no caso do aluno que estuda neste horário, não raro é confundida com hiperatividade, uma vez que ele não consegue ficar sentada durante a aula.

O problema pode ser hereditário ou estar ligado à falta de ferro no sangue – tanto que é comum nas mulheres grávidas e em período menstrual, situações em que há uma redução deste componente no organismo. Justamente por ser frequentemente confundida com outros problemas, a condição tem de ser investigada junto a um especialista para que o tratamento seja adequado.

Inscripciones abiertas para webinario en español sobre periodismo investigativo

Lise Olsen
El Centro Knight ofrecerá el lunes 4 de marzo el webinario de dos horas en español, "Técnicas de Periodismo Investigativo".

Las inscripciones ya están abiertas para el webinario en vivo de dos horas que se llevará a cabo el lunes 4 de marzo a las 9 a.m. (tiempo de Austin, Texas/ En Brasilia, a las 10h24). Haga click aquí para averiguar la hora correspondiente en tu ciudad.La instructora del webinario será la reportera del Houston Chronicle, Lise Olsen, quien cuenta con 20 años de experiencia como periodista investigativa y especialista en reportear con asistencia de la computadora. Ha sido nombrada en dos ocasiones como la reportera del año por los Editores de Medios de la Prensa Asociada. Ha trabajado antes como periodista en Nebraska, Virginia, Mexico y Washington D.C. Olsen fue una de las directoras fundadoras del proyecto Reporteros y Editors Investigativos en México y ha entrenado a periodistas en más de 10 países.

El webinario de Olsen ayudará a los participantes a aprender cómo decidir qué investigar y cómo obtener los documentos, fuentes y datos necesarios para una investigación. Además, hablará sobre cómo llevar a cabo investigaciones de alto impacto bajo presiones de tiempo.
El webinario también destacará la importancia del periodismo investigativo en el complejo panorama mediático de hoy en día y cómo se puede realizar a pesar de las limitantes de tiempo, las múltiples responsabilidades y otras complicaciones en las redacciones.
"El periodismo investigativo es la categoría más alta de nuestra profesión - a través de este tipo de notas los reporteros pueden contribuir a exponer la corrupción, corregir males y dotar de poder a los que no lo tienen", dijo Olsen.
El número de participantes es limitado y las inscripciones se llevarán a cabo a través de este link. Las inscripciones permanecerán abiertas hasta el domingo 3 de marzo hasta las 5 p.m. (hora de Austin). Aquellos que participen en el webinario deberán pagar en línea una cuota administrativa de 15 dólares. Aquellos que participen en el webinario recibirán un certificado por parte del Centro Knight.
Un webinario funciona al igual que un seminario o presentación en persona. Los participantes podrán escuchar al instructor y ver en sus pantallas la presentación en PowerPoint, al igual que otros materiales visuales y demostraciones. También podrán interactuar con el instructor a través del chat para hacer preguntas o comentarios. Los participantes necesitarán una conexión de banda ancha al Internet y es altamente recomendado utilizar audiífonos.

Revista Comunicando abre inscrição para artigos

Dia 28 de Fevereiro inicia a chamada de trabalhos para a 2ª edição da Revista Comunicando. "Tecnologias de informação, novos media e literacia digital" é o tema desta edição.



Informações: www.revistacomunicando.sopcom.pt

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Inesc e Fundação Abrinq propõem agenda propositiva para crianças e adolescentes em 2013

Nos dias 28/02 e 01/03, no Hotel Naoum Express, em Brasília, o Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) e a Fundação Abrinq promovem a Oficina "Agenda Propositiva para Crianças e Adolescentes 2013", que reunirá cerca de 40 instituições da sociedade civil. 

A ideia do evento é organizar estratégias de comunicação, mobilização e incidência política em torno das proposições legislativas que tramitam no Congresso Nacional, envolvendo a sociedade civil organizada. Por isso, serão apresentados durante a oficina, dois estudos. Um envolvendo as propostas legislativas da Câmara dos Deputados e Senado Federal; outro, contemplando o Orçamento Criança e Adolescente (OCA).

A abertura do evento deve contar com a participação da Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República,Angélica Goulart. Ainda no primeiro dia, a Oficina recebe o embaixador do Canadá no Brasil, Jamal Khokar e o advogado e coordenador do programa Ação na Justiça da ONG Ação Educativa,Salomão Ximenes, que apresentará o estudo sobre as proposições legislativas. 



Já no segundo dia, o encontro contará com a presença de Francisco José Sadeck Filho, mestre em políticas públicas pela UERJ, que apresentará  pesquisa sobre o Orçamento Criança e Adolescente.

De acordo com Heloísa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq, não se pode desistir da reeducação e ressocialização dos adolescentes autores de ato infracional, acreditando que a simples redução da idade penal solucionará o problema da violência. “Não podemos nos agarrar às soluções simplistas, posto que problemas complexos necessitam de soluções sistemáticas. Por isso, é preciso que se implementempolíticas públicas intersetoriais efetivas voltadas à criança e ao adolescente”, completa.


Serviço:
Datas: 28/2 e 1/3
Local: Naoum Express Brasília - SHS
Endereço: Quadra 3 – Bloco J – Brasília (DF)
Horário: 9h às 18h

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Prensa Escuela tuvo su lección inaugural

Con la conferencia “Lectura, información y escuela: una relación necesaria”, Prensa Escuela (Programa del periódico El Colombiano, de Colombia) inauguró 2013, un año que se espera ofrezca múltiples oportunidades de formación para docentes y estudiantes.

El bibliotecólogo y magíster en Estudios Políticos de la Universidad de Antioquia, Didier Álvarez Zapata, expuso a más de 100 docentes y directivos docentes sus posturas sobre la importancia del uso de la información en el proceso de formación de los niños y jóvenes.
Álvarez empezó invitando a las personas a enamorarse de la palabra, a habitar el reino que es esta y que necesitamos. “La palabra es el reino de los hombres. No todos los docentes son maestros pero todos tienen la posibilidad de transformar el mundo”. Y agregó: “Hay que hacer una reivindicación respetuosa y amorosa del lenguaje porque él nos contiene”.

Lectura y escritura para una mejor ciudadanía

“La lectura permite la práctica de una mejor ciudadanía”, afirmó Didier Álvarez. Los cuestionamientos sobre por qué se promueve tanto la lectura y no la escritura en la sociedad apuntaron al ámbito político: “Pareciera que son unos pocos los que tienen el derecho de escribir. Cuando la palabra se ‘elitiza’, se convierte en una forma de opresión y de insulto”.
Se necesita rescatar la cultura escrita que está presente en todo: en lo audiovisual, en lo digital, en todos los campos. “Tenemos que rescatar el mundo de la escritura como derecho y no como obligación porque esta cumple una función relacional y comunicacional”.
La lectura y la escritura tienen tres dimensiones esenciales:
  • Dimensión cultural: la lectura y la escritura.
  • Dimensión práctica: el leer y el escribir.
  • Dimensión política: la alfabetización.
La lectura y la escritura, que son el capital simbólico del mundo, abren diversas posibilidades a las personas en tanto sus sentidos están dispuestos intelectualmente para informarse, para entender su entorno y hacer valer sus derechos y deberes, dijo Didier, quien citó a diversos teóricos para fortalecer sus ideas.

La necesidad de Prensa Escuela

La alfabetización y Prensa Escuela buscan que las personas, sin importar su edad, recuperen la memoria y la voz por medio de la lectura y la escritura, el criterio bien guiado por medios de comunicación responsables que informen… y es que “ninguna sociedad ha vivido sin información”.
“Prensa Escuela es una iniciativa habilitante para que las personas, por medio de la lectura y la escritura, se informen sobre lo que pasa en el mundo pero el hogar debe seguir siendo la primera escuela”, concluyó Didier, con una sonrisa en el rostro.

La frase

“Persistir es una forma de vivir”, afirmó Didier Álvarez Zapata, invitando a los maestros a no dejar de trabajar con la prensa como recurso didáctico frente a las dificultades que se les presenten.

Los asistentes se manifestaron sobre los espacios de capacitación y reflexión de Prensa Escuela

Rubén Darío Ramírez, docente de Lengua Castellana del grado 11°. Colegio Calasanz.
“Estos espacios y Prensa Escuela son una oportunidad para reconocernos en nuestra labor profesional. Nos estamos llenando de nuevas estrategias para llegar a los estudiantes. Ellos son quienes ven el ejemplo en nuestra palabra y la palabra lo es todo. En ella está la existencia y el amor por lo que hacemos. La palabra es el sentido de la vida”.
Esther Lucía Duque Restrepo, docente de Ciencias Naturales de 7° a 11°. Institución Educativa Ángela Restrepo Moreno de San Antonio de Prado.
“He trabajado la investigación en ciencias naturales con mis estudiantes y me parece esencial que los muchachos escriban. No importa la asignatura o el proyecto, les insisto que hay que escribir y leer. Es la primera vez que vengo a un espacio de Prensa Escuela y creo que esta es una oportunidad maravillosa para los docentes y los estudiantes”.
Encuentra en este enlace una galería del evento:
Por: Andrés Felipe Salgado Céspedes, aprendiz del Área de Comunicaciones y Relaciones Públicas EL COLOMBIANO.
Fotografías: Manuela Palacio Hernández de EL COLOMBIANO.

Você cuida das suas pegadas digitais?


Compartilhamos acima a ilustração de Silvano Mello para que você possa levar para a sala de aula e fazer um debate bem legal com seus alunos sobre o tema "Pegadas Digitais". Abaixo, para complementar, há um texto publicado em abril de 2012 na Revista Dinheiro Vivo, sobre a importância de prestar atenção ao que é postado na rede, porque tudo é analisado na hora de uma empresa selecionar um candidato. 

O seu futuro chefe sabe tudo o que você faz online


CV


Os empregadores já não se limitam a vasculhar a vida dos candidatos online, agora têm sistemas automáticos melhorados que o fazem por eles: são mais precisos, têm mais capacidade e, acima de tudo, são mais frios. Se nunca se preocupou com a “pegada digital”, é melhor começar a ter cuidado.

Seja bem-vindo à procura permanente de emprego. A partir de agora, todos vamos estar "à procura" de um emprego mesmo quando, na realidade, não estamos à procura de emprego. Os empregadores estão a pesquisar cada um de nós no mundo digital 24 hora, sete dias por semana, 365 dias por ano. Os nossos currículos estão disponíveis perpetuamente online, em várias formas, sendo que controlamos algumas e outras não. Aqueles que fizerem os esforços necessários para maximizar as suas reputações digitais serão recompensados: serão as oportunidades a encontrá-los. Os que não o fizerem ficarão de fora da jogada.
Veja como funciona:
1. A nossa informação está reunida online. Toda a nossa informação - desde perfis nas redes sociais e CV digitais, passando por transações com cartão de crédito e utilização de aplicações ao resto da nossa "pegada" digital - está a ser reunida por terceiros. Isto inclui informação que escolhemos publicar ("Sou um pequeno empresário na Flórida."), informação que outros publicam sobre nós ("A Sara é ótima a trabalhar em equipa."), e informação que é agregada e partilhada nos bastidores sem o nosso conhecimento ("O João passa 400 minutos em sites de desporto e gasta 230 euros em alimentos gourmet por mês.").
2. Os dados são analisados. Máquinas compilam perfis demográficos e psicográficos de cada um de nós, com base em todos os dados disponíveis por aí. Somos todos "marcados" de diferentes maneiras. Uma das “marcações” mais familiares serve para fins de marketing: corretores de dados dizem aos anunciantes quem devem visar para anúncios sobre equipamento para caminhadas, por exemplo. Mas cada vez mais os mesmos grupos de dados sobre nós estão a ser marcados para outras razões, muito mais importantes, incluindo empregabilidade.
3. Os empregadores usam a análise de dados para nos avaliar. Os recrutadores e responsáveis por contratações já confiam fortemente na internet para pesquisar candidatos a emprego. Vários estudos mostram de forma convincente que mais de 75% dos empregadores pesquisam ativamente os candidatos online. E mostram ainda que mais de 70% decidiram não contratar um candidato com base naquilo que encontraram. Os recrutadores têm demonstrado que não pesquisam pessoas só nos motores de busca, mas que vão muito mais fundo, aos perfis das redes sociais, perfis de compras, sites de jogos online, classificados e sites de leilões (pense, por exemplo, no eBay e craigslist) - e até em mundos virtuais como o SecondLife! Este tipo de comportamento dos empregadores é muito semelhante em todo o mundo.
4. Mas espere - há mais... Agora estes mesmos empregadores, que se tornaram adeptos de pesquisar e avaliar candidatos manualmente através das suas pegadas digitais, estão a arranjar ferramentas de processamento de dados que tornarão todo o processo de seleção mais rápido. O emprego veio associar-se a outros campos como o ensino superior (fortemente dependente de resultados de testes uniformizados para as admissões), onde pontuações fornecidas por máquinas determinarão o tudo ou nada no nosso destino.
Podemos ilustrar o impacto. Usando a tecnologia atual, um empregador pode pesquisar mil currículos recebidos através de palavras-chave como nome de universidade, nome do empregador anterior e especialização. O computador pode apresentar até três pessoas que encaixam nos critérios do empregador. Este vê os resultados, entrevista os selecionados e contrata um. Mais de 99% dos candidatos nem sequer teve uma vista de olhos. Não foi necessária ou utilizada avaliação humana - para encontrar argúcia, percursos interessantes de carreira, etc. - para chegar ao topo da pilha de cv.
Vamos imaginar como é que isto se parece com a tecnologia do futuro. O computador conhece os perfis digitais dos melhores funcionários da empresa do empregador. Conhece as suas origens; a reputação na internet de profissionalismo, muito trabalho e sucesso; os seus padrões anteriores de experiência profissional e cargos; os seus estilos de colaboração; o que a internet acha que são os seus interesses pessoas e hábitos; como é que são os seus amigos; como é que a vida da sua família é, etc. O empregador diz à máquina que gostaria de contratar um novo e formidável funcionário para o departamento de atendimento ao cliente. A máquina pesquisa então o milhão de pessoas que vive perto da empresa, apresenta três nomes com base nas suas reputações digitais e na semelhança que têm com os melhores funcionários da empresa, e chega até eles. A empresa e os candidatos ficam mutuamente encantados com o resultado.
Isto são boas notícias para os três candidatos com excelente reputação digital. São más notícias para todos os outros 997,999.
O futuro do emprego e da reputação digital vai provavelmente ter uma só direção. As decisões de emprego já estão a ser tomadas pelas pessoas com base nas nossas reputações online. Mas cada vez mais essas decisões serão tomadas só ou quase só por máquinas.
E o que fazer em relação a isto? A boa notícia é que foi a Internet que proporcionou isto, e a Internet pode proporcionar ainda mais.
Fonte: Dinheiro Vivo 17/04/2012 (Michael Fertik é um empreendedor da Internet e CEO com experiência em tecnologia e leis. Fundou a Reputation.com em 2006) - http://www.dinheirovivo.pt/Emprego/Artigo/CIECO042015.html?page=1

Obs: Busque mais textos sobre o tema e divida-os entre os alunos! Isso enriquecerá o debate!

Revista Comunicar nº40 já disponível Online

Já saiu o novo número da Revista Comunicar (Nº 40, Vol. XX, Março 2013), com o tema: "Jóvenes interactivos: Nueva ciudadanía entre redes sociales y escenarios escolares". 

Acesse de forma integral e gratuita na página web: www.revistacomunicar.com

Veja abaixo alguns dos textos da revista!

Preliminares


El Programa «Media» de la Comisión Europea, apoyo internacional a la educación en medios  - José Ignacio Aguaded Gómez, Huelva (España)

Dossier

Jóvenes interactivos: Nueva ciudadanía entre redes sociales y escenarios escolares Juan Bautista Martínez Rodríguez, Granada (España)

Juventud y redes sociales: Motivaciones y usos preferentes Pilar Colás Bravo, Sevilla (España);
Teresa González Ramírez, Sevilla (España) e Juan de Pablos Pons, Sevilla (España)

Interacciones de los jóvenes andaluces en las redes sociales César Bernal Bravo, Almería (España) e Félix Angulo Rasco, Cádiz (España)

La ocupación del tiempo libre de jóvenes en el uso de videojuegos y redes Beatriz Muros Ruiz, Madrid (España)Yolanda Aragón Carretero, Granada (España) e  Antonio Bustos Jiménez, Granada (España)

La «i-Generación» y su interacción en las redes sociales. Análisis de Coca-Cola en Tuenti -
Carmen Marta Lazo, Zaragoza (España)Estrella Martínez Rodrigo, Granada (España) e Lourdes Sánchez Martín, Granada (España)

Aprendiendo sobre el poder y la ciudadanía en un mundo virtual David Buckingham, Londres (Reino Unido) e Carlos Rodríguez Hoyos, Santander (España)

Jóvenes interactivos y culturas cívicas: sentido educativo, mediático y político del 15M Elisa Hernández Merayo, Granada (España)Mª Carmen Robles Vílchez, Granada (España) e Juan Bautista Martínez Rodríguez, Granada (España)

El racismo cotidiano y «Mi experiencia en un tranvía»: emoción, comportamiento cívico y aprendizaje en YouTube Shakuntala Banaji, Londres (Reino Unido)

Desarrollando la comunidad: jóvenes, redes sociales y escuelas Amy Stornaiuolo, Filadelfia (Estados Unidos)Jennifer DiZio, Berkeley (Estados Unidos) e Emily Hellmich, Berkeley (Estados Unidos)


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

El tiempo y la memoria


El tiempo y la memoria
Por Antonio Rodriguez de las Heras - Universidad Carlos III de Madrid

Infância e Comunicação


Por Cristiane Parente

“Quais os principais desafios e oportunidades que se apresentam para as sociedades que buscam fortalecer um ecossistema midiático orientado pelo respeito à liberdade de expressão e pela atuação responsável e informada dos órgãos estatais, das empresas do setor e das entidades da sociedade civil?”

É a partir dessa questão que serão desenvolvidos os eixos temáticos e grupos de trabalho do Seminário Internacional Infância e Comunicação – Direitos, Democracia e Desenvolvimento, que deve reunir 250 especialistas nacionais e internacionais, representantes de governos, empresas de comunicação e organismos da sociedade em Brasília, entre 6 e 8 de março, sob organização da ANDI – Comunicação e Direitos.
Participação social
Quanto mais debate e participação social, mais chance temos de avançar em direção à construção de um ecossistema midiático mais democrático, que respeite os direitos de crianças e adolescentes a partir do que está estabelecido no ECA; que veja a comunicação como direito humano e possibilidade de desenvolvimento.
E, a nosso ver, um ecossistema midiático democrático começa com políticas públicas de Educomunicação que proporcionem às crianças, desde pequenas, o contato com as mídias nas escolas. Não apenas para acessar conteúdos didáticos, nem tampouco apenas para criticar o conteúdo midiático, mas para saber analisá-lo de forma crítica, ter acesso a ele, fruí-lo e discutir a proteção dos direitos e a promoção de conteúdos plurais e de qualidade, inclusive produzidos pelos próprios alunos.
Isso demanda a formação contínua de educadores e o incentivo a uma alfabetização midiática que vai além da escola. Isso não se reduz a um “tecnicismo”, afinal, não estamos falando de aprender técnicas, mas, a partir delas, desenvolver conteúdos com ética, criatividade, responsabilidade e diversidade.
Mídia nas escolas
No Brasil, muitas ações de educação para a mídia, media literacy, educomunicação ou mídia-educação (de acordo com diversas correntes) acontecem fora da chamada educação formal. São ações desenvolvidas por ONGs (notadamente aquelas ligadas à Rede CEP – Rede de Comunicação, Educação e Participação) e projetos de extensão desenvolvidos por universidades brasileiras.
Em termos de políticas públicas nacionais ainda temos muito a avançar, apesar de alguns programas do MEC (Mídias na Educação e Mais Educação) e de municípios como São Paulo (Programa “Nas Ondas do Rádio” e “Imprensa Jovem”) e Rio de Janeiro (MultiRio).
Na Grã-Bretanha o ensino de mídia como política pública remonta à década de 30, quando o foco era o cinema, com o British Film Institute. Só na década de 60 a experiência passa a abranger oficialmente outras mídias; mesmo período em que, no Canadá, as escolas de ensino secundário passaram a ter cursos sobre filme.
Na Austrália, foi na década de 70 que surgiram os primeiros cursos de educação para a mídia, assim como na Finlândia, que inseriu em 1970 a educação para a mídia no currículo das escolas primárias e, em 1977, no currículo das escolas secundárias.
Já na Suécia a educação para a mídia é obrigatória desde a década de 80. E, na Argentina, o Programa Escuela y Medios, do Ministério da Educação, existe desde 1984 inicialmente na capital, e se expandiu para todas as escolas do país em 2000.
Também na França o Centro de Ligação do Ensino e dos Meios de Informação (CLEMI) foi criado em 1983 com o objetivo de promover o uso pluralista dos meios de comunicação, a educação para a mídia através do currículo formal e a formação dos educadores. Isso para ficarmos apenas em alguns países.
O seminário
O ensino de mídia nas escolas é apenas um dos tópicos que será discutido no seminário, que terá ainda as seguintes mesas: Talk show – A mídia como ferramenta de inclusão social; Classificação Indicativa: Fortalecendo padrões democráticos na garantia dos direitos da infância; Educação para a Mídia: O papel do Estado, das empresas de comunicação e da sociedade civil; Os desafios das novas mídias: Inclusão digital e proteção da infância; Convergências de plataforma: inovações e oportunidades para os países emergentes; Qualidade da informação e aurorregulação: desafios para o século XXI; Publicidade dirigida à infância: desenvolvimento sustentável e padrões de consumo; Cobertura jornalística: Boas práticas na garantia de direitos e Mídia de qualidade e a participação de crianças e adolescentes.
Vamos acompanhar o seminário e repercutiremos suas discussões aqui no Blog Educação e Mídia, por entendermos que essa é uma pauta que toda a sociedade deve participar e discutir.
Cristiane Parente é jornalista, educomunicadora, blogueiramembro da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação – ABPEducom, coordenadora do Programa Jornal e Educação – ANJ.
Artigo originalmente publicado no Blog Educação & Mídia do jornal Gazeta do Povo (http://www.gazetadopovo.com.br/blog/educacao-midia/?id=1347154&tit=infancia-e-comunicacao)