sábado, 30 de março de 2013

A educomunicação e suas contribuições na educação integral


Por Daniele Próspero
Daniele PrósperoDiante dos novos desafios da sociedade contemporânea, a educação, cada vez 
mais, precisa ampliar os espaços, tempos 
e oportunidades educativas, o que busca 
justamente a promoção de uma educação 
integral, ou seja, a formação dos alunos 
nas suas multidimensões. Isso passa, 
necessariamente, pela possibilidade de 
converter-se num espaço privilegiado para garantir às novas 
gerações os conhecimentos e as habilidades indispensáveis, 
para que se comuniquem com autonomia e autenticidade.
Sendo assim, não há como não falar em comunicação. Essa 
aproximação entre comunicação e educação se torna essencial. 
É o que chamamos de educomunicação, ou seja, um conjunto 
das ações voltadas ao planejamento e implementação de 
práticas destinadas a criar e desenvolver ecossistemas 
comunicativos abertos e criativos em espaços educativos, 
garantindo, dessa forma, crescentes possibilidades de 
expressão a todos os membros das comunidades educativas.
Diversas experiências e práticas educomunicativas têm 
alcançado resultados importantes no processo de 
aprendizagem das crianças e jovens. Algumas, inclusive, 
avançaram e se tornaram políticas públicas, como o 
projeto Educom.radio, em São Paulo. O governo federal 
percebeu o valor da proposta e sua importância para a 
busca de uma nova educação e inseriu, pela primeira vez, 
como política pública nacional – no Programa Mais 
Educação –, o conceito e pressupostos da 
educomunicação como uma forma de agregar à busca 
constante por uma educação integral.
O programa, criado como parte do Plano de 
Desenvolvimento da Educação (PDE), tem como 
proposta articular diferentes ações, projetos e 
programas nos Estados, e municípios, em consonância 
com o projeto pedagógico da escola, ampliando 
tempo, espaços e oportunidades educativas, 
através da articulação das políticas setoriais 
envolvidas e possibilitando a todos o “direito de 
aprender”.
O programa vem sendo ampliado ao longo destes anos. 
Em 2008, 1378 escolas no país foram contempladas pelo 
Mais Educação; em 2009, foram 5040; e, em 2010, 
foram mais de 10 mil. Em 2011, 15.018 escolas públicas 
passam a oferecer educação integral, por meio do 
programa. Do total, 5.256 participam pela primeira vez. 
Todas as novas escolas são de ensino fundamental. 
A previsão é atingir 3 milhões de alunos, com estimativa 
de recursos aplicados de R$ 574 milhões.
O Mais Educação prevê a implantação de uma jornada 
mínima escolar de sete horas, com a previsão de 
atividades de pelo menos três dos dez macrocampos 
estabelecidos: acompanhamento pedagógico (obrigatório);
meio ambiente; esporte; direitos humanos; cultura 
e arte; inclusão digital; prevenção e promoção da saúde; 
comunicação e uso de mídias; educação científica; e 
educação econômica e cidadania. São mais de 62 
atividades nestes dez macrocampos.
A educomunicação insere-se como proposta no 
macrocampo “Comunicação e Uso de Mídias”. As 
escolas podem optar por atividades de rádio, jornal, 
fotografia, vídeo e histórias em quadrinhos e 
recebem recursos para a compra de equipamentos 
e contratação de monitores.
O direcionamento do MEC para as atividades neste 
macrocampo é que as ações “utilizem os recursos 
da mídia no desenvolvimento de projetos educativos 
dentro dos espaços escolares, com a construção de 
propostas de cidadania engajando os alunos em 
ações de colaboração para a melhoria das relações 
entre as pessoas, além de projetos de aprendizagem 
por meio da reflexão crítica e da possibilidade de 
intervenção na escola e na comunidade”.
Este enfoque apontado pelo programa traz uma série 
de contribuições para a educação integral. Em 
primeiro lugar, trata-se, portanto, de colaborar 
com as relações no próprio ambiente escolar. Ao 
permitir que os alunos, juntamente com professores
ou monitores, discutam no jornal ou na rádio 
questões da escola e da comunidade, um novo 
ambiente pode ser elaborado.
A própria produção destes veículos escolares, que 
necessita uma intensa pesquisa, discussão e 
produção em grupo, abre a possibilidade para 
o estabelecimento de novas relações entre os 
próprios alunos.
Outra contribuição é em relação às novas linguagens. 
De acordo com o caderno orientativo do macrocampo, 
a Comunicação e Uso de Mídias, sobretudo, será 
tratada como o conjunto de processos que promovem 
a formação de cidadãos participativos política e 
socialmente, que interajam na sociedade da informação, 
na condição de emissores e, não apenas, consumidores 
de mensagens, garantindo assim seu Direito à Comunicação.
Sendo assim, os alunos no Mais Educação são envolvidos 
diretamente na produção destes veículos de comunicação, 
permitindo exercerem o seu direito a se expressarem. 
Abrir esse espaço de participação para os alunos se 
configura, portanto, numa possibilidade de despertar 
o interesse por novos conhecimentos, novas práticas, 
novas ações de intervenção social.
É no fazer que os alunos, justamente, encontram sentido 
para muitas questões colocadas pela escola que, até 
então, pareciam desconectadas. Os alunos podem 
utilizar-se da rádio para falar sobre suas propostas e 
ainda praticar a expressão verbal; ao produzirem um 
vídeo, por exemplo, os estudantes conhecerão de 
forma mais clara como é o processo de produção e, 
por isso, terão um olhar mais crítico ao assistirem 
programas televisivos; nos jornais ou quadrinhos, 
os estudantes poderão discutir temas como a sexualidade.
Diversos estudos já têm demonstrado o impacto positivo 
ao permitir que as crianças e jovens participem do 
processo de produção da mídia. De acordo com a 
Unesco (2002), os projetos que atuam nesta 
perspectiva têm demonstrado consequências
interessantes nos envolvidos, como: orgulho, poder e 
auto-estima. Os participantes apontam o desejo de 
encontrar na mídia os sonhos cotidianos e a realidade 
local; compreensão crítica e maior competência de mídia; 
fortalecimento da capacidade e da curiosidade; maior 
justiça social com a mídia audiovisual; e interesse na 
sociedade. Os participantes ainda ampliaram seu 
vocabulário e repertório cultural, aumentaram suas 
habilidades de comunicação, desenvolveram 
competências de trabalho em grupo, fizeram 
negociação de conflitos e planejamento de projetos 
e melhoram o desempenho escolar.
Outro ponto de simbiose entre a educomunicação e 
a proposta da educação integral é a própria 
interdisciplinaridade. Por meio das práticas 
educomunicativas, é possível uma maior flexibilização 
do currículo e da construção de uma proposta 
interdisciplinar. A fotografia pode ser uma ótima maneira
de trabalhar, junto à disciplina de Física, princípios 
básicos de luz. A Matemática e a Geometria, por 
exemplo, são fundamentais na diagramação de um
jornal. Já, a Redação e a Língua Portuguesa serão
utilizadas em qualquer tipo de mídia proposta, pois
estão ligadas à expressão. Além disso, ao produzirem
um jornal, os alunos podem discutir temas dos demais
macrocampos do Programa Mais Educação, como 
educação financeira, por exemplo.
E as escolas vêm, gradativamente, descobrindo o
valor das práticas educomunicativas junto aos seus
alunos. Em 2011, mais de 4.200 instituições escolares,
em 842 cidades, estão desenvolvendo atividades 
educomunicativas com cerca de 825 mil alunos
participantes.
[+] O texto “As contribuições das práticas educomunicativas na
promoção da educação integral” foi escrito pela pesquisadora
do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da Universidade 
de São Paulo (USP), Daniele Próspero, que é jornalista, especialista
em jornalismo social e em educação comunitária.
Fonte: Portal Aprendiz e Educomunicação UFCG (Texto de 2011)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Alunos do Idade Mídia produzem fanzine


Nos dias 15 e 22 de março, os alunos do curso Idade Mídia tiveram a oportunidade de “botar a mão na massa”: criaram seu próprio fanzine, com ajuda do convidado, o experiente “zineiro” gaúcho Sylvio Ayala. O fanzine é uma espécie de revista rústica, que utiliza colagens, textos e ilustrações. Nasceu como mídia alternativa nos anos 60 e 70 e foi fundamental durante o movimento punk inglês, entre outros movimentos contra-culturais.
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O “Bixorantinos”, como foi chamado o produto final, reuniu colagens, desenhos e textos feitos pelos próprios alunos, que levarão o produto para fora da sala de aula, ao distribuí-lo para a comunidade bandeirantina. No melhor estilo National Geographic, o fanzine se dispõe a desvendar perguntas sobre o aluno do Bandeirantes: Quem são? De onde vem? Como vivem?
“O humor é um elemento fundamental dessa geração; por meio dele os jovens se expressam politicamente e culturalmente também. Isso se evidencia nos fanzines, parte do processo do curso”, acredita o jornalista Alexandre Sayad, um dos coordenadores.
O Idade Mídia é um programa voltado à vivência na Comunicação. Durante o ano, os estudantes desvendam os bastidores e estudam diversas mídias como o rádio, o jornal e o cinema. São instigados a se expressarem em um veículo de comunicação criado por eles, lançado no fim do ano. O IM já foi objeto de estudo da London School of Economics e é considerado referência no campo da Educomunicação.

Readers drawn by familiar newspaper format on iPad

Those newspapers that combine a familiar layout with online news and interactive features are most popular with iPad readers, according to a study undertaken by Visiolink in collaboration with Aarhus University. The study also shows that the closer a digital paper resembles the printed edition, the more readers are willing to pay.

















Under the banner "Publishing in a digital future", Visiolink is working with Aarhus University to identify which types of digital content future newspaper readers will be willing to pay for, and how best to present the contents on the individual platforms.

Two digital editions of the same paper
In the first pilot study, a group of readers were asked to test two different app versions of the same paper on the iPad: one a 1:1 version of the paper (that is, a digital edition identical to the daily printed newspaper); and the other, a so-called "web-based newsreader", also containing articles and photos from the printed paper, but in a layout based on digital conventions, primarily those associated with the internet and not easily identifiable to the newspaper's loyal readers.

The editorial flow
The study found that readers prefer the version that most resembles the printed paper, primarily because it offers security, familiarity and an overall perspective.

"Many of those in the test group expressed satisfaction at being able to get all the way through a 1:1 version of the printed paper, which has a start and an end, and thus a consistent and easy editorial flow. Readers placed particular weight on editorial priorities and the general perspective in their decision. When a newspaper bases itself on digital conventions with an endless, non-prioritised news flow, readers cannot follow it in a way that makes them feel they have reached the end of the paper," says Visiolink's CEO, Jens Funder Berg, about the results.

"...I expect editing to be included in what I pay for. When images and headlines from all sections are clumped together in a heap, it is not particularly appealing. And what about relevance criteria? I can't find any." 
Quotes from readers on the web-based newsreader

Higher price
Participants in the same study were asked what they thought the two digital editions of the newspaper each cost. They were also asked to say what they personally would be willing to pay for each edition. Although both apps were estimated to be far cheaper than their actual price, participants guessed that the 1:1 version cost about twice as much as the web-based, template version. 
"Test subjects guessed both apps to be far below what they really cost, so we can conclude here that what readers are willing to pay is not the same figure as the actual price. In general, readers set prices lower for digital products – in that they don't get a hard copy with the purchase," explains Jens Funder Berg.

What the study suggests about willingness to pay:
The general opinion is that digital newspapers by definition should be cheaper than the printed paper. Readers are willing to pay for length and depth, but not for short, web-based news, and the same conclusion was found across age groups and gender. Young people (under 30) and older readers (50+) are those willing to pay most for the paper: those in the age group 30-50 years are the least obliging when it comes to payment. 

The appearance of the digital paper is, by all accounts, highly influential in determining whether readers are willing to pay for it; they are happy to pay for attention to detail in the form of layout, pictures, relevant infographics, etc, but not for something that looks like a free internet news site. 

Wish for interactivity
Despite readers having given the 1:1 version of the newspaper higher marks than the web-based newsreader, there remains a general wish that the digital potential could be better exploited: not only when it comes to interactivity, but also for the possibility of regularly updated news and more multimedia content, such as video and photo galleries. At the same time, readers would like the option to 'share' articles via social media sites.

"Interactive content is still lacking. iPad gives me some extra options, but they are not being used. It's really irritating when links don't work. The same goes for QR codes." 
Reader quote on the 1:1 app

Catch younger readers
The pilot study shows that it is quite possible to draw younger readers into digital newspapers, if the readers are exposed to the paper and its value – even though what creates that kind of value is highly individual. "The competition for readers' time means however that the challenge for media houses is to create formats that allow for shorter newspaper moments rather than working on longer, unbroken newspaper time, as the classic newspaper does. We must service both new and old readers in a controlled transformation from print to digital format – for example with hybrid-apps, which combine familiar newspaper content with digital content in the form of related articles, picture galleries, video reportage, etc," says Jens Funder Berg. 

"Publishing in a digital future"
The pilot study is part of the "Publishing in a digital future" project, a joint research project between Visiolink and Aarhus University. The basis of the project is that the reading of newspapers is moving from printed media to digital platforms. What nobody knows, however, is how the newspaper of the future will look or what readers will want to see. To achieve a secure footing for future digital payment platforms, those in the media industry need to know more about their readers' use of tablets and smartphones, as well as how the new platforms are changing media consumption and reader habits. 

According to Martin Brynskov, associate professor and researcher in mobile media at the Department of Aesthetics and Communication at Aarhus University, knowledge in this area is both limited and fragmented. For the first time, relevant information is being collected and analysed, so that Visiolink – in addition to using the information for product development – can share it with its customers, which include more than 600 European newspapers.

Danish and international material
"The market for digital payment platforms is still in the early stages of development. There is very little actual information in this area. We are now collecting a large amount of material, both in Denmark and internationally, and once we have reviewed it, it should provide Visiolink with a unique body of knowledge. This also means that, in the future, Visiolink will be better equipped to analyse the digital media market itself," says Martin Brynskov.

Tools for the digital future
For Visiolink, a market leader in digital newspaper solutions in Northern Europe, the collaboration with Aarhus University will secure the company with an even better foundation as a knowledge-based enterprise. Armed with more precise information about readers' digital expectations, together with Visiolink's position and experience both nationally and internationally, the company is better equipped to lead media houses into the digital future.

Exclusive market knowledge
"The exclusive market knowledge that is falling into our laps will contribute to us bringing an even greater wealth of information and expertise to the market. Currently, many initiatives are based on customer-driven innovation combined with our expertise and experience. Our goal is to always remain one step ahead of developments. This research project lays the foundation that ensures media houses can enter the future with confidence - a foundation based on facts," says Jens Funder Berg, CEO of Visiolink.


Fonte: http://www.visiolink.com/news/result.htm?nid=488 27/03/2013

Henry Jenkins: “O maior desafio é eliminar a ideia que as tecnologias farão todo o trabalho por nós”




A seguir, você pode ler a entrevista do pesquisador Henry Jenkins, dos EUA, dada para o livro Educación y tecnologías: las voces de los expertos (2011).
*
Qual papel o Estado deve desempenhar no processo de alfabetização digital?
Na atualidade, a emergência de tecnologias móveis e digitais ocorre de maneira desigual ao redor do mundo. Como muitos autores estão discutindo, as tecnologias encerram um paradoxo: aqueles países que buscam frear a adoção destas novas plataformas e práticas se isolam do desenvolvimento econômico e das correntes de pensamento, ainda que o fluxo de informação provoque mudanças sociais, políticas e culturais que são imprevisíveis.
Já temos visto alguns resultados dessa contradição nos últimos meses, com as dramáticas transformações no mundo árabe, com o crescimento das expectativas de uma geração que, conectada ao mundo global, pressiona as rígidas estruturas de poder e as tradições culturais.
Além disso, a natureza das mudanças digitais assume formas diferentes, dependendo dos contextos culturais em que ocorrem. Não conheço em profundidade os programas de inclusão digital na América Latina, mas estou especialmente interessado no contexto de uma região que preserva suas vibrantes tradições folclóricas no século XXI, e cujas tradições interagem com as dimensões mais participativas da cultura web. De acordo com essas variáveis, não pode haver uma única abordagem para a educação digital (media education). Cada sistema educativo deve desenvolver sua própria abordagem, que reflita as realidades de cada país.
Na minha opinião, os países mais esclarecidos enfatizaram a centralidade da alfabetização com as novas tecnologias no campo educativo do século XXI. Porém, buscaram também aproximações harmônicas com suas culturas, refletindo as condições econômicas e as tradições políticas de suas nações, que os ajudem a preparar os jovens para um futuro cada vez mais global.
O foco está menos nas tecnologias do que nas novas práticas culturais e mentalidades

Como a inclusão das TICs impacta nas escolas?
No meu entender, o foco está menos nas tecnologias do que nas novas práticas culturais e mentalidades que têm se desenvolvido ao redor das novas ferramentas e plataformas tecnológicas.
Muitas vezes há a presunção de que tudo o que temos que fazer é conectar a aula ou dar um laptop a cada criança, e desse modo o trabalho está feito. Não me interpretem mal. Isto é um grande passo para qualquer Estado, porém aprender a como usar as ferramentas é somente o primeiro passo.
Estas ferramentas estão transformando vários aspectos de nossas vidas, e como resultado temos que repensar cada tema que ensinamos na escola. Precisamos de um sentido ampliado do que a alfabetização significa. Algo que envolve a capacidade de pensar, ler, aprender e comunicar a partir de um campo de meios cada vez mais estendido; um sentido que inclua a habilidade de trabalhar com simulações e visualizações, de misturar e recircular o conteúdo midiático de forma significativa, para participar em grandes redes e produzir conhecimento, num modelo colaborativo.
Essas habilidades e mentalidades são tão vitais que, num sistema onde a tecnologia é limitada, podemos até fazer progressos pelo ensino destes hábitos na mente. Uma vez que adquirem essas habilidades, as pessoas poderão saber o que fazer quando finalmente as ferramentas chegarem às suas mãos. Muitas vezes, as escolas usam essa falta de tecnologia como uma desculpa para não atender as demandas de alfabetização dos cidadãos numa sociedade hiperconectada (networked society).

Como as TICs transformam as maneiras de ensinar e de aprender?
Não há nada inevitável a esse respeito. As ferramentas por si mesmas não fazem muito. Certamente, a internet expande nosso acesso à informação e as ferramentas digitais nos proporcionam novas capacidades para criar e compartilhar. Por exemplo, podem ser usadas de modo que reforcem as velhas práticas educacionais e facilitem o processo de aprendizagem; ou de maneira criativa, lúdica, imaginativa, com o objetivo de dar poder aos jovens e permitir que eles sigam suas paixões e interesses.
Atualmente, ao redor do mundo, temos visto como o PowerPoint se converte em uma ficha ilustrativa/mnemônica (flash card) e os podcasts são usados como uma versãohigh tech de um relatório bibliográfico. O que teríamos que estar vendo é o uso dessas ferramentas para estimular os jovens a comprometer-se a encontrar seu interesse a partir delas, para convencê-los nas redes e plataformas que utilizam.
Precisamos usar as ferramentas para promover a experimentação e a inovação
Precisamos usar essas ferramentas para promover a experimentação e a inovação, por vezes na forma de jogo, o que diminui o risco de errar e estimula as pessoas a assumirem riscos que as levem a novas descobertas.

Quais tendências pedagógicas devem ser consideradas ao permitir o acesso à internet em instituições educativas?
No meu relatório para a Fundação MacArthur, “Confronting the Challenges of a Participatory Culture: Media Education for the 21st Century” (2006), destaco uma série de habilidades e desafios centrais que o educador enfrenta quando prepara os jovens para o cenário das novas tecnologias.
Atualmente, o projeto New Media Literacies está desenvolvendo novos modelos curriculares e abordagens de desenvolvimento profissional, que acreditamos que funcionam para a alfabetização digital. No coração disso está o que chamamos de aprendizagem participativa (participatory learning) e que definimos com base em cinco características. Em primeiro lugar, nossa abordagem começa com a ideia de expandir a ecologia da aprendizagem, de modo a incluir todo o campo de experiências que os jovens têm dentro e fora da aula, incluindo seu jogo informal com a tecnologia.
Em segundo lugar, queremos criar um espaço de coconfiguração de saberes, em que professores, estudantes, pais e diretores (administrators) aprendam entre si enquanto navegam em um espaço pouco familiar mas emergente.
Além disso, buscamos criar uma cultura de aprendizagem que dê um alto valor à criatividade e à imaginação dos estudantes, e que busque expandir suas capacidades expressivas.
Também focamos naquilo que motiva os estudantes a aprender, e que tem a flexibilidade de responder a seu compromisso pessoal.
Finalmente, trabalhamos com materiais autênticos, que tenham significado para os estudantes e que emerjam de suas experiências de vida, em lugar de ter propósitos puramente instrutivos.

Como o planejamento da aula se modifica com a incorporação das TICs?
Eu iria mais além do planejamento da classe, para incentivar os docentes a reimaginar o que é a aula, não apenas em seu aspecto físico, mas sim de modo a incluir a comunidade em que vivem os estudantes, e a aprender das amplas redes digitais através das quais podem interagir.
A isso é o que nos referimos quando falamos da ecologia da aprendizagem; um espaço mais poroso em que os estudantes podem compartilhar experiências fora da aula que sejam significativas como parte de sua aprendizagem; onde possam obter os saberes que necessitam, inclusive quando vão mais além dos recursos de uma única escola, e onde os alunos e professores estão conectados a uma comunidade maior, até global, com a qual compartilham os mesmos interesses.

Quais tipos de conteúdos e atividades podem ser trabalhados com as TICs numa aula?
Há múltiplas possibilidades e exemplos. Podemos imaginar o valor dos jogos e da simulação na aula de história, como forma de incentivar os jovens a refletir sobre perguntas do tipo “o que aconteceria se”; questionamentos que lhes permitem entender a lógica profunda das análises históricas, em lugar de simplesmente reproduzir os dados do passado.
Podemos pensar, também, que o uso de ferramentas de visualização em ciências naturais permitirá aos estudantes fazer perguntas originais e trabalhar séries de dados complexos em busca de respostas.
Ou que o uso de práticas mistas em arte servirá para que os jovens possam desenvolver um entendimento profundo de como os artistas se comprometem com os materiais da cultura que os rodeiam, e que utilizam como recurso para sua expressão individual e coletiva.
E podemos imaginar o YouTube como um arquivo que nos proporciona diferentes materiais a que de outras forma seria impossível consultar.
Temos a sorte de que alguns estudantes façam suas próprias contribuições à Wikipédia e defendam o saber que compartilharam, apesar dos desafios, enquanto que no processo aprendam mais sobre a investigação como prática do que sobre a informação como produto.

Nesse contexto, que lugar deve ocupar o docente, como tutor ou guia do estudante?
Os professores têm que se despojar da aura da autoridade absoluta quando ingressam num mundo em que ninguém sabe tudo
Os professores têm que se despojar da aura da autoridade absoluta quando ingressam num mundo em que ninguém sabe tudo, e em que todos têm valor potencial para contribuir.
Agora mesmo, os docentes são prejudicados pela ansiedade, porque sabem que seus estudantes têm maiores ou, pelo menos, diferentes conhecimentos do mundo online.
Porém numa classe baseada na coconfiguração da expertise, isso pode permitir aos estudantes compartilhar seu saber e aprender dos outros. Isso não significa que o docente seja deslocado de sua tarefa, mas sim que assume um papel de guia ou mentor, de alguém que monitora a aprendizagem do estudante; dá retroalimentação ao seu desempenho; o ajuda a relacionar-se com os novos recursos e oportunidades; e, no processo, aprende ao seu lado.

Como os docentes poderiam ser convencidos a adotar um papel de aprendiz sem perder a posição de autoridade?
Muitos professores têm demonstrado uma enorme capacidade de aprendizagem. É uma pena que vários deles deixem de aprender quando se tornam docentes. A melhor maneira de estabelecer sua autoridade em uma classe mais participativa é moldar seu próprio processo de aprendizagem, para mostrar capacidades de exploração e crescimento, que é o que espera ver em seus alunos.
Isso é o contrário do que geralmente mostrávamos a nossos estudantes. Atuamos como se já soubéssemos tudo, como se a aprendizagem fosse um produto e não um processo, como se se chegasse a um ponto em que não fosse necessário aprender mais. Se a vida no século XXI nos ensinou algo, é a ideia de que a aprendizagem é um processo que dura toda a vida.

Nesse contexto, é possível aproveitar os saberes dos estudantes sobre as TICs na aula?
Absolutamente, mas requer a vontade de ser flexível e a capacidade de improvisar. É por isso que usamos o termo play (jogar) para descrever nossos programas de formação de professores (a sigla de Participatory Learning and You), porém o usamos também para destacar que as escolas devem converter-se em lugares de jogo.
Nosso grande obstáculo são as provas padronizadas, que fizeram das escolas lugares sem diversão
Os pesquisadores que escrevem sobre o jogo falam do “círculo mágico”, uma atitude mental que emerge quando diminuímos as consequências que as ações normalmente envolvem, e quando encorajamos as pessoas a se arriscarem, sabendo que podem falhar.
Nosso grande obstáculo são as provas padronizadas, que fizeram das escolas lugares sem diversão, onde a criatividade e o assumir riscos, associados ao jogo, são desestimulados. Mas se começamos a ter uma atitude mais lúdica, podemos criar um espaço em que os estudantes sintam-se mais confiantes na opção de compartilhar o que sabem entre si, e onde possam construir juntos habilidades e saberes.
Jogar dá a cada um a permissão para experimentar e suspender algumas das regras que normalmente dominam a aula.

Qual papel cumprem as famílias no processo de inclusão das TICs, especialmente aquelas que pertencem aos setores vulneráveis?
Parte da consideração de uma ecologia da aprendizagem é o reconhecimento de que os pais e as famílias têm um papel vital para apoiá-lo e possibilitá-lo.
As famílias possuem conhecimentos e tradições locais que são parte vital da vida das crianças. Os pais tem saberes que os filhos devem adquirir para exercer julgamentos no novo e complexo ambiente em que estão ingressando.
Frequentemente, essas coisas são vistas como obstáculos para aprendizagem (como o passado, que deve ser deixado de lado para o ingresso no futuro), mas são, ao contrário, a base a partir da qual a aprendizagem deve se desenvolver.
Os pais devem ser recrutados como parte plena do processo de aprendizagem. Assim como se ensina aos jovens a respeitar e assumir as responsabilidades sobre suas habilidades emergentes, os pais devem ser respeitados e assumir a responsabilidade por aquilo que transmitem a seus filhos. Além disso, é necessário que existam tarefas que incentivem os jovens a aprofundar a história de sua própria família e da cultura de sua comunidade, para que possam compartilhar o que aprenderam com os demais por meio da escola.
E os docentes precisam identificar os saberes dos pais, e buscar incorporá-los mais dentro da aula para que possam compartilhar o conhecimento com outros jovens que queiram aprendem o que eles têm para oferecer.

Quais as expectativas sobre o Modelo 1 a 1?
A introdução das novas tecnologias pode produzir uma transformação impactante, mas somente se é acompanhada de mudanças fundamentais na cultura escolar
A introdução das novas tecnologias pode produzir uma transformação impactante, mas somente se é acompanhada de mudanças fundamentais na cultura escolar. Os jovens podem ter relações significativas e profundas com os meios digitais e com as comunidades online, ou podem usá-las de um modo superficial e banal que os distraia mais do processo de aprendizado.
Eles necessitam de adultos que os ajudem e guiem, por meio de relações mais produtivas com as redes e a informação, e adultos com a mente aberta, capazes de apreciar e valorizar os tipos de aprendizagem apaixonadas e conectadas socialmente, que ocorrem quando os jovens encontram seu caminho até um lugar especial dentro do mundo online.

Quais desafios as escolas enfrentam na sociedade da informação e do conhecimento?
O maior desafio é eliminar a ideia que as tecnologias farão todo o trabalho por nós, em lugar de vê-las como um recurso que pode ser mobilizado de modo a transformar a cultura de aprendizagem escolar.
O outro desafio é continuar crescendo, em lugar de acreditar que as soluções que funcionam hoje continuarão funcionando amanhã, tendo em conta os modos pelos quais as redes e os computadores aceleraram a inovação em todos os aspectos de nossas vidas.
As escolas são, geralmente, espaços mais conservadores que transformadores para os jovens estudantes. Necessitam ser, ao invés disso, ambientes que os ajudem a preparar-se para um mundo que está em constante transformação.

Fonte: Blog Mídias na Educação / Tradução Richard Romancini

quarta-feira, 27 de março de 2013

Você é assim ou já teve um(a) aluno(a) assim? : )


O que incomoda na Internet? Insultos, mentiras e coisas feias, dizem crianças portuguesas


Compartilhamos matéria do jornal Público,de Portugal, sobre pesquisa com mil crianças portuguesas incluídas no inquérito europeu EU Kids Online, divulgadas no dia 05/02/2013 por investigadores da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no dia em que se comemorou a Internet Segura.
Pais, crianças e jovens portugueses falaram na primeira pessoa. 
Muitas crianças têm acesso ao computador na escola ou no centro
Pornografia, imagens de violência, contactos de estranhos, referências a drogas e álcool, e imagens de pessoas a abusar de crianças são apenas alguns do conteúdos que crianças e jovens identificam como incómodos na Internet. As respostas de mil crianças portuguesas estão incluídas no inquérito europeu EU Kids Online e são divulgadas esta terça-feira por investigadores da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no dia em que se comemora a Internet Segura.
No trabalho de campo também houve perguntas dirigidas aos pais, tendo sido pedido que identificassem situações particularmente incómodas para os filhos na Internet. Nos testemunhos, há relatos sobre estranhos que entraram em contacto com os filhos e que lhes pediram a morada. Um dos pais conta que a filha de 16 anos conheceu um homem na Internet e convidou-o para ir lá casa. Quando a mãe chegou, a filha estava no quarto inconsciente e teve de receber tratamento hospitalar. Nunca se chegou a descobrir o que lhe aconteceu ou que terá tomado.
Outros depoimentos dos pais relacionam-se com mensagens desagradáveis enviadas por colegas aos filhos, conversas perturbadoras com estranhos, visualização de vídeos chocantes e fotografias de filhos divulgadas em sites com comentários negativos.
Já as crianças, quando questionadas sobre o que é que poderia incomodar alguém da idade deles na Internet, responderam: “Enviar insultos, contar mentiras sobre outras pessoas, sites com coisas feias, com imagens chocantes”, disse uma menina de 12 anos. Outra rapariga de 15 anos escreveu: “Fazer troça de alguém criando sites e usando o Youtube para gozar”. Uma adolescente da mesma idade, a quem uma colega enviou mensagens desagradáveis, identificou como incómodo “insultos que baixam a auto-estima e afectam psicologicamente”.
Apesar de o inquérito EU Kids Online ser de 2010, o relatório com as respostas das crianças e dos jovens na primeira pessoa só é divulgado esta terça-feira. Para além disso, os investigadores portugueses resolveram voltar ao terreno, cerca de um ano depois, mas desta vez para comparar as primeiras respostas com as de uma amostra de crianças e adolescentes de contextos socioeconómicos mais desfavorecidos.
“Quando decidimos adaptar o questionário EU Kids Online a uma amostra de crianças socialmente desfavorecidas, os nossos objectivos eram não só conhecer os seus contextos de acesso, uso e formas de mediação, mas também ter em atenção a percepção das crianças sobre os riscos e segurança online, na forma como o expressam, e compará-los”, escrevem os investigadores Cristina Ponte, José Alberto Simões e Ana Jorge, num artigo que será publicado no próximo mês.
Não estragar o computador
Neste segundo inquérito, dirigido a miúdos entre os 9 e os 16 anos do programa Escolhas, que visa promover a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, a pergunta foi colocada da seguinte forma: “O que é para ti usar a Internet de forma segura? Que conselho darias a uma pessoa da tua idade?”
A pesquisa, realizada em 19 centros da área metropolitana de Lisboa e do Porto, mostrou que, comparadas com a amostra nacional do EU Kids Online, as crianças do Escolhas “são aparentemente mais inclinadas para o entretenimento” e que “as competências digitais ligadas à informação estão menos presentes”. Mais frequentados por rapazes do que por raparigas, os centros Escolhas proporcionam um acesso a meios digitais, o que leva os investigadores a concluir que “exclusão social e exclusão digital não são necessariamente equivalentes”.
Se na amostra portuguesa do EU Kids Online 47% dos pais tinham o 9.º ano ou menos, entre os pais das crianças do Programa Escolhas esta percentagem atinge os 90%. O acesso das crianças à Internet também é mais reduzido no Escolhas, o que pode dever-se aos baixos níveis de escolaridade dos pais que também não são, eles próprios, utilizadores da Internet: 60% dos pais portugueses abrangidos no EU Kids Online usavam a Internet, enquanto no caso do Programa Escolhas esta percentagem desce para 43.
Para além deste dado, salienta-se que 92% das crianças do EU Kids tinham acesso à Internet em casa, percentagem que, no caso do Escolhas, se fica pelos 46 (no que respeita a crianças) e pelos 70 (no caso dos adolescentes).
Algumas das respostas das crianças do programa Escolhas mostram que a percepção que têm sobre o que é usar a Internet de forma segura relaciona-se com o manuseamento cuidado dos equipamentos – não querem estragar computadores que não são deles – em vez dos conteúdos.
As referências a conteúdos sexuais são escassas, o que se pode dever ao facto de estas crianças e jovens acederem à Internet em locais como a escola e os centros Escolhas, onde são usados filtros e onde o acesso é mais controlado. Apesar de haver essa supervisão, uma criança do Escolhas escreveu o seguinte: “Não devia fazer, mas faço. Não jogar jogos nem tentar criar contas no Facebook… Eu faço na escola, mas com outro nome.” 
E quanto a contactos com estranhos, que disseram os miúdos? Uma rapariga de 14 anos, abrangida pelo Escolhas, respondeu o seguinte: “Uso a net há cinco anos e felizmente até hoje não me aconteceu nada. Já falei e me encontrei com desconhecidos e correu sempre bem. Se toda a gente tiver o mesmo cuidado que tenho e atenção, nada de mal acontecerá”.
Os investigadores verificaram que entre jovens do Escolhas, o contacto com pessoas desconhecidas pode ser uma oportunidade para aumentarem o “capital social” – a rede de contactos. E perceberam também que crianças mais novas se sentem seguras quando navegam na Internet, porque apenas fazem um número limitado de actividades em períodos curtos de tempo.
Os autores do artigo frisam ainda que, apesar de as crianças portuguesas liderarem, a nível europeu, o acesso à Internet através de portáteis, tal não se traduzia num uso frequente. De acordo com os dados do EU Kids Online, 66% das crianças portuguesas tinham acesso à Internet através de portáteis, contra uma média europeia de 23%; porém, apenas 54% acediam diariamente à Internet, quando a média europeia era de 57%.
Uma vez que os dados das pesquisas são de 2010 e de 2011, Cristina Ponte considera que seria relevante voltar ao terreno para um novo estudo, que teria como objectivo perceber como está a actual crise a afectar as condições de acesso à Internet por parte das crianças e jovens.
Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-que-incomoda-na-internet-insultos-mentiras-e-coisas-feias-dizem-criancas-portuguesas-1583264 Maria João Lopes 05/02/2013

Presidente da ABPEducom é o entrevistado do programa Trajetória, da TV USP


Veja vídeo sobre o presidente da ABPEducom (Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação), Profº Ismar de Oliveira Soares, produzido pela TV USP, Programa Trajetória:



    

Nascido em Rezende, no Rio de Janeiro, saiu de casa aos 11 anos para estudar. Formou-se em Historia, Geografia e Jornalismo e é considerado uma das maiores autoridades do país em Educomunicação. É um grande estudioso da imprensa católica e pesquisador do papel da mídia na formação de crianças e jovens. O entrevistado dessa semana é Ismar de Oliveira, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Saulo. 

Blog ABPEducom - abpeducom.blogspot.com
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terça-feira, 26 de março de 2013

"Comunicação e cultura do ouvir"


Projeto do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura de Ouvir e Convidados
Este livro reúne trabalhos elaborados pelos participantes do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura do Ouvir, um dos grupos de pesquisa do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero, e por outros convidados (as) de diversas instituições.
O livro está dividido em três partes. Na primeira, denominada Vínculos estão os textos de José Eugenio Menezes (vínculos sonoros), Helena Charro (comunicação e cultura), Roseli Trevisan (jingles como narrativas), Júlia Lúcia de Oliveira (oralidade mediatizada), Lídia Zuin (estética militarista na música industrial), Eric de Carvalho (tatuagem como traços da alma e do mundo), Luiz Vitral (corpo e mídia) e Pedro Vaz (representação dos deficientes físicos).
Na segunda parte, Ambientes, estão textos de Irineu Guerrini (programas de rádio realizados por pessoas com transtornos mentais), Fernanda Patrocinio (os conflitos entre Rússia e Geórgia), Sérgio Pinheiro da Silva (rádio comunitária), Rodrigo Fonseca Fernandes (jornadas esportivas nos estádios, no rádio e na internet), Raphael Tsavkko Garcia (vínculos e sentimento nacional), Danielle Denny (comunicação e sustentabilidade no festival SWU), Helena Navarrete (os ambientes comunicacionais constituídos por crianças uruguaias que utilizam computadores) e de Tatiana Benites (o conjunto dos sentidos nos pontos de venda do varejo).
Da terceira parte, Rádio: tendências e perspectivas, constam os textos de Marcelo Cardoso (o jornalismo radiofônico e as narrativas míticas), Elisa Marconi (a faixa jornalística do FM paulistano), Luciano Maluly (tendências do radiojornalismo), Eliane Calixto (o programa Café com o Presidente), Nadini Lopes (radiorreportagem), Osório Silva (a narração de Fiori Gigliotti), Paulo Borges (o ruído no radiojornalismo) e Julio de Paula (o rádio em tempos de convergência de mídias).
Clique aqui para fazer o download do Livro "Comunicação e cultura do ouvir".

Intercom e Fadeccos promovem IV Colóquio Argentina-Brasil de Ciências da Comunicação de 24 a 26 de setembro, em Córdoba/Argentina


Serão abertas no dia 1º de abril as inscrições para o IV Colóquio Argentina-Brasil de Ciências da Comunicação, que acontece na cidade de Rio Cuarto, na Província de Córdoba, Argentina. O encontro, que será realizado de 24 a 26 de setembro, pretende reunir professores, pesquisadores e profissionais da área de Comunicação do Brasil e da Argentina. O Colóquio é promovido pela Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) e FADECCOS (Federação Argentina de Carreiras de Comunicação Social).

A sede do evento será a Universidad Nacional de Río Cuarto, onde serão realizadas mesas de discussão com a apresentação de trabalhos relacionados ao tema. A submissão de artigos acontece de 1º de abril a 30 de maio. Os postulantes devem ter, preferencialmente, pós-graduação concluída.

Requisitos para as inscrições:
- Resumo: até 250 palavras (em espanhol e/ou português).
Texto completo: em espanhol e/ou português, até 6.000 palavras (incluindo bibliografia), Times New Roman corpo 12, espaço 1,5, na língua de origem (espanhol ou português).
- Currículo resumido (máximo: 100 palavras).
- Titulação do postulante: preferencialmente com Pós-Graduação concluída.

Endereço eletrônico para envio dos trabalhos: 
- Argentina: gcimadevilla@hum.unrc.edu.ar / coloquio2013@hum.unrc.edu.ar (Professor.Dr. Gustavo Cimadevilla – Universidad Nacional de Rio Cuarto)

- Brasil: dorisfah@pucrs.br - (Professora Drª. Doris Fagundes Haussen – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) 

Sobre a Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação)
Instituição sem fins lucrativos, destinada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado. A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica não apenas entre mestres e doutores, como também entre alunos e recém-graduados em Comunicação, oferecendo prêmios como forma de reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade.

Cásper Líbero promove o Seminário “Caminhos da Pesquisa em Comunicação no Brasil”


No dia 6 de abril, sábado, a Faculdade Cásper Líbero promove o Seminário “Caminhos da Pesquisa em Comunicação no Brasil”. Sob a coordenação dos doutores Luís Mauro Sá Martino e José Eugênio de Oliveira Menezes, os participantes farão uma reflexão referente às principais questões teóricas, epistemológicas e institucionais relacionadas à constituição e às dinâmicas da área de Comunicação no Brasil. 
Por meio de discussões abertas, análises de casos e exemplos concretos, ao termino do curso, o aluno estará munido de um repertório conceitual que permita compreender criticamente os desenvolvimentos das pesquisas em Comunicação no Brasil, tanto no aspecto teórico da recepção, reelaboração e produção de um pensamento conceitual quanto na perspectiva de uma análise das condições de institucionalização dessa área de estudos. Poderá compreender um panorama, ainda que parcial, das pesquisas contemporâneas de maneira a localizar determinados autores, escolas e métodos.
Certificados:
Ao final do Seminário, os alunos também receberão um certificado atestando a presença e o número de horas cursadas. 
Para os alunos da pós-graduação Stricto Sensu da Cásper Líbero, propõe-se que a frequência ao Seminário e a apresentação do trabalho final possa valer um crédito. O trabalho será um paper discutindo modelos e conceitos vistos, ilustrando suas ideias om exemplos e situações reais. O objetivo desta avaliação é observar os usos práticos do repertório discutido no Seminário.
Data: 6 de AbrilHorário: Das 9h às 17hLocal: Sala Aloysio Biondi (5º andar)Público: Alunos (graduação, lato sensu e stricto sensu) e professores da Faculdade Cásper Líbero e interessados de outras instituiçõesINSCRIÇÕES: Envie, previamente, um e-mail com seu nome, RG, curso e nome da instituição na qual estuda ou representa para eventos@casperlibero.edu.br. VAGAS LIMITADAS.
Mais informações e programação (em breve) no site: http://www.casperlibero.edu.br/noticias